Notas iniciais
Capitulo editado e revisado dia 13/06/2017

Os dias que se seguiram foram relativamente mais tranquilos, a única coisa que persistia, eram os enjoos matinais, que mesmo com medicamentos trouxas e poções, não aliviavam minha situação, que não era favorável, e na maioria dos dias, eu não sentia vontade de sair da cama.

O fato do meu pai não responder as cartas que lhe enviava, me deprimia também, Ronald sempre fora um super pai, estava sempre ao meu lado e não tê-lo por perto, fazia-me sentir abandonada.

Embora, ele tenha sido claro quando me disse que a partir dali, eu estava sozinha, ainda tinha esperanças de que uma hora ou outra, seu coração ia amolecer.

Suspirei, rolando pela cama, me escondendo debaixo dos cobertores, tentando dissipar meus pensamentos.

Tudo que eu queria naquele sábado, era continuar quietinha debaixo dos cobertores, chorando meus males até me sentir confortável o suficiente com a situação.

Obviamente, Scorpius parecia não concordar com nenhuma das minhas decisões, porque surgiu em meu dormitório, abrindo às janelas.

— Boa tarde, ruiva. – ele riu, quando me escondi da cabeça aos pés com os cobertores.

— Vai pro inferno, Scorpius, fecha a merda dessa janela. – bufei, quando ele puxou as cobertas da cama, fazendo-me encolher rapidamente.

— Lily me disse que teve uma noite difícil.

— Exatamente, por isso me deixe dormir, já que seu filho, não me fez o favor. – resmunguei.

— Já são quase duas da tarde, você dormiu o suficiente. Vamos, levante, coloque uma roupa, vamos dar uma volta em Hogsmeade e alimentar nosso filho. – Scorpius era tão irritantemente determinado.

Nesses últimos dias, havia aprendido que não adiantava discutir com ele, não quando ele enfiava algo em sua cabeça.

Por isto, mesmo a contragosto, depois de me vestir o mais simples possível, estávamos no Três Vassouras, sentados em uma mesinha de canto, esquecida, enquanto Madame Velvet esperava para anotar nossos pedidos.

Assim que Scorpius fez o dele, ela voltou-se para mim.

— E você querida, o que vai querer? – suspirei.

— Se tiver a cura para enjoos, seria maravilhoso. – resmunguei, dando de ombros.

— Na verdade, eu tenho algo bom. – ela sorriu, docemente. – Trarei, em breve.

Não discuti, as pessoas costumavam ter crendices com receitas milagrosas e achismos idiotas que ajudavam a passar enjoos, saber o sexo e até mesmo a data prevista do parto.

— Você está incrivelmente rabugenta, Rose. – ele riu, divertido, enquanto me observava com atenção.

— Sou uma mulher grávida, panaca. – me ajustei na cadeira, olhando-o atentamente. – Tenho oscilações de humor. – ele sorriu, fazendo-me revirar os olhos.

— Não use nosso filho como desculpa para sua rabugice. – alfinetou.

Decidi ignorar Scorpius pelo resto do tempo que passaríamos ali, sabia que ele tinha razão, nem mesmo eu estava me aguentando esses últimos dias, ele, na verdade, vinha fazendo um ótimo trabalho em me aturar.

Meu humor melhorou em noventa por cento, depois de tomar um chá gelado de gengibre, canela, limão e mel gelado, que Madame Velvet me trouxera para meu enjoo, e desta vez, eu tinha que dar o braço a torcer, não melhorava cem por cento, mas aliviava pelo menos oitenta por cento.

— Melhorou? – ele me olhava curioso, enquanto eu comia um prato de macarronada.

— Muito. – sorri.

— Ok, vou ter que arrumar um estoque desse chá milagroso.

— Por favor. – concordei, prontamente.

— Você não está curiosa para saber se é menino ou menina? – ele perguntou, subitamente, pouco tempo depois.

— Seria impossível não estar. – confessei. – Você tem preferência?

— Menina. – ele falou tão rápido e seguro, que me surpreendi.

— Sério? Por quê?

— Já viu minha família? As últimas gerações, ou em sua maioria, só vieram herdeiros homens, seria incrível variar. – ele sorriu, largamente.

— Não é como se nosso filho fosse ser seu herdeiro legítimo, Scorpius. – suspirei, ele me olhou atentamente. – Você sabe, um dia, você vai casar com uma sangue puro e ter seu verdadeiro herdeiro, este bebê sempre será apenas fruto de um caso de uma noite.

Scorpius me encarou em silêncio, por um longo período, me analisando milimetricamente, com seus olhos cintilantes.

— Você não me conhece mesmo, Rose. – ele suspirou, levantando-se, me deixando para trás na mesa.

Suspirei confusa, enquanto via ele pegar duas garrafas com os chá que havia encomendado para meus enjoos, saindo em seguida.

Apressei-me para alcança-lo pelo caminho, me perguntando por que ele estava chateado.

— EI, ESPERA, SCORPIUS! – gritei, apressando o passo para lhe alcançar. – EI, DÁ PARA VOCÊ ME ESPERAR?! – gritei, perdendo a paciência, me colocando em sua frente. – VOCÊ PIROU? PRA COMEÇO DE CONVERSA, EU NEM QUERIA SAIR DO QUARTO, AÍ, VOCÊ ME FAZ SAIR DA ESCOLA E ME DEIXA SOZINHA? – ele me olhava em um misto de raiva e impaciência.

— Dá um tempo, Rose. – ele bufou, se desvencilhando do meu corpo na sua frente, voltando a caminhar.

— Escuta aqui, Malfoy, você é um tremendo de um babaca! Não sei onde estava com a cabeça quando dormi com você naquela noite, aquela maldita noite em que acabou com a porra da minha vida. – ele parou, virando-se rapidamente em minha direção.

— Eu é que não sei onde estava com a cabeça quando me apaixonei por você, sua maluca! Que patético, não? Me apaixonar logo pela única garota que nunca se daria ao luxo de me amar... Mas veja só, que infelicidade do destino, agora vou ser pai de um filho seu, então vê se supera essa merda e cresce! – antes que eu pudesse assimilar completamente todas aquelas informações, ele já havia evaporado.

Foi ali que eu percebi duas coisas: primeiro, eu vinha agindo como uma completa idiota e era completamente justo, ele explodir uma hora ou outra.

E segundo, Scorpius Hyperion Malfoy, futuro pai do meu filho (a), acabara de se declarar para mim, e a única coisa que eu sentia, era o meu coração bater completamente desgovernado dentro do peito, ao ponto de escapar pela minha boca.

Notas finais
Não esqueçam de me contar o que estão achando!