Novatos na Academia Woodhand
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Notas iniciais
–GUILHERME
Meu dia começou normal,mas sofreu uma grande acelerada depois da escola. Acordei por volta de 11 horas e fui me aprontar para a escola, almocei direto (já tinha perdido o horário do café da manhã) tomei banho e fui para a escola.
Os últimos dois tempos de aula eram de educação física, eu gosto muito. O professor disse que o jogo seria queimado. Torci para ficar no mesmo time que minha amiga Lais, ela sempre vence e eu gosto de vencer!
Como sou cagado por urubu (azarado), ficamos em times diferentes, o jogo seria difícil para meu lado. Não que eu jogue mal, mas é como se a Lais tivesse nascido para isso.
Aconteceu o de sempre, o time em que estava massacrou o outro, e quando só restava a Lais no jogo, ela começou a nos destruir. (Já disse que odeio perder?). Restavam além de mim mais seis jogadores e do outro lado só a Lais. Um por um todos fomos queimados e ela venceu a partida.
–Nossa! Como você faz isso? –Perguntei para Lais enquanto eu ela e Gabrielly (que quase nunca joga) caminhávamos cada um em direção à sua casa.
–Ah, eu não sei. Boa mira eu acho. –Respondeu ela
–São os poderes do Queixo –Acrescentou Gaby rindo.
(Vou explicar. Lais tem um queixo meio grande, olha o eufemismo, ele é bem grande [risos], e nós dizemos que ele dá superpoderes à ela).
–Ah sim, mas você não pode usar o Queixo! Isso é trapaça! –Disse rindo também.
–Até amanhã Gui –Despediu-se Gabrielly quando os caminhos se separavam.
–Até amanhã povo! –Me despedi das meninas, elas moravam moravam praticamente na mesma rua, então segui meu caminho andando sozinho até em casa.
–Tchau Gui – Lais também se despediu.
Quando entrei em casa minha mãe conversava com uma garota de mais ou menos 19 anos, ela era forte e tinha um corpo atlético muito bonito e saudável, trazia os cabelos pretos presos em rabo de cavalo alto, vestia jeans e uma camisa vermelha com a letra ômega sobre o peito esquerdo. (Eu já havia visto aquele símbolo em um jogo de guerra sobre mitologia grega, então pesquisei sobre, e por isso sabia que se chamava ômega).
Minha mãe e eu somos muito parecidos, temos os mesmos olhos verdes, os mesmos cabelos lisos e pretos, a mesma pele clara e também somos magros. Meu irmão mais novo, Jean, tem 2 anos e estava perdido pela casa aprontando alguma.
–Essa é Alice, ela veio oferecer uma vaga em um colégio interno –Disse minha mãe com ar de desconfiada, provavelmente pensando que era um golpe ou pegadinha.
–Olá Guilherme, eu sou Alice Lisboa, estou aqui como Detectora da Academia Woodhand para jovens Excepcionais. Gostaríamos que se juntasse a nós para estudar em Woodhand. –Apresentou-se Alice. Ela tinha um sotaque engraçado, como se não falasse português.
–Opa! Espera aí! Como assim alunos excepcionais?! Eu sou bom aluno, mas excepcional é exagero. E que colégio é esse? Nunca ouvi falar.
–Foi a mesma coisa que pensei, isso tudo é muito suspeito Guilherme. –Falou minha mãe. Eu não podia discordar, era mesmo muito estranho.
–Vou explicar melhor. A Academia Woodhand é meio que escondida, não fazemos anúncios do tipo “matrículas abertas” nem nada do gênero. O único meio de entrar para Woodhand, eu acho, é através de um Detector. E... sobre excepcional, quer dizer que você, Guilherme, não é comum, significa que tem habilidades distintas dos demais. Assim como eu , imagino que você seja um Herói. Mas... sem ofensas, se for de fato um Herói você destoa dos outros, é pequeno e magro demais...
–Herói!? Como assim? Quer dizer que posso voar e fazer coisas do tipo? Vou ser alto e forte um dia! É só questão de tempo. –Rebati decidido.
–De qualquer forma, nós não podemos pagar um internato –Interrompeu minha mãe na maior calma fingida.
–Não se preocupe dona Sandra, Woodhand não cobra mensalidades, nosso trabalho é mantido por doações de ex-alunos bem sucedidos. E Herói quer dizer que você tem a bênção de algum deus, ou é filho de um deles.
–Mas... –Começou minha mãe.
–SHOW! –Interrompi. –E eu tenho bênção de quem? Meus pais são mortais, não tem como eu ser filho de algum Deus. –Disse não me contendo de tanta animação.
–Nossa! Você reagiu bem a essa notícia. –Surpreendeu-se Alice
–Eu leio bastante e também jogo muito coisas assim, estou chocado mas minha animação supera o choque! –Expliquei
–Ah... Bom, não tenho certeza se você é um Herói sou nova no trabalho, vou pesquisar sobre isso mais tarde. Você tem uma vaga em Woodhand, mantenha sigilo. Preciso ir, guarde meu cartão e telefone quando tomar a decisão. Boa tarde –Alice se despediu dando um cartão para minha mãe.
–Boa tarde (!) –Falamos eu e minha mãe ao mesmo tempo
–Você vai deixar eu estudar lá, não é!? –Perguntei
–Não sei, tenho que pensar, de repente se pudéssemos visitar antes de aceitar a oferta. Mas esqueci de perguntar onde fica essa tal de Woodhand. –Respondeu minha mãe
–Isso! Eu não vejo a hora de conhecer a escola! –Disse entusiasmado.
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