Novatos na Academia Woodhand

5 Começa a Comemoração


Notas iniciais
E aí! :v esse capítulo está atrasado duas semanas por motivo de viagem para ir à Bienal, agora vai voltar a rotina normal de toda sexta um capítulo novo. Foi mal a demora huehue

–LAIS

Ontem quando fui Detectada não tinha certeza se realmente queria frequentar a Academia Woodhand, mas depois do que aconteceu agora, irei para lá sem dúvida e, o melhor de tudo, continuarei perto dos meus amigos, talvez algum deles seja Humano também e isso me anima muito.

Agora que gritamos o nome da Academia Woodhand, o tempo parecia correr lentamente, ninguém fazia ideia do que dizer. Gui foi o primeiro a comemorar.

–Caramba! Isso é incrível, vamos continuar juntos e dessa vez em um lugar fantástico e cheio de gente com habilidades que nunca vimos! –Ele disse quase gritando. –Vamos lá galera... por que essas caras esquisitas?

–Eu não acredito. Quais as chances de nós quatro pertencermos a uma das seis Classes de humanos? É mágico! –Falei sem acreditar em nossa sorte.

–Chamem do que quiserem: Destino, sorte, acaso, não importa! Eu estou tão feliz, bom isso é normal. Quero dizer, bem mais feliz que o normal! E o que são essas tais classes? Achei que fôssemos estudar na mesma classe, afinal temos a mesma idade.

–Os humanos são divididos em seis Classes: Feiticeiros, Metamorfos, Caçadores, Noturnos, Heróis e Humanos. Eu sou Humana. Resumindo tudo, quer dizer que não tenho poderes de nenhum tipo, mas tenho as habilidades normais muito maiores. Por exemplo, nos esportes tenho mais facilidade do que vocês, também aprendo o conteúdo das matérias da escola mais rápido e por aí vai. Woodhand só aceita os melhores então isso quer dizer alguma coisa não é? –Me entreguei a risada, esse era um momento que nós quatro lembraríamos pra sempre.

–Que legal! O que nós somos? –Perguntou Gaby. Renan ainda tentava organizar tudo na cabeça, por enquanto só observava.

–Não sei, gente. Alguma vez fizeram algo inacreditável do tipo que só é possível nos filmes? –Perguntei

–Nunca, não que eu lembre. –Disse Gui

–Eu já. A primeira vez que aconteceu eu tinha oito anos. Caí de uma árvore e não atingi o chão, eu fiquei suspensa por uma plataforma transparente que parecia vidro. Como um campo de força.

–É isso Gaby. Você é uma Feiticeira Defensora! Pode criar barreiras ou bolhas de energia ao seu redor e ao redor de outra coisa ou pessoa. É tudo que sei, as Classes tentam esconder algumas coisas umas das outras. Os Feiticeiros então... São os mais misteriosos. –Expliquei a eles. Guilherme estava de queixo caído, e eu acho que sei o motivo...

–SHOW! -Gritou ele. -Gaby você é uma Feiticeira, igual em Harry Potter! Tomara que eu também seja! Você pode mostrar?!

–Não é bem assim Gui, os Feiticeiros não usam varinhas como em Harry Potter e cada um tem só um tipo de poder. A Gaby, por exemplo, não pode manipular ar, água, fogo ou terra, isso é característica dos Feiticeiros Atacantes. E eu acho melhor não mostrar aqui dentro pode quebrar alguma coisa sem querer, e lá fora, alguém pode ver.

–Ah que pena, mas mesmo assim é bem legal. –Disse Guilherme meio decepcionado.

–O meu... Detector? É esse o termo? Me disse que sou Humano também. Mas não importa eu rejeitei o convite... –Renan parecia distante, talvez estivesse arrependido de negar a oferta.

–Você pode ligar, e dizer que pensou melhor e mudou de ideia. –Falou Gui.

–Sim Renan, as aulas começam na segunda semana de agosto, você tem três semanas para reconsiderar. –Eu disse. Ele é orgulhoso e por mais que esteja arrependido, não vai ceder e telefonar tão cedo.

–Vou pensar no assunto, mas acho que meus pais não vão me deixar estudar tão longe. Vocês sabem como eles são. –Rebateu Renan.

Ah! Eu acho que me lembro da minha Detectora dizendo que talvez eu seja um Herói, até me explicou umas coisas básicas. –Comentou Guilherme. Tentando desviar a atenção para um lado menos chato da conversa, provavelmente.

–Que legal Gui! E o que você faz? –Perguntou Gaby interessada.

–Não sei ainda, nunca fiz nada diferente. Lais, quais as características dos Heróis?

–Eles são atléticos e fortes. Muito agitados e briguentos também. E recebem algum tipo de ajuda divina, não sei bem como isso funciona. Bom, duas das características você tem. –Falei rindo. –Quanto a atlético, forte e a interferência divina... acho que está em falta.

–Foi o que a Detectora Alice me falou. –Disse ele irritado. Não importa, vou me tornar o melhor aluno da Classe dos Heróis, vou me esforçar nisso.

–Você vai ter tempo para trabalhar no que falta. –Disse certa. –E vai se sair bem sim, competitivo do jeito que é. –Completei rindo.

–Pessoal já ta dando minha hora, preciso ir. Vem comigo Gui? –Falou Renan e ele tinha razão já estava escuro.

–Vou sim. Tchau meninas até segunda. As últimas semanas na escola dos “normais”! –Gui estava realmente animado para estudar em Woodhand, louco para explorar uma escola nova e aprimorar as habilidades que ele ainda não conhecia, mas que estava certo que possuía.

Eu e Gaby levamos os meninos no portão, nos despedimos e voltamos para dentro.

–Uma Feiticeira e uma Humana... Estou tão feliz Lais!

–Pois é Gaby. –Disse Rindo –Nós continuaremos a ser a melhor dupla nas aulas!

–Com certeza! –Falou Gaby me abraçando enquanto pulávamos.

–Liga pra sua avó, avisa que vai dormir aqui. Temos que comemorar! –Disse animada.

–Alguém falou em comemorar? To dentro! Aliás... comemorar o que? –Minha irmã chegou em casa, e se juntou a nós.

–Oi Bia! Lais, Renan, Gui e eu vamos estudar em.... ah, nada, deixa pra lá –Interrompeu-se Gabrielly, lembrando do pedido de sigilo que os Detectores sempre fazem.

–Em Woodhand! Sim eu conheço a escola –Bia ria –Eu estudo lá, estou de férias agora. Esbarrei com os dois um pouco antes de entrar. Guilherme sorrindo de orelha a orelha, e o Renan com uma sutil cara de azedo.

–Ah sim, achei que estava falando demais. –Gabrielly riu aliviada. –Ah! Oi vovó, então, a Lais me convidou para dormir aqui na casa dela... –Disse a Feiticeira saindo da sala com o celular na orelha.

–Laí que bom, seus amigos também vão para a Academia. Agora você não tem desculpa de não ir. –Falou minha irmã se jogando no sofá com a capa recém arrumada e desforrando tudo.

–É ótimo, agora eu não tenho mais dúvida. Vou para Woodhand! Poxa Bia, eu tinha acabado de forrar o sofá.

–Depois eu arrumo tudo. –Falou Beatriz mostrando a língua.

–Arruma nada. Eu te conheço.

–Não consigo ouvir, a música está muito alta. –Gritou Bia com os fones de ouvido no último volume.

Joguei uma almofada nela, o que foi burrice, ela pegou e usou para apoiar a cabeça depois me mandou beijinhos. Bia sabe ser chata quando quer (sempre quer [Risos]).

–Minha avó não queria, mas acabou deixando. Vou em casa rapidinho buscar minha escova de dentes e mais algumas coisas. Beijos já volto! –Disse Gaby, em seguida correu para o portão e desapareceu por ele.

Quando voltou, parecia que estava de mudança para cá, trouxe duas mochilas. Uma com pijamas e vários DVDs e a outra com um travesseiro e um edredom gigante.

–Prontas para a noite de filmes senhoritas!? –Perguntou Gaby entusiasmada. –Terror, comédia ou romance?

–Romance! –Disse Bia aos gritinhos.

–Terror! –Eu disse.

–Da tempo de assistir um de cada, vamos deixar o terror por último. Vai estar mais tarde e deve dar mais medo. –Sugeriu Gabrielly.

–Ok, então comédia primeiro! –Pedi.

–Vou sair meninas, e comprar uns lanches para vocês. Comportem-se já volto. –Falou minha mãe.

–UHULLL. –Gritamos. Dificilmente alguém vai conseguir dormir essa noite.