Novas lendas

1 Nascem as lendas


Notas iniciais
Essa é a minha primeira história original postada no Nyah!Fanfiction,espero que gostem!

O mundo estava em guerra,uma terrível guerra.As pessoas lutavam por poder e liderança,algo que não deveria acontecer.Muitas pessoas inocentes eram feridas e morriam por essa causa.Era um caos total.Poderia existir alguém que pudesse acabar com a guerra e salvar o mundo e as pessoas?

Uma mulher,que aparentava esperar uma criança,estava fazendo os afazeres de casa,e logo se sentou para descansar.

— Meu filho,quero que essa guerra acabe para que não haja mais mortes e possamos ser felizes.Um banho de sangue por poder,isso é ridículo!— dizia ela,enquanto acariciava seu ventre.

Logo seu marido chega e vai para perto dela.Ele lhe dá um abraço e um beijo e os dois ficam sentados em baixo de uma árvore.

— E então,tem notícias sobre a guerra?

— Sempre tenho notícias.Eles não vão parar os ataques.

— Até quando isso vai durar?!Sinto falta da época em que todos viviam em paz,não quero que o nosso filho cresça em um mundo assim.

— Eu também não queria isso,mas devemos enfrentar a realidade!

— Eu sei,é o nosso primeiro filho e estou insegura,não sei como vou protegê-lo disso.

— Eu protegerei vocês!

— Espero que quando acabar,possamos ser uma família feliz.

Os dois saíram e foram para sua casa.Não estavam apenas eles,mas também uma amiga,Emma,que havia perdido sua casa,e deveria ficar lá até o fim da guerra.

— Vocês já estão de volta!

— Estamos sim.Já se acostumou com a casa?— disse a mulher.

— Sim,muito obrigada por me oferecer abrigo.

— Não precisa agradecer — disse o homem

— O jantar já está pronto,venham!

Os três foram jantar.Conversaram,se divertiram,e depois foram dormir.Mas a alegria logo acabou,pois os ataques começaram.O homem escutou e acordou a esposa e Emma.

— Vamos ter que fugir daqui!

— Mas aonde iremos?

— Vamos fugir para qualquer lugar.

— Mas e a nossa criança?

— Vamos protegê-la,custe o que custar!

Eles saíram da casa e viram uma parte de sua aldeia em chamas,com pessoas correndo e tentando salvar o que lhes restava.No céu,haviam aviões de guerra,que haviam soltado as bombas.Correram o mais rápido que podiam,para que ninguém os matasse.Deveriam ser cuidadosos,pois haviam soldados do governo inimigo da aldeia onde moravam,e se errassem,era morte na certa.Estavam correndo normalmente,até que a mulher sentiu dores.

— Querido,acho que vai nascer.

— Não pode nascer agora,temos que fugir primeiro!

— Vamos encontrar um lugar seguro.

Encontraram uma pequena casa,que não havia sido incendiada,e logo deitaram a mulher em uma cama.Ela estava se contorcendo de dor,não aguentava mais segurar,deveria nascer ali e agora.Emma pegou um pouco da água que levou consigo e a derramou em uma tigela.O homem estava ao lado da mulher,e estava ansioso.

— É agora,vai doer,mas vai valer a pena!— disse Emma.

A mulher fez força,mais de uma vez.Depois de um esforço,um choro se ouviu.

— É um menino.

Emma entregou a criança aos dois e eles sorriram quando viram o rosto do menino.

— Qual será o nome?— perguntou o homem.

— Vai ser Henry.Eu já havia escolhido esse nome caso eu tivesse um menino.

Logo depois a mulher sentiu mais dor e entregou o menino ao marido.Emma percebeu que outra criança viria e se preparou.A mulher fez um esforço maior que da outra vez,repetidamente,até que se ouviu mais um choro.

— É uma menina.

Entregou-a aos pais eles também sorriram ao ver o rosto da menina.

— Eu não pensei em um nome de menina,você tem alguma ideia?—perguntou a mulher.

— O nome dela vai ser Diana.É um nome lindo,assim como Henry.

Os dois observaram os gêmeos e se emocionaram,e Emma viu naquela cena um momento mágico.Porém esse momento acabou,quando ouviram o barulho de um soldado batendo na porta,e se apavoraram,mesmo com a porta estando trancada.

— E agora,o que faremos?— perguntou a mulher.

— Vamos sair pela porta dos fundos!— disse o homem.

A porta dos fundos estava aberta diretamente para uma floresta.Mas havia um problema:a mulher não poderia andar,e seria mais complicado ainda se as crianças fossem com ela.Emma teve uma idéia.

— Me entregue as crianças!— disse Emma.

— Eu quero que elas fiquem comigo!

— Meu amor,entregue as crianças a ela — implorou o homem.

— Mesmo se eu morrer,eu quero os meus filhos comigo!

— Não temos outra saída!

— Está bem.Você vai com as crianças em frente,e se esconda com elas.Chegaremos depois.

Ela beijou o rosto de seus filhos,e,os entregou para Emma,que saiu com os dois pela porta dos fundos.Ela estava se levantando vagarosamente,e o marido esperava.O soldado estava quase arrombando a porta,e o marido a carregou e correu para a porta,mas uma má surpresa os esperava.

— Entreguem tudo ou serão mortos — disse um soldado.

— Não temos nada a lhe entregar!— disse o homem,que escondia uma arma no bolso.

A mulher,que estava nos braços do marido,pediu para que ele a colocasse no chão.Ele a colocou no chão,e assim que foi colocada,pegou a arma do bolso do marido e a levantou:

— Não temos nada a oferecer,vão embora ou eu irei atirar!

Os soldados levantaram suas armas para o casal.A mulher ainda sentia um pouco de dor,mas estava de pé.O homem estava impressionado com a coragem da esposa,mas estava tentando pensar um uma maneira de escapar.A mulher chegou mais perto do marido,e tentou armar um plano:

— Como iremos sair daqui?— sussurrou.

— Passe a arma para mim,eu irei segurá-la e você foge.

— Acho que não vai dar certo.

— Eu não sei se dará certo,mas o importante é que nossos filhos estão salvos.

Ela correu e ele atirou.Um dos soldados foi ferido,e aproveitou a situação para correr.Os soldados começaram a atirar,e o casal desviava dos tiros.Enquanto corriam,um tiro atingiu o homem,e ele caiu no chão.A mulher,desesperada,ficou perto do marido.

— Corra,eles vão atirar em você!

— Eu não saio daqui sem você!Mesmo que eu leve um tiro,ficarei até o fim.

— Não se preocupe comigo,nossos filhos precisam de você!

— Eu vou ficar aqui,os nossos filhos ficarão bem,estaremos sempre com eles onde quer que estejamos.

Nesse momento,a mulher levou um tiro,e caiu ao lado do marido.Os soldados pararam de disparar e saíram dali.

Enquanto isso,Emma os esperava com as duas crianças.Estava preocupada com eles,pois ainda não haviam voltado.Viu de longe a aldeia sendo incendiada e as pessoas fugindo,e isso lhe partia o coração,em ver tantos inocentes sendo atacados.Estava com medo,e quando olhava Henry e Diana,seu coração ficava apertado.Pegou seu relógio e olhou as horas.Estava de madrugada e observou que os soldados começaram a se retirar.Assim que todos eles se retiraram,resolveu procurá-los.

Andou de volta para a aldeia com as crianças em seu colo,e quando chegou,não acreditou no que viu.A aldeia estava completamente destruída,e haviam corpos pelo chão.Quando encontrou os corpos deles,foi até eles,e quando se aproximou,chorou.

— Vocês não mereciam.

Viu os cordões que estavam em seus pescoços e os retirou,colocando-os nas crianças.Eram de ouro puro,e eram muito bonitos.

— Pelo menos vocês terão uma lembrança deles.

Encontrou duas cestas e colocou as crianças dentro delas.Pegou lençóis e os colocou nos corpos,em seguida os enterrando.Colocou duas pedras em cima dos túmulos e colheu flores que estavam por perto e as colocou nos túmulos.

— Descansem em paz.

Tirou as crianças das cestas e elas choraram.Logo percebeu que estavam com fome,e,assim que viu pessoas andando pela região,pediu um pouco de leite.Eles aceitaram seu pedido e ela alimentou as crianças.Resolveu que iria levá-las para a casa de seu patrão,onde poderiam ficar por algum tempo.

— Vamos para Edadi Cilef.

Ela partiu com as crianças,para Edadi Cilef.Era uma cidade que não havia sido atacada,e os moradores poderiam viver em paz enquanto não fosse atacada.Também era um lugar muito modernizado,com um dos melhores sistemas de tecnologia.Quando chegou a casa do patrão,foi recebida pelo mesmo.

— Bom dia Emma.Quem são essas crianças?

— É sobre elas que eu gostaria de falar.A aldeia em que eu estava foi atacada,e os pais dessas crianças foram mortos pelos soldados.Eu e essas crianças não temos aonde ir,e eu peço que nos dê um lugar para ficar,até que a situação melhore.Por favor,Senhor Wall.

— Eu posso ceder um lugar para você.

— Eu agradeço muito!Mas e as crianças?

— Irei adotá-las,pois eu e minha mulher sempre quisemos filhos,mas ela não pode ter.

Ele pegou as crianças dos braços de Emma e foi até a porta do escritório da esposa,batendo na porta.

— Hannah,posso entrar?

— Sim,Wall.

Ele entrou e mostrou-lhe as crianças.Ela se encantou com elas no primeiro momento em que as viu.

— Eu quero ficar com elas,Wall.Elas tem nome?

— Vou perguntar para a Emma.Emma,venha aqui!

Emma chegou no mesmo instante.

— Essas crianças tem nome?— perguntou Wall.

— Sim.O menino se chama Henry,e a menina se chama Diana.

— Hannah,você quer mudar os nomes deles?

— Não,acho esses nomes bonitos.

— Os pais deles escolheram esses nomes no momento em que nasceram —explicou Emma.

— Já que é assim,vamos deixá-las com o nome delas — disse Hannah.

O tempo passava,e as crianças cresciam.Haviam coisas neles que impressionavam as pessoas,como a inteligência.Sempre inventavam coisas,desde brinquedos até armas.Hannah e Wall se surpreendiam.Na escola,eram os melhores alunos da classe,e isso era desde cedo.Emma observava o crescimento deles enquanto trabalhava e ficava feliz por vê-los bem e com saúde.Os dois eram parecidos apenas de aparência,mas de personalidade eram completamente diferentes.Henry tinha uma personalidade séria,mas sabia ser divertido.Diana era alegre,estava sempre de bem com a vida,mas não era boba.E os anos foram passando,até que fizeram 18 anos.Ficaram mais maduros,muito mais inteligentes e também muito bonitos.

— Já não são aquelas crianças que eu carreguei no colo — pensou Emma.

Wall e Hannah viram como eles cresceram.Sentiam muito orgulho deles.Não tinham seu sangue,mas para eles isso não importava,e sim o amor que nutriam pelos gêmeos.

Henry e Diana estavam mexendo no computador quando Emma entrou:

— Bom dia,Henry e Diana.

— Bom dia Emma!Henry,você não vai cumprimentar a Emma?

— Bom dia Emma — disse Henry,que estava muito concentrado no que estava fazendo.

— O que vocês estão fazendo?

— Estamos resolvendo alguns assuntos,como a nossa listagem para o exército — disse Henry.

— Exército?

— Como nós inventamos muitos equipamentos,o exército se interessou pelas armas que criamos e nos convidaram para participar — explicou Diana.

— Sério?

— Sim,e estamos mandando nossas fichas para eles por computador —respondeu Henry.

— Boa sorte para vocês.

Emma saiu do quarto.Ficou preocupada quando ouviu que haviam sido chamados para participar do exército,pois os soldados haviam tirado muitas vidas inocentes.Mesmo com o passar dos anos,a guerra continuava,e Edadi Cilef não havia sido atacada nos últimos 18 anos.Era uma das poucas cidades que não estava em ruínas e tinha prosperidade.

Henry e Diana resolveram contar a notícia aos pais,que ainda não estavam cientes.

— Pai,mãe,precisamos falar com vocês — disse Henry.

— É muito importante — disse Diana.

— Eu e sua mãe estamos ouvindo,podem falar.

— O exército se interessou pelas armas que nós construímos,e nos chamaram para trabalhar com eles — disse Henry.

— Meus queridos,parabéns,tenho muito orgulho de vocês — disse Hannah.

— Pensem melhor nessa proposta — disse Wall.

— Por que pai?— perguntou Diana.

— Pensem comigo,vocês tem certeza que esses são os seus caminhos?

— Pai,tenho certeza absoluta,eu nasci para isso — disse Henry.

— Essa proposta foi repentina demais na minha opinião.

— Pai,é uma oportunidade que nem eu,nem a Diana podemos recusar.

— A escolha é de vocês,e eu irei respeitá-la independente de qual for.

— Querido,deixe eles escolherem — disse Hannah.

— É isto o que estou fazendo,Hannah.

— Henry,acho que o papai tem razão,vamos pensar melhor nesse assunto — disse Diana.

— Está bem,eu prometo que pensarei melhor.

Os dois subiram para o quarto e resolveram conversar sobre isso.

— Henry,agora que o papai falou,será que esse é realmente o nosso caminho?

— Claro que é,desde crianças nós inventamos coisas,sempre fomos os melhores alunos na escola,esse é o nosso caminho.

— Estou meio insegura em relação a isso.

— Vai dar tudo certo.

Os dois se abraçam e voltam para seus computadores.Henry também ficou pensativo com a fala de Wall e começou a pensar sobre seu caminho.

— Qual será o meu caminho?— pensou.

Diana interrompe seus pensamentos.

— Henry,você já se perguntou da nossa origem?

— Algumas vezes sim,por quê?

— Às vezes tenho vontade de saber mais sobre como nascemos.

— Sabemos que chegamos aqui recém nascidos,e eles nos adotaram,porque a mamãe não pode engravidar.Conversaremos sobre isso depois.

— Está bem...

Diana e Henry voltaram a fazer o que estavam fazendo.Em seus pensamentos,eles tinham um dever,mas não sabiam qual era.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado da história.