Esse encontro não poderia ser normal, é claro. Afinal, o que Amy estava esperando? Que Irina os recebesse normalmente como se não fosse uma pessoa que até alguns minutos atrás se passava por morta? Como se não fosse uma morta, então, que enquanto viva, era acusada por crimes? Como se não fosse uma ex-expiã da KGB? É claro que não; Ao chegarem, Irina moveu de leve a cabeça para a esquerda, fazendo um gesto para que entrassem. Dentro do museu, Irina os conduziu por um corredor, que dava para uma porta. Havia um segurança na frente da mesma, sem dó, Irina o furou com uma das agulhas em seu dedo. Quão rápida era a ação daquele veneno. O homem, pegou o aparelho de choque, mas antes mesmo de apertar o botão caiu inconciente.

- Ele está morto? – Pergunta Amy.

Irina virou a cabeça, para que pudesse olhar para Amy.

- Não se preocupe. Eu usei somente uma agulha.

Irina piscou com o olho direito para Amy, que ficou em duvida se aquilo era uma piscadela ou um espasmo.

A porta estava trancada. Irina estava se preparando para arrombar a fechadura quando Nellie disse:

- Deixe que eu faço isso.

Irina olhou surpresa para a garota, mas entregou dois grampos de cabelo para Nellie.

- Essa eu quero ver!

3... 2... 1... Clic. A porta estava aberta.

Irina, paralisada, olhando perplexa:

- ... UAU!

~

- Onde estamos? — Indagou Dan, fixando os milhares de computadores enfileirados em todas as paredes que formavam um hexágono.

- Na sala de computação do museu, onde mais?

Irina se aproximou de um dos computadores, o único desligado. Com as duas mãos, o segurou pela lateral e puxou até arranca-lo de lá. Irina jogou o monitor no chão e olhou para o vácuo que passou a haver no local.

Ela enfiou a mão lá dentro. Pôde-se ouvir algo como um “clic” como se ela tivesse apertado um botão, meio segundo depois, 3 “clic’s”, como se tivesse algo se abrindo. Irina segurou a coisa com cuidado e retirou a mão.

- O que esta fazendo? – Perguntou Amy.

Ela não respondeu. Amy esperava pelo menos um “você vai ver” mas nada se ouviu.

Irina segurava uma película transparente. Ela se ajoelhou e com cuidado colocou a película no centro exato da sala. Colocou seu dedo indicador direito no centro da película redonda e disse em voz alta:

- Três cobras.

Uma luz se ascendeu embaixo da película.

“Irina Spasky. Entendi. A passagem será aberta em 3, 2, 1...”

Antes que Amy pudesse perceber de onde vira aquela voz (de um computador, é claro) o chão se abriu e Amy, Dan, Ian, Natalie, Nellie e Irina escorregaram por uma espécie de tubo.

- AAAAAAAAAAAAAAAAA – Gritaram (quase) todos em coro, cujo não incluia Irina.

Ao chegarem no local, sem nem olhar para os lados para tentar descobrir onde estava, Natalie disse:

- A. MINHA. ROUPA. NOVA. ESTÁ. AMASSADA!

-Tá... – começou Dan. – E agora... Onde estamos?