Novarum Tempestus
1 Prelúdio
Escuridão. Corredores ignotos transfiguravam o cárcere onde jaziam três de “suas” vítimas “inocentes”; todos indiferentemente conectados pelo ofício curioso. Dois homens e uma mulher foram abençoados ao receber a verdade de seus esforços medíocres e injustos.
O mais alto denominava-se “Matsuo”; evocava o estilo oriental, tendo tez clara e madeixas negras que combinavam com as vestes de mesma tonalidade, excetuando-se o “casaco” branco, que o assemelhava a um suposto médico. Seus traços eram vazios, mas mostravam uma postura séria e rigosrosa, porventura as mais adoradas características pela mulher que fora também escolhida.
Diferentemente de Matsuo, a garota possuía cabelos claros e cacheados nas pontas que batiam-lhe na altura da cintura. Porte médio, olhos castanhos e mente leviana associavam-se à semblante feminil e efígie trajada de um branco imaculado; chamava-se Lilith.
Não obstante, a última “vítima” encarcerada, outro homem, um rapaz de pele branquíssima (mas saudável) e madeixas longas, repicadas, em cor de avelã que delineavam-lhe a face e os olhos cor de mel. Sua mente deturpada era denunciada pela maneira com que se vestia. Nenhum ponto em suas vestes era branco ou evidenciava os parâmetros antes descritos. Não via-se rigor, mas indiferença. Dos três era certamente o último a perder a calma. Seu nome era Hazel.
Passos...passos tiquetaqueavam arrítmicos em meio à escuridão dos corredores em paralelepípedos bifurcados. Arrulhos e risadas tornavam-se audíveis conforme o avançar de uma quarta efígie, o dono do “cárcere” e futuro palestrante das escolhas...um mero petiz. Pequenino em sua ânsia, seu corpo magro mostrava-se, dentre vislumbres rápidos, o caminho que as vítimas deveriam seguir.
– Matsuo: Não acho que … deveríamos. — Mesmo assim, mesmo que concordassem com a convergência de opiniões, não tinham escolha senão seguir os passos do petiz e disso bem sabiam, mesmo não querendo e temendo o porvir.
Doravante, ao final do percurso, lá estava a pequena figura cuja face omitida por uma máscara os observava, inerte.
–??: Vamos começar, senhores?
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