Novarum Tempestus
22 Capítulo 21
Matsuo retirou a estaca de seu pulso, rasgou um pedaço do sobretudo e estancou o ferimento. Avançou, ultrapassando a porta destrancada e adentrando em um novo cenário.
Ouvia-se rangidos e ruídos estranhos, metálicos, mas eles pareciam vir da sala anterior, por isso Matsuo os ignorou mediante a apenas um pensamento egoísta: queria Lilith.
Matsuo: Vamos, Noah! Pare de perder tempo!
Ele gritava para o escuro, feito um idiota, mas não houve resposta. — Mais dois passos e a porta por onde viera fechara-se com violência. Um choro podia ser ouvido.
Matsuo: Lilith! Fale comigo!
O pranto cessou e cedeu lugar à risadinhas doentias; o ambiente começou a ficar mais claro e não demorou a revelar a grande lona que envolvia a sala. Penduradas no epicentro , via-se correntes enferrujadas que seguravam um balanço. Ao redor do brinquedo havia um carrossel quebrado, pelúcias estraçalhadas, fitas coloridas desfiadas... enfim, tudo que lembrava um festival improvisado.
O pequeno encontrava-se encolhido em um canto, escrevendo algo sobre o solo arenoso. Ao seu lado estava Hazel, recostado sobre uma das paredes, de braços cruzados em sua pose habitual e indiferente.
Matsuo: Hazel, cretino! Onde está Lilith?!
O homem de madeixas claras nada respondeu, apenas caminhou para mais além de onde Matsuo se encontrava, aproximando-se do outro extremo e logo puxando uma corrente que abriu uma fenda na lona, revelando uma porta dupla.
Matsuo: NÃO V_!
Noah: CALADO!
O pequeno levantou-se abruptamente, saltitou para perto do balanço e puxou uma de suas correntes. Não tardou e o corpo de Lilith caiu ao chão, desacordado.
Fale com o autor