– Hazel: Começar o quê?

Qualquer aproximação estava fora de contexto. Grades implantadas entre as 4 passagens permitiam nada além da visão do petiz.

– ??: O jogo, claro!

Proferia o pequeno, enquanto posicionava-se rente a um pilar central em cujo topo via-se um livro de muitas páginas bordadas em fios de ouro e constituída por uma capa preta. Chamava-se Bíblia. Ao redor desta, havia 3 cartões em formato de flechas.

– Matsuo: Jogo? Pode parar! O que acha que somos?

–??.: … Jogadores, o que mais?

– Lilith: Tire-nos daqui!

–??: Vocês vão sair, não se preocupem. Só precisam chegar até o final.

– Hazel: Quem é você? Por que fez isso?

–??: Huuum... Não vejo motivo para responder agora. Por que não tentam chegar até o fim? Esclarecerei perguntas e curiosidades àquele que conseguir fazê-lo. Ademais, este é o objetivo de um jogo, certo? Chegar ao fim.

Dito isso, a criança desapareceu por uma das entradas que destrancara, e assim que saiu do campo visual dos demais, liberou as passagens restantes, a fim de que os 3 ‘jogadores’ iniciassem a partida.

Uma vez liberadas, as passagens indicavam 3 caminhos distintos, evidenciados pelas flechas ao redor da Bíblia, ao centro. Agora, perceptíveis eram os detalhes: A flecha que apontava para oeste levava o número ‘7’ gravado em uma das faces; a que apontava para leste, ‘11’. e Norte, ‘6’.

A princípio nada entenderam. Não viam sentido, sequer sabendo interpretar os motivos.

– Lilith: … Eu quero sair... onde estamos?

Não houve resposta. [...] Passados alguns minutos, o colóquio voltou, ouvindo-se o timbre solene e decaído.

– Hazel: Vamos jogar. Quero chegar ao fim.

– Matsuo: “Ele” quer nos separar... olhe só isso! Acha pridente darmos ouvidos a ele? Ademais, qual o significado disso tudo? Por que ele nos escolheu?

– Hazel: Pare de agir como se soubéssemos de tudo; acalme-se. Ele disse que iria esclarecer... se chegássemos até o fim.

Hazel aproximou-se do pilar, pensativo. 10 míseros minutos foram suficientes para levantar uma teoria.

– Hazel: Números... possuem interpretações diferentes, mas creio que o fato de ter uma Bíblia ao centro limita as supostas interpretações.

– Lilith: Do que você está falando?

– Hazel: em termos bíblicos, “6” é o número da imperfeição, ou da besta; e o “7”, perfeição.

– Matsuo: … E o “11”?

– Hazel: … Não tenho certeza...

– Matsuo: Bom... temos 3 caminhos: um supostamente bom(“perfeição”), ruim(“imperfeição”) e outro desconhecido.

– Lilith: E se o “11” for um número “mais que perfeito”? Então seria um caminho com a certeza de salvação?

– Matsuo: Só por ser um número acima de “7”? Se for assim, por que não o 8, 9 ou 10?

– Hazel: … se excluírmos Judas... Esqueçam, vamos partir da premissa de um número “mais que perfeito” e começar logo.

– Matsuo: Hm... Quem quer ficar com o Norte? (6)

[...]

– Hazel: Tudo bem, eu vou.

Matsuo ficou com oeste(7) e Lilith com leste(11). Prosseguiram; separando-se sob o julgo e esperança de que se encontrariam novamente.