Novamente Herói.

11 As coisas começam a ficar molhadas


Notas iniciais
Espero mesmo que gostem.

O ultimo dia de treinamento chegou voando. Acordei mais cedo, de forma que eu não tivesse que ver Katniss no café da manhã. Depois que sai do quarto dela, fui até Haymitch e lhe informei sobre a minha decisão de me juntar aos carreiritas.

– O que te fez mudar de ideia, campeão? – ele perguntou na ocasião.

– A vida. – informei, indo para meu quarto.

Naquela noite, mal dormi. Meu passado veio a tona. Tudo. Minhas missões, quem eu era, os deuses, meus amigos, os heróis que haviam se sacrificado para nos dar uma nova chance, minhas lutas. Me lembrei do meu pedido de namoro para Annabeth e eu vi como eu havia sido estúpido, dando “em cima” de Katniss.

Eu amava Annabeth, não Katniss, não Glimmer e não Madge. Eu amo Annabeth. Em algum tempo, no passado, ela estava me esperando, provavelmente procurando por mim.

Quando acordei, tomei um desjejum rápido e corri para o treinamento. Clove já estava lá, era a única. Ela atirava com tamanha habilidade que senti medo da garota. Ela parecia ter entrono dos 14 anos, mas era mais ameaçadora que qualquer outro tributo.

– Bom dia. – falei.

Ela se virou, assustada. Ela segurava a faca, apontando para mim, mas ao ver que era apenas eu, a abaixou. Ela tinha cabelos pretos lisos que iam até o peito, o rosto sardento e olhos pretos ameaçadores.

Clove não se dignou a responder. Ela só perguntou:

– O que diz sobre a nossa proposta? Acho que você é o primeiro tributo do 12 que recebe essa oferta.

– Eu aceito.

Clove levantou uma das sobrancelhas – algo que me encheu de inveja, porque nunca consegui fazer isso. Ela parecia surpresa, provavelmente pensara que eu não iria aceitar. Fez algo que eu nunca imaginaria, esticou a mão e eu a apertei.

– Quer ajuda com as facas? – ela perguntou. Olhei confuso para ela, então ela falou: — Bom, Glimmer nos contou o quão ruim você é com facas. Como é a minha especialidade, posso te ajudar.

Sorri agradecido, mas duvidava que ela fosse conseguir fazer milagres.

– Você é um deus? – perguntei.

– Você é louco. – ela falou, totalmente confusa. – Como assim?

– Só sendo um deus para conseguir me transformar em bom com as facas. – Ela sorriu e eu sorri de volta. – Vou treinar mais um pouco a luta com espadas.

Era verdade, eu precisava treinar. Quando minha memória voltou, me lembrei de que minha espada não iria ferir mortais. Precisava me acostumar com outras espadas, então. Caminhei até a área de treinamento com espadas, que estava vazia – exceto pelo treinador.

Peguei uma espada maior, bem maior que a que eu estava acostumado. Pesava muito mais que a minha, mas quando fiz alguns movimentos, percebi que funcionava quase tão bem comigo quanto a minha. Apesar de maior e mais bruta, parecia ser bem menos resistente que a minha – pelo simples fato que a minha era forjada com o metal dos deuses.

O treinador se levantou pronto para me ajudar com o treinamento. Ele era bem maior que eu e parecia experiente, mas com certeza se agia com menos agilidade devido ao peso. O nome dele era Paolini. Pegou uma espada de madeira e eu também, largando a outra que eu segurava. Havíamos resolvido que espadas de verdade deixaríamos para a arena.

– Duvido que eu consiga te vencer hoje. Durante os outros treinamentos você me venceu. – ele falou.

– Hoje pode ser seu dia de sorte, estou cansado. – falei com um sorriso, apesar de saber que ele perderia.

O treinador tentou me passar uma rasteira, mas me desviei facilmente.

– Ora, vamos! Esse é seu melhor? – impliquei.

Alguns tributos já haviam chegado e pararam para observar a luta, ninguém dizia nada. Sabia que se lutasse de meu jeito original, na arena eles conheceriam meus truques, então resolvi lutar só na defensiva.

O treinador se irritou, então pegou sua espada e a atirou contra minhas pernas. Pulei o mais alto que consegui e, por pouco, a espada não me derrubou. Antes que o treinador pudesse pensar em fazer qualquer outra coisa, chutei seus tornozelos. Ele tropeçou e quase caiu.

Como o treinador estava confuso, aproveitei a chance. Juntando toda força que conseguia, empurrei-o. O treinador cambaleou e caiu no chão. Ele tentou se levantar, mas eu o impedi, colocando minha espada de madeira em seu pescoço.

– Talvez não tão cansado. – Paolini resmungou.

Estiquei a mão e ajudei o cara a se levantar. Ele me elogiou. Virei-me para plateia que havia se formado e perguntei:

– Alguém mais?

Ninguém se pronunciou. Cato abriu espaço por entrei a “plateia” e falou:

– Então o herói aceitou a nossa oferta?

Sorri e fiz que sim com a cabeça. Não gostava de Cato, ele me olhava de um jeito diferente. Ele chegou perto de mim e falou, de forma que somente eu pudesse ouvir:

– Chega perto da Clove de novo e eu juro que você vai se arrepender de ter vindo para os Jogos.

– Você acha mesmo que eu queria estar aqui? – perguntei, um pouco surpreso.

– Você parece ter treinado toda a sua vida para isso. – ele falou, se afastando.

– Não. – menti. É claro que eu havia treinado, mas não para isso.

Saí da área das espadas, deixando Cato sozinho. Fui até a área de natação. Nenhum tributo se encontrava lá, somente o treinador. Quando me viu, sorriu. Aparentemente ninguém visitava aquela sessão.

– Você sabe nadar? – ele perguntou.

– Sei.

Ele sorriu.

– Então terá um desafio.

Perto da imensa piscina, havia uma maquina com diversos botões. Ele apertou alguns e depois se virou para mim :

– Coloque sua roupa de banho, as coisas estão prestes a ficar molhadas.

Sorri e fui até uma cabine que haviam montado ali. Dentro dela, estava um armário com 12 prateleiras. Em cada uma havia um biquine e uma sunga, escrito a qual distrito pertencia. Peguei a minha, na ultima prateleira e vesti, depois voltei par a piscina.

A água não estava mais parada. Agora ondas se formavam nela, ondas grandes. Sorri, sabendo que aquilo seria moleza. O treinador falou que eu podia começar, então me taquei na água.

O contato com a água fria fez com que eu me sentisse livre. Mergulhei até o fundo, onde não havia ondas para me incomodar. Eu podia respirar. Havia me esquecido o quanto a sensação era boa. Dei cambalhotas e depois de dois minutos, subi. As ondas continuavam a quebrar. O objetivo era atravessar a grande piscina sem se afogar.

As ondas começaram a crescer quando eu estava na metade do caminho, mas aquilo não era problema. Elas estavam colaborando comigo. Ao invés de me tacar para trás, me levavam para frente e em menos de um minuto eu já havia cruzado a imensa piscina.

O treinador me ajudou a sair, abismado:

– Parecia que a água colaborava com você.

– Não sei do que você está falando. – menti.


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Quando olhei para o lado, Katniss e Glimmer estavam fazendo uma coisa inesperada. Na area de escalada, haviam alguns canos que iam do teto até o chão. As duas dançavam ali, tirando as roupas e tacando para os tributos masclinos ******************



Notas finais
e aí?
****************** HAHAHAHAHHAHA isso foi um pedido inesperado de walterottilio. PS: ISSO NÃO ACONTECEU