Notas iniciais
Heyyy Aki vai mais um heheh E adivinhem quem vai aparecer.....

Estávamos voltando para a sala de estar pelo corredor quando ouvimos um som de explosão vindo de algum lugar distante de nós.

— O que foi isso? – Perguntei meio que para o além.

— Vamos correr! – White propôs e nós corremos até o fim do corredor, mas logo ouvimos outra explosão bem mais próxima.

— Ah! – Eu gritei quando senti o chão tremer e meu corpo perder o equilíbrio, por sorte White me segurou antes que eu caísse de costas no chão.

Antes mesmo que pudéssemos nos recompor outro tremor nos atingiu, dessa vez a bomba parecia ter menores proporções, mas ainda assim me deixou um pouco tonta, assim que tudo se estabilizou nós suspiramos e voltamos a correr até a sala.

Quando chegamos encontramos a sala toda empoeirada, uma das paredes, a mais distante da porta, estava com um grande buraco no meio e todos pareciam transtornados.

— O que houve aqui? – Perguntei entrando e tossindo um pouco por causa da poeira, Will, a Rainha e Let, estavam perto da porta, Will estava com alguns arranhões, mas parecia bem, ele sorriu para nós e depois respirou fundo, do outro lado da sala Ches e Sinara estavam em pé, observando o redor antes de começarem a caminhar em nossa direção.

— Nós também não sabemos ao certo. – Começou a rainha, que andava graciosamente abanando a poeira com a mão. — Ó céus, acho que fomos descobertos.

— Mas já? – Interrompeu Ches assustando a todos, certamente havia usado o tele transporte, Sinara o encarava de modo desconfiado, mas Ches parecia mesmo era animado. — Uau! Ela se superou dessa vez, pra lançar três bombas de uma vez tem que estar com muita vontade de nos matar.

— Que nada, bombas como essa sempre são jogadas por aqui, o que preocupa mesmo é que essas chegaram muito perto. — Interveio Sinara, despreocupada como se aquilo fosse normal. — Mas de qualquer modo, vou pedir aos empregados que arrumem esse lugar, volto em um minuto. – E assim ela saiu rapidamente da sala.

— Ela é bem despreocupada... – Comentei baixinho e White sorriu.

— Exatamente como alguém que eu conheço. – Se intrometeu Ches, passando a mão pelo meu ombro. — Ela é fofa, às vezes acho vocês bem parecidas, só que ela reclama menos que você.

— Eu não reclamo tanto assim... Reclamo?

— Sim. – White, Ches e até mesmo Let responderam em uníssono e eu fiz bico.

A rainha, que a pouco tinha se afastado de nós, retornou um pouco mais pálida que o natural.

— O que foi majestade? – Perguntou Ches.

— Sinara tem razão, um dos meus empregados me informou que uma criança foi encontrada morta ontem e ele disse que é a segunda em menos de um mês. – Ela informou e todos a ouvimos sem reação. — Ambas as crianças, eram escravos que tinham sido trazidas de Jadis.

— Quem são essas crianças? – Perguntou Will, se aproximando de Ches e White.

— A primeira eu não sei nada ao certo, mas a segunda, bem o meu empregado disse que era uma menina, se chamava Lucy e tinha onze anos ou algo assim. – Ela respondeu e Will apenas permaneceu em silencio.

— Tio acha que foi coisa da – Ches começou a falar, mas logo pareceu desistir.

— Pelo que nos foi informado é uma possibilidade. – Interveio a rainha e todos a encaramos. — Sei que é um assunto delicado, mas temos que tratar de resolvê-lo logo, ainda mais agora que Will e eu fugimos, certamente não vai demorar até...

— PESSOAL TEMOS UM PROBLEMA! — Sinara entrou correndo e gritando como se o mundo estivesse prestes a acabar. — Estão aqui... Estão aqui... Eles... Ás e ela.

— O que? – Will começou a se aproximar da porta, mas a rainha o parou, pondo a mão em seu ombro.

— Espera Will! Fique aqui, fique com Let. –Will a encarou em duvida. — Por favor, Will! Você é o único que eu confio para isso.

— Tudo bem! – Ele respondeu por fim, sorrindo para o pequeno Let encolhido em um canto da parede e até agora se recuperando do susto que a bomba causou.

— Obrigada Will. – A rainha sorriu, se abaixando e dando um beijinho na bochecha de Let. — Agora vocês vêm comigo. – Ela se ergue novamente e se volta a nós.

— Tem certeza? – Perguntei aflita, estava mais do que com medo de encontrar aquele homem estranho de novo, eu estava preocupada com White, em ter que se encontrar com a mãe.

— Sim! – Ela respondeu simplesmente e saiu da sala, nós a acompanhamos logo em seguida, andando pelo corredor nós entramos por outra porta, que por sua vez dava em uma escada, mas antes do fim ela parou e se voltou a nós. — Sinara e Alice vocês vão me acompanhar até lá! White e Ches, por favor, fiquem aqui, será melhor para todos assim. – Os dois se entreolharam e depois concordaram, até porque não é como se eles quisessem ver nossas visitas mesmo, Sinara e eu terminamos de subir a escada com a rainha, a sala em que chagamos não era tão grande e certamente os dois poderiam ouvir tudo de onde estavam.

Assim que alcancei o topo da escada, meus olhos se encontraram com os olhos frios de Ás, e junto dele estava uma moça que me parecia bem jovem e bela, mas que possuía um ar vaidoso, ela usava um vestido vermelho rodado, tinha Cabelos cacheados e negros, com alguns fios brancos, na verdade muitos fios, alguns formavam pequenas mechas de cabelo branco que me pareciam naturais, também possuía olhos castanhos e amedrontadores, de cara já não gostei dela.

— Ora então é verdade oque dizem? – Ás comentou irônico quando nos viu. — Você voltou com tudo não é... Majestade!

— Ó vejo que falam de mim. – A rainha rebateu ‘gentilmente’. — Mas a que devo tal honra?

— Queremos ela! – Maira anunciou sem enrolação, apontando para mim, sua voz soava confiante e arrogante, detesto admitir, mas acho que já sei de onde White arranjou sua arrogância natural.

— Sinto muito querida, mas isso não será possível. – Respondeu-lhe a rainha e Maira a encarou sem nenhuma expressão é, sem expressão, mais uma coisa para adicionar aos atributos passados de mãe para filho e devo admitir, a maioria é só coisa ruim, exceto pelo cabelo branco, porque eu gosto do cabelo branco dele.

— Entendo sua preocupação querida, mas isso não foi um pedido, eu quero ela agora e quero as crianças que estão com você! – Maira exigiu e eu encarei a rainha, preocupada;

— Crianças? – Ela questionou cinicamente, o que me fez sorrir. — Ah! Sim as que você está matando, eu pensei que a menina de ontem tinha sido a ultima.

— Não, ela não era a ultima, porque a ultima será a mais especial. – Maira sorriu sadicamente e eu senti um arrepio passar pelo meu corpo, como ela pode pensar em mata-lo assim tão simplesmente? Mesmo que Alli tenha me dito que ela o odiava, eu não tinha levado a sério, até agora...

— Por que uma mais especial? Pensei que não se importasse com nenhuma delas. – Comentou Sinara, se intrometendo na conversa, Maira olhou no fundo de seus olhos, mas ela não recuou, ao contrário, ela deu um passo a frente e continuou falando. — Por que é a mais especial? Por que é seu filho?

— Cala a boca sua pirralha, o que você sabe sobre qualquer coisa? – Maira a desafiou sorrindo e Sinara sorriu de volta.

— Sei que, agora que te vejo pessoalmente, posso assegurar que oque dizem é pura verdade, que você traiu seu país, que você se vendeu para a rainha, que não passa de uma cobra covarde, que abandonou a própria família, A-BAN-DO-NOU!

— Olha aqui sua pirralha é bom fechar essa boca ou...

— Ou... – A rainha interferiu na discursão, interrompendo Maira. — Ou oque? Não se esqueça que está em meu palácio, no meu reino, por isso não abuse Maira, não ouse ameaçar nenhuma das minhas damas na minha frente.

— Ah! Vão para o inferno vocês, eu só quero Alice e aqueles moleques malditos.

— Ela já disse que não! – Dessa vez quem se intrometeu fui eu, Maira me encarou sorrindo sem dizer nada, ergueu a mão e fez sinal para Ás, que com um estalar de dedos fez dois de seus soldados aparecerem ao meu lado, um deles segurou meu braço, mas eu consigo ser mais rápida e com a mão livre peguei meu punhal e cortei sua barriga, ele me soltou com um grito e desapareceu, o outro tentou me segurar, mas eu também o acertei e ele desapareceu.

Quase que de imediato, outro já surge atrás de mim, me segurando com as duas mãos e me desarmando.

Sinara gritou e tentou correr para me ajudar, mas outro soldado surgiu e a segurou com força. — Ah! Me solta.

O soldado apertou meu braço e Maira começou a se aproximar, olhei para a rainha e vi que Áz estava ao lado dela, com uma faca simples na mão, como se a ameaçasse.

— Me solta sua louca. — Ela apenas sorriu e fez surgir em sua mão a espada que costumava ser de Áz, ela a balançou em minha direção e sorriu mais ainda.

— Vamos lá! Como minha velha amiga diria! Ah, sim! Corte — lhe a cabeça! – Eu fechei os olhos e ouvi a risada fútil dela, mas logo a ouvi arquejar, o soldado que me segurava desapareceu.

Quando reabri os olhos, vi os fios brancos e bagunçados de White, ele estava a minha frente com a espada erguida na direção de Maira e os dois se encaravam com ódio.

— Não ouse. – Ele começou a falar, com a voz séria e firme, sem desviar o olhar um único segundo. — Não encoste um dedo nela ou eu juro que te mato e se você ousar fugir eu juro que te encontro até no inferno, sua falha de mãe, faça algo com Alice e eu juro que te mostro o terror de ter seu próprio filho como inimigo.

Notas finais
Então como vaii o ódio a Maira?????? heheheh u.u Alli é um cute, e só uma obs: Desafiar Maira é algo que ele NUNCA fez, nunquinha, ele sempre teve medo dela.. Até agora né , Awnn ele praticamente Admitiu q ama a alice! :3