Novamente
17 Capítulo Dezesseis: Extra: o primeiro erro de Sasori
Notas iniciais
Sasori havia saído de casa bem mais cedo naquela tarde, ao invés de sair à noite e passar apenas a madrugada fora se ocupando com coisas da Akatsuki, ela havia decidido mudar sua rotina. Havia um lugar que ele precisava ver. Uma pessoa mais específicamente. Agora que as coisas estavam diferentes ele tinha que se dedicar a proteção de Sakura e acabara sem tempo para ele mesmo. Não que ele se importasse com si mesmo. Claro que não. Sakura era sua prioridade. Presisava proteger sua maninha. Mais ele sentia falta dela. E, ah, como sentia. Costumava ir vê-la todas as noites, mais desde que Sakura era uma wiich ela já não a via com tanta freqüência. Agora, andava pela floresta com um grande pesar no coração, era angustiante não chegar lá logo. Na verdade não demorou muito para que ele chegasse mais para o ruivo era como uma eternidade. Havia construído aquele “santuário” perto de casa para que pudesse estar sempre ali, mais o deixava fora de vista para manter sua privacidade. Logo avistou um agrupamento de árvores pelo qual qualquer outro vampiro teria passado reto. Mais ele não era qualquer vampiro. E aquele não era um lugar qualquer.
Entrou ali e logo pode ver mais para frente um círculo de tulipas, amarelas, vermelhas... Laranjas... Havia muitas delas de muitas cores formando um círculo onde no centro havia um pequeno espaço de grama. A grama mais verde já vista antes. Ou nunca vista, naquele caso. Sasori foi até lá, passando pelas tulipas, ali, no centro, dava para ouvir o doce som de uma cachoeira que tinha ali perto. Sasori sentou ali e tirou a mochila que trazia nas costas, tirou de lá um pergaminho e logo invocou para fora o que tinha ali. Logo pode ser vista ali, na grama, com Sasori uma marionete. Uma marionete humana.
– Olá, amor. – disse Sasori de forma doce. A marionete apenas sorriu. Sasori, como sempre, ficou momentâneamente encarando-a. Ela ainda tinha a beleza de quando estava viva. De quando era humana. Seus longos cabelos negros ainda caiam em cascatas por suas costas. Seus lábios, que ele havia beijado tantas vezes antes, ainda eram de um vermelho forte em contraste com a pele branca. Bom, agora que era uma marionete, não era mais pele. Não tecnicamente. Ela ainda usava o mesmo vestido: um preto, longo. Sasori não pode impedir que uma lágrima decesse pelo seu rosto.
– Sinto sua falta. – falou ele, simplesmente. E antes que se desce conta ele já estava chorando silenciosamente. As lágrimas desciam pelo seu rosto e molhavam a grama de um profundo verde. Desejando que aquilo tudo não passasse de um sonho ruim, de um grande pesadelo, do qual ele acordaria e ela estaria ali, na cama ao seu lado e lhe perguntaria com sua doce voz se ele estava bem, Oh, céus. Porque ele teve que perdê-la? Sempre que fechava os olhos ele via o rosto dela, sorrindo para ele como se o chamasse. Mei era humana. A humana mais encantadora que Sasori já havia visto e há de ver. Havia conhecido ela em um festival humano. Apaixonou-se por ela logo de cara. Para ele era incrível o fato de ela o ter aceitado mesmo sabendo que ele era um vampiro. Mais isso havia sido há muito tempo. Antes mesmo de perder Karin ou Sakura. Foi há tantos séculos atrás.
Sasori ainda se lembrava do momento da morte dela, e lhe doía tanto pensar naquilo, ele a havia visto morrer pelas mãos de Karin, sua própria irmã, e ele não pode fazer nada. Ainda se lembrava de ouvir Mei dizer um simplório “Eu te amo” para ele enquanto sua alma deixava seu corpo. Lembrava-se de ter vistos aqueles olhos, de um violeta tão profundo como ele nunca havia visto, lhe encarando com amor. Naquele dia ele a transformou em marionete e criou aquele lugar, dava para ouvir o som da cachoeira, som do qual Mei tanto gostava, e era cheio de tulipas, a flor preferida de Mei. Sasori sempre lhe entregava tulipas. Limpando as lágrimas do rosto ele arrancou uma tulipa e a colocou na mão de Mei, guardou-a no pergaminho e saiu dali o mais rápido possível. Embora viesse sempre ali para falar com Mei, ele sempre terminava chorando, querendo-a de volta. Mei jamais sairia do coração de Sasori. Ela seria seu eterno amor. Entretanto, Mei fora seu primeiro erro. De três, ela fora o primeiro. O primeiro de seus grandes erros, e assim como os outros dois, ela seria inesquecível. Assim como a dor que havia deixado em Sasori.
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