Novamente

1 Novamente


Caí na terra húmida e fria,

Seca de vento, afogada em chuva,

Desgastada e sedenta de sonho,

E caio outra vez e me levanto

Cuspindo faíscas dos olhos encantados

Do amargo nevoeiro que se estendeu

Nas pétalas brancas do paraíso.

Uma brisa de esperança no horizonte,

Pisca suave como um doce sonho.


Então, num ímpeto eu me levanto

Esmagando a tempestade do labirinto.

Luto com o negrume que me abraçou.


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