Nova Vida, Novas Escolhas
4 Capítulo 4 - Tolo, meu tolo.
No trajeto resolvi ir para a pensão Salvatore. Já estava perto mesmo. Uns cinco minutos depois já estava lá. Sai de carro, abri a porta da sala e entrei. O Stefan estava sentado no sofá que havia perto da lareira.
— Stefan, precisamos conversar... –disse largando a minha bolsa sobre o sofá. — Pode falar Elena. — Eu te amo Stefan. Você apareceu em um momento que eu realmente precisava de você. No acidente você salvou a minha vida, serei eternamente grata a você por isso. Todavia, o Damon apareceu aqui no meu coração devagarinho, como o sol numa manhã de inverno, tímido, mas, me cativou. Aquele jeito de “eu sou indomável” e intrigava. Por você o amor foi adolescente, precoce, foi instantâneo. – Neste momento o Stefan chorou. – Por favor, não chora, não me faça sentir que sou uma pessoa pior do eu acho que sou. Eu te amo. — Eu já sabia que isso ia acontecer Elena, mas, tudo bem. – disse ele abalado. – Mas, o Damon foi embora. — Eu sei disso. — Ele disse algo sobre um bar e uma bruxa. – Será que foi o bar da Geórgia que ele me levou logo depois do acidente de carro? Qual é o nome da bruxa mesmo? Bruna... Brenda... Ah Bree! – Estou indo pra lá. — Você sabe a onde é? – Perguntou Stefan. — Sei. – Cara demorava umas três horas até chegar lá. Nossa. Eu vou mesmo assim. Sai rápido dali, entrei no carro e acelerei rumo a Geórgia. Como agora era uma vampira passei dos 150 km/h sem medo nenhum de bater. A Geórgia parecia não chegar nunca. Três horas depois avisto o bar. Procurei uma vaga, estacionei e sai desesperada. Ao entrar perguntei a atendente: — Boa tarde, viu um homem alto, branco, com os cabelos escuros, olhos azuis? — Damon Salvatore? – Perguntou a morena de cabelos curtos. — Sim ele mesmo. — Ele estava aqui até uma hora atrás mas, ele já foi. – Meu rosto entristeceu-se. Admito que estava confiante de encontra-lo lá. — Muito obrigada pela informação. Boa tarde. – Sai rápido do bar. Não tinha jeito, vou voltar para Mystic Falls... A viagem foi péssima na volta. Eu estava péssima, o tempo era lerdo demais, o tempo estava fechando e já havia anoitecido. Como sou idiota. Demorei tanto tempo que o deixei ir. Sinto saudade daqueles olhos azuis, daquele sarcasmo, da ironia, do sorriso... Sinto falta dele. Muita falta mesmo. Quando estava já em Mystic Falls, passei pelo lugar onde nos conhecemos pela primeira vez na saída da festa, logo após ter brigado com o Matt. Parei o carro e sai. A noite não estava tão estrelada quanto aquela, estava chuvosa e bem fria. Eu sabia que você não iria voltar. Afinal, você sempre cumpre a sua palavra mas, no fundo eu esperava que você voltasse. E foi nesse momento que começou a chover (e eu pouco me importava com isso). Permaneci ali, parada, como se estivesse te esperando. Nessa noite junto com a chuva e com todo aquele frio que fazia, assumi para mim mesmo que o amava. Amava tudo nele desde o seu jeito bipolar até, sua forma de salvar a minha vida. Chorando falei — Como fui ingrata. – Algo naquele momento me fez olhar para trás. — Elena? O que você está fazendo aqui? — Damon! Eu estava pensando. — Hum... — O que você está fazendo aqui? Não disse que ia partir? — Disse mas algo me prende a Mystic Falls e eu não posso partir sem... – ele parou como se estivesse me escondendo algo. – E você foi ingrata com o que? — Fui ingrata com a pessoa que eu amo. – um silêncio pairou entre nós nesse momento. – Fui ingrata com você! Toda vez que eu precisei você estava lá, me ajudando, aconselhando ou até mesmo salvando a minha vida. Você abriu mão de nós para qe eu pudesse ser feliz com o seu irmão mesmo sabendo que você não ia ser. – a chuva apertou muito nessa hora. -Elena... — Damon, eu demorei para ver que era você. Você que eu aprendi a amar que era você que eu amo. – Chorei mais que o normal nessa hora.- é de você que eu preciso. — Eu sou o vilão Elena eu não a mereço! — Você não é o vilão. Você tentou ser. Vilão de verdade não muda por amor! – Cheguei bem perto dele, segurei seu rosto – Nunca mais vá embora. Nunca mais. Senti falta desses olhos lindos, desse seu jeito. Eu te amo Damon. E eu não tenho um anel para dar para o homem da minha vida ou para o homem que escolhi passar a eternidade. Só tenho isso. – O beijei. Já havia esquecido o quanto era bom beija-lo. Todos os órgãos do meu corpo respondiam aquele beijo. E naquele momento, eu prometi a mim mesma nunca mais deixa-lo partir.
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