Nova Srta Diggory, Weasley ou Malfoy?
8 Pedra da Morte
Notas iniciais
Acordei atrasada para a reunião da organização do baile. Me vesti, escovei os dentes e saí já prendendo os cabelos em uma trança mal feita.
Cheguei no local onde nos encontraríamos e discutimos um pouco sobre o que faríamos e logo depois eu corri para a sala de Dumbledore. Como era sábado, eu teria muito tempo para ver minhas lembranças.
FLASHBACK ON
Estávamos em aula dupla com a Sonserina e eu conversava com o Rony, enquanto o professor Moody ainda não tinha chegado, quando ouvi um comentário ridículo atrás de mim.
– Esse sem olho... Velho ridículo! – Malfoy desdenhou.
– Cala a boca, Malfoy! – Retruquei e ele riu.
– Qual foi, sangue-ruim? Avisa para aquele seu amigo-princesinha-Potter que é pra tomar cuidado com aquele velho manco, entendeu bem?
– Não enche, Malfoy!
– Tá achando que eu tô brincando? Então boa sorte...
FLASHBACK OFF
DRACO TENTOU NOS AVISAR!
Como eu não tinha pensado nisso antes? Não acredito!
Anotei mais algumas coisas no meu pergaminho.
FLASHBACK ON
Eu estava descendo as escadas quando avistei o Vítor me observando. Harry e Rony também estavam lá com as irmãs Patil.
Vítor me deu a mão e nos encaminhamos em direção ao centro do salão.
Começou a tocar “to the hipogriff” e o Krum me chamou para fora do castelo,
– Você está linda hoje... – Vítor se aproximou de mim. Minhas costas encostadas em uma arvore.
– Hoje? – Perguntei, fazendo ele rir.
– Sempre – Ele disse e pegou meu rosto com uma das mãos, sua pele cada vez mais perto.
– O que é que tá acontecendo aqui? – Uma voz irritante ecoou em meus ouvidos. Uma súbita vontade de matar aquele loiro me invadiu. – Com tanta menina melhor atrás de você e você está atrás justo da cabeça de vassoura? Só mesmo o idiota do Vítor Krum para querer uma rata de laboratório tão insignificante quanto você.
– Escuta aqui, Malfoy. Você não pode falar com ela desse jeito! – Vítor me defendeu.
– Fala pro testa-rachada que essa taça não é dele. – Draco ignorou Krum, disso isso e simplesmente saiu andando.
Meus olhos já estavam cheios de ágrimas.
– Seu imbecil covarde! Qual é o seu problema comigo, Draco Malfoy? Cadê sua atitude? A pessoa não pode mais nem dar o primeiro beijo em paz? – Enquanto eu falava, Draco virou e começou a andar na minha direção. – Você é um... – Não pude terminar a frase, porque ele simplesmente... ME BEIJOU!
DRACO MALFOY BEIJOU HERMIONE GRANGER!
O primeiro beijo não dá pra explicar. No começo eu estava um pouco desajeitada, mas depois eu fui pegando o jeito e a coisa começou a melhorar.
Melhorar muito.
Ele desceu uma das mãos até a minha cintura, enquanto uma pousava delicadamente sob meu rosto.
Draco começou a ficar mais agressivo. Ele passou a mão para a minha nuca, puxando meu cabelo e me prensou contra a árvore.
Quanto mais eu o beijava, mais eu tinha vontade de continuar aquilo.
Mas de repente ele saiu.
Saiu sem falar nada.
Nem uma palavra sequer.
Enquanto eu estava parada em estado de choque, Krum me olhava vermelho.
Provavelmente de raiva.
FLASHBACK OFF
Sem querer eu ri e coloquei a mão nos lábios.
E me lembrei também do ultimo beijo que havíamos dado.
Ele não estava tão longe quanto eu me lembrava.
***
Dumbledore havia se juntado a mim na sua sala.
Assim que terminei de ver a lembrança da segunda prova, ele estava parado ao meu lado na penseira.
Chegara a hora de conversarmos.
Desenrolei meu pedaço de pergaminho e comecei a ler.
Draco disse que ler a mente de Harry era um a tarefa fácil... Porque?
Draco nos avisou que o nosso professor não era o verdadeiro Olho-Tonto.
Draco sempre esteve perto de nós em momentos muito sugestivos.
Li tudo para Dumbledore e ele me olhou por cima do óculos de meia-lua e começou a falar:
– Interessante, senhorita Granger. Muito curioso. A senhorita poderia ler de novo a primeira anotação?
Eu a li e ele logo voltou a falar.
– Harry pode ser vulnerável ao Legillimens ou... – Ele parou por uns seguntos – Me parece que a mente dele e a de Voldemort é ligada de alguma maneira... Esta informação é altamente importante senhorita! Por favor, me dê licença, preciso urgentemente conversar com o Severo.
Vi Dumbledore me deixar sozinha mais uma vez, então peguei outro frasquinho.
FLASHBACK ON
Estávamos todos esperando animadamente o vencedor chegar com a taça.
Mas de repente tudo parou. Harry chegara com Cedrico... Morto.
– Ele voltou! – Harry chorava desesperadamente – Voldemort voltou!
Comecei a chorar tambem. O inferno se faria no mundo bruxo.
Flair estava ao lado da diretora do seu colégio, Harry deitado em cima do corpo morto de Cedrico no chão, mas... Onde estava o Vitor? O labirinto já deveria tê-lo jogado aqui, assim como ele fez com Flair.
Dumbledore tirou todos do local, deixando apenas os professores, os competidores e eu, que grudei no braço de Harry.
O professor de barba branca ia começar a falar, mas, de repente, Cedrico abriu os olhos. Todos ficaram chocados com a cena.
Flair e mais duas professoras desmaiaram. Alguns dos professores, acompanhados da Madame Ponfrey levaram-nas para a enfermaria, deixando o local ainda mais vazio.
Dumbledore puxou rapidamente Cedrico, pedindo-lhe explicações. O garoto parou por alguns minutos e lentamente começou a falar:
“É a pedra. Esta pedra aqui. Ela funciona cerca de 4 vezes. Quando a maldição da morte é lançada à pessoa que o utiliza, a pedra ‘suga’ o feitiço.”
– Como esta chegou a você? – Snape perguntou.
– Eu não sei. – Cedrico dissee. – Foi um sonho. Muito estranho inclusive. No sonho eu estava totalmente no escuro, eu não enxergava nada. A única coisa que eu escutava eram gritos de um garoto. Me parecia uma voz familiar, mas até hoje não sei por qual motivo. Ele estava desesperado e repetia a palavra “não” várias vezes, como se fosse uma fita. E do nada eu escutei uma voz rouca de uma mulher que dizia: “poucos sabem da existência desse objeto, a pedra da morte”. No sonho, quando eu olhei para as minhas mãos elas estavam juntas segurando esta pedra, era a única coisa que eu consegui ver. A mulher continuou: “quem a usa engana a morte. Ela deve ser dada a uma pessoa específica que já está destinada a recebê-la. Não poderá tirá-la até encontrá-la em um determinado momento. Não adianta tentar empurrá-la para alguém se não for o momento certo. Tenha cuidado. Em mãos erradas pode ser muito perigoso. Quanto mais usada, mais modificada ela ficará.” E então eu acordei. Já com esta pedra enrolada neste cordão e no meu pescoço. – Cedrico mostrou-nos.
Ele logo foi levado a enfermaria. Tentaram retirar o colar, mas totalmente sem sucesso.
Vi o pai de Cedrico ser arremessado para trás assim que tocos na pedra.
FLASHBACK OFF
Aquela pedra... parecia muito algum tipo de magia negra.
Mas eu acreditava em Cedrico. Não achava que ele teria inventado tudo, mas certamente era muito estranho.
Dumbledore parecia saber exatamente sobre o que se se tratava aquilo, mas não comentou com ninguem e ignorou todas as perguntas sobre este assunto.
O que será que Cedrico fez? Ainda estaria ele com a pedra?
Peguei mais um frasco.
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