Nova Perspectiva
3 Capítulo 3
Já fazia uma semana que Lucas estava praticando muay thai, e se esforçando para fazer amizade com as pessoas que faziam luta com ele. E ele até que conseguiu, principalmente com sua professora, Camile. Depois daquela aula, ele havia decidido que iria convidá-la para sair, ir ao shopping ou tomar alguma coisa. Precisava conhecer alguma mulher e tentar se envolver para parar de se atrair por sua madrasta.
— Posso falar com você? — Perguntou Lucas, aproximando-se da professora que recolhia as luvas que foram deixadas pelo tatame.
— Claro, Lucas.
— Eu gostaria de saber se você não quer sair para tomar alguma coisa? Amanhã é sábado e como não tem aula pensei que talvez você esteja livre.
— Quero sim! Tem um lugar muito legal onde eu moro, talvez pudéssemos ir lá. É um bar com karaokê.
— Ok. Que horas posso te encontrar lá?
— Hm… que tal umas nove?
— Certo. Me passa o endereço por mensagem, ok? — Ele caminhou até ela lhe dando um beijo em sua bochecha.
O rapaz adentrou sua casa, encontrando Olívia e seu pai assistindo TV. E lá estava ela, com a cabeça encostada no peito de seu pai, enquanto ele fazia um cafuné na cabeça dela. Em um primeiro momento, os sentimentos de Lucas por Olívia eram estritamente sexuais, ele sentia tesão por ela, mas observá-la ali, tão calma assistindo TV, o fez sentir um pouco de ciúmes.
— Boa noite. — Cumprimentou o rapaz.
— Opa filho, boa noite. — Disse Alexandre, empolgado.
— Depois que terminar banho, senta aqui com a gente. Tá passando um programa muito bom.
— Ok. — Lucas dirigiu-se até o banheiro.
Olívia assistiu o enteado sair indo para o banho. Notava que sempre ele estava olhando para ela, como se tivesse algo para dizer, mas não conseguisse falar nada. Não sabia se tinha intimidade o suficiente para ir conversar com ele, então, por enquanto iria apenas esperar para ver se ele falaria alguma coisa.
Quando o rapaz finalizou seu banho, e quando já estava vestido, caminhou até a sala para assistir TV.
— O que estão assistindo? — Perguntou Lucas.
— Um programa de perguntas e respostas. Escuta filho, você pretende trabalhar com alguma coisa, ou fazer alguma faculdade? Não que eu esteja te pressionando. — Alexandre deu uma risadinha.
— Eu gostaria de fazer algo relacionado a artes. Mas agora fiquei um pouco tentado pela educação física também.
— Se eu pudesse te dar um conselho seria para que fizesse educação física. Talvez lá nos Estados Unidos você se desse bem com uma faculdade de belas artes, mas aqui no Brasil…
— Alexandre! — Repreendeu Olívia. — O Lucas tem que fazer o que ele quiser.
— Tudo bem, Olívia. Eu entendo que infelizmente meu pai está certo.
— Se você quiser mesmo fazer educação física, semana que vem eu te levo às faculdades daqui para que você escolha alguma para cursar. Pensa bem.
— Obrigado, pai. Eu nem preciso pensar, para falar a verdade. Já estou convicto que é o que quero fazer no momento.
— Então tudo certo, filhão. — Depois disso, os três voltaram a atenção para a televisão, mas Olívia pôde perceber que estava sendo observada. Queria entender porquê seu enteado lhe olhava daquele jeito, se ele estava precisando de ajuda e não conseguia pedir, ou algo do tipo. Era esquisito.
Depois de alguns minutos assistindo aquele programa, que na opinião do rapaz, estava super desinteressante, ele decidiu levantar e ir se deitar. Estava sem fome, então não pretendia comer nada. No fim das contas, queria ficar sozinho com seus pensamentos insanos em relação à Olívia. Queria que ela estivesse deitada em seu peito, enquanto ele lhe acarenciava a cabeça. Queria beijar os lábios dela, o invés de assisti-la fazendo isso. Queria terminar de ver aquele programa chato e fazer amor com ela, beijá-la, chupá-la, penetrá-la, e depois dormir ao lado dela, observando-a. Era desagradável apenas assistir, então foi para a cama.
Fechou a porta atrás de si e deitou. Pôs a mão em sua calça, e pensou se iria se masturbar, mas decidiu que não. Não ia fazer nada àquela noite. Iria economizar suas energias para sair com Camile no dia seguinte.
Camile estava mais arrumada do que o habitual, afinal, não havia motivos para isso, levando em conta o trabalho que exercia, o que impressionou Lucas, indo ao encontro da moça que estava sentada em uma das mesas, tomando um suco.
— Desculpe a demora, o uber se perdeu.
— Relaxa. E aí, o que tá achando daqui. Muito diferente dos Estados Unidos, né?
— Bastante. Mas as pessoas daqui são melhores.
— Vou levar isso como elogio. — E deu uma risada.
— Me fala mais sobre você. Quero te conhecer melhor.
— Bem… eu sou Camile Pires, tenho 24 anos, e sou formada em educação física. E você?
— Eu sou Lucas Barbieri, tenho 21 anos e nenhuma qualificação. — Riram.
Os dois conversaram bastante, cantaram no karaokê e se divertiram bastante. Camile era realmente uma moça linda, cativante, inteligente e sexy. Ele tinha certeza que ela seria a garota ideal para ele.
— Bem… acho que vai fechar. — Comentou ela, observando a movimentação dos funcionários.
— Sugere algo? — Perguntou ele.
— Bem, eu moro sozinha. Você pode ir lá pra casa, porque vai ficar tarde para voltar, e ao contrário dos Estados Unidos, o Brasil é extremamente perigoso.
— Se você insiste. — Ela tomou a liberdade de pegar a mão dele e os dois foram caminhando até o apartamento onde ela morava. Era a duas ruas do local, realmente perto. Assim que adentraram ao pequeno prédio de quatro andares, subiram as escadas até o terceiro, no apartamento 306, que era onde ela morava, no fim do corredor.
Lucas observou o lugar, que era aconchegante e pequeno. Havia uma sala minúscula, que era separada da cozinha pelo hack da sala. E dentro da cozinha havia um espaço para lavar roupa. Na saleta havia duas portas de sanfona, onde possivelmente seriam quarto e banheiro.
— Não repara a bagunça.
— Não tem bagunça pra reparar. — O rapaz sentou no sofá confortável da garota, enquanto ela foi até a cozinha pegar duas latinhas de cerveja. Eles haviam bebido no bar, mas não o bastante. — Não sabia que uma lutadora podia beber com essa liberdade.
— Só bebo em momentos especiais, tipo esse. — Ela entregou a cerveja para Lucas.
— E qual é a história desse ap?
— Eu saí de casa aos vinte anos, quando comecei a namorar uma garota. — O rapaz arregalou os olhos surpreso. — Minha família é muito religiosa e soube por acaso. Um dia eu estava no shopping com ela e meu irmão nos viu e contou pra minha mãe.
— Que coisa mais escrota! Eles te colocaram pra fora?
— Na verdade foi assim, eu assumi que estava com ela e assumi ela pra minha família, mas meus pais e meu irmão se preocupavam mais com o que falariam deles do que com o que eu estava fazendo exatamente, aí meu pai comprou esse apartamento de uma tia minha que voltou para o nordeste, que morava aqui e vendeu por um preço bem baixo, e ele me deu para que eu fizesse o que quisesse aqui, sem manchar a imagem deles.
— E o que aconteceu com a garota?
— Não deu certo.
— Você é lésbica então?
— Não – Camile riu – sou bissexual.
— Hm… confuso.
— Você não precisa se preocupar em entender. — A moça aproximou-se do rapaz, sentando ao lado dele. Os dois aproximaram-se e iniciaram um beijo ávido. O beijo dela era diferente das outras meninas que ele já havia beijado na vida. Ela sabia beijar de verdade, beijar com vontade. E ele retribuiu a altura, provando daquela boca deliciosa. Quando faltou o ar, eles se separaram um do outro.
— Caramba! Você é ótima!
— Tanto quanto você.
— Você quer continuar? Acha que a gente pode continuar?
— Hm… o clima é propício, mas acho que se a gente transasse agora as coisas iam ficar estranhas entre a gente lá na academia. Acho que nós temos que criar mais intimidade.
— Por mim tudo bem. Concordo.
— A gente pode continuar conversando numa boa, se conhecendo… — Camile pegou mão de Lucas, e eles continuaram a noite assim, conversando, se beijando e trocando carícias.
Olívia acordou cedo naquele sábado, porque seu marido precisou voltar a trabalhar, então ela fazia questão de preparar o café da manhã dele, como forma de carinho. Enquanto mexia os ovos na frigideira, sentiu os braços dele lhe envolver a cintura, abraçando-a.
— Bom dia, amor. — Falou Alexandre.
— Bom dia. — Ela se virou para beijá-lo.
— Viu se o Lucas já chegou?
— Não, ele dormiu fora.
— Acha que eu preciso me preocupar?
— Claro que não, amor. — Ela terminou de fazer o ovo mexido e fechou a boca do fogão. — Ele já tem 21 anos, não é criança. Ele deixou uma mensagem de que ia se encontrar com uma moça. Então imagina o que ele deve estar fazendo. — Ambos riram.
— Tudo bem, se você está convicta disso, confio em você. — Alexandre e Olívia tomaram café da manhã juntos e logo ele foi trabalhar. A mulher foi até o quarto da filha, verificar se ela ainda dormia, e concluindo isso, voltou para seu quarto, para se arrumar para ir ao mercado mais tarde. Quando terminava de vestir o vestido que escolheu para usar, ouviu um barulho vindo do corredor, e ao abrir a porta, encontrou Lucas sentado no sofá bebendo uma xícara de café.
— Bom dia! — Cumprimentou ela, fazendo o rapaz levar um susto.
— Bom dia, Olívia. Meu pai está?
— Não, ele teve que ir trabalhar. Desculpe ser invasiva, mas onde você foi, hein mocinho?
— Eu dormi na casa de uma amiga.
— Já fez amigos? Que legal! Fico feliz por você, Lucas. — A mulher sentou-se no outro sofá. Achou que aquele seria um bom momento para comentar sobre suas dúvidas. — Lucas?
— Hm?
— Você conversar comigo sobre alguma coisa?
— Por quê? — Perguntou ele, um pouco exaltado. Ele percebeu que a madrasta havia percebido.
— Porque eu noto que você está sempre me olhando, como se quisesse me dizer alguma coisa. — Lucas respirou fundo, pensando se devia mesmo dizer aquilo que pretendia. Mas achou melhor não.
— É impressão sua. Vai por mim.
— Mamãe? — Ambos ouviram a voz de Maria vindo do corredor, e Olívia ficou de pé para ir atrás da filha, o que deixou Lucas aliviado.
Caminhou então para o quarto, estava exausto e precisava dormir.
Alexandre chegou em casa após um longo dia no trabalho. Era sábado, e todos os sábados ele trazia uma garrafa de vinho para tomar junto da esposa. Porém, aquele sábado era especial, porque fazia uma semana desde a chegada de Lucas em sua casa, e aquilo precisava ser comemorado.
— Vem filho, pegue uma taça, vamos brindar! — Sugeriu Alexandre. Lucas, que havia acabado de acordar, estava sem camisa, apenas de moletom, mostrando seu físico atlético. Pegou uma taça e prostrou-se ao lado de seu pai na mesa da cozinha. — Um brinde ao Lucas, que é nosso novo integrante da família!
— Um brinde!
— Um brinde! — E brindaram. O rapaz tomou seu copo, olhando disfarçadamente para Olívia, que vestia um vestido vermelho decotado de amarrar atrás do pescoço. Como ele queria aquela mulher! E lá estava seu pai, feliz, apreciando o vinho. Camile era interessante, e eles podiam até ter algo, mas ela não tinha o que Olívia tinha, e era algo que nem ele mesmo sabia o que era. Era uma sensualidade nata, como se conviver com ela fosse um eterno convite ao sexo, e ele não sabia se seu pai pensava o mesmo, mas que se estivesse no lugar dele, comeria ela todos os dias.
Depois de algumas taças, e também por estar cansado do dia, Alexandre decidiu ir dormir. Deixou sua mulher e filho na sala e recolheu-se para o quarto, não sem antes lhe dar um beijo nos lábios, deixando Lucas com a habitual inveja que ele sentia.
— Vamos acabar com essa garrafa lá fora. — Comentou Olívia, pensando em como iria abordar o enteado para entender o que estava acontecendo.
— Claro. Ainda tem bastante vinho. — Os dois caminharam até o enorme quintal arborizado. Maria brincava de boneca no quarto, então não havia qualquer preocupação em interrupções.
— Me conta mais sobre a sua amiga.
— Ah… O nome dela é Camile. Ela é a professora da academia.
— Jura? Que legal! Vocês…
— Se a gente transou? Ah, não. — Ele serviu mais vinho em seu copo, e Olívia fez o mesmo.
— Eu ia perguntar se vocês ficaram. Mas enfim. — Olívia deu um gole em seu vinho, fazendo enteado sorrir.
— Eu gosto de ser direto.
— Por que não transaram? — A mulher arriscou-se a perguntar. Talvez fosse o efeito do vinho.
— Ela disse que queria mais intimidade.
— E o que você achou disso?
— Concordei. Ela é bonita, tem que se valorizar.
— Então você acha que uma mulher que transa no primeiro encontro não se valoriza?
— Não, eu disse que… o que importa, não é quem eu queria mesmo. — Lucas acabou soltando sem querer. Maldito vinho!
— Hm… a sortuda é brasileira?
— É, tô olhando pra ela agora. — Falou ele, sério. Olívia riu achando ser uma piada, mas logo lembrou que eles não tinham tanta intimidade para esse tipo de brincadeira. Pensou em repreendê-lo, mas no fundo não era isso que ela queria.
— Do que está falando?
— Ai, nem eu sei. — E ficaram em silêncio por um tempo. Tomado pela coragem do álcool, ele se aproximou dela no banco, ficando bem perto. Olívia não recuou, principalmente porque sabia o que iria acontecer. Seu subconsciente queria aquilo, mesmo que ela não se desse conta, e quando percebeu, ele aproximou o rosto do dela, colando os lábios dele nos dela, iniciando um beijo calmo. Aquele beijo havia sido melhor que o anterior, ele queria muito saber como era o beijo de Olívia e era delicioso. Ainda ousado, enfiou as mãos dentro do vestido dela, apalpando o seio que era coberto apenas pelo pano do vestido, e apertou com força o seio esquerdo, enquanto intensificavam o beijo. Olívia queria transar, e por instinto, cessou o beijo, ficando de pé.
— Vem! — Chamou ela com a mão. Ele seguiu ela indo até um corredor que ficava do lado de fora, na área de serviços. Era um misto de tesão com inconsequência, porque ela sabia que aquele era o filho de seu marido, mas movida pelo tesão, decidiu que precisava transar com ele, urgentemente. O local era escuro, apenas com uma luz no corredor. Ao chegar no lugar ela ergueu o vestido, retirando sua calcinha. Lucas mal podia acreditar no que estava acontecendo. Parecia um sonho, e ele não tinha noção de que seria tão fácil transar com Olívia. Ele atacou os seios dela, sugando-os e chupando, enquanto ela prendia o gemido. Mas ele queria penetrá-la, então, pôs pra fora seu membro ereto e Olívia sentou em uma bancada onde ficavam as roupas que precisavam ser lavadas, abrindo suas pernas para o enteado. Ele chupou um pouco a vagina dela para sentir o gosto, o gosto de uma vagina que já havia dado a luz, e sugou o clitores dela como se fosse sagrado. Mas ele precisava sentir o pênis dele dentro dela, e aí a penetrou, dando estocadas, enquanto beijava os lábios dela para que nem dos dois gemessem. Depois de alguns minutos, antes de ejacular ele perguntou:
— Posso tirar?
— Não, eu quero dentro de mim. — E ele prosseguiu, ejaculando dentro dela, que assim que sentiu o líquido quente lhe invadir, também chegou ao seu ápice.
Então, o momento seguinte foi o mais tenso, porque ambos sabiam o que haviam feito, mas foram tomados pela vergonha.
— O que a gente fez, Lucas? — Questionou Olívia, caindo em si do que havia acabado de fazer.
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