Nova Ordem

12 Capitulo Onze


2017

Apoiei meus braços contra o colchão e me levantei. Minh cabeça estava latejando de tanta dor. Me sentei, mas sentia minha cabeça lutar contra o meu corpo.

Quando eu consegui abrir os olhos a luz me fez fecha-lo. Demorei mais alguns minutos até conseguir abrir novamente. Eu não estava em meu quarto, mas reconheci o lugar. Eu estava na ala hospitalar. Reconheci pelas velhas cortinas. – que um dia já foram brancas.

Elas estavam em volta da minha cama – que logo descobri que era uma marca. – me impedindo de ver toda a ala.

Assim que pensei em me levantar as cortinas se abrem, revelando uma mulher jovem e de cabelo avermelhado. — Aparentava ter uns vinte anos, talvez fosse um dos adolescentes que se revelaram bons em medicina que em luta. – Assim que me viu sentado, a beira da marca, veio em minha direção.

– Você está bem?

– Um pouco dolorido.

– Você não deveria acordar agora. – disse ela medindo minha pressão.

Ela terminou de medir minha pressão e eu tentei sair da cama novamente, mas ainda sentia meu corpo responder que não.

– O que você esta fazendo? – ela correu de volta para perto de mim. – Você não pode se levantar agora.

– Talvez você não saiba, mas tem muito coisa acontecendo por aqui para eu poder pensar em tirar mais algumas horas de descanso.

– Eu sei bem o que esta acontecendo aqui. – ela me empurrou de volto para a cama. – Fui chamada par cuidar de você.

– Eu agradeço toda a hospitalidade, mas eu preciso sair...

– Não! Você precisa ficar ai.

Ela me empurra contra a cama e eu desisto. Sinto um milhão de agulhas me perfurarem quando ela me toca.

– Ei! – uma voz conhecida se aproxima. – O que esta acontecendo aqui?

A voz aparece e vejo que é Chris.

– Você esta vivo? – ele pergunta com uma cara de surpreso e me braça.

– Não era para eu estar?

– Você passou tanto tempo ai... Eu pensei... Deixa pra lá.

– Você estava dormindo há quatro dias. – firma a enfermeira.

– QUATRO DIAS? – pergunto, também com uma cara de surpreso. – O que aconteceu comigo?

– Você desmaiou na sala do Júlio. – Chris me confirmou. – Do mesmo jeito que aconteceu no laboratório do seu pai.

– Então é verdade? – a enfermeira pergunta. – Você realmente é filho do salvador?

Fiquei com aquela palavra na cabeça. Salvador. De todas as coisas do mundo, salvado? Era a ultima coisa que eu poderia pensar do meu pai.

– Tudo indica que sim. – respondo. – O que aconteceu esses dias?

– Não estamos autorizados a falar sobre isso, senhor.

Senhor?

Ela se vira e começa a mexer em alguns remédios na mesa ao meu lado.

– Você pode me dizer o que est acontecendo? – me viro para Chris.

Ele estava de braços cruzados e roendo as unhas. Esse era um sinal claro de que ele estava me escondendo alguma coisa.

– Eu conheço esse seu jeito. – me apoiei na beira da marca novamente. — O que esta acontecendo?

– Eu realmente não posso falar.

– Christian! O que est acontecendo?!

– Eles vão me matar se eu contar.

– Se você não me disser eu mesmo irei te matar!

Ele olhou para a enfermeira, quando ela se virou, mas ela não disse nada.

– Porra! – ele baixou a cabeça. – O Júlio esta preparando alguns de nós pra acompanhar você em uma missão lá fora.