Nova Hogwarts
17 Revenge
Todos que eram mais próximos de Amanda estavam reunidos ali em volta do seu corpo. Vestiam roupa preta e estava chovendo. Quezia estava abraçada ao Caixão. Bibi tinha costurado a cabeça de Amanda de volta ao corpo. No dia anterior a equipe de busca teve dificuldades para encontra a cabeça que tinha decido desfiladeiro abaixo e caído num buraco enorme. Possivelmente era a pegada do irmão do antigo guarda caças da escola. Ele sempre andara pelas redondezas da escola.
O velório acontecia numa ilha ao lado da escola. Na mesma ilha onde Dumbledore fora sepultado anos antes. Todos estavam ali chorando. Cada um lembrava-se dos momentos marcantes que viveram com a Amanda. Não aceitavam a sua morte. Sabiam que o que Milord tinha feito era pensando na escola, mas tirar a vida de uma pessoa querida para o bem da maioria não era a melhor alternativa, era injusto, desumano, mesquinho e até mesmo egoísta.
Milord também estava ali, ora era a filha dele mesmo ele tendo a assassinado. A sangue frio e sem piedade alguma. Ele nem deixara ela se despedir. Tinha feito ela acreditar que tudo ficaria bem, na verdade tudo na escola estava bem,ele tinha destruído o emocional de muitos ali com uma grande perda, Quezia olhava para o seu pai, não, olhava para o Milord, para o Deivison, nunca mais conseguiria chama-lo de pai, nunca mais conseguira abraça-lo, nunca mais diria que o amava. Tudo o que ele representava para ela tinha acabado um dia anterior. E justamente no dia que elas completariam um mês de namoro. Um mês de namoro. Quezia ainda se lembrava de todos ali no Três Cabrais reunidos esperando ela chegar. Seu pai estava lá, não o assassino e sim o seu pai, aquele que sempre que ela precisava o abraçava. Aquele que dizia palavras de conforto e também palavras de repreensão. Todos ali reunidos. Na verdade nem todos, alguns não puderam estar lá, mas Karol, Thamer, Mai, Panda, Sarah, Leo, Jean, Liv, Ingrid, Babs, Finatti, entre outros estavam lá. Amanda tinha escrito na parede do cabral, algo comum ali, mas o que ela tinha escrito era um pedido de namoro, Quezia tinha ficado vermelha e se lembrava daquele momento. Ambas se beijaram. Quez e Amanda estavam namorando e o beijo do namoro foi acompanhado por um sertanejo bruxo. Algo cômico tinha que acontece. Agora sua dinossaura estava morta. Quez não aguentara a sua dor. Seu mundo tinha sido destroçado. Seu antigo pai acabara com o mundo. Tinha pensando em Hogwarts, que se dane a escola, pensava ela. Ele era o Milord, poderia ter bolado plano melhor para destruir a Cretina. Tudo que Quez queria era sua vingança e ela buscaria aquilo. Gostando ou não.
– x-
Quando o velório da Amanda acabou, todos voltaram para a escola e aos poucos as atividades estavam voltando. Milord se trancara no seu escritório com Zimmer, Aron e Eduardo. Pedira a Finatti para cuidar da escola em seu lugar e a mesma não fez nenhuma objeção. Era noite e ele estava em sua mesa. Se cortando.
– Pelas barbas da vô de Merlim, já te disse para parar de ser cortar Milord, seu viado. – Dissera Edu tentando fazer seu melhor amigo rir. Milord continuara calado.
– Poxa Tio, você fez isso pensando no melhor para a escola, para todos nós. – Zimmer tentava animado, mas Milord parecia impenetrável.
– É Milord, Zimmer tem razão, você fez pensando na escola, ta que você teve que cortar a cabeça da Amanda, mas você fez pensando em nós.
– ARONNNNNNN – Gritara Edu e Zimmer ao mesmo tempo.
– O que ? ... ah ta, desculpa. – Desculpou-se Aron.
– Não ... Aron tem razão. – Milord disse levantando um pouco a cabeça. – Eu matei a Amanda, sou um péssimo pai, sou uma péssima pessoa, sou ...
Ele parou de falar quando Edu deu-lhe um soco na cara.
– Chega, cala a boca velho, se você é uma péssima pessoa, o que nós somos então ? A maioria ficou lá vendo tudo e não fizeram nada. – Edu falava
– Porque não sabiam de nada Edu, não sabia que eu ia matar a minha filha para salvar a escola.- Respondeu Milord cuspindo sangue no sangue. Zimmer e Aron tinham se levantado.
– É claro que não sabiam, ninguém sabia, nem eu mesmo sabia e mesmo se você tivesse me contado eu iria apoia-lo porque você não faz nada por nós pensando em você mesmo, você faz pensando nos outros, mesmo que pra isso você tenha que fazer algo tão drástico. Milord, pensa bem, ou era isso ou era a destruição de tudo isso. Quantas pessoas seriam atingidas? Me diga. Quantas ? – Milord estava calado – Viu só, eu respondo ... Muitas velho. Muitas pessoas. Você pensa em todos e isso eu admiro em você. Sempre vejo você carregando esse fardo sozinho, mas você possui amigos meu amigo, não deixe cair por cima de você tudo isso. Tire umas férias, como você mesmo falou, coloque a Finatti no seu lugar por tempo indeterminado. Amamos você, mas você precisava descansar.
– É tio, o Edu tem razão, você precisa descansar. Não é atoa que ta ai se cortando feito uma mocinha. – Zimmer disse isso e viu um sorriso no seu tio. Ele adorava quando seu tio ria de alguma coisa que ele falava. Desde que começara a namorar Jade, Zimmer se sentia culpado e até meio sem graça com o Tio. Mas tinha sido o seu tio a juntar os dois. Mesmo sabendo que Milord a amava e não amar nutrido de ex, mas amor ele ficava sempre sem graça e nunca tocava no assunto, mas ele ficava sem jeito porque seu tio nunca mudara o tratamento com ele, tinham se distanciado, muito, mas isso porque agora ele trabalhava no departamento de mistérios do Ministério da Magia e o tempo que tinha era pra sua Rainha.
– Obrigado amigos. Juro que tentarei ficar bem. – Disse isso e jogou a navalha com a qual estava se cortando no lixo.
– x-
Quez ainda vestia as roupas do velório da sua falecida mulher. Estava com quatro garrafas de vodka. E andava bêbada pelos corredores da escola recitando um poema trouxa ...
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Quezia subia as escadas da escola, vários alunos estavam olhando para ela naquele momento...
– Quez, que se está arrumando minha amiga, vamos eu vou te levar pro seu quarto. – Disse Mai tentando pegar Quezia pelas mãos, mas ela não deixou e continuou a recitar.
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Karol tinha chegado ali junto com o Leo.
– Mai, o que a Quez ta arrumando? –Perguntou Karol
– Ela ta sofrendo, ta bêbada e ta recitando esse poema esquisito.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
– Isso ai é Oswando Montenegro?! – Leo perguntara e ao mesmo tempo afirmara. – É sim, reconheço esse poema de quando eu estudava história do mundo trouxa.
Quez subia as escadas e os quatros tampavam os seus ouvidos com tamanha estranheza na sua voz movida a álcool. Quando alcançou o penúltimo degrau da sétima escadaria Quez perdeu uma das botas, mas continuou subindo com os seus amigos do lado.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
A cada vez que ela parava de recitar o poema, ela tomava vários goles da bebida pura.
– Velho, o que vamos fazer, não podemos deixar ela desse jeito. – Disse Karol subindo com os amigos os degraus da oitava escadaria.
– Calma, vamos seguir ela até lá em cima e de lá levamos ela pro quarto. Disse Mai.
– Boa ideia... – respondeu Leo
Quez olhou de relance para os três, mas ignorou o que eles estavam falando, da mesma maneira que a vida a ignorara, que seu pai tinha ignorado o amor dela pela Amanda. Na verdade, ela nunca chegou a ama-la, mas a deseja-la com tudo e agora não tinha mais nada. Ela já tinha aprendido a lição lá com a ‘’ vagabunda lá ‘’ e aprendera a se entregar em um outro relacionamento. A única coisa que restara para ela, era recitar aquele poema.
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer;
Porque metade de mim é plateia
E a outra metade é canção...
Quez já tinha chegado a ultima escada. Caminhou para a direita. Seus amigos ficaram olhando para ela. Quez estava de costas para a parede olhando direto para as escadas. Tomou o ultimo gole da bebida jogando a ultima garrafa no chão. Olhou para frente. E recitou a ultima parte do poema chorando.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Dito o ultimo verso, ela correu e ... pulou ...
Mai, Karol e Leo foram pra onde ela estava para salva-la, mas não conseguiram dete-la a tempo. Quez conseguiu pular e estava de costas... Seus braços balançavam e ela se se sentia leve, olhava para seus amigos e conseguiu dar um tchauzinho e a medida que se afastava deles fechava os olhos ... Era seu fim. Ia morrer e veria finalmente sua dinoussaura quando ouviu uma voz, que soava como uma ordem...
– Aresto Momentum
Era seu pai, ele estava entrando pelo área principal que dava entrada as escadarias. Milord havia parado o suicídio da Quez. Ela estava no chão e ele olhava para ela com uma cara triste. Ela ainda acordada simplesmente virou-se pra ele e apontou os dois dedos do meio.
– Seu bosta. – Disse ela.
Mai, Karol e Leo estavam descendo as escadas e chegaram aonde estava Milord e Quez.
– Milord – Disse Mai. – Você salvou a Quez.
– É ... Mai, Karol ... e ... Leo, cuidem da minha filha, por favor. – Pediu Milord
– Eu NãO sOu a SuA FiLhA sEu AsSasSiNo de M-E-R-D-A _ Disse Quez embriagada tentando se levantar.
– Quez, cala a boca, Milord acabou de salvar a sua vida. – Repreendeu Mai
– Salvou porque quis, na verdade foi até bom porque preciso acertar as contas com você papai – Disse Quez mantendo a postura e cambaleando.
– Cuidem dela – Disse Milord dando as costas e indo em direção a escada
– OLHA PRA MIMMMMMM – Gritou Quez abrindo os braços e fazendo todas as janelas da escola se quebrarem. Milord olhou para ela. – VEJA O QUE VOCÊ ME FEZ. TUDO PRA DESTRUIR A PORRA DA CRETINA. AFINAL ELA TE VENCEU DE NOVO, TIROU O QUE VOCÊ TINHA DE MELHOR.
– Filha ...
– NÃO ME CHAMA ASSIM OU EU VOU DAR NA SUA CARA DEIVISON FELIPE. E me solta Mai.
Quez deu alguns passos na direção de Milord ...
– Como se sente pa-pai, como se sente sendo um merda. Um lixo. Um perfeito imbecil. Vamos, como você se vê no espelho ? Tem conseguido dormir ? – Disse Quez.
– Não, eu não consigo dormir. Não está sendo fácil para mim, mas você não enxerga a minha dor quanto a sua. – Respondeu Milord
– Sua dor ? Que dor meu filho, você matou a sua própria filha a troco de que ? Você que sempre pensa nas costas, esqueceu da maior força que regia a nós...
– E qual seria essa força ? – Perguntou Milord
– O amor. – Respondeu Quez. – Agora sai da minha frente. Não quero te ver de novo. Da próxima vez que eu tentar me matar, me deixe morrer, porque eu prefiro cair lá de cima quinhentas vezes do que chegar viva aqui em baixo e olhar pra você. Seria menos doloroso se você me deixasse morrer. – Disse Quez ainda bêbada.
Milord assentiu e subiu em direção ao seu escritório deixando sua filha com os amigos. Eles cuidariam melhor dela naquele momento.
– x-
Era inicio de tarde e todos estavam procurando Quez pela escola. Ela havia sumido. Pensaram que o seu sumisso das atividades da manhã era por causa do luto, então deixaram ela em paz em seu quarto. Mas quando foram visita-la. Ela não estava lá. Milord estava trancado em seu escritório nesse terceiro dia de luto. E Finatti dividira uma equipe de busca e rastreamento. Todos do Xablau procurariam Quez.
– x-
Era manhã. E uma pessoa estava acordando. Percebera que estava amarrado a uma cadeira. Tinha um saco de pano preto em sua cabeça. Alguém viera para próximo dele e removera o saco.
– Bom dia desnecessário. Como você está ? – Perguntou Quez.
– Que.. Quezia ? O que eu estou fazendo aqui. – Perguntou ele.
Quez pegou o taco de baisebol que carregava e sentou na cara dele.
– EU PERGUNTEI COMO VOCÊ ESTÁ. NÃO SEJA MAL EDUCADO. – Respondeu ela – Vou perguntar de novo porque eu acordei muito amorzinho hoje, como você está?
Ele estava sangrando. Tinha perdido alguns dentes. E agora estava enxergando tudo rodar.
– Eu não estou muito bem, estou vendo tudo rodar... – respondeu ele.
– Na na ni na não ... – Disse ela dando tapas na cara dele – Você pode ficar bem acordado porque nós vamos brincar um pouco, não estrague a brincadeira. Olha ali pro outro lado, seu amigo Peppa não durou muita coisa, mas já você eu quero que dure muito, guardei o melhor da festa para você.
Ele olhou para o outro lado e ficou horrizado, existia uma churrasqueira enorme e em cima dela seu amigo porco estava queimando com uma maça na boca e uma cenoura enfiada no cu.
– Então ta, vamos começar pela sua língua, quem mandou ser fofoqueiro ? – Quez puxou a língua dele da boca e a cortou com uma tesoura.
Muitos gritos ecoaram da cabana aonde eles estavam e muito sangue jorrava da boca dele. Quez se sentou na frente dele e se banhou com aquele sangue todo.
Quez passou a manhã toda divertindo seu amigo novo. Ora era um dedo, ora um olho até que ela finalizou com o coração. Assou o coração dele na churrasqueira e o comeu num palito. Ficou ali deitada naquela poça de sangue até que vieram procura-la na cabana um pouco depois do inicio da tarde.
Quez fora levada para a enfermaria. E lá recebeu tratamento exclusivo da Isabela e da Michele.
– Sai, você é Corvina... A Micha pode cuidar de mim, você sai pra lá. – Disse ela em algum momento da tarde.
Isabela ficava por conta de preparar os remédios, as seringas e todo o resto. Micha ficou por conta de dar os remédios, aplicar as injeções.
Os membros do Xablau estavam preocupados no corredor. Olharam para o lado e viram Bibi entrando na enfermaria com alguém. Como estavam do outro lado do corredor impedidos de ficarem próximos não puderam perceber.
Quez olhou para a porta e se levantou num susto. Sentou na cama e olhou para a porta.
Era a sua dinoussaura.
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