Nova Hogwarts
19 Avada ...
Todos estavam rindo felizes. Nada poderia atrapalhar aquele momento foi quando Babs que não pudera ir à despedida da Amanda veio voando num cavalo alado. Ela viu a Amanda fantasma, mas não pensou em perguntar antes de parar ao lado de Milord.
– Milord, precisamos de você e de todos na escola agora. – Disse Babs com tom de urgência.
– O que aconteceu Babs ? – Perguntou Milord e todos os membros do Xablau olharam aflitos para Babs.
– Os basiliscos Milord, eles transformaram a maioria dos comensais em pedra, Gaby apareceu na escola e me pediu para que te chamasse. E a líder deles não esta sozinha, trouxe gingantes com eles. – Babs parecia estar sem ar.
– Por Merlim. Era só essa que me faltava. – Disse Milord
– Milord ... – Chamou-lhe Babs – Não é só isso, não sei como, mas quando vim voando sobrevoei a área onde ficava a Ruina e ela não está mais lá. Suponho que a líder dos Basiliscos tenha retirado o seu feitiço.
–Milord... – disse Mai segurando seu braço alarmada – não podemos ir pra escola agora. Tem algumas coisas que vocês não sabem, se a gente for pra lá agora vamos todos morrer.
–O que caralhas você quer dizer com isso Maira? Você já me contou tudo, eles são humanos de dia e Basiliscos a noite.
–Eles eram meus amigos Milord. Concordei em deixar eles trancados lá embaixo para que você retirasse os meus poderes de Basilisco, não que contaria os segredos deles. Eu não sou esse tipo de pessoa! Ainda tenho amigos entre eles e sei exatamente do que são capazes.- disse Soltando o braço do amigo e olhando para os outros membros do Xablau – Vocês são minha família agora, eu não posso permitir que ninguém machuque vocês.
–E você vem me falar isso AGORA? O que mais você sabe sobre eles?- Disse impaciente com aquela enrolação toda e irritado pela amiga não ter lhe contado tudo
–Precisamos ir pra um lugar seguro. Os comensais e aurores podem dar conta deles por alguns minutos.
–NOSSOS AMIGOS ESTÃO MORRENDO NA ESCOLA E VOCÊ QUER QUE A GENTE SAIA? – Gritou Karol entre os amigos do xablau
–É O ÚNICO JEITO DA GENTE NÃO MORRER PORRA!! – Vociferou Mai em direção à Karol e se voltou aos demais – Por favor, eu sei o que estou fazendo e não é seguro ficarmos aqui discutindo isso. A cada minuto que a gente perde aqui eles ficam mais fortes e nossos amigos estão morrendo.
–Mas Mai, o único lugar seguro pra gente conversar sobre isso é o Xablau, mas teríamos que passar por eles pra chegar lá – disse Sarah desconfiada
–Na verdade tem um outro lugar seguro também que podemos ir.. – Disse Isa Olhando para Milord
–Isa, lá? Tem certeza? – parecia que eles conversavam com o olhar numa discussão intensa sobre irem para algum lugar ou não
–É nossa única opção.
–Então vamos logo.
Milord e Isa se juntaram aos demais e aparataram dos gramados, apenas Amanda ficou ali de cara fechada resmungando por não ter ido com os amigos.
–então quer dizer que só por que eu morri vocês vão ficar de segredinho agora? Que patifaria é essa? Vão lá então, não queria saber de nada mesmo — disse vagando pelo jardim com cara de bolada – ah quer saber? FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS! FODDAAAS! – saiu em direção ao castelo gritando em diferentes tons e assustando todos por quem passava
–X-
Após o incidente da morte da Amanda, Ingrid viajara pra casa do seu pai para passar o tempo, tinha obtido liberação dos seus líderes, Isa e Edu tinham conversado com ela naquela primeira manhã pós enterro da sua amiga Xablau, ela passara a noite toda compondo musicas tristes para homenagear a sua amiga, mas não conseguira, então solicitou aos diretores da Grifinória que liberassem os próximos dias. Ela pensou primeiramente na casa da sua mãe, porém ela morava na Selva Amazônica lá no Brasil, e seu pai morava na Irlanda. Logo optou pelo pai e ao mesmo tempo ficou feliz por saber que veria seu animal de estimação novamente. Uma Fênix, na verdade ela era ele, era o Fênix. Uma ave de rapina que sempre que a via bicava seus dedos. Milord já conhecerá o Fênix uma vez, não gostava daquela animal porque esse não era vermelho igual a maioria das Fênix, esse Fênix era escuro, negro, feito através de magia negra, mas Ingrid gostava muito dele, mesmo depois de tantas picadas ela sempre ficava ao lado dele. Certa feita Fênix tinha voado para outra casa, encontrou outra dona e lá tinha ficado, Ingrid caiu numa depressão profunda e depois de ter superado, Fênix voltara para sua vida e ela para a dele.
No fim do dia ela recebera uma coruja, dizendo que precisavam da ajuda dela na escola. Ela deixou suas obrigações de lado, despedira de Fênix e tinha ido para a escola. Quando chegou vira o Victor aos pés de um gigante.
– x-
A casa estava totalmente vazia, a única fonte de luz na sala era um buraco no teto e as frestas das janelas. Assim que o grupo aparatou ali Milord conjurou algumas velas para iluminar a sala da velha casa de madeira e encarou Mai com um semblante sério que só aparecia quando ele estava realmente preocupado. Todas as expressões brincalhonas que há poucos minutos estampavam os rostos dos membros do Xablau se esvaíram e deram lugar a expressões sérias, Não se ouvia mais palas da Ingrid, nem os gritos de Panda, sequer Quez ousava cacarejar naquela sala.
–Desembucha... o que você sabe sobre eles Mai? – sua voz soou grave e alarmada
–Nem todos viram basiliscos á noite Milord. Eu nunca virei basilisco. – disse Mai se sentando sobre uma mesa velha que rangia perigosamente cada vez que ela movia os pés, ela estava inquieta e não conseguia controlar.
–Mas como assim? Eu já vi você se transformar em uma cobra gigante, isso não faz sentido..
–Cada basilisco tem um poder, um ‘’ Dom ‘’ especial... assim como a Ale viaja nas sombras, a Quez solta ovos pela boca e invoca as galinha Pokémon dela.
– OLIA AQUI VAGABA...- interrompera Quez já indo pra cima da amiga
–Cala a boca filha... Deixa ela continuar a falar, depois vocês brigam. – interrompeu Milord e disse virando pra Mai enquanto Quez tirava um ovo da boca e começava a lançar ele levemente pra cima ameaçando jogar ele na amiga – Continua Mai.
–Enfim, assim como as meninas tem esses dons, eles também têm os deles. Eu ainda posso me transformar em qualquer animal que eu quiser menos um basilisco, já que você bloqueou essa forma com o feitiço que fez quando me tirou da câmara – disse fazendo uma careta que quase ninguém conseguiu interpretar – O John consegue se mover tão rápido que você se sente perdido e nunca sabe onde ele realmente está, o Coelho consegue controlar os gigantes e alguns centauros quando se concentra bastante, O Walli é totalmente flexível, consegue escapar da maioria das investidas contra ele, O Bernardo consegue controlar raios e os ventos.
Todos os membros do xablau já estavam inquietos com as notícias, menos Milord e Isa que estavam prestando atenção nas informações e conversando telepaticamente sobre como poderiam agir diante dos novos fatos. Ingrid estava encolhida no canto abraçada com Yla chorando com medo do Escuro, Leozinho e Cass andavam preocupados de um lado pro outro da sala revoltados pela amiga não ter contado isso antes, Quez havia parado de brincar com o ovo e analisava a amiga assim como Thamer enquanto Karol andava lentamente pela sala tentando absorver as informações.
–FUDEU – gritou Panda se levantando no susto enquanto Mai abaixava a cabeça
–Mai... isso não é tudo, é? – disse Quez desconfiada encarando a amiga séria – Eu te conheço peste, você não tiraria a gente de lá por causa disso, tem coisa pior aí no meio.
– A pior parte vem agora... os três mais fortes são o Herbert, a Carol e a Camila. – Mai respirou fundo e passou a mão no pescoço preocupada- não podíamos falar disso lá por causa dos poderes do Herbert. Quando ele está em um local, ele controla todas as plantas e raízes ao redor, se ele quiser ouvir qualquer conversa ele usa as plantas pra isso. As únicas ali que conseguem realmente ficar na forma de basilisco são a Carol e a Camila, mas a Camila é pior e a mais perigosa. Ela consegue se transformar em qualquer pessoa. Não podemos confiar em mais ninguém do castelo além de nós mesmos.
– Que bom saber que você lembra tão bem dos nossos poderes – Disse Karol aparecendo atrás da mesa onde Mai se encontrava e encostando uma espada em suas costas – sua traidora
Todos os membros do xablau se assustaram e sacaram suas varinhas para tentar deter Karol, ninguém entendia o que estava acontecendo ali. Como a amiga podia estar tão diferente ameaçando justamente a pessoa que sempre a ajudara nas tretas?
–CÊ TA LOCA KAROL?? – gritou Quez
–Filha... Acho que não é a Karol – disse Milord encarando a cena
–Nossa como vocês são burros! E minha irmã achando que essa daqui – disse apertando um pouco a espada contra as costas de Mai fazendo ela se levantar da mesa – desconfiaria de cara da nossa fuga.
– Camila... – Rosnou Mai
–Olá cunhadinha... sentiu falta de mim foi? – disse à figura que agora tomara a forma de outra pessoa mais alta, de cabelos longos, sorriso irônico e um brilho avermelhado no olhar – pena que não posso dizer o mesmo de você.
–MASOQ??? – Gritou Quez antes de cuspir outro ovo
–Puta que pariu, alguém manda essa galinha parar de cuspir esses ovos nojentos... – esbravejou Camila enquanto, com um aceno, obrigava Leozinho a segurar Quez – Detesto essas aves irritantes.
–Cadê a Karol, Camila? O que você fez com ela? – disse Mai tentando se manter calma enquanto observava seus amigos imóveis na sala
–Ah.. que bonitinho, agora ela se preocupa com os amigos.. Você não pareceu se preocupar tanto com amizades quando nos deixou pra apodrecer naquela câmara maldita... – disse irônica – Acho que se transformar em peixinho dourado deve ter afetado sua memória sobre meus poderes – disse se aproximando do ouvido de Mai e lhe sussurrou- Você esqueceu a condição para que eu possa me transformar em alguém.
–Não...- Mai havia perdido toda a cor com aquela informação, foi como se tivesse acabado de tomar um soco no estomago e não conseguisse mais reagir a nada.
Ninguém havia ouvido o que Camila tinha dito pra Mai mas todos entenderam que algo horrível tinha acontecido. Enquanto Camila ria da cara dos inimigos, Isa apenas olhou para Milord e Ale darem prosseguimento ao plano que tramaram em silêncio. Era um plano arriscado demais, mas era a única chance que teriam e Milord não poderia dar esse gostinho de vitória para a inimiga. Com um estalar de dedos todas as velas se apagaram, as únicas coisas que se ouviram foram os gritos de Mai e Camila no escuro antes das velas se acenderem novamente.
Quando a sala se iluminou novamente Ale mantinha Camila amarrada por um feitiço em cima da mesa, pelo visto ela havia viajado nas sombras durante as instantes em que as velas se apagaram e prendido a garota, a espada que ela usara estava caída no chão suja de sangue ao lado de Mai. Todos Olharam para aquela cena pasmos, ninguém conseguia esboçar uma reação, Quez e Milord foram os primeiros a correr em direção à amiga que estava caída no chão com as vestes sujas de sangue. Panda, Cass e Leozinho gritaram e foram atrás deles para ver o que tinha acontecido com a amiga que não se movera desde que as luzes se acenderam enquanto Isa escondia um sorrisinho de canto e ia ao encontro de Ale.
–Mai... Caramba Mai Fala com a gente – disse Milord virando a amiga que sangrava, mas ninguém sabia de onde vinha aquele sangue
–Seu filho da puta... A próxima vez que for atacar alguém no escuro enquanto ela tiver com a porra de uma espada encostada nas minhas costas me avisa antes – disse Mai puta da vida depois de acordar do susto com um sorriso brincalhão no rosto
–Retardada – disseram ao mesmo tempo Quez e Milord abraçando a amiga
–AAAAARGH – gritou de dor Mai afastando os dois do abraço e tirando a capa que vestia – Essa vadia conseguiu me acertar em cheio.
Os amigos se afastaram um pouco para ver o ferimento nas costas de Mai, a espada havia lhe causado um corte superficial, porém grande nas costas. O corte ardia como se a espada fosse feita de fogo e ainda sangrava mesmo que pouco.
–TAPORRA MAI...isso deve estar doendo – Disse Quez antes de dar um tapinha no corte mas costas da amiga – Isso é pra você aprender a não assustar a gente mais ok? OK
–Filhadaputa – disse Mai quase gemendo de dor
–Tá, agora que tá todo mundo vivo podemos voltar pra realidade um pouco? – disse Milord ficando sério novamente – O que ela te disse que te fez ficar daquele jeito Mai?
–Eu havia me esquecido sobre um detalhe das transformações dela Milord – Disse Mai perdendo o sorriso e todos se voltaram novamente para a conversa dos dois – Existe uma condição pra ela assumir a forma de alguém, ela precisa matar a pessoa pra assumir o lugar dela.
–Isso quer dizer que... –começou a dizer Panda
–A Karol está morta Baixinha.
–EU VOU MATAR ESSA VADIA! – gritou Panda com os olhos marados começando a socar o corpo amarrado de Camila
–Você não vai matar ninguém filha...não agora – disse Milord tirando a filha de perto da Basilisco que tentava morder ela a cada soco que levava
–A gente vai precisar dela viva se quiser usar como moeda de troca. – disse Mai se levantando com a Ajuda de Cass e Leozinho
–Er.. gente, o Papo ta bom e tal, ta divertido mas ainda temos amigos no castelo e eles correm perigo – Disse Leozinho
–Você tem razão Leo, a gente tem que voltar logo. – disse Milord e se voltou pra Isa – Alguém tem que cuidar dessa aí pra ela não fugir.
–Se você ta pensando que eu vou ficar aqui cuidando dessazinha enquanto vocês chutam uns basiliscos pode ir tirando seu cavalinho da chuva. – Isa já se revoltava só de pensar em não participar da briga
–Eu fico... – todos olharam pra trás e viram Thamer se aproximar ostentando sua melhor cara de fodas e um brilho maníaco no olhar – Vai ser divertido extrair informações dela
Thamer se despediu dos amigos que aparataram de volta para o castelo e se virou para a basilisco que agora se encontrava amarrada em uma cadeira.
–Agora sim a diversão vai começar... Espero que você não se importe em sentir dor – Disse com um sorriso no rosto enquanto conjurava diversos objetos de tortura em cima da mesa.
–X-
A escola estava um caos, o fantasma de Amanda parecia doida gritando “ABAIXAAAA” pra cima dos centauros que saiam atordoados com o grito dela e acabavam trombando uns nos outros na fuga a fazendo parar de gritar pra dar pala do retardamento deles. Alunos corriam para todos os lados lutando com arvores enquanto o que restava dos comensais perseguiam os gigantes e alguns dos basiliscos.
Ao ver aquela cena grotesca Milord começou a procurar algum sinal de onde os basiliscos se encontravam e o primeiro a ser visto foi o Coelho que lançava feitiços em alguns comensais enquanto gritava ordens aos gigantes para que atacassem os alunos. Nem precisou que nada fosse dito, Isa, Veec, Ale, Yla e Ingrid correram de encontro aos comensais e entraram na luta contra os gigantes. Enquanto isso os demais membros do Xablau se dividiram para ir atrás dos demais inimigos. Babs e Finatti foram pra dentro do castelo encontrar Tom e Mary que estavam lutando contra Ruína, Cass e Panda viram Wallisson e Bernardo se esgueirando pelo pátio e foram atrás deles enquanto Milord, Leozinho, Mai e Quez foram, discutindo, em direção à cabana do antigo guarda-caça da escola ás margens da floresta proibida que estava com suas paredes tomada de trepadeiras espinhosas.
–Eles só podem estar ali...- Disse Mai andando na frente
–Tá na cara que isso é uma armadilha sua idiota. — Disse Quez indo atrás da amiga tentando impedir ela
–não custa nada conferir gente. –Disse Leozinho indo atrás
Milord observava tudo ao redor da cabana desconfiado do que poderia ser ele estava mais sério do que no momento em que matara sua filha na noite anterior, sentia que algo errado estava acontecendo naquele lugar, mas se recusava a fugir da luta.
–-x--
Isa usava de toda sua inteligência para tentar impedir que Coelho continuasse a dar as ordens para os gigantes, mas parecia que não surtia efeito, ele estava extremamente concentrado no que fazia. Veec e Ale haviam acabado de derrubar um dos gigantes amarrando os pés dele, na queda o gigante batera a cabeça na torre do castelo e ficara desacordado no chão. Yla teve que lançar um feitiço pra tirar Ingrid da reta do gigante enquanto ele caia, pois a amiga não conseguia parar de rir da cara que Veec estava fazendo quando amarrou os pés do gigante.
–MEU GIGANTE!!! – gritou Coelho enfurecido deixando algo cair de seu bolso sem perceber — MATEM ESSE MALDITO!
– Ops..- disse Veec olhando para os lados enquanto os gigantes começavam a ir em sua direção – BATATAAAA – Veec saiu correndo chamando a atenção dos gigantes para o outro lado do pátio conjurando batatas no chão para derrubar os gigantes que vinham atrás dele enquanto ria como um louco
Yla, Ale e Ingrid conjuravam cordas e correntes para amarrar os gigantes que Veec derrubava pelo caminho, mas eles não ficavam muito tempo presos e elas estavam ficando sem ideias para impedir que eles pegassem seu amigo.
Isa notara o objeto que havia caído do bolso do Basilisco e aproveitou que ele se encontrava ocupado comandando os gigantes atrás de Veec pra pegar o objeto.
–Accio! – o objeto voou para sua mão e ela não acreditou quando viu o que era – Sério isso? Um pote de nutella? QUEM DIABOS TRARIA UM POTE DE NUTELLA PRA UMA BATALHA DE VIDA OU MORTE? – “além do Cassito e da Panda é claro” pensou ela
Isa olhou novamente pro pote achando que aquele Basilisco tinha sérios problemas mentais e se lembrou de um dia no Três Cabrais quando Mai, Milord e Finatti estavam comentando de uns amigos da Mai que brigavam por causa de Nutella e de como eles eram viciados naquilo. Foi como se tudo fizesse sentido agora, aquele era o cara de quem eles falavam que não vivia sem nutella. Agora ela sabia como fazer ele perder a concentração e o controle sobre os gigantes.
–HEY.. ACHO QUE VOCÊ PERDEU ALGUMA COISA – gritou Isa mostrando o pote de nutella
Na mesma hora o basilisco começou a procurar seu pote de nutella nos bolsos e encarou Isa com ódio no olhar.
–Olha aqui queridinha, mata meus gigantes, mas não mexe com a minha Nutella – Ele arrumou seus óculos e correu em direção a Isa gritando – YOU’RE GONNA HEAR ME ROAR!!!
– Wingardium leviosa!
Isa fez o pote de nutella voar com toda força em direção ao basilisco que corria em sua direção. O pote acertou sua testa com tudo derrubando o garoto inconsciente no meio do pátio. Isa foi em sua direção e o petrificou, ele não poderia mais controlar os gigantes assim mas parece que Veec tinha conseguido realmente irritar os grandalhões com suas batatas voadoras por os dois que ainda estavam conscientes não paravam de perseguir o professor. Isa guardou o pote de nutella em sua bolsa e foi ajudar o namorado a derrubar os últimos gigantes.
–-x—
Panda e Cassio seguiam os dois basiliscos pelo pátio, estranharam que eles se esgueiravam pelos cantos se esquivando das lutas até chegarem à beira da floresta.
–Esses caras tão aprontando alguma coisa – Sussurrou Cass desconfiado
–A gente devia chegar la e dar os cascudos neles até eles falarem o que tão fazendo – disse panda empolgada quase correndo na frente de Cass que a segurou
–Se controla Panda... Eles tem poderes e acho que eles não incluem serem legais e nos dar comida – disse enquanto arrumava o óculos e observava os Garotos entrando na floresta – Vamos atrás deles antes que a gente perca eles de vista.
Cass e Panda seguiram os basiliscos pela floresta até que eles se sentaram em um tronco e começaram a conversar. O mais alto e moreno se alongava enquanto o Menor de cabelos curtos passava a mão no pescoço parecendo preocupado.
–Eu quero ouvir o que eles estão falando senhor, eu num tô ouvindo nada... e se eles tiverem falando de comida? – disse Panda cutucando Cass
–tá, tá tá.. vamos chegar mais perto pra ouvir... Mas sem atacar eles e nem gritar ok?
Panda concordou e os dois se aproximaram dos basiliscos o suficiente pra ouvir o que eles diziam.
–Será que ela tá bem? – disse o menor preocupado
–Be, ela deve estar bem sim. Aquela lá sempre soube se virar muito bem. – Disse se sentando ao lado do amigo
–Ele nunca vai me perdoar se acontecer algo com ela Walli... A gente não devia ter deixado a Camila fazer isso, ela e a Mai vão acabar se matando...
Panda e Cass se olharam com cara de “WTF esses dois estão falando?” e continuaram a prestar atenção na conversa.
–Be, eu também tô preocupado com ela. Ela é minha amiga também, mas não podemos fazer nada a não ser esperar que ela dê algum sinal de vida.
–Eu não vou lutar, eles não fizeram nada comigo. Não vou machucar ninguém só porque eles querem que eu faça isso, to cansado de fazer tudo que eles mandam.
–Eu te entendo Be, esse tempo preso lá em baixo me fez ver tanta coisa... Agora eu entendo o porque ela caiu fora quando teve a chance.
Panda estava se apoiando em Cass pra ouvir melhor a conversa dos basiliscos, mas se desequilibrou caindo com o amigo e rolando até o meio da clareira
–OOOPS – disse panda olhando pros dois basiliscos que se levantaram no susto com aqueles dois caindo na frente deles
–Que porra é essa? Quem são vocês? –disse o Mais alto entrando na frente do amigo para proteger ele e sacando a varinha enquanto os outros dois se levantavam
–Er.. então senhores, eu sou a Panda, esse é o Cass e nós estamos fugindo – disse Panda puxando Cass pra correr com ela mas foram impedidos por uma rajada de vento que derrubou os dois novamente –MAS QUE COISA É ESSA SENHOR? TA ME DERRUBANDO POR QUÊ? NINGUÉM TE ENSINOU A TER EDUCAÇÃO NÃO? ERA SÓ PEDIR QUE EU ESPERAVA!!
–Nossa... não precisa gritar também garota meu ouvido num é penico não.. –disse o menor que havia derrubado ela com o vento
–QUE?? EU VO DA NA SUA CARA SENHOR!!! – gritou panda tentando levantar mas Cass a segurou e tampou sua boca pra ela parar de gritar
–Olha aqui oh Tempestade transex, pode parar com esses ventinhos aí que eu num tô pra gracinha não viu- disse Cass gesticulando com a mão livre
O menor tentou ir pra cima de Cass que ainda estava no chão, mas o mais alto entrou no meio e segurou o garoto
–Para de brigar atoa, cinco minutos atrás você tava querendo aparatar e sumir dessa guerra e agora já quer matar o cara? Fora que foi engraçado ele te chamar de tempestade – disse o mais alto dando uma risadinha enquanto o amigo cruzava os braços e virava de costas bolado – Eu sou o Wallisson e a tempestade aqui é o Bernardo. E vocês, quem são?
–Eu sou o Cássio, professor de Advinhação e essa é a pandAAAAI – Panda havia mordido a mão de Cass pra falar
–Eu sou a Panda senhor... porquê o senhor ta se apresentando senhor? O senhor num é um basilisco? Num devia estar tentando matar a gente? Pera, a gente não devia matar eles – panda parou de falar quando Bernardo fez um trovão soar ameaçadoramente e fechar a cara pra ela – Ta bom senhor, foi mal...
–Vocês são do tal do Xablau então, Milord conseguiu criar um grupo mais antipático que os Comensais ...- disse Walli revirando os olhos e ignorando os gritos da Panda de “ISSO, ISSO, ISSO” e se voltando para o Cass- a Camila, ela estava com vocês. Se vocês estão aqui é porque aconteceu alguma coisa
–Aconteceu. Aconteceu que sua amiga matou nossa amiga e agora deve estar sendo muito bem torturada pelo Thamer..- disse Cass colocando uma mão na cintura e ajeitando o óculos com a outra
–A Mai, ela... – Disse Wallisson sem conseguir terminar a frase e Bernardo perdeu toda a cor que lhe restava no rosto
–Não... A Mai ta viva, aquela vagabunda matou foi a Karol. Pera, vocês estão preocupados com a Mai? – disse panda sem entender nada
–Claro! – disseram em uníssono – A Mai é nossa amiga, e todos esses anos presos na câmara a Camila só pensava em se vingar e matar ela. – continuou Wallisson
–O irmão dela também é meu amigo e nunca me perdoaria se eu tivesse permitido que ela fizesse algo com a Mai – disse Bernardo
–AAH! Então vocês são os amigos que a Mai disse que ainda estavam na câmara... – disse Cass juntando as peças do quebra-cabeças – agora tudo faz sentido.
Panda já ia falar algo quando ouviu um grito vindo da entrada da floresta, na hora os quatro reconheceram aquele grito e correram na direção dele.
–-X—
Quez, Milord, Mai e Leozinho se aproximavam da cabana na beira da Floresta quando foram atacados por raízes. Quez e Leozinho foram arremessados para o canteiro de aboboras onde um homem alto e moreno estava, enquanto Mai foi arremessada pra entrada da Floresta. Milord conseguira se escapar da raiz, pois segundos antes havia se abaixado de susto com uma borboleta que passara perto do grupo, ele olhou para a cabana e viu a líder dos basiliscos entrar nela e foi atrás. Ele confiava que seus amigos saberia lidar com a confusão lá fora.
Mai tentava se levantar quando sentiu um chute no estomago que a derrubou novamente. Ela não sabia de onde tinha vindo aquele chute, mas estava doendo e ela faria alguém pagar por isso. Olhou para o lado e viu Leozinho e Quez atacando Herbert. Quez jogava ovos e conjurava galinhas em cima do homem para distraí-lo enquanto Leozinho lançava feitiços para cortar as raízes que o protegiam, a briga entre eles ficava cada vez mais feia e Quez cada vez mais irritada com o cara.
–OLIA AQUI..A HORA QUE EU TE PEGAR VOU ENFIAR ESSES GALHOS TODOS NO CEU CU! – gritou antes de atirar um ovo que acertou em cheio no rosto do homem quebrando o óculos dele
O Basilisco arremessou Leozinho longe e andava lentamente em direção a Quez que não se moveu. Mai conhecia bem o Basilisco e sabia o que ele ia fazer com sua amiga por ter quebrado seu óculos, ela levantou e quando ia correr pra ajudar a amiga tomou um chute nas costas exatamente em cima do corte que Camila lhe causara. Ela gritou de dor e caiu de joelhos no chão
–Você não vai a lugar nenhum sua traidora. Cadê a Camila? – Disse uma voz que ela conhecia muito bem e começou a rir
–Ela teve o que merecia John – disse Mai rindo ironicamente – a essa hora o Tham já deve ter acabado com a diversão com ela, a Camila nunca foi de aguentar muita dor mesmo.
–Então isso significa que eu vou ter que fazer o serviço dela
John se movia rapidamente ao redor de Mai, lhe socava e chutava sem que ela conseguisse acertar nem um feitiço nele. Ele parecia se divertir com aquilo, derrubava ela, e depois parava e esperava ela se levantar para bater de novo. Mai mal conseguia se mantiver de pé, mas sempre levantava e tentava ir pra cima do basilisco que se esquivava e ria.
–Eu sempre achei que brigar com você seria mais divertido... A Camila ia adorar te ver sangrando assim – disse ele olhando Mai se levantando – mas eu já cansei de brincar com você
–Então seja homem pelo menos uma vez na vida e acaba logo com isso. — Disse Mai cuspindo sangue e encarando o ex-amigo
–Como queira...
O basilisco lhe deu um soco e foi para suas costas, ele preparou a varinha para o feitiço mortal e Quez viu o que o basilisco ia fazer com sua amiga, mas ela não podia fazer mais nada. Estava tomando uma surra do homem arvore assim como a amiga.
–NÃÃOOOO- Gritou Quez quando viu o homem erguer a varinha
–AVADA...
O feitiço do basilisco não chegou a ser completado, um raio lhe atingiu em cheio antes que ele terminasse o feitiço. Mai fora lançada contra a parede da cabana, Quez e o outro basilisco foram derrubados pela força do raio que atingira John. O corpo do basilisco caiu no chão imóvel e cheirando a queimado, suas roupas ainda fumegavam quando o quarteto saiu de dentro da floresta.
Bernardo estava tremendo e caiu de joelhos ao lado do corpo do amigo, sabia que tinha cometido o pior tipo de traição com os basiliscos ao invocar aquele raio, mas não poderia mais ver aquilo. Ver o modo com que o amigo se divertia espancando Mai e estava prestes a lhe matar pelas costas como um covarde o tirou de si, ele havia matado o amigo para proteger outra amiga. Wallisson chegou ao seu lado e colocou a mão em seu ombro.
–Você fez o que precisava ser feito. Ele ia matar a Mai, assim como mataria qualquer um de nós que atrapalhasse os planos deles. — disse Wallisson
Mai tentou gritar para avisar o amigo, mas não teve forças, era tarde demais. Uma raiz atravessara o peito de Bernardo arrancando seu coração. Leozinho acabara de acordar e viu que o Basilisco estava distraído tentando matar Wallison e viu uma brecha em sua defesa.
–QUEZ...AGORA!! – Gritou leozinho para a amiga que arremessou ovos em direção ao homem arvore
Enquanto o basilisco limpava o rosto, Leozinho lançara um feitiço que abriu dois cortes profundos no peito do basilisco que caiu no chão imóvel e sangrando. Ainda não estava morto, mas era questão de segundos para que isso acontecesse.
Leozinho ajudou Quez a se levantar e caminhar até a parede da cabana onde Cass, Panda e Wallisson se encontravam em volta de Mai que estava sangrando e mal conseguia ficar em pé. Cass, Wallisson e Leozinho ajudaram a curar alguns machucados de Mai e Quez com feitiços, o máximo que conseguiram fazer enquanto os outros membros do Xablau chegavam à beira da cabana. O fantasma de Amanda foi direto ver como Quez estava, Panda encenava como havia sido a luta de forma teatral para Veec e Cass apresentava Wallisson para os demais membros enquanto Isa examinava o grupo.
–Gente... Cadê o Milord?- Isa questionou aos amigos que ficaram confusos
–Eu vi ele entrando na cabana... Atrás da Carol. – Disse Mai com dificuldade
–O QUE?? E NINGUÉM FOI AJUDAR ELE AINDA POR QUÊ? CES TEM DOWN? – gritou o fantasma de Amanda já possessa fazendo os membros se levantarem e irem em direção à porta da cabana.
Veec ia junto com Isa, Leozinho ajudava Quez a andar com o fantasma de Amanda ao lado, Ingrid abraçava Yla que estava chorando com medo de perder o pai, Cass conversava com Wallisson e Tom, Babs e Finatti seguiam juntas e sérias na frente de todos, Panda e Edu ajudavam Mai a andar atrás do grupo. Eles entraram na cabana e se choraram com a cena que viram.
–VOCÊ?? – Disseram todos em uníssono ao ver a mulher que sangrava e segurava Milord pelo pescoço.
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