Nova Geração - Ano 1

18 Sr. Malfoy Vai à Hogwarts


Alvo e Scorpio estavam na mesa da Sonserina tomando o café naquela linda manhã de domingo quando Violet apareceu parecendo estar muito cansada.

– O que você tem? – perguntou Scorpio.

– Uma menina levou a irmã mais velha bêbada para o nosso quarto para que a monitora não encontrasse ela daquele jeito e eu passei a noite escutando ela vomitar e chorar dizendo que não entendia por que o Lucas não quer mais ela.

– Bem, eu tive que aturar esse mala aqui assobiar o hino da Grifinoria até dormir. – disse Alvo apontando para Scorpio.

– Ei, a culpa não é minha se aquela musica gruda!

– Hino da Grifinoria? – perguntou Violet.

– É, estouraram uma bomba de confete enfeitiçada na sala comunal ontem a noite pouco depois que o Fabian tentou me quebrar, de novo, e ela tocava o hino da Grifinoria.

– O Fabian te bateu de novo?

– Não, mas dessa vez foi por pouco. O irmão dele segurou ele.

– Por que o Lucas impediria o Fabian de fazer alguma coisa? Ele nem liga se o menino sair pichando as paredes do castelo e gritando que o mundo vai acabar.

– Eu não sei. Só sei que fico agradecido de não quebrar mais nenhuma parte do meu corpo.

Violet concordou e os três se envolveram numa conversa animada sobre como passariam um dos últimos dias ensolarados que veriam no ano. Lorcan e Lysander apareceram em algum ponto da conversa e se sentaram na mesa deles. A mesa foi se esvaziando aos poucos e eles ainda não tinham chego num acordo, já que Violet insistia para que eles fizessem as tarefas para as aulas de segunda antes de qualquer coisa. Alvo e Scorpio diziam que podiam fazer a noite e Lorcan e Lysander afirmavam que já tinham feito. Eles estavam tentando convencer Violet e ir com eles até o lago e jogar snap explosivo ou fazer uma simples guerra de agua quando Rose e Lizzie se aproximaram da mesa deles e se sentaram.

– Eu sei que a nossa casa é incrível e tudo mais – disse Violet encarando Lizzie – mas vocês não podem se sentar aqui.

– Eles estão sentados. – disse Rose apontando para os gêmeos enquanto Lizzie ficava vermelha de raiva.

– Eles são legais. – respondeu Violet.

– Se essa fosse a regra você nem entraria na escola Violet. – respondeu Lizzie.

– Se eu soubesse que tinha gente que nem você eu não teria entrado Elizabeth. – respondeu Violet com a mesma expressão assassina no rosto que Lizzie.

–Ai esta sua oportunidade. Pode ir embora. – Lizzie apontou para a porta do Salão Principal.

– Meninas, meninas! Chega disso. – disse Alvo impedindo que aquilo fosse longe de mais e alguém acabasse sem um dente.

– Eu só quero falar com você Alvo. – disse Rose.

– Ok, pode falar.

– Não. Não é nada especifico, só sinto falta de passar um tempo com você. – as orelhas dela ficaram vermelhas de vergonha.

– Ah... É que com as aulas...

– Eu também tenho aulas Alvo.

– Desculpe. – ele estava realmente se sentindo culpado. Como podia ter esquecido ela? Ele tinha prometido que ficariam juntos ali, não importava o que acontecesse.

Ela balançou a cabeça e com os grandes olhos cor de âmbar cheio de lagrimas o abraçou. Ele a abraçou de volta meio sem graça e quando ela o soltou, eles se deram conta de que todos ainda os olhavam.

– Mas que lindo momento de família! – exclamou Lorcan.

– Lindo mesmo mano. Fiquei tocado, de verdade. – dizia Lysander fingindo enxugar lagrimas dos olhos.

– Eu te amo mano. – disse Lorcan fingindo chorar também.

– Eu também de amo cara. – disse Lysander soluçando exageradamente.

Eles se abraçaram e todos na mesa começaram a rir. Alvo ficou grato pelos dois tirarem a atenção dele para que pudesse enxugar a pequena lagrima que escorria por seu rosto. Rose enxugou as lagrimas também enquanto ria dos gêmeos que agora encenavam uma cena verdadeiramente dramática onde um pensava que o outro era um clone e começavam a se bater e depois descobriam que eram irmãos e começavam a chorar de novo.
Quando eles finalmente perderam o controle e começaram a rir também Scorpio disse para eles irem para os jardins. E foi ai que Alvo notou que só sobraram eles no Salão Principal.

Chegando do lado de fora do castelo o sol quente que bateu no rosto de Alvo foi revigorante. Eles foram até a conhecida arvore perto do lago para sentar. Mesmo que não tivesse sombra ali àquela hora do dia logo teria, e eles gostavam do lugar. Quando todos se sentaram Alvo olhou para os amigos ali, debaixo daquela intensa luz dourada que vinha do sol. Os cabelos de Rose pareciam feitos de fogo liquido ao passo de que o de Violet – negros e sedosos – pareciam a perfeita revolta contra aquele dia de verão já que parecia que nem um raio de luz penetrava ali, diferentemente de seus olhos que pela primeira vez pareciam realmente verdes para ele. Já Scorpio parecia um velho de cabelos brancos uma vez que seus cabelos eram quase prateados o tempo todo e seus olhos também pareciam ter desaparecido de tão claros que estavam. Mas o olhar de Alvo se prendeu em Lizzie. Os longos cabelos loiros dela – presos numa faixa vermelha aquele dia – estavam parecendo fios de ouro, e ele sem perceber ficou encarando a menina. Ele nunca tinha pensado em uma menina como algo além de amiga, na verdade até pouco tempo atrás ele nem achava que elas poderiam ser bonitas algum dia, mas quando via Lizzie tinha vontade de... De o que? Eles eram amigos! Ele não podia pensar nela daquele jeito e fim da historia. Ela era amiga de Rose e amiga dele. Ponto.

– Alvo, você viu a Vic por ai? – perguntou Rose interrompendo o devaneios do menino.

– Oque? – ele apertou os olhos por causa da luz – Não. Não vi, por que?

– É domingo. Tem sol. Esta todo mundo aqui fora. Você acha mesmo que a Victorie ia perder essa oportunidade de deitar na grama e se exibir por ai? – disse Rose.

– É... Acho que não.

– Victorie Weasley né? – perguntou Lysander – Garota loira, alta, bonita, olhos azuis, meio metidinha?

– Essa mesmo. – disse Alvo.

– Nós ouvimos ela gritar com uma menina hoje mais cedo. – Lorcan olhou para o irmão – E nós estávamos saindo da sala comunal da Corvinal e ela nem tinha saído da cama.

– Pois é. A menina desceu as escadas chorando. E ela é a artilheira da Corvinal! Ela é enorme para uma garota!

– Nem quero saber o que deixou a Vic com esse mal humor. – disse Alvo – Uma vez por causa de uma unha quebrada ela ficou uma hora emburrada. Quando queimou uma mecha de cabelo na chapinha foi uma tarde inteira xingando todo mundo. Mas fazer uma garota chorar com gritos? Tenho dó do pobre coitado que fez isso com ela.

Rose concordou e depois disso eles ficaram relaxando em baixo da arvore até Lorcan e Lysander começarem a fazer uma competição de duelos entre eles e Alvo e Scorpio se juntarem a eles. Acabou virando uma guerra de feitiços aquáticos no final e Alvo teve que tirar as vestes ensopadas junto com a gravata e os sapatos. O mesmo fizeram Scorpio e os gêmeos. Eles começaram a jogar agua nas meninas também e elas entraram na brincadeira. Eles estavam rindo bastante até Lorcan olhar para Scorpio e dizer:

– Ei cara, tem uma versão grande de você parada bem ali. – e ele apontou para além da arvore.

Quando Scorpio olhou viu que quem estava lá era seu pai. Ele nunca sentira tanta felicidade na vida como quando correu eu direção a ele esquecendo-se de como estava molhado e dos amigos gritando:

– PAI!

Ele nem desacelerou. Simplesmente colidiu com seu pai dando-lhe um abraço.

– Calma filho. Desse jeito você me derruba. Seu velho não tem mais perfeito controle das pernas. – disse o Sr. Malfoy indicando as pernas e mostrando a bengala preta que carregava.

– Desculpe. É que eu estou muito feliz! O senhor esta bem! Por que a mamãe não me escreveu contando?!

– Eu queria te fazer uma surpresa.

Scorpio sorriu.

– Vem pai, quero te apresentar meus amigos! – e ele começou a puxar o pai pelo braço.

Ao ver Scorpio e o pai se aproximando do grupo Alvo ficou nervoso. Ele não sabia como o pai do amigo iria reagir à amizade deles.

– Gente, esse é o meu pai. Draco Malfoy. – anunciou Scorpio sorridente.

– Olá Sr. Malfoy, é bom ver que pelo menos alguém liga para o Scorpio. – disse Violet apertando a mão do pai de Scorpio.

– A minha esposa estava com muita coisa na cabeça srtª... ?

– Lancaster. Violet Lancaster.

– Muito prazer. – o Sr. Malfoy parecia elegante demais ali no meio daquelas crianças encharcadas.

– Olá Malfoy sênior! – disse Lorcan animado – eu sou Lorcan, esse é o meu irmão Lysander.

– Como vai? – disse Lysander apertando a mão do Sr. Malfoy – Lysander Scamander ao seu dispor senhor.

– Scamander é? Conheço seu pai. Ele esta no conselho de bruxos.

Os gêmeos sorriram com a menção ao pai.

– Ãh, oi Sr. Malfoy. Meu nome é Rose Weasley. – disse a prima de Alvo estendendo a mão timidamente.

O pai de Scorpio estava esticando a mão tranquilamente para cumprimentar Rose, mas ao ouvir o sobrenome da menina sua mão se retesou.

– Weasley?

– Sim... O senhor conhece meu pai? – disse Rose sem jeito pelo recuo do homem.

O Sr. Malfoy deve ter notado o quanto estava sendo rude e apertou a mão da menina enquanto dizia:

– Isso depende. Conheci muitos Weasleys enquanto estudava aqui.

– Meu pai é Ronald Weasley. – disse Rose com as orelhas vermelhas igual a um certo menino ruivo que Draco conhecera.

– Eu já imaginava. – respondeu ele – E sua mãe é Hermione Granger.

– Ãh... É Hermione Weasley agora. – corrigiu Rose.

– Sempre a mais inteligente não é mesmo? – disse o Sr. Malfoy com um misto de irritação e admiração na voz.

Rose não soube o que responder. Scorpio interrompeu o pai.

– Pai, você ainda não conheceu a Lizzie.

– Ah, sim. Prazer em conhece-la srtª... ?

– Longbottom. Elizabeth Longbottom.

O pai de Scorpio tentou agir mais naturalmente dessa vez, mas Alvo notou a surpresa no rosto dele ao escutar o sobrenome de Lizzie. Ele teria estudado com o pai dela também? Era possível. O prof. Longbottom devia ter a mesma idade que seu pai.

– Ah, e esse aqui é... – Scorpio não pode terminar.

– Potter! – o Sr. Malfoy disse aquilo com tanta raiva que Alvo deu um passo para trás – Não tem como não reconhecer a prole dele não é mesmo? Com exceção dos óculos eu poderia jurar estar de volta ao meu primeiro ano em Hogwarts.

– M-meu nome é Alvo. – disse ele gaguejando.

– Há! E ele nunca deixou de idolatrar aquele velho caduca! Potter! Previsível até o ultimo minuto.

– Ei! Não fale assim do meu pai! – Alvo só podia estar louco – Ele me deu o nome dos dois maiores diretores de Hogwarts por que acha que eu tenho tanto potencial quanto eles!

– Dois diretores?

– Sim. Meu nome é Alvo Severo Potter.

– Severo? Ele lhe deu o nome de Snape? – o Sr. Malfoy parecia genuinamente surpreso.

– Sim. Segundo ele o homem mais corajoso que ele já conheceu. E era da Sonserina, assim como eu e o seu filho.

– Eu sei a que casa pertencia o meu antigo professor seu moleque insolente! – disse o Sr. Malfoy com raiva.

– Pai!

– Não me venha com desculpas garoto! Eu esperava mais de você. – disse o Sr. Malfoy – Se associando com esse tipo de gente. – ele indicou Alvo, Rose e Lizzie – Que decepção.

– Eles são meus amigos!

– Gentalha. Traidores do sangue e proles de sangues-ruim! – ele olhou para Rose quando disse isso – Nem deviam ser chamados de bruxos.

– Escute aqui Senhor. Eu sou amigo do Scorpio, mas não vou admitir que você trate a minha família desse jeito.

– Ah, é mesmo. Vocês são primos não é mesmo? – disse o homem com desgosto – O santo Potter se casou com a irmã remelenta do Weasley.

– Ei! É da minha mãe que você esta falando! — gritou Alvo.

– Eu não vou ficar perdendo o meu tempo com um bando de crianças. Scorpio, conversaremos sobre isso no natal. Passar bem. – o Sr. Malfoy se virou e saiu andando apoiado em sua bengala pelo gramado.

Todos assistiam a partida dele estupefatos de mais para falar.

Notas finais
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