Nova Geração - Ano 1
24 Festa Pós-Natal
James estava tão empolgado com sua festa incrível que acabou convidando a escola inteira. Para a sorte dele muita gente desistiu, afinal até mesmo a Sala Precisa devia ter um limite de população. E mesmo com toda a gente que desistiu ainda estava lotada a festa.
– Essa festa esta o máximo! – gritou Fred para se fazer ouvir por cima da musica.
– Eu sei! – respondeu Dominic.
– Eu sou incrível! – James sorria como uma criança.
A festa estava tão cheia da gente que mal se tinha espaço para andar, alguns alunos mais velhos eram tão altos que pesar de James ser alto para a idade ainda tinha dificuldade de enxergar através da multidão. Fred abanou a mão no alto para alguém se virou para eles com um sorriso e sumiu no meio do mar de gente. Dominic avisou que iria pegar mais aguardente misturada com suco de abóbora (apenas para os mais fracos para bebida) e James ficou onde estava. Feliz da vida, encarando a sua festa incrível.
– Já vi que você esta muito contente. – comentou uma voz feminina no ouvido de James.
Ele deu um salto com a surpresa e olhou para o lado de onde vinha a voz. Era Danielle. Uma corvina conhecida por ser desejada por todos os garotos do quarto ano e até alguns mais velhos. E James não era exceção. Afinal ela era mesmo linda. Cabelos longos e negros como a noite, olhos claros acinzentados e um rosto tão delicado que você quase pensava que ela poderia ser um anjo. Toda vez que James dizia isso Fred rebatia dizendo que se esse era o caso, ela era um anjo demoníaco.
– Olá Dani! – ele gritou mais alto que a musica.
– A festa esta incrível, você sabe. – ela chegou perto do ouvido dele para falar de novo.
– Obrigado! – ele gritou, mas então, em um súbito momento de coragem imitou o movimento dela e chegou no ouvido dela para falar – Eu não achei que você fosse vir.
– E por que não viria? – ela sorria maliciosamente para ele.
– Eu não sei. Você nunca conversou muito com a gente. – ele deu de ombros.
– E eu duvido que metade desse pessoal aqui saiba seu nome querido. Mas festa é festa. – ela piscou.
– Tem razão.
Ela sorriu maliciosamente para ele mais uma vez e saiu andando com os longos cabelos balançando de um lado para o outro enquanto andava. James continuou ali, observando.
...
Dominc estava se servindo de um pouco mais de aguardente com suco de abóbora quando esbarrou em alguém, fazendo o copo na sua mão respingar.
– Ah meu Merlim, me desculpe! – a menina disse apressada.
– Ei, fui eu quem derrubou suco de abóbora no seu braço! – ele gritou sorrindo.
Ela sorriu de volta, meio sem graça.
– Não vai me dizer o seu nome? – ele tinha que se esforçar para ser ouvido por cima da musica.
– Por que eu diria? – a menina tinha um sorriso muito bonito, que só destacava os brilhantes olhos verdes.
– Assim eu posso me desculpar adequadamente!
– Alice. – ela respondeu – Alice Green.
– Muito prazer Alice Green. Meu nome é Dominic Weasley.
– Pensei que você fosse se desculpar!
Ele sorriu, chegou bem perto do ouvido dela e disse:
– Desculpe.
A menina ruborizou e Dominic sorriu. Ele ia dizer mais alguma coisa, mas então uma cortina de cabelos negros entrou no meio dos dois.
– Será que vocês dois podem não ficar parados feito estatuas na frente da aguardente? – Era Danielle.
– Olá Dani! – Dominic cumprimentou a menina.
– Dom! – ela ficou surpresa – Não tinha visto que era você! – Dani ficou na ponta dos pés e o abraçou.
Sentindo que aquela era a sua deixa, já que Danielle estava se esforçando bastante para ter toda a atenção de Dominic, Alice pegou copo de suco de abóbora – puro – e saiu dali.
...
Fred conversava alegremente em um grupo em sua grande maioria de Lufanos. Suas duas primas Molly e Lucy, Rob – amigo de Victorie – e Lisa. A garota mais linda e incrível que Fred já tinha visto. As únicas exceções eram Rachel – Sonserina – e sua amiga Alice – Grifinoria – que tinha ido buscar algo para beber e Olivia, capitã do time de Quadribol da Grifinoria e melhor amiga de Lisa.
– Rob, porque a Vic não veio pra festa? – perguntou Fred.
– Ela não estava muito bem hoje. Parecia meio enjoada na hora do almoço e depois ela sumiu com a sua irmã. Imagino que elas estejam juntas.
– Victorie sempre gostou de um drama Rob, não se preocupe. – comentou Molly. Molly era a mais velha dos primos e depois dela Victorie, um ano mais nova apenas. Pelo o que Fred lembrava, as duas nunca se deram lá muito bem – Ela deve ter quebrado uma unha.
Rob, que não gostou nada do comentário – Fred achava que ele tinha uma quedinha por sua prima, mas afinal, todos tinham – retrucou:
– Molly, eu não sei se você já passou mais de um segundo com a sua prima sem julgá-la, mas ela tem mais coração do que você.
Molly ficou vermelha da cabeça aos pés e antes que ela pudesse abrir a boca sua irmã, Lucy, que era mais calma do que ela interveio. E a puxou para fora da roda sumindo no meio da multidão.
– Eu não entendo como aquelas duas podem ser irmãs e se darem tão bem. São tão diferentes. – comentou Olivia enquanto via as duas se afastarem.
– Elas não se dão bem. – disse Fred – Mas Lucy é a única pessoa nesse mundo que consegue controlar a irmã mais velha.
– Isso não deveria ser o contrario? – comentou Lisa, rindo.
Neste instante Alice surgiu do meio de duas pessoas carregando um copo e com uma cara irritada.
– O que foi? – perguntou Rachel.
– Aquela Danielle é tão... tão... – Alice tinha problemas com xingamentos.
– Vaca? Vadia? Metida? – Rachel, não tinha.
– Agora me digam uma novidade. – comentou Olivia.
– Liv, se controle. – Lisa ria enquanto olhava para a amiga.
Fred ficou hipnotizado com o sorriso de Lisa de tal maneira que não notou quando uma pergunta foi dirigida a ele.
– Ei, Fred! – Rachel estalava os dedos na frente de seus olhos.
– Oi! – ele respondeu surpreso.
– Estamos indo dançar um pouco, você vem?
– Claro.
...
A festa já acontecia à algum tempo e Dominic estava em um canto com vários alunos da Corvinal assistindo enquanto as pessoas dançavam – ou pagavam mico – e tirando sarro de alguns caras de quem eles não gostavam quando Danielle passou por eles tropeçando e caindo em cima de Dominic no sofá preto.
– Ah, desculpe. – ela parecia um pouco embriagada e seu rosto estava muito vermelho.
– Não foi nada. Pode ficar o tempo que quiser. – respondeu Dominic dando risada e fazendo todos os caras em volta rirem.
Danielle se levantou e o encarou. De repente ela o agarrou pelo braço e o puxou para o meio da multidão.
– Vamos dançar. – ela declarou assim que chegaram no meio da pista.
– Como queira. – ele deu de ombros e começou a acompanhar o ritmo da musica.
Dominic era um ótimo dançarino. Na verdade tinha poucas coisas que ele não podia fazer muito bem quando se referia à arte da conquista. Assim como o sangue de veela herdado de sua mãe ajudava sua irmã a ser irresistível a todos os caras que a olhassem, o ajudava a ser um dos meninos que mais conseguiam garotas na escola e ele sabia tirar proveito disso.
A certo ponto da dança Dominic notou que a definição de dança de Danielle era se esfregar por todo o seu parceiro de dança e se deixou levar. Ela se virou subitamente de frente para ele e passou os dedos pela boca dele. Sem pensar duas vezes ele a beijou.
...
Fred estava dançando desengonçadamente com Rachel e Olivia e dando risada de como eles estavam engraçados. Lucy que se juntara a eles depois de um tempo – nem sinal de Molly – dançava com Rob de um jeito tão intimido que Fred ficava com vergonha de olhar para eles por muito tempo. Lisa e Alice ao que parecia eram as únicas que realmente sabiam dançar ali. Fred estava distraído olhando os movimentos graciosos e sensuais de Lisa quando alguém agarrou seu braço com força e o balançou.
– Cara! Você não vai acreditar! – era James.
– O que foi? – ele perguntou irritado por ter sido interrompido em seu devaneio.
– O Dom cara! Ele é meu herói!
– Desembucha logo James! O que aconteceu?
– Adivinha quem ele esta pegando?
– Sou obrigado?
– A Dani!! – ele o sacudiu de novo.
– E oque que isso tem de mais? Metade da escola já pegou ela! – disse Rachel olhando com desprezo para James.
– Ele foi o primeiro do quarto ano a conseguir. – disseram James e Fred ao mesmo tempo. James em uma animação que não conseguia se conter, Fred com uma voz morta e de robô, como se já tivesse ouvido isso milhões de vezes.
– Grande conquista. Ele quer um troféu? – disse Rachel sarcástica.
– O que foi, gatinha? Esta com inveja? Eu posso te dar um beijo se você quiser. – disse James sorrindo.
– Não chegue perto de mim Potter! – ela disse dando um passo para trás enquanto ele se inclinava ligeiramente para ficar da altura dela – E meu nome é Rachel! Rachel Shaw!
James sorriu travesso e ergueu as mãos em sinal de rendição. Deu uma piscadinha para Rachel e saiu dali.
– Como vocês podem ser melhores amigos?! – ela perguntou.
– Ele é legal, depois que você conhece. – Fred deu de ombros.
As horas continuaram se passando e Fred sentiu o cansaço chegando. Fez um sinal para seus amigos dizendo que ia pegar algo para beber. Ele passou pela mesa de petiscos/bebidas, pegou uma garrafa de aguardente e foi em direção a um sofá preto de couro vazio, com exceção de um cara do sétimo ano da Grifinoria apagado e babando no canto.
Ele se sentou e deu um gole. Ficou assistindo todas as pessoas dançando e notou que pouco a pouco a festa estava esvaziando.
– Não vai dividir? – disse Lisa sentando-se ao seu lado e apontando para a garrafa.
– Claro. – ele entregou a garrafa para ela.
– Essa festa esta mesmo muito legal. – disse ela depois de dar um gole – Como vocês conseguiram toda essa comida e bebida?
– James.
– Claro. James. – ela riu.
– Gosto do som da sua risada. – ele disse de repente. E assim que se deu conta do que disse, sentiu o rosto ficar quente.
– Obrigada. – ela também ficou vermelha.
Um silencio constrangedor se estabeleceu entre eles. Fred a olhava pelo canto do olho enquanto ela parecia sorrir para as próprias pernas. E até mesmo ali, ele a achou linda. Os cabelos loiros e longos caiam-lhe pelas costas e ombros um pouco bagunçados depois de tanto dançar, os olhos azuis escuros tão vivos e ao mesmo tempo profundos que Fred tinha vontade de mergulhar neles. Apesar de ser um ano mais velha que ele ela era alguns centímetros mais baixa e até aquilo o agradava nela. Ele estava tão concentrado em analisar cada detalhe do rosto dela que foi surpreendido pelo olhar dela que finalmente se voltou para ele.
– Eu... eu... – ele tentava arrumar uma desculpa para estar olhando ela daquele jeito.
– Você fica realmente uma graça quando fica com vergonha. – disse ela o deixando com mais vergonha ainda.
Fred duvidava que fosse ele controlando o próprio corpo, por que ficou muito surpreso quando suas mãos pegaram as dela. E mais surpreso ainda quando ela não as puxou. Eles se olhavam intensamente e estavam cada vez mais perto. Parecia que todos os sonhos dele iam se realizar naquela noite...
Ele sentiu alguma coisa pesar em seu ombro e se virou para olhar. O aluno da Grifinoria que estava apagado no sofá tinha se virado e deitado no ombro dele. E pra piorar, ele estava babando. Fred não conseguiu evitar pensar que o universo inteiro estava dando uma boa risada agora.
Ele escutou Lisa começar a rir ao seu lado e ao olhar pra ela ele também riu. Ele empurrou o menino que voltou a babar no braço do sofá. E eles riram tanto que chegou a doer. E então ela se largou no sofá apoiada em seu ombro ainda tentando controlar a risada. Mas com ela, ele não se importou.
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