Nova Geração - Ano 1
11 Primeiro Dia de Aula
Rose estava a ponto de pular de alegria por toda Hogwarts desde o momento em que levantou da cama. Ela tomou seu café tão rápido que nem se lembrava mais o que tinha comido. Mas depois da explosão na mesa da Corvinal ela ia se lembrar de ficar longe dos pudins. Seja lá o que tenha acontecido ali, parecia perigoso. Rose recebeu seu horário escolar logo depois do correio chegar – ela recebeu uma carta de seu pai que estava extremamente feliz por ela ter entrado na Grifinoria – e ao olhar o papel em sua mão ficou feliz de ver que tinha três aulas com a Sonserina, uma delas era a primeira aula do dia, o que a deixou mais ansiosa ainda. Só de pensar em tudo o que ia aprender naquele ano ela sentia o estomago revirar de excitação.
Assim que deu a ultima mordida em o que quer que estivesse em seu prato puxou Elizabeth – Lizzie para os íntimos como Rose – e começou a discutir com ela o quanto seria divertido aquele dia. A amiga não parecia tão feliz quanto ela com relação as aulas, mas partilhava de sua ansiedade.
– Transfigurações vai ser ótimo! Com certeza é uma das matérias mais divertidas. E tem também Feitiços, Defesa Contra as Artes das Trevas, Astronomia, Aulas de Vôo, Poções, Herbologia...
– Nem me fale! – exclamou Lizzie a interrompendo – mal posso esperar para o fim da aula de Herbologia.
– Porque?? — perguntou Rose espantada.
– Não é muito divertido quando o professor é seu pai...
– Isso é bobagem! Tenho certeza que ele vai ser completamente indiferente e parcial.
– Pois eu acho que não. Na verdade tenho certeza que não.
– Se você diz... – respondeu Rose.
Ela observou o salão por um segundo e reparou em alguns alunos novatos da Lufa Lufa correndo em direção a porta e mais alguns da sua própria mesa faziam o mesmo, virou-se para Lizzie e perguntou o que estava acontecendo, ela não soube lhe responder então ela se levantou para perguntar a um dos meninos que corria quando viu seu primo vindo na mesma direção e perguntou:
– Porque esta todo mundo correndo?
– Bem, se eles acabaram de receber o horário assim como eu, estão indo buscar o material necessário para as aulas da parte da manhã. – Alvo disse aquilo num tom como se fosse obvio de mais para ela não ter percebido.
– Melhor você fazer o mesmo. – disse Scorpio, o menino de cabelos loiros e olhos cinzentos, atrás de Alvo.
–Meninos, isso é um problema dela não é? Nós temos que nos apressar, a próxima aula é em quinze minutos! Vamos, vamos, vamos! – disse a menina de cabelos pretos e olhos verde musgo que também estava na cabine quando ela desmaiou.
Alvo deu de ombros para Rose como se pedisse desculpas e saiu correndo com os outros dois. Por alguma razão Rose começara a sentir certa antipatia pela menina. Lizzie a alcançou logo depois deles saírem.
– Eai, o que esta acontecendo?
– Estão indo arrumar o material... Ou roubando meu primo. – disse ela asperamente.
– O que?
– Nada! Vamos, precisamos arrumar nossas coisas também.
Ambas saíram correndo em direção ao sala comunal da Grifinoria.
...
Alvo se sentia meio culpado por ter deixado Rose para trás daquele jeito, mas ele estava mesmo atrasado. E ela também levando em consideração que sua primeira aula era com eles. Ele resolveu não pensar muito nisso, eles teriam muitas oportunidades de passarem um tempo juntos, tinha certeza disso. Eles teriam três aulas juntos todos os dias, aquilo já era muito tempo!
Assim que ele e os outros dois – Scorpio e Violet – chegaram à sala comunal da Sonserina se separaram e ele e Scorpio foram para o dormitório dos meninos arrumar suas coisas. Chegando lá ele começou a revirar seu malão atrás dos materiais certos, ele tinha que conferir no papel cerca de três vezes antes que pegasse o livro certo. Jogou tudo no malão com suas penas e tinteiro e se preparou para correr para fora, mas parou ao ver Scorpio sentado na cama de cabeça baixa com um papel nas mãos.
– O que foi?
– Acabou de chegar uma carta da minha mãe.
– Ah, que legal cara, mas será que podemos ir pra aula, vamos nos atrasar...
– Houve um ataque no Hospital St. Mungus onde meu pai trabalha, alguns bruxos das trevas explodiram metade de um andar e meu pai estava nessa metade.
– Ele esta bem? — perguntou Alvo assustado.
– Não se sabe ainda se ele vai viver, mas parece que ele lutou com os bruxos e eles lhe feriram gravemente. Ele esta sendo tratado lá no Hospital.
– Mas e os aurores? – perguntou Alvo se lembrando de seu pai – Não fizeram nada?
– Eles chegaram depois da explosão. Prenderam os sujeitos e os mandaram para Azkaban direto.
– Nossa...
Ele se sentou ao lado do amigo na cama sem saber muito o que fazer, então disse o que qualquer pessoa na sua situação diria.
– Vai ficar tudo bem. Você vai ver, ele vai se recuperar. Meu pai já se feriu varias vezes no trabalho também, muitas vezes foi parar no hospital, mas ele melhorou. E seu pai também vai melhorar.
– Espero. – Scorpio ainda olhava para a carta.
– Se você não quiser ir pra aula posso dizer ao professor que você não estava se sentindo bem.
– Não precisa. Eu vou. Preciso me distrair. Além disso, não pega bem eu faltar na primeira aula do primeiro dia do meu primeiro ano.
– É...
Ambos levantaram-se da cama e foram para a sala comunal da Sonserina, lá encontraram uma Violet furiosa.
– Porque demoraram tanto? Eu que sou menina fui mais rápida! Só temos cinco minutos para chegar na aula. Vocês sabem em que andar fica a sala de Transfiguração? No quinto!
Alvo fez sinal para ela para que parasse de falar e ela pareceu entender, pois parou de falar e apenas disse:
– Vamos, se o professor reclamar podemos dizer que nos perdemos.
...
Rose arrumara seu material extremamente rápido assim como Lizzie e ambas estavam na porta da sala com sete minutos ainda para a aula começar. Alguns alunos se amontoavam em volta da porta e pelo corredor esperando o horário da aula. Quando a porta começou a se abrir Rose descobriu que Le Blanc era uma mulher e não um homem. A Professora que apareceu na porta era uma mulher de no máximo trinta anos, de cabelos castanhos e olhos claros, um rosto fino e angular que parecia mais com uma modelo do que uma professora. Alta e magra a mulher com uma voz doce com um leve sotaque francês – que a fez se lembrar de sua tia Fleur, mãe de Victorie – os chamou para entrar.
Os alunos da Grifinoria e da Sonserina entraram e Rose reparou que nem seu primo, nem Scorpio e nem a amiga deles – que ela não conseguia se lembrar do nome, por mais que tentasse – estavam lá. Se ela se preocupou? Claro! Mas o que ela podia fazer? Largar a aula antes mesmo de começar e sair correndo atrás dele? Com certeza ele teria um motivo para estar atrasado. Ela entrou na sala de aula junto com os outros alunos e se sentou com Lizzie na segunda carteira da fileira, dois meninos da Sonserina passaram por elas dizendo “nerds” e dando risadinhas, Rose preferiu ficar quieta, mas Lizzie olhou para os dois com um olhar de curiosidade.
– Veremos o quanto isso é ruim quando vocês repetirem o primeiro ano e a gente não.
Ambos os meninos olharam para ela surpresos. Provavelmente não esperavam uma resposta tão áspera de uma menina com rosto de anjo, grandes olhos cor de mel e cabelos loiros presos em uma faixa rosa de gatinhos. Rose tinha avisado que não combinava muito com o uniforme, Lizzie dissera a ela que quem estaria usando era ela e ela gostava. Às vezes ela sabia ser bem grossa. Mas era o que mais fascinava Rose, afinal como uma menina aparentemente tão dócil podia ser tão grossa? Rose ao pensar nisso riu e Lizzie considerando isso um apoio a sua afronta com os meninos da Sonserina completou:
– E nem pensem em vir pedir favores no fim do ano, nós não vamos ajudar espertalhões, agora vão se sentar lá no fundo onde é “legal” e nos deixem em paz.
Os meninos saíram em silencio, mas com expressões no rosto que prometiam vingança. Rose estava tão absorta no conflito que nem reparou que a professora estava de pé na frente da sala com um sorriso estilo propaganda de televisão no rosto esperando a sala ficar em silencio.
– Bem, agora que todos já se acomodaram, podemos começar. Meu nome é Nina Le Blanc, — ela se virou para escrever na lousa “Srtª. Le Blanc” – eu vou ser a professora de Transfigurações de vocês e também sou a diretora da Lufa Lufa.
Neste momento a porta da sala é escancarada e entram correndo Alvo, Scorpio e a nova amiga deles – por Merlim, qual o nome daquela garota?! – que param no meio de duas fileiras arfando e olhando para a professora como se pedissem desculpas.
– Nos perdemos. – anunciou a menina.
– Se perderam? – perguntou a professora com um olhar amável.
– Sim. – garantiu Alvo.
– Bem, espero que agora tenham aprendido o caminho – a professora os examinou – que isso não se repita.
Os três assentiram em concordância e correram para as cadeiras vazias, Alvo acabou sentado junto com Gabriel – um dos novatos da Grifinoria – e Scorpio se sentou com a menina na carteira de trás. Era impressão dela ou Scorpio estava mais calado e pálido que o normal? Tudo bem que ela não conhecia ele tão bem assim, mas algo estava errado com aquele garoto.
– Vocês devem ser Alvo, Scorpio e Violet, certo? – perguntou a professora olhando a lista.
“Violet!” pensou Rose grata por finalmente descobrir o nome da menina. Todos eles balançaram a cabeça ainda ofegantes de mais para falar.
– Como eu ia dizendo... – a professora continuou sua apresentação.
O resto da aula ocorreu normalmente exceto por algumas vezes que Rose pegava Lizzie olhando fixamente para Violet, Scorpio e Alvo – ignorando totalmente seu parceiro – conversando durante a aula.
– O que foi? – ela perguntou.
– Eles não param de falar! – reclamou a menina com os grandes olhos cor de mel grudados no trio.
– Bem, isso é um problema deles não é? – Rose tentou parecer imparcial apesar de também estar incomodada com aquilo.
– Não gosto daquela menina. – afirmou Lizzie ao olhar para Violet.
– Mas você nem conhece ela!
– Vai dizer que você esta morrendo de amores por ela? – ela disse erguendo uma sobrancelha.
– Não... Mas...
– Então esta decidido, não gostamos dela.
– Lizzie!
– Esta decidido Rose. Não tente negar, você nem mesmo lembrava o nome dela a cinco minutos.
– Mas como você...?
– Estava estampado na sua cara do momento em que ela entrou e quando a Srtª. Le Blanc chamou o nome dela o seu suspiro de alivio poderia ser ouvido por toda a escola.
Rose olhou para Lizzie espantada, estava tão obvio assim? Ela preferiu não discutir mais e ambas terminaram o exercício de pronuncia do feitiço em poucos minutos, a professora lhes deu parabéns pelo ótimo desempenho e elas voltaram para a carteira para arrumar seu material e a aula terminou logo depois. Ambas saíram da sala apressadas para não se atrasarem para a próxima aula que seria Feitiços com a Corvinal.
...
Mal eles saíram da sala Violet empurrou os dois contra a parede e disse com uma voz autoritária:
– Muito bem, agora me contem por que eu tive que correr cinco andares que nem uma doida e ainda mentir pra uma professora nos meus primeiros segundos dentro da sala de aula.
Alvo olhou para Scorpio e por fim respondeu:
– Se ele quiser contar. – ele olhou de novo para o menino ao seu lado – Você não precisa se não quiser.
– Ah, ele precisa sim.
– Violet! – repreendeu Alvo.
– Esta tudo bem. – Scorpio finalmente levantou os olhos do chão e explicou tudo a Violet, sobre a carta em sua cama, o acidente, o estado de seu pai.
Por fim, quando ele parou de falar Violet o olhava com olhos cheios de lagrimas e então o puxou para um abraço esmagador e disse:
– Sempre que tiver problemas, pode falar comigo ouviu? – ela limpou uma única lagrima que escorreu por seu rosto – agora vamos por que já estamos atrasados pra mais uma aula!
Ela saiu correndo pelo corredor. Scorpio olhou confuso para Alvo que o olhou de volta com a mesma expressão de confusão, ambos deram de ombros.
– Meninas. – disseram em uníssono.
E então saíram pelo corredor para chegar a aula de Astronomia.
...
A aula de Poções, que foi a terceira do dia e a segunda da Grifinoria com a Sonserina passou sem incidentes e entendiante. Com exceção de uma pequena explosão provocada por Alvo e Scorpio – que estavam trabalhando juntos – e os olhares de desprezo que Lizzie lançava a Violet insistentemente como se esperasse que a menina percebesse.
Logo após essa aula os alunos da Grifinoria se encaminharam para a aula de Herbologia com a Lufa Lufa e os da Sonserina para a de Historia da Magia com a Corvinal. Tirando o momento constrangedor entre Lizzie e seu pai – o professor – que ainda não tinham se habituado ao ambiente professor/aluno foi outra aula entendiante. Quando a aula acabou todos saíram correndo para o Salão Principal, afinal era hora do almoço.
Chegando no Salão Principal Rose deu de cara com Alvo, Scorpio e Violet sentados na mesa da Sonserina conversando e rindo, ela não se conteve e foi até lá.
– Vamos almoçar Alvo, quer vir sentar com a gente? – disse Rose pretendendo apontar para onde Lizzie estava, mas descobriu que a amiga tinha acompanhado ela até lá.
– Ah... – Alvo olhou para a mesa confuso – eu já comecei a comer aqui e nós estamos nos divertindo...
– Alvo, você prometeu que passaríamos o tempo juntos. – disse Rose ficando irritada.
– Eu sei! É que...
– Por que vocês duas não sentam com a gente? – disse Violet olhando para Rose e Lizzie com aqueles penetrantes olhos verde escuro.
– Acho melhor não. – respondeu Lizzie de repente.
Foi ai que Rose percebeu que aquilo não ia acabar bem.
– Por que? – perguntou a sonserina confusa.
– Eu não me sentiria a vontade.
– E... por que? – repetiu a menina.
– Você sabe, toda aquela historia de Grifinorios e Sonserinos, isso poderia ser mal visto pela nossa casa. – respondeu Lizzie como se tivesse esse discurso gravado na mente.
– Então por que Alvo deveria sentar na mesa de vocês?
– Por que ele é primo de Rose.
– Mas é um sonserino.
– Mas é primo de Rose.
Lizzie e Violet se encaravam tão fixamente que Rose jurou ter visto faíscas dançarem entre seus olhares. Ela sabia que se não intervisse agora Lizzie e Violet poderiam ir muito mais além. Mas estava assustada, Lizzie parecia realmente nervosa e Violet não parecia diferente. Era como se elas tivessem se odiado a vida inteira apesar de terem acabado de se conhecer oficialmente.
– Lizzie, deixa pra lá, vamos comer. – disse Rose puxando a amiga pelo braço.
A menina loira não se deixou tirar dali sem antes encarar Violet com uma expressão mais psicótica que a anterior e depois se virar de nariz empinado em direção a mesa da Grifinoria. Ambas sentaram para comer o almoço – que por sinal estava delicioso – e Rose passou o resto do almoço escutando Lizzie falar de como Violet era convencida.
...
– Mas o que foi aquilo? – perguntou Alvo olhando para Violet enquanto sua prima se afastava com Lizzie.
– Eu realmente achei que vocês fossem se bater aqui. – disse Scorpio engolindo um pedaço de frango.
Violet se contentou em ficar quieta e resmungar “hm” de vez em quando. Mas em geral ela terminou de comer como se estivesse atacando sua comida.
Acabando o almoço eles correram para a aula de Herbologia que deve ter entediado toda a sala pois até os corvinos, que são inteligentes, ficaram aéreos durante a aula. Alvo não queria desprezar o professor, já que ele era pai de Lizzie, mas ele falava da matéria com tanta “paixão” que chegava a ser entediante. Então o resultado da aula de Herbologia não foi lá muito bom. Logo depois correram para a aulda de Defesa Contra as Artes das Trevas que era ensinada por um ex-auror amigo de seu pai, Prof. Shacklebolt.
A aula foi emocionante, mas no intuito de misturar as casas na aula – que de novo eram Grifinoria e Sonserina – ele juntou um aluno de cada casa nas carteiras. Alvo acabou sentado com um dos meninos da Grifinoria – Evan Creevey – Rose sentou com Scorpio e Violet com Lizzie – e isso preocupou Alvo imensamente.
Na mesa onde se sentavam Scorpio e Rose eles começaram a fazer o exercício de pronuncia do feitiço que usariam para as próximas aulas e após uma serie de erros da parte de Scorpio, Rose resolveu ajuda-lo com a pronuncia.
– Você esta dizendo errado, carrega mais no A.
Ele fez o que ela pediu e o feitiço saiu quase perfeito. Ele a olhou sorrindo e disse:
– Obrigado. Sorte a minha eu ter uma parceira tão inteligente.
Rose sentiu suas orelhas queimarem e tinha certeza de que estava muito vermelha naquele momento, então preferiu continuar a pronunciar o feitiço e ajudando Scorpio quando ele errava.
Já na mesa onde Lizzie e Violet estavam nenhuma das duas falava nada. Lizzie repassava o feitiço mentalmente para não esquecer de praticar depois, mas se recusava a fazer qualquer coisa em sala com aquela menina do seu lado.
– Será que posso saber por que você não gosta de mim? – explodiu Violet por fim.
– Por que não gosto. E você faria um grande favor a nós duas se só ficasse quieta até o fim da aula.
– Mas eu não vou ficar. Só por que você disse tenho que obedecer?
– É.
– Claro que não!
– Se você diz. Eu não estou afim de conversa.
– O que eu te fiz?! – disse Violet ficando nervosa.
– Você me irrita. Só isso.
– Ah eu te irrito? Por que você é uma pessoa super fácil de lidar né?
– Exatamente.
A menina bufou de raiva e frustração e por fim se virou para o outro lado de braços cruzados. Lizzie fazia o mesmo olhando para o lado oposto.
...
O fim do dia chegou tão rápido que Alvo se surpreendeu quando já era hora do jantar. Ele estava cansado e depois de passar o resto da tarde após o fim das aulas atrás de Rose para de desculpar e passar um tempo com ela ele se sentia cansado até mentalmente – foram preciso muitos argumentos para convencer sua prima cabeça-dura – e acabou terminando o jantar antes de todos e indo direto para o dormitório.
Ao chegar no dormitório da Sonserina descobriu que tinha esquecido a senha. Infelizmente Fabian chegou logo depois até a entrada.
– Pobre Potter, não pode ficar esquecendo a senha desse jeito, vai acabar trancado para fora.
E então ele disse a senha e entrou para se sentar em um dos sofás pretos em frente a lareira com seus guarda costas e Alvo foi direto para seu quarto.
– Hey, Potter. – chamou Fabian, fazendo com que ele parasse – Já pensou na minha proposta?
Alvo o olhou por alguns segundos e então se retirou para seu quarto antes que Fabian se interessasse mais nele. Ele sabia que ela falta de resposta teria consequências, mas pouco lhe importava, o menino era um idiota e Alvo não queria nada que o relacionasse a ele.
Ele colocou o pijama enquanto pensava em mil maneiras de evitar Fabian no dia seguinte e se deitou. Deitado começou a pensar, parecia que fora ontem que recebera sua carta enquanto o Alvo que rejeitava completamente a Sonserina parecia morto a milênios. É claro que ele não estava caindo de amores pela sua nova casa, mas não parecia tão difícil assim se tivesse amigos com quem conversar. Perdido em pensamentos caiu no sono.
Rose estava a ponto de pular de alegria por toda Hogwarts desde o momento em que levantou da cama. Ela tomou seu café tão rápido que nem se lembrava mais o que tinha comido. Mas depois da explosão na mesa da Corvinal ela ia se lembrar de ficar longe dos pudins. Seja lá o que tenha acontecido ali, parecia perigoso. Rose recebeu seu horário escolar logo depois do correio chegar – ela recebeu uma carta de seu pai que estava extremamente feliz por ela ter entrado na Grifinoria – e ao olhar o papel em sua mão ficou feliz de ver que tinha três aulas com a Sonserina, uma delas era a primeira aula do dia, o que a deixou mais ansiosa ainda. Só de pensar em tudo o que ia aprender naquele ano ela sentia o estomago revirar de excitação.
Assim que deu a ultima mordida em o que quer que estivesse em seu prato puxou Elizabeth – Lizzie para os íntimos como Rose – e começou a discutir com ela o quanto seria divertido aquele dia. A amiga não parecia tão feliz quanto ela com relação as aulas, mas partilhava de sua ansiedade.
– Transfigurações vai ser ótimo! Com certeza é uma das matérias mais divertidas. E tem também Feitiços, Defesa Contra as Artes das Trevas, Astronomia, Aulas de Vôo, Poções, Herbologia...
– Nem me fale! – exclamou Lizzie a interrompendo – mal posso esperar para o fim da aula de Herbologia.
– Porque?? — perguntou Rose espantada.
– Não é muito divertido quando o professor é seu pai...
– Isso é bobagem! Tenho certeza que ele vai ser completamente indiferente e parcial.
– Pois eu acho que não. Na verdade tenho certeza que não.
– Se você diz... – respondeu Rose.
Ela observou o salão por um segundo e reparou em alguns alunos novatos da Lufa Lufa correndo em direção a porta e mais alguns da sua própria mesa faziam o mesmo, virou-se para Lizzie e perguntou o que estava acontecendo, ela não soube lhe responder então ela se levantou para perguntar a um dos meninos que corria quando viu seu primo vindo na mesma direção e perguntou:
– Porque esta todo mundo correndo?
– Bem, se eles acabaram de receber o horário assim como eu, estão indo buscar o material necessário para as aulas da parte da manhã. – Alvo disse aquilo num tom como se fosse obvio de mais para ela não ter percebido.
– Melhor você fazer o mesmo. – disse Scorpio, o menino de cabelos loiros e olhos cinzentos, atrás de Alvo.
–Meninos, isso é um problema dela não é? Nós temos que nos apressar, a próxima aula é em quinze minutos! Vamos, vamos, vamos! – disse a menina de cabelos pretos e olhos verde musgo que também estava na cabine quando ela desmaiou.
Alvo deu de ombros para Rose como se pedisse desculpas e saiu correndo com os outros dois. Por alguma razão Rose começara a sentir certa antipatia pela menina. Lizzie a alcançou logo depois deles saírem.
– Eai, o que esta acontecendo?
– Estão indo arrumar o material... Ou roubando meu primo. – disse ela asperamente.
– O que?
– Nada! Vamos, precisamos arrumar nossas coisas também.
Ambas saíram correndo em direção ao sala comunal da Grifinoria.
...
Alvo se sentia meio culpado por ter deixado Rose para trás daquele jeito, mas ele estava mesmo atrasado. E ela também levando em consideração que sua primeira aula era com eles. Ele resolveu não pensar muito nisso, eles teriam muitas oportunidades de passarem um tempo juntos, tinha certeza disso. Eles teriam três aulas juntos todos os dias, aquilo já era muito tempo!
Assim que ele e os outros dois – Scorpio e Violet – chegaram à sala comunal da Sonserina se separaram e ele e Scorpio foram para o dormitório dos meninos arrumar suas coisas. Chegando lá ele começou a revirar seu malão atrás dos materiais certos, ele tinha que conferir no papel cerca de três vezes antes que pegasse o livro certo. Jogou tudo no malão com suas penas e tinteiro e se preparou para correr para fora, mas parou ao ver Scorpio sentado na cama de cabeça baixa com um papel nas mãos.
– O que foi?
– Acabou de chegar uma carta da minha mãe.
– Ah, que legal cara, mas será que podemos ir pra aula, vamos nos atrasar...
– Houve um ataque no Hospital St. Mungus onde meu pai trabalha, alguns bruxos das trevas explodiram metade de um andar e meu pai estava nessa metade.
– Ele esta bem? — perguntou Alvo assustado.
– Não se sabe ainda se ele vai viver, mas parece que ele lutou com os bruxos e eles lhe feriram gravemente. Ele esta sendo tratado lá no Hospital.
– Mas e os aurores? – perguntou Alvo se lembrando de seu pai – Não fizeram nada?
– Eles chegaram depois da explosão. Prenderam os sujeitos e os mandaram para Azkaban direto.
– Nossa...
Ele se sentou ao lado do amigo na cama sem saber muito o que fazer, então disse o que qualquer pessoa na sua situação diria.
– Vai ficar tudo bem. Você vai ver, ele vai se recuperar. Meu pai já se feriu varias vezes no trabalho também, muitas vezes foi parar no hospital, mas ele melhorou. E seu pai também vai melhorar.
– Espero. – Scorpio ainda olhava para a carta.
– Se você não quiser ir pra aula posso dizer ao professor que você não estava se sentindo bem.
– Não precisa. Eu vou. Preciso me distrair. Além disso, não pega bem eu faltar na primeira aula do primeiro dia do meu primeiro ano.
– É...
Ambos levantaram-se da cama e foram para a sala comunal da Sonserina, lá encontraram uma Violet furiosa.
– Porque demoraram tanto? Eu que sou menina fui mais rápida! Só temos cinco minutos para chegar na aula. Vocês sabem em que andar fica a sala de Transfiguração? No quinto!
Alvo fez sinal para ela para que parasse de falar e ela pareceu entender, pois parou de falar e apenas disse:
– Vamos, se o professor reclamar podemos dizer que nos perdemos.
...
Rose arrumara seu material extremamente rápido assim como Lizzie e ambas estavam na porta da sala com sete minutos ainda para a aula começar. Alguns alunos se amontoavam em volta da porta e pelo corredor esperando o horário da aula. Quando a porta começou a se abrir Rose descobriu que Le Blanc era uma mulher e não um homem. A Professora que apareceu na porta era uma mulher de no máximo trinta anos, de cabelos castanhos e olhos claros, um rosto fino e angular que parecia mais com uma modelo do que uma professora. Alta e magra a mulher com uma voz doce com um leve sotaque francês – que a fez se lembrar de sua tia Fleur, mãe de Victorie – os chamou para entrar.
Os alunos da Grifinoria e da Sonserina entraram e Rose reparou que nem seu primo, nem Scorpio e nem a amiga deles – que ela não conseguia se lembrar do nome, por mais que tentasse – estavam lá. Se ela se preocupou? Claro! Mas o que ela podia fazer? Largar a aula antes mesmo de começar e sair correndo atrás dele? Com certeza ele teria um motivo para estar atrasado. Ela entrou na sala de aula junto com os outros alunos e se sentou com Lizzie na segunda carteira da fileira, dois meninos da Sonserina passaram por elas dizendo “nerds” e dando risadinhas, Rose preferiu ficar quieta, mas Lizzie olhou para os dois com um olhar de curiosidade.
– Veremos o quanto isso é ruim quando vocês repetirem o primeiro ano e a gente não.
Ambos os meninos olharam para ela surpresos. Provavelmente não esperavam uma resposta tão áspera de uma menina com rosto de anjo, grandes olhos cor de mel e cabelos loiros presos em uma faixa rosa de gatinhos. Rose tinha avisado que não combinava muito com o uniforme, Lizzie dissera a ela que quem estaria usando era ela e ela gostava. Às vezes ela sabia ser bem grossa. Mas era o que mais fascinava Rose, afinal como uma menina aparentemente tão dócil podia ser tão grossa? Rose ao pensar nisso riu e Lizzie considerando isso um apoio a sua afronta com os meninos da Sonserina completou:
– E nem pensem em vir pedir favores no fim do ano, nós não vamos ajudar espertalhões, agora vão se sentar lá no fundo onde é “legal” e nos deixem em paz.
Os meninos saíram em silencio, mas com expressões no rosto que prometiam vingança. Rose estava tão absorta no conflito que nem reparou que a professora estava de pé na frente da sala com um sorriso estilo propaganda de televisão no rosto esperando a sala ficar em silencio.
– Bem, agora que todos já se acomodaram, podemos começar. Meu nome é Nina Le Blanc, — ela se virou para escrever na lousa “Srtª. Le Blanc” – eu vou ser a professora de Transfigurações de vocês e também sou a diretora da Lufa Lufa.
Neste momento a porta da sala é escancarada e entram correndo Alvo, Scorpio e a nova amiga deles – por Merlim, qual o nome daquela garota?! – que param no meio de duas fileiras arfando e olhando para a professora como se pedissem desculpas.
– Nos perdemos. – anunciou a menina.
– Se perderam? – perguntou a professora com um olhar amável.
– Sim. – garantiu Alvo.
– Bem, espero que agora tenham aprendido o caminho – a professora os examinou – que isso não se repita.
Os três assentiram em concordância e correram para as cadeiras vazias, Alvo acabou sentado junto com Gabriel – um dos novatos da Grifinoria – e Scorpio se sentou com a menina na carteira de trás. Era impressão dela ou Scorpio estava mais calado e pálido que o normal? Tudo bem que ela não conhecia ele tão bem assim, mas algo estava errado com aquele garoto.
– Vocês devem ser Alvo, Scorpio e Violet, certo? – perguntou a professora olhando a lista.
“Violet!” pensou Rose grata por finalmente descobrir o nome da menina. Todos eles balançaram a cabeça ainda ofegantes de mais para falar.
– Como eu ia dizendo... – a professora continuou sua apresentação.
O resto da aula ocorreu normalmente exceto por algumas vezes que Rose pegava Lizzie olhando fixamente para Violet, Scorpio e Alvo – ignorando totalmente seu parceiro – conversando durante a aula.
– O que foi? – ela perguntou.
– Eles não param de falar! – reclamou a menina com os grandes olhos cor de mel grudados no trio.
– Bem, isso é um problema deles não é? – Rose tentou parecer imparcial apesar de também estar incomodada com aquilo.
– Não gosto daquela menina. – afirmou Lizzie ao olhar para Violet.
– Mas você nem conhece ela!
– Vai dizer que você esta morrendo de amores por ela? – ela disse erguendo uma sobrancelha.
– Não... Mas...
– Então esta decidido, não gostamos dela.
– Lizzie!
– Esta decidido Rose. Não tente negar, você nem mesmo lembrava o nome dela a cinco minutos.
– Mas como você...?
– Estava estampado na sua cara do momento em que ela entrou e quando a Srtª. Le Blanc chamou o nome dela o seu suspiro de alivio poderia ser ouvido por toda a escola.
Rose olhou para Lizzie espantada, estava tão obvio assim? Ela preferiu não discutir mais e ambas terminaram o exercício de pronuncia do feitiço em poucos minutos, a professora lhes deu parabéns pelo ótimo desempenho e elas voltaram para a carteira para arrumar seu material e a aula terminou logo depois. Ambas saíram da sala apressadas para não se atrasarem para a próxima aula que seria Feitiços com a Corvinal.
...
Mal eles saíram da sala Violet empurrou os dois contra a parede e disse com uma voz autoritária:
– Muito bem, agora me contem por que eu tive que correr cinco andares que nem uma doida e ainda mentir pra uma professora nos meus primeiros segundos dentro da sala de aula.
Alvo olhou para Scorpio e por fim respondeu:
– Se ele quiser contar. – ele olhou de novo para o menino ao seu lado – Você não precisa se não quiser.
– Ah, ele precisa sim.
– Violet! – repreendeu Alvo.
– Esta tudo bem. – Scorpio finalmente levantou os olhos do chão e explicou tudo a Violet, sobre a carta em sua cama, o acidente, o estado de seu pai.
Por fim, quando ele parou de falar Violet o olhava com olhos cheios de lagrimas e então o puxou para um abraço esmagador e disse:
– Sempre que tiver problemas, pode falar comigo ouviu? – ela limpou uma única lagrima que escorreu por seu rosto – agora vamos por que já estamos atrasados pra mais uma aula!
Ela saiu correndo pelo corredor. Scorpio olhou confuso para Alvo que o olhou de volta com a mesma expressão de confusão, ambos deram de ombros.
– Meninas. – disseram em uníssono.
E então saíram pelo corredor para chegar a aula de Astronomia.
...
A aula de Poções, que foi a terceira do dia e a segunda da Grifinoria com a Sonserina passou sem incidentes e entendiante. Com exceção de uma pequena explosão provocada por Alvo e Scorpio – que estavam trabalhando juntos – e os olhares de desprezo que Lizzie lançava a Violet insistentemente como se esperasse que a menina percebesse.
Logo após essa aula os alunos da Grifinoria se encaminharam para a aula de Herbologia com a Lufa Lufa e os da Sonserina para a de Historia da Magia com a Corvinal. Tirando o momento constrangedor entre Lizzie e seu pai – o professor – que ainda não tinham se habituado ao ambiente professor/aluno foi outra aula entendiante. Quando a aula acabou todos saíram correndo para o Salão Principal, afinal era hora do almoço.
Chegando no Salão Principal Rose deu de cara com Alvo, Scorpio e Violet sentados na mesa da Sonserina conversando e rindo, ela não se conteve e foi até lá.
– Vamos almoçar Alvo, quer vir sentar com a gente? – disse Rose pretendendo apontar para onde Lizzie estava, mas descobriu que a amiga tinha acompanhado ela até lá.
– Ah... – Alvo olhou para a mesa confuso – eu já comecei a comer aqui e nós estamos nos divertindo...
– Alvo, você prometeu que passaríamos o tempo juntos. – disse Rose ficando irritada.
– Eu sei! É que...
– Por que vocês duas não sentam com a gente? – disse Violet olhando para Rose e Lizzie com aqueles penetrantes olhos verde escuro.
– Acho melhor não. – respondeu Lizzie de repente.
Foi ai que Rose percebeu que aquilo não ia acabar bem.
– Por que? – perguntou a sonserina confusa.
– Eu não me sentiria a vontade.
– E... por que? – repetiu a menina.
– Você sabe, toda aquela historia de Grifinorios e Sonserinos, isso poderia ser mal visto pela nossa casa. – respondeu Lizzie como se tivesse esse discurso gravado na mente.
– Então por que Alvo deveria sentar na mesa de vocês?
– Por que ele é primo de Rose.
– Mas é um sonserino.
– Mas é primo de Rose.
Lizzie e Violet se encaravam tão fixamente que Rose jurou ter visto faíscas dançarem entre seus olhares. Ela sabia que se não intervisse agora Lizzie e Violet poderiam ir muito mais além. Mas estava assustada, Lizzie parecia realmente nervosa e Violet não parecia diferente. Era como se elas tivessem se odiado a vida inteira apesar de terem acabado de se conhecer oficialmente.
– Lizzie, deixa pra lá, vamos comer. – disse Rose puxando a amiga pelo braço.
A menina loira não se deixou tirar dali sem antes encarar Violet com uma expressão mais psicótica que a anterior e depois se virar de nariz empinado em direção a mesa da Grifinoria. Ambas sentaram para comer o almoço – que por sinal estava delicioso – e Rose passou o resto do almoço escutando Lizzie falar de como Violet era convencida.
...
– Mas o que foi aquilo? – perguntou Alvo olhando para Violet enquanto sua prima se afastava com Lizzie.
– Eu realmente achei que vocês fossem se bater aqui. – disse Scorpio engolindo um pedaço de frango.
Violet se contentou em ficar quieta e resmungar “hm” de vez em quando. Mas em geral ela terminou de comer como se estivesse atacando sua comida.
Acabando o almoço eles correram para a aula de Herbologia que deve ter entediado toda a sala pois até os corvinos, que são inteligentes, ficaram aéreos durante a aula. Alvo não queria desprezar o professor, já que ele era pai de Lizzie, mas ele falava da matéria com tanta “paixão” que chegava a ser entediante. Então o resultado da aula de Herbologia não foi lá muito bom. Logo depois correram para a aulda de Defesa Contra as Artes das Trevas que era ensinada por um ex-auror amigo de seu pai, Prof. Shacklebolt.
A aula foi emocionante, mas no intuito de misturar as casas na aula – que de novo eram Grifinoria e Sonserina – ele juntou um aluno de cada casa nas carteiras. Alvo acabou sentado com um dos meninos da Grifinoria – Evan Creevey – Rose sentou com Scorpio e Violet com Lizzie – e isso preocupou Alvo imensamente.
Na mesa onde se sentavam Scorpio e Rose eles começaram a fazer o exercício de pronuncia do feitiço que usariam para as próximas aulas e após uma serie de erros da parte de Scorpio, Rose resolveu ajuda-lo com a pronuncia.
– Você esta dizendo errado, carrega mais no A.
Ele fez o que ela pediu e o feitiço saiu quase perfeito. Ele a olhou sorrindo e disse:
– Obrigado. Sorte a minha eu ter uma parceira tão inteligente.
Rose sentiu suas orelhas queimarem e tinha certeza de que estava muito vermelha naquele momento, então preferiu continuar a pronunciar o feitiço e ajudando Scorpio quando ele errava.
Já na mesa onde Lizzie e Violet estavam nenhuma das duas falava nada. Lizzie repassava o feitiço mentalmente para não esquecer de praticar depois, mas se recusava a fazer qualquer coisa em sala com aquela menina do seu lado.
– Será que posso saber por que você não gosta de mim? – explodiu Violet por fim.
– Por que não gosto. E você faria um grande favor a nós duas se só ficasse quieta até o fim da aula.
– Mas eu não vou ficar. Só por que você disse tenho que obedecer?
– É.
– Claro que não!
– Se você diz. Eu não estou afim de conversa.
– O que eu te fiz?! – disse Violet ficando nervosa.
– Você me irrita. Só isso.
– Ah eu te irrito? Por que você é uma pessoa super fácil de lidar né?
– Exatamente.
A menina bufou de raiva e frustração e por fim se virou para o outro lado de braços cruzados. Lizzie fazia o mesmo olhando para o lado oposto.
...
O fim do dia chegou tão rápido que Alvo se surpreendeu quando já era hora do jantar. Ele estava cansado e depois de passar o resto da tarde após o fim das aulas atrás de Rose para de desculpar e passar um tempo com ela ele se sentia cansado até mentalmente – foram preciso muitos argumentos para convencer sua prima cabeça-dura – e acabou terminando o jantar antes de todos e indo direto para o dormitório.
Ao chegar no dormitório da Sonserina descobriu que tinha esquecido a senha. Infelizmente Fabian chegou logo depois até a entrada.
– Pobre Potter, não pode ficar esquecendo a senha desse jeito, vai acabar trancado para fora.
E então ele disse a senha e entrou para se sentar em um dos sofás pretos em frente a lareira com seus guarda costas e Alvo foi direto para seu quarto.
– Hey, Potter. – chamou Fabian, fazendo com que ele parasse – Já pensou na minha proposta?
Alvo o olhou por alguns segundos e então se retirou para seu quarto antes que Fabian se interessasse mais nele. Ele sabia que ela falta de resposta teria consequências, mas pouco lhe importava, o menino era um idiota e Alvo não queria nada que o relacionasse a ele.
Ele colocou o pijama enquanto pensava em mil maneiras de evitar Fabian no dia seguinte e se deitou. Deitado começou a pensar, parecia que fora ontem que recebera sua carta enquanto o Alvo que rejeitava completamente a Sonserina parecia morto a milênios. É claro que ele não estava caindo de amores pela sua nova casa, mas não parecia tão difícil assim se tivesse amigos com quem conversar. Perdido em pensamentos caiu no sono.
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