Nova Geração - Ano 1

34 Encontros e Desencontros - Parte 2


Victorie e Roxanne chegaram a Hogsmead cedo até demais. O vilarejo tinha pouquíssimas pessoas na rua e estudantes menos ainda. Mas mesmo assim elas estavam felizes e rindo a toa.

Elas mataram o tempo em uma pequena boutique olhando roupas até que Victorie ergueu os olhos de uma blusa roxa que tinha amado e viu, do lado de fora da loja, Charlie parado olhando para Roxanne.
Charlie era da Corvinal assim como Victorie. Ele era alto, inteligente, monitor da Corvinal e adorado por todos da casa por ser sempre amigável com todos. Ele era basicamente perfeito e Victorie sabia que Roxanne era afim dele desde o terceiro ano. E pelo modo como ele a observava ali, parado, os olhos puxadinhos apenas riscos em baixo dos óculos a essa distancia, Victorie conseguia ter certeza que deixaria a amiga em ótimas mãos naquele dia. Depois de alguns minutos observando o menino ela cutucou o braço de Roxanne e apontou para ele sorrindo. Roxanne ficou vermelha e se despediu de Victorie. Ela assistiu enquanto a amiga saía de mãos dadas toda sorridente.

Sozinha ela resolveu continuar na loja e escolher algo para comprar. Meia hora depois ela estava no caixa desembolsando alguns sicles quando sentiu mãos em volta de sua cintura, envolvendo-a e a voz de Teddy em seu ouvido.

– Eu me atraso alguns minutos e você já está gastando?

– Eu comprei algo para você também. – ela disse se virando de frente para ele sorrindo e colocando os braços em volta do pescoço dele.

Ele lhe deu um beijo e sorriu também. Ela terminou de pagar, pegou sua sacola e saiu com Teddy pra fora da loja.

– E então, o que foi que você comprou para mim?

– Ah, quem sabe no final do dia eu te dê. – ela sorriu travessa.

– E por que não agora? Estou curioso.

– Pois vai continuar curioso. Vamos para o Três Vassouras?

– Claro. Onde está Roxanne? Normalmente ela fica com a gente.

– Ah, ela tem um encontro hoje.

– Charlie?

– Sim, mas eles são “só amigos” viu? – ela deu risada e ele também.

Ele a abraçou pela cintura e ambos começaram a andar em direção ao Três Vassouras. Lá dentro pegaram uma mesa e ficaram horas conversando. Ela viu quando seu irmão entrou, conversou com uma menina que Victorie achava ser da Grifinoria e depois saiu com ela de lá. Ele se recuperava de uma ex fácil, ela tinha que admitir.

– Então, Vic, eu estava olhando um antigo diário do meu pai, fiz umas pesquisas, conversei com o Harry sobre o assunto e descobri como fazer a poção que meu pai tomava que evitava que ele se transformasse durante a lua cheia. Talvez numa dose menor possa manter seu pai controlado. Possa evitar que o lado lobisomem dele se manifeste.

– Você falou com meu tio?? – ela perguntou apavorada.

– Ahm, sim. Mas não disse nada sobre seu pai. Ele acha que estou fazendo apenas uma pesquisa. Nada de mais.

– Ainda bem. Minha mãe não pode nem sonhar que contei pra mais alguém. Ela me mata.

– Sua mãe é durona Vic. Assim como você. Tenho certeza que ela está dando conta disso. Ela sabia onde estava entrando quando casou com seu pai. O Harry já deve ter me contado umas duzentas vezes sobre o discurso totalmente determinado que ela fez pra sua avó do lado da cama de hospital do seu pai. E vai por mim, alguém que já não está de bem com a sua avó ter a coragem de enfrentá-la daquela forma, merece algum credito.

– É tão estranho. – ela comentou pensativa.

– O que?

– O modo como você parece família, mas ao mesmo tempo, nem tanto.

– Eu sou família Vic. – ele pegou a mão dela por cima da mesa – De uma forma ou de outra, eu sou.

Ela sorriu para ele e apertou a mão dele.

– Eu te amo. – ela disse de repente.

– Eu também te am... – o olhar dele se perdeu e foi em direção à entrada do estabelecimento – Aquela é a Sarah?!

Teddy se levantou de repente e foi em direção a elas. Victorie se levantou e foi atrás sentindo uma vontade enorme de bater naquela menina.

...

– Teddy! – Sarah o cumprimentou com um abraço demorado de mais na opinião de Lucy.

Toda sorridente ela o soltou e passou as mãos pelo braço de Teddy.

– Uau! Quanto tempo! – disse ele olhando-a como se não pudesse acreditar que ela estava ali – Há quanto tempo você voltou?

– Desde o ultimo verão.

– Na sua ultima carta você não me disse que estava de volta. Eu teria ido vê-la.

– Ah, está tudo uma correria. Sabe como é, meu pai casou, de novo, e anda viajando tanto que a empresa está quase abandonada. Alguém precisa cuidar daquilo.

Nesse mesmo instante Victorie, que estava ao lado de Teddy, pigarreou e olhou feio para Sarah. Lucy não conseguia entender como aquele mundo era pequeno. Estava se sentindo sufocada.

– Ah! Desculpe Vic, essa é minha amiga Sarah. Sarah, essa é a minha namorada, Victorie.

– Ah meu Merlim, você é a Victorie de quem ele tanto fala?!

– Ahm, vocês já se conhecem? – perguntou Teddy confuso.

– Nos encontramos na enfermaria outro dia. Eu fui visitar a Rose e acho que a irmã dela estava lá também. – comentou Victorie ainda olhando Sarah de um jeito sinistro.

– Sim, a Violet estava mal. Acho que ela está na turma da sua irmã.

– Prima. – corrigiu Victorie – E a Rose está na Grifinoria. Sua irmã é Sonserina, mas elas são da mesma idade.

– Ah é mesmo, ambas ficamos na casa da nossa mãe, sabe? Violet ficou muito feliz quando foi mandada para lá. Ah, a Lucy aqui é da mesma casa que você Teddy. – ela olhou para Lucy sorridente e pegou na mão dela.

Teddy notou na hora as mãos das duas, Lucy ficou sem jeito e soltou a mão de Sarah quase como se tivesse tomado um choque. Ele abriu a boca para falar, mas foi interrompido por Victorie.

– O Teddy sabe que a Lucy é da Lufa Lufa, assim como ele foi, por que ela também é minha prima e sobrinha do padrinho dele. Fomos criados juntos, sabe? – Victorie disse a ultima palavra imitando o tom de voz de Sarah que a olhou mais intrigada do que ofendida.

– Ahm, eu... Preciso de ar. Aqui está muito cheio. – Lucy olhou apenas para Sarah ao dizer isso e então saiu de lá.

Assim que sentiu o ar fresco do lado de fora Lucy conseguiu respirar. Ela não sabia por que, mas aquela situação toda foi demais para ela. O clima não podia estar mais pesado, Lucy não conseguia lidar com aquilo, ela começou a caminhar e se viu de volta à praça. Sentou em um banco vazio e ficou por ali encarando o chão. Seu estomago roncou de novo, ela devia pelo menos ter comprado algo para comer antes de fugir de lá. Ela ia desmaiar de fome se não comesse algo logo.

Cerca de dez ou quinze minutos depois Sarah se sentou ao seu lado no banco. Lucy não olhou para ela, estava com vergonha de ter saído de lá daquela forma.

– O que aconteceu? – ela perguntou colocando os cabelos ruivos de Lucy atrás da orelha dela para poder ver seu rosto.

– Aquela situação toda foi simplesmente horrível! Seu ex namorado, amor da sua vida que sabe tudo sobre você estava lá e minha prima, e atual namorada dele, também e ela queria te comer viva e você nem notou!

– Ah, eu notei. – ela sorriu com o canto da boca.

– Notou? – Lucy a olhou surpresa, mas logo desviou o olhar do dela.

– Mas é claro. – dessa vez ela realmente riu, até a risada dela era suave, algo que você nunca se cansava de ouvir – E se eu tivesse dado importância para o ciúme besta dela, teria sido bem pior. Eu não tenho interesse nenhum no namorado dela, somos amigos.

– Não foi o que pareceu. Vocês pareciam bem íntimos lá.

– Nós somos. Ficamos juntos por muito tempo Lucy, mas isso não quer dizer que eu ainda o ame daquela forma e vice versa. Superamos isso. Ele é e sempre vai ser meu melhor amigo. Mas somente isso. – quando Lucy não a olhou ela pegou o rosto dela entre os dedos e a fez olhá-la nos olhos – Eu sou outra pessoa e estou muito interessada numa certa menina ruiva, mas ela precisa parar de se preocupar com o meu passado para termos uma chance.

– Você tem muita sorte do meu pai ser um anti-social e não ter me criado tão próxima dos meus primos sabia?

– Aé? Por quê?

– Por que se ele tivesse me criado com eles, eu não teria coragem de fazer isso.

Lucy puxou Sarah pela nuca e a beijou. Foi um beijo suave, Sarah foi pega de surpresa com a atitude de Lucy, mas quando se separaram estava sorrindo e olhava para a boca de Lucy como se quisesse mais, Lucy sentiu o rosto esquentar. Sarah então olhou para baixo mordendo o lábio e então puxou um saquinho bege do seu lado e disse:

– Eu, ahm, trouxe tortinhas de maçã para comermos.

Lucy sorriu e ambas começaram a comer, rir e conversar sobre tudo.

...

James tinha ido a Hogsmead com Fred e Lisa. Grande erro.
Os dois eram tão grudados, melosos e fofos que ele queria vomitar depois de duas horas andando com eles por lá.

Se Lisa tropeçasse, Fred a segurava e então a beijava. Se Fred dissesse algo ridículo, Lisa dava risada mesmo assim e então o beijava. Se eles estavam comendo, um dava comida na boca do outro e então se beijavam. Eles passavam mais tempo de beijando do que respirando e James preferia bater de cabeça com um troll montanhês do que ficar mais duas horas aguentando isso.

Eles estavam andando pelo vilarejo, Fred e Lisa abraçados, James dois passos atrás fazendo mimicas como se fosse vomitar quando alguém disse ao seu lado:

– Você não deveria fazer graça dos seus amigos nas costas deles.

James com um salto olhou para o lado. Era Rachel. Os cabelos pretos estavam mais repicados e tinham mechas verdes nas pontas. Os olhos dela – igualmente negros como o cabelo – o encaravam com divertimento e sua pele parecia – se é que era possível – mais clara ainda cercada de tantas cores escuras.

– Ei! Você me assustou.

– Engraçado, o todo poderoso batedor da Grifinória, sendo pego de surpresa fácil assim.

– Não me provoque, Shaw.

– Ah, mas então qual a graça, Potter?

– Quer sair daqui? Tenho alguns doces aqui e não ia reclamar de uma companhia menos... – ele olhou para o casal à sua frente – Melosa.

– Não temos que avisar eles?

– Duvido que vão sentir nossa falta.

Dito isso James e Rachel saíram em direção à praça. Eles estavam conversando normalmente quando Rachel, se aproveitando da distração dele, agarrou a sacola cheia de doces na mão de James e saiu correndo.

– Obrigada pelos doces Potter! – Rachel gargalhava enquanto corria com a sacola nas mãos.

– Não tão rápido Shaw! – James se colocou a correr atrás dela.

Eles correram até a praça, James estava quase alcançando ela quando ela parou de repente atrás de uma árvore e ele não conseguiu parar a tempo. Tropeçou e tentou se segurar nela puxando-a para o chão consigo.

– Agora me passe os doces, mocinha. – James disse tentando agarrar a sacola.

– Shiii! – Rachel tirou a sacola do alcance dele e fez sinal para ele ficar em silencio.

Ela se levantou devagar e ficou agachada atrás do arbusto que tinha ao lado da árvore. James se levantou e se agachou ao lado dela.

– O que você está olhando?

Rachel apontou para duas meninas num banco cerca de quinze metros à frente. Uma delas James reconheceu na hora como sua prima Lucy. Os cabelos ruivos eram inconfundíveis.

– Aquela é sua prima não é? – James assentiu – E quem é aquela com ela?

– Não faço ideia. Me parece familiar... – James engasgou com o fim da frase quando Lucy e a menina se beijaram.

– Por Merlin, aquela é a Sarah Lancaster? – disse Rachel apertando os olhos para enxergar.

– Sem chance! – disse James olhando com mais atenção – Ah meu Merlin, é ela mesmo!

– Agora eu consigo entender o fim do casal perfeito. – Rachel comentou como se todas as perguntas do universo tivessem sido solucionadas, James a olhou confuso – Bem, aparentemente a Sarah passou a competir com o Teddy pelas meninas. – ela riu travessa.

– Ah, isso foi maldade Shaw! – James arrancou a sacola da mão dela e então saiu de perto rindo – Você não merece mais os doces.

– Nem morto que você vai comer tudo isso sozinho!

Ela se levantou e foi atrás dele, ambos rindo e se empurrando enquanto comiam doces.

...

– Vic, você já pode desfazer esse bico. Elas foram embora a pelo menos vinte minutos. – disse Teddy colocando um pedaço de torta quase inteiro na boca.

Ela o fuzilou com o olhar. Roxanne e Charlie entraram no Três Vassouras e os viram sentados, foram para a mesa deles e se sentaram. Roxanne ao lado de Victorie e Charlie do lado de Teddy.

– Por que ela está com essa cara? – perguntou Roxanne.

– Ela está com ciúmes. – Teddy deu de ombros.

– Quem é a pobre coitada dessa vez?

– Sarah.

– Sarah, sua ex-namorada Sarah? – Roxanne ergueu uma sobrancelha.

– Exato.

– Ahm... Vic a Sarah é... – Roxanne começou a falar, mas Teddy fez sinal para ela parar.

– Deixa ela emburrada. Não ganha torta. – ele colocou outra garfada na boca.

– Como você consegue ficar tão calmo com ela te olhando assim? – perguntou Charlie desviando do olhar de morte que Victorie lançava.

– Por que eu sei que ela está sendo besta.

– Besta?! – Victorie explodiu – A sua ex-namorada, que foi a grande paixão da sua vida, aparece toda linda maravilhosa do nada, vocês dois se olham como se fossem dois idiotas apaixonados ainda, eu descubro que vocês ainda mantém contato por carta regularmente depois de dois anos e eu estou sendo besta?

– Primeiro – Teddy engoliu o pedaço de torta que tinha na boca – você é o grande amor da minha vida. Segundo, ela é minha amiga até hoje, não é por que ela terminou comigo que precisamos nos odiar. – Victorie ia dizer algo e Teddy ergueu o dedo para ela ficar em silencio – E, pra terminar, a Sarah é lésbica.

– Ela... – Victorie ia dizer algo, mas de repente o significado daquelas palavras a atingiram e ela só conseguiu dizer – O que?!

– Era o que eu estava tentando dizer. – disse Roxanne bebendo da cerveja amanteigada que tinha acabado de chegar na mesa – Fred me contou a uns dois anos, quando vocês terminaram. – ela apontou para Teddy com a cabeça – Ele ouviu você comentar com alguém ou coisa do tipo.

– Espere, você está me dizendo que sua ex-namorada é...

– Lésbica. Ou você realmente não viu ela de mãos dadas com a Lucy quando elas entraram? Ou quando ela veio dizer que ela também era da Lufa Lufa?

– Mãos dadas? Não! Achei que elas fossem amigas da época que ela estudava aqui, sei lá.

– A Lucy é uns quatro anos mais nova que a Sarah, elas não tinham como ter amizade na época que ela estudava em Hogwarts.

– Espera, a Lucy é... – Roxanne olhou confusa para Teddy.

– Sim. – dessa vez quem respondeu foi Victorie, Roxanne a olhou confusa e ela completou – Ela me contou.

– Se ela não fosse agora é. – Teddy riu – A Sarah é difícil de rejeitar.

Victorie o olhou, nervosa e ele riu novamente.

– Ela é difícil, mas você é impossível de rejeitar meu amor. – ele se esticou para frente fazendo biquinho querendo beijá-la. Victorie virou o rosto e ele beijou-a na bochecha.

Victorie vacilou. Deixou um sorriso escapar no canto da boca e Teddy viu.

– Ahá! Sorriu, perdeu Vic.

– Você é insuportável sabia? – ela disse sorrindo sem tentar esconder dessa vez.

– Você me ama.

– Amo.

Ele sorriu e dessa vez se levantou puxando-a da cadeira e lhe dando um beijo.

...

Fred e Lisa estavam andando de mãos dadas, felizes da vida olhando vitrines perto do centro do vilarejo quando uma mão do tamanho de uma raquete o agarrou pelo ombro e o girou no lugar.

Lucas, o irmão gêmeo de Lisa, o encarava furioso. Lucas era apenas um ano mais velho que Fred, mas tinha pelo menos vinte centímetros a mais, braços do tamanho de troncos e um gosto peculiar de bater nas pessoas.

– Então você é o pilantra que está por ai achando que pode namorar a minha irmã?

– Até onde eu sei, eu posso. Ela não me disse o contrário. – Fred encarava Lucas com mais coragem do que realmente tinha.

– Lucas, por Merlin, isso é ridículo. Vá embora. – disse Lisa puxando o braço do irmão.

– Fique fora disso Lisa. – ele puxou o braço de volta com força e agarrou o colarinho da camiseta de Fred – Você se acha bem espertinho não é mesmo?

– Eu não vejo por que não achar quando comparo meu intelecto com o seu. – ele provavelmente sairia quebrado dali, mas não sairia como covarde.

– Vamos ver se você consegue responder rápido assim com alguns dentes a menos.

Lucas se preparou para dar o soco. Fred colocou os braços para trás discretamente, tentando alcançar a varinha no cós da calça. Ele conseguiu pegar, puxou de uma vez gritando:

– Expelliarmus!– mas apontando para o peito de Lucas, que voou três metros para trás e caiu de costas no chão.

– Você vai morrer seu pivete magricela!! – gritou Lucas levantando-se mais rápido do que Fred esperava.

Uma rodinha tinha se formado em volta dos dois. Lucas sacou a varinha e eles começaram a duelar. Fred lançava os feitiços e Lucas defendia bem, Lucas lançava e Fred rebatia todos. A luta estava equilibrada até que Fred, com um passo em falso perdeu o equilíbrio e com os segundos que demorou para se recuperar foi atingido por um feitiço que o derrubou no chão imóvel. Ele tinha acabado de ser estuporado?

– Agora eu vou te deformar espertinho. Nenhuma menina mais vai chegar perto de você. – Lucas se posicionou em pé ao lado de Fred, a varinha apontada para seu rosto.

Fred não conseguia se mexer, era isso, aquele era seu fim. Ele ia fechar os olhos para que a última coisa que ele visse não fosse o olhar de ódio de Lucas quando um vulto atingiu ele no estomago, derrubando-o no chão. Pelo canto do olho Fred viu James rolando no chão com Lucas.

Lisa se aproximou de Fred, sussurrou algo com a varinha em mãos e derepente Fred voltou a se mexer.

– Eu te avisei que isso ia acontecer! – disse ela irritada e com lagrimas nos olhos de raiva.

– Não se preocupe. Vai dar tudo certo. – Fred lhe deu um selinho e correu para ajudar James.

Lucas tinha prendido o garoto no chão. Os joelhos em cima dos pulsos de James, e ele soltava socos no rosto de James sem parar. Fred preparou a varinha para atacar Lucas quando alguém gritou:

– Petrificus Totallus!

Dominic correu para o corpo paralisado de Lucas e o tirou de cima de James. Então estendeu a mão para ele no chão. James aceitou a mão e se levantou. Ambos se olharam por alguns instantes e então disseram juntos:

– Me desculpa cara.

Eles riram e se abraçaram. Fred se aproximou mancando dos dois e disse:

– E agora, o que fazemos com o picolé humano?

– Deixe-o ai. Em algum momento o feitiço perde o efeito. – balbuciou James com o lábio começando a inchar.

James estava com um corte no lábio e estava inchando. O rosto todo vermelho e um dos olhos escurecendo.

– Você devia ter usado a varinha cara. – disse Dominic fazendo careta para os machucados de James.

– Não consegui pensar em nenhum feitiço na hora. – ele deu de ombros.

Os três riram. Todos começaram a se dispersar e se afastar do corpo petrificado. Lisa abraçou Fred e o ajudou a voltar para o castelo já que ele estava mancando. James deu um soquinho no ombro de Dominic e saiu dali com Rachel e Dominic voltou na direção de Alice, que o olhava impressionada a alguns metros dali.

Já era fim de tarde e a visita a Hogsmead estava quase no fim por aquele dia. Todos já estavam no seu caminho para a escola e programando o dia seguinte no vilarejo.

Notas finais
Ainda não comentou? COMENTE! *Ou mandarei Dementadores atrás de você!*