Notas iniciais
Hey, olá a todos que leem a história. Eu gostaria antes de tudo de agradecer por todas as maravilhosas fichas que eu recebi. Espero que possa honra-las nesta história. E sobre o capítulo, este aqui apareceu apenas um personagem das fichas que é o Jake do Gato Cinza. No próxima eu colocarei os outros, mas provavelmente não aparecerão todos de uma vez, afinal eu acho que muitos pontos de vista em um capítulo ficariam muito confuso e a história perderia vários fatos importantes. Então, espero que não lhe incomode se seu personagem demorar a aparecer agora no início. Outra coisa, qualquer dúvida , não importa o quão simples for, pode ser pergunta para mim por M.P. Talvez eu demora para responder, mas eu prometo que responderei assim que puder. - Não mais de dois em dias de semana e um em finais de semana. E... bom, acho que é só isso. Espero que gostem do capítulo.

A porta automática se abriu com um pequeno bip para a sala branca e minúscula do outro lado. Solar, a nova enfermeira do Caso 27, entrou confiante no cômodo, as roupas amarelas contrastando com a monotonia branca do local.

Olhos castanhos cheios de desdém observaram rapidamente o seu arredor, antes de se focar no único outro ser vivo do cômodo. Ou pelo menos o que devia ser um ser vivo.

Em uma confusão de tiras de couro e correntes de titânio, um jovem de aproximadamente 20 anos se encontrava preso junto a uma parede branca de algo tão frio e duro quanto aço. Uma máscara de ar cobria metade de seu rosto, obrigando-o a respirar uma toxina que o deixava em um estado de estupor alarmante. E em seus olhos, faixas de gazes tão apertadas que deixavam a pele ao redor branca, proibiam-lhe a visão.

Solar se aproximou da imagem torturante que era o menino, sem nem ao menos hesitar. Seu coração batia acelerado, não por horror ou revolta, mas sim, por uma alegria e excitação cruel que apenas um sacerdote real poderia ter. Um sorriso psicótico cobria o seu bonito enquanto ela se fixava a menos de dois palmos da figura.

– Você realmente está em uma péssima situação, hein? — comentou em um sussurro. O menino a sua frente apenas continuou em silêncio, a mente muito longe para perceber a presença de qualquer um ou qualquer coisa.

Uma mão pálida passou acariciando a pele descoberta do rosto do garoto. Então aquele era o famoso Caso 27. O mestre da insanidade da Rua Crossbown. O jovem menino que em uma simples briga de rua condenou 5 pessoas a uma vida inteira em um manicômio preso a camisas de forças e remédios controlados. Tão divertido e tão jovem.

Solar não podia acreditar que havia conseguido este trabalho. O Instituo Millenium era um dos mais aclamados do mundo e era onde alguns dos melhores casos residiam. E o caso de um garoto que tinha um poder parecido com o do sétimo Rei certamente devia ser o mais importante que toda a região do Norte da América já devia ter visto. Ela tinha tanta sorte e o quarto Rei era tão bondoso por permiti-la trabalhar aqui.

– Sr. Adam Rose, você certamente será o brinquedo mais divertido que eu já tive. — zombou Solar, suas mãos ainda acariciando o rosto jovem e pálido.

Suas dedo deslizaram pelo cabelo vermelho — Cor de vinho, corrigiu-se ela depois de analisar por alguns segundos — acariciando e desenhado a pele até a base das faixas que cobriam seus olhos. Seus movimentos hesitarem perto do pano branco, uma curiosidade rebelde a dominando.

Como devia ser os olhos dele? Será que se tirasse as faixas daria para vê-los? Solar mordeu os lábios ansiosa, batalhando mentalmente, ela olhou ao redor procurando câmeras. Havia duas de cada lado da sala, focadas no lugar onde estava Adam. Na posição onde estava, em frente ao corpo esguio, a visão do garoto pelas câmeras era parcial e se Solar chegasse mais perto o rosto poderia ser encobrido.

Suas mãos tremiam de repente de nervosismo. Sim, ela poderia puxar as faixas um pouquinho, apenas o bastante para poder ver os olhos do garoto. As câmeras não poderia filmar aquilo direito e Solar sabia que os seguranças lá fora confiavam o bastante nela para não perguntar o que estava fazendo tão perto do paciente ou contar para a direção se alguma irregularidade fosse cometida.

Se aproximando mais alguns centímetros, Solar estava agora perto o bastante para ouvir o leve barulho de respiração, ver o movimento suave do peito e os fios dourados em meio ao ruivo dos cabelos bagunçados de Adam. Sua mão esquerda, aquela com a tatuagem das cobras enroladas ao redor de um quatro que representava seu rei, contornou a faixa e puxou levemente para baixo.

Um belo e frio tom roxo a observou assim que as faixas deslizaram para baixo e de repente, todo o mundo de Solar era uma mistura de vinhas, gritos e pesadelos. Sua mente observava agora diretamente a insanidade.

***

Destiny estava irritado. Seus olhos da cor de galáxias brilhava com ódio mal escondido e seu rosto estava uma confusão de vermelho e roxo. Um colar de ferro apertava seu pescoço dolorosamente e a partir de uma corrente, o prendia naquela maldita cela. Seu quimono branco estava rasgado e sujo de sangue e sujeira. E os longos cabelos negros caíam sobre seu rosto embaraçados com suor e sangue.

Seu sangue.

Destiny rosnou. Ele, na verdade, estava mais do que irritado, estava completamente puto. Como aqueles malditos humanos achavam que podiam bater nele e ainda aprisiona-lo? Ele era a droga do Destino! Se não fosse por aqueles malditos Reis — o quê na verdade, era o nome mais estúpido que se poderia dar para aqueles humanos delirantes com complexos de deuses — todos daquele castelo estariam sofrendo as mais terríveis torturas, sendo condenados a milênios de sofrimento e desgraça.

Um barulho de pancada longe da sua cela, retirou Destiny dos seus pensamentos de morte e sangue. Passos leves como os de gato podiam ser ouvidos sobre o caminho de pedra da prisão e o antigo barulho das conversas dos guardas agora havia sido trocada por um silêncio fúnebre.

A porta da cela se abriu e uma cabeleira dourada apareceu em meio a monotonia cinza do local. O sorriso cínico e um pouco sádico, os olhos amarelos como de gatos e as feições familiares o cumprimentaram juntamente com um abraço de retirar o fôlego. Destiny soltou uma série de palavrões irritados, enquanto se debatia para longe de seu melhor amigo e parceiro.

– Cronos, o que diabos você pensa que está fazendo? — rosnou, enquanto o louro dava a volta pelo amigo e começava a trabalhar nas correntes.

Cronos fez um beicinho chateado, as mãos brilhando em dourado enquanto o metal antes reluzente e novo se transformava em ferrugem.

– Estou salvando meu amigo. O que mais você acha que estou fazendo?

– Sendo um idiota. — retrucou Destiny. Ele experimentou dar um puxão na corrente em seu pescoço e não pode deixar de sorrir quando viu ela se partir perto do final. — E você está atrasado. Como o tempo pode se atrasar?

– Da mesma forma que o destino pode ser aprisionado. — olhos dourados viraram-se de repente sério para observa-lo. Cronos mordeu o lábio inferior. — Eu espero que você tenha um plano, Destiny. Porque se não estamos indo para nos tornamos brinquedos de loucos e eu realmente não me vejo como um bom boneco.

Um sorriso cruel cruzou o rosto de Destiny: — Não se preocupe, idiota. Eu tenho um plano. Algo que pode permitir-nos dançar sobre as cinzas daqueles malditos Reis. E eu tenho certeza que funcionará. — Os olhos multicolores olharam para o horizonte com um brilho maníaco. — Não há o que temer. Afinal, eu sou o destino.

***

O coro de Sweet Child O'mine foi interrompido bruscamente quando Maggie puxou o fio da tomada com uma careta. Seus cabelos ruivos estavam presos em um rabo de cavalo bagunçado e ela se vestia com um macacão desbotado. Estava com a testa franzida e esfregava tristemente uma de suas orelhas.

– Como você pode aguentar algo tão alto na sua cabeça? E ainda trabalhando em um software desses. — reclamou ela enquanto se aproximava de Jake. Segurava uma pasta com vários papéis bagunçados e o colocou juntamente ao lado das outras pastas bagunçadas na mesa de trabalho.

–É Guns 'n' rose. Você não ouve eles em volume que não seja o máximo.- explicou Jake, as mãos ainda ocupadas em mexer com a placa do novo computador e os olhos se mexendo rapidamente entre a tela do notebook e a televisão.

– É música de velho, isso sim. E você é um velhote por gostar dela. — zombou Maggie. Estava sentada sobre um pufe perto da mesa de trabalho, os olhos também fixos na tela que apresentava o Diário Da Manhã.

Jake não se deu o trabalho de tentar explicar a sua amiga de infância a diferença de música velha e cultura, estava mais ocupado digitando o novo código no computador e tentando ouvir a voz da jornalista.

O Diário da Manhã era um dos únicos três jornais que eram permitidos na parte Norte da América. Depois da Revolução Divina à 50 anos atrás, todos os outros meios de informação foram banidos por serem considerados aliados dos antigos governos e então destruidores da verdade e da paz. Jake era muito jovem para saber o que havia acontecido de verdade a tanto tempo atrás, mas ele tinha a impressão de que considerar todos os meios de informação como mentirosos era um pouco radical demais. Mas ele não iria dizer isso. Ninguém consternava o governo.

"Na noite de ontem, quinta-feira, Robert e Michelle Connor desapareceram sem deixar pistas. A família diz não saber do que poderia ter motivado seu desaparecimento, mas a polícia acredita que isto pode ser obra do grupo de rebeldes intitulados como Nova Era..."

As sobrancelhas de Jake se franziram com a nova informação. Ele se levantou da mesa de trabalho caminhando para mais perto da tevê onde agora era apresentado uma imagem do casal. Eles eram jovens e sorriam junto a uma imagem borrada do que parecia ser sua filha.

– Outro sequestro em menos de uma semana. Eles estão se tornando realmente perigosos. — comentou Maggie preocupada. Jake virou-se assustado para a garota ao seu lado. Havia esquecido completamente de sua presença na sala. — Está Nova Era é assustador.

– Eu não acho que sejam eles. — comentou Jake sem perceber. Seus olhos se arregalaram e ele se virou para ver Maggie o observando com uma expressão chocada.

– O quê?! É claro que foram eles. Quem mais faria isso? A Nova Era é um grupo de rebeldes e isso é a cara deles.

Jake respirou cansado e caminhou de volta para a mesa de trabalho, tentando sair da conversa. Não funcionou. Maggie o seguiu até lá, se colocando na frente dele com uma expressão que exigia uma resposta.

– Eu só quero dizer que isto não faz muito sentindo. Por que a Nova Era sequestraria pessoas comuns? Eles estão tentando acabar com o governo e os poderes sacerdotais, um casal de classe média não deve ser importante para eles. — ele fez uma pausa, enquanto pegava uma chave de fenda e começava a fechar o computador que estava mexendo. -É improvável que eles façam isso. Seria mais provável que os culpados fosse...

–O quê? Os Reis? — perguntou Maggie com uma voz plana. Jake levantou os olhos para ela com surpresa e sentiu um calafrio passar por sua coluna ao perceber a aparência de sua melhor amiga.

– Não, claro que não. Eu estava pensando que talvez fosse de um grupo qualquer de sequestro. Sabe, talvez algo relacionado a traficantes de drogas ou armas. — comentou Jake cuidadosamente. Ele terminou de fechar o computador e se virou para a amiga. — De qualquer maneira, isto vai acabar rápido. A polícia dos Reis é muito boa e tenho certeza de que eles pegarão o culpado rápido.

Maggie ficou em silêncio por alguns segundos de cabeça baixa. Quando levantou o rosto, Jake teve que segurar um suspiro. Aquela não poderia ser sua amiga. Olhos castanhos o observavam de maneira calculista e havia um pequeno sorriso frio em seu rosto sardento que parecia tão ameaçador quanto uma navalha.

– Sim, Jake. Você está certo. Os reis são implacáveis. — ela comentou com uma voz cantante, se apoiando na mesa com uma das mãos. O sorriso frio aumentou se tornou agora quase pecaminoso. — Pecadores, blasfemadores, pessoas que se opões a eles. Todos morreram. Você sabe disso, não é? Jake.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.