Notas iniciais
oi gente voltei! Esse capitulo é meio que um especial pois tem muitas novidades e ... opa sem spoiler! Só lendo para saber né!? Boa leitura

(P.O.V. Marcelina)

Já faz dois dias que a Alícia está em coma, foi um choque para todos, nós nos encontrávamos na sala de estar do apartamento de Alícia, o doutor Miguel pediu para levarmos a dona Julia para casa assim ela poderia descansar, ela demorou a aceitar mas foi quando dissemos que Mario, Jorge e Jaime ficariam cuidando de Alícia e avisariam qualquer coisa. A dona Julia tinha ido tomar banho há uns quinze minutos. Só estávamos eu, Val, e Maria Joaquina na sala, até que Valéria perguntou algo para ela que eu também queria perguntar.

—Por que você está tão preocupada com ela assim? – ela pergunta e Maria J. ri de canto

—Eu senti falta dela, e... como ela andou só com vocês não pude nem trocar duas palavras com ela – ela suspira – Eu sei que vocês devem estar achando isso estranho mais, acho que tudo tem um motivo.

—Como assim? – pergunto

— eu andei pensando muito e ...E se ela não tiver entrado em coma a toa? E se ela não tiver vindo para o Brasil apenas por vim? Eu acredito que tudo tem um motivo, e, o motivo da volta e do estado dela é – ela para e suspira – o que eu quero dizer é, e se Deus enviou ela de volta a nós para juntar a gente novamente? Eu detesto admitir mais, eu senti muita falta de vocês, de todas vocês!

—Eu também senti falta de vocês – Valéria diz – e talvez você esteja certa, é muito bom poder falar com você de novo, você realmente mudou – ela sorri

—Maria, me desculpa pelo o que eu disse no quarto ano, eu não queria que acabasse acontecendo o que aconteceu, eu senti muito sua falta – digo e fizemos um abraço triplo. Ficamos em silêncio por um tempo até alguns meninos e o restante das meninas entrarem na casa.

—Nossa! Ainda não se mataram? – Clementina ironiza

—Na verdade – começo – nós conversamos e...

—Vocês querem mesmo jogar fora uma amizade que vai durar uma vida – Valéria

—Por causa de uma briguinha boba de criança? – Majo diz

Eles parecem pensar e em seguida as meninas se abraçam em grupo e os meninos dão um toque de mãos e dependendo do menino, uns tapinhas nas costas.

—Isso foi tão sentimental! – Laura diz e rimos

Nós conversamos um pouco, dessa vez todos, e confesso senti muita falta deles. A dona Julia apareceu na sala com o cabelo já seco e com outra roupa.

—Oi meninos e meninas – ela diz desanimada – querem comer alguma coisa?

— Não precisa se preocupar dona Julia – Davi diz se sentando ao lado de Valéria. O telefone começa a tocar e Dona Julia foi atender.

—A..Alô? ......o quê!?....ok estou indo pra ai agora – ela diz desesperada

—O que ouve ? – Bibi pergunta preocupada

—Quem era? – Koki

—Era o Jorge – ela diz e vai pegando as chaves do carro – a Alícia teve uma recaída agora está respirando por aparelhos – ela parece desesperada.

(P.O.V. Mario)

Estava eu Jorge e Jaime no quarto de Alícia, até que seus batimentos cardíacos começaram a diminuir, Jorge logo se preocupou e chamou a enfermeira, ela viu seu estado e trocou a bomba de ar, disse que se não melhorasse em quinze minutos era para chamarmos ela de volta, passou cinco minutos e nada, resolvi ligar para a tia de Alícia, ela atendeu e expliquei tudo que aconteceu, passou uns cinco minutos e ela chegou com o resto da turma, já tinha passado dez minutos e ela só piorava, ai resolvemos chamar um médico, ele ia a levar para fazer uns exames, mas antes, Majo pediu para falar com ela, os médicos disseram para ela ser rápida e ela foi, logo a levaram para sala de exames. E lá ficou por um tempo.

Eles me contaram que tinham feito as pazes e eu fiquei feliz de saber, é bom ter a turma de volta como era antes. Passou um tempo e nada de Alícia voltar, Dona Julia que estava acompanhando os exames apareceu na sala de espera.

—crianças é melhor irem para casa – ela disse?

—Que? – Jorge

—Como assim? – Margarida

—Por que? – Carmen

—Os exames ainda vão demorar e já está ficando bem tarde, é melhor irem descansar as famílias de vocês podem ficar preocupadas- ela disse e alguns concordaram com a cabeça e foram. Sobrou apena eu, Marce, Val, Davi, Majo, Jorge e Jaime. – vocês não vão?

—Com todo respeito mas não – Jorge

—A Alícia é nossa melhor amiga, só saímos daqui quando ela for com a gente! – Valéria

—Os pais de vocês podem se preocupar – Julia disse

—Eles já sabem de tudo e permitiram a gente a ficar uma noite aqui – Majo

—Obrigada! – Ela disse

(P.O.V. Alícia)
É tudo tão absurdo, tão irreal...que até parece mentira! Um sonho...NÃO! Não é um sonho! É uma lembrança! Eu me lembro...eu...Eu me lembro da queda! Eu cai lá de cima, o que eu estava fazendo lá? Eu não sei, não lembro quem mais tinha alguém comigo lá. Depois disso, foi tudo escuridão. Eu não consigo ver nada, nem falar, ou me mexer, como se tivesse presa numa PRISÃO SEM MUROS!

Com o tempo minha consciência foi voltando, e aos poucos, comecei a ouvir vozes á minha volta! Escutei alguém falando que tinha caído do penhasco e batido minha cabeça... é...eu estou em Coma!

É horrível, eu sei...Mas a única coisa que me distrai nessa situação é a voz macia da tia Julia e a voz de umas pessoas que não reconheço, eles estão comigo a maior parte do dia, e quando eles vão...O silêncio retorna, e, com ele, a solidão! Voltem por favor! Não me deixem sozinha aqui, aprisionada dentro desse corpo! Como um gênio, dentro de uma garrafa!

Após uns minutos, o silêncio, ele se foi, não estou mais sozinha! Quem..Q-quem está ai? Ouço passos lentos, ele está se aproximando! Vá embora daqui! Cadê a tia Julia? Cadê os médicos? O que está acontecendo aqui? Alguém me ajuda por favor!! SOCORRO!

—Alícia ? – a voz diz, era uma menina – sou eu Majo – agora sei seu nome – eu não sei se você está ouvindo ou não mais... – é claro que estou ouvindo eu não sou surda – eu quero que você fique boa logo por favor! Os médicos vão te levar para uns exames agora, mas, eu só queria pedir que, por favor não nos deixe, fique conosco!

Notas finais
Não esqueçam que a fic é movida por comentários ein? rsrs o q acharam desse cap?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.