Nothing Left To Say
8 VIII Leo
Notas iniciais
Thalia agiu bem rápido, assim que entrou na caverna foi direto para o corpo de Malia que estava deitada com a cabeça sobre as folhas, inconsciente. Colocou o dedo sobre suas vias aéreas para checar se não estavam obstruídas, e não havia sangue em sua boca, descartando a idéia de expeli-lo. A respiração estava um pouco acelerada e o ferimento dificultava a visão de movimento do tórax, então ela se virou para os meninos.
– Sorte que minha bolsa não sumiu. — De sua bolsa ela pegou um kit de primeiros socorros que limpou o ferimento e controlou o sangramento eficientemente. Mediu a temperatura da menina, que estava bem quente. – Então, como ela levou um tiro temos que verificar se ela não entra em estado de choque, e para isso temos que estabilizar a temperatura corporal.
– E como fazemos isso? – Perguntou Leo.
– Temos que cobri-la se sua pele estiver fria, e remover suas roupas para refrescá-la se estiver quente...
– E então...?
– Ela vai ter que se despir. – Ela olhou para os meninos, que pareciam não ter entendido o recado. – E então? O que estão esperando? Saiam!
Leo e Alex saíram às pressas da caverna, sua última visão havia sido Thalia dando Néctar na boca de Malia. Eles se sentaram um pouco à frente da caverna. Leo não conseguia raciocinar o porquê de estar ali, ou como havia ido parar ali, estava junto de Calypso e de repente estava acordando entre as folhas da floresta. “Será que ela também está aqui? Em algum lugar quem sabe... Será que fizeram algo a ela?”.
– Ei, no que está pensando? – Perguntou Alex, ele havia esquecido completamente da presença do menino.
– Nada... Quer dizer, é alguma coisa. É uma ofensa chamá-la de nada, por que ela é muuita coisa.
– Ahh então é uma garota. É a menina da caverna?
– Thalia? Que nada, não chega nem aos pés de Calypso, sem contar que ela é irmã o meu melhor amigo e é uma caçadora de Artemis.
– Ainda não entendi esse lance de caçadora de Artemis... Elas são o que exatamente?
– Pelo que entendi, Artemis reúne um grupo de garotas que esteja disposta a segui-la em suas caçadas, desde concordem com certas exigências.
– Exigências?
– Elas realizam o voto de renunciar o amor romântico eternamente para que finalmente se juntem à caça. Todas elas são imortais, a não ser que tombem em alguma batalha ou quebrem este voto.
– Sem garotos, pela eternidade... Uau, elas sabem o que querem. E essa Thalia é filha de quem?
– De Zeus, ela é...
– Hey meninos – Chamou Thalia da entrada da caverna – Ela acordou, se quiserem vim ver ela... Ela ainda está despida, mas tem folhas pelo corpo inteiro, ou seja, é como se estivesse vestida de plantas.
Então eles se levantaram e juntos foram andando até a porta da caverna, Alex foi o primeiro a entrar ficando sozinho com Malia, ele sentou a seu lado e os dois ficaram conversando. Do local onde estava só ouvia alguns relances da conversa como “Obrigado por cuidar de mim” e “É bom te ter de volta”.
– Á quanto tempo se conhecem?
– Bem, á praticamente dois dias. Parece que já os conheço há tanto tempo, como se já tivéssemos sido um trio. Como eu Piper e Jason.
– Sente falta deles?
– Sim, desde a batalha contra Gaia não os vejo...
– Pois é, eu diria que estaria morto se não estivesse na minha frente. Eles sentem sua falta, você “partiu” sem dizer nada.
– Se eu dissesse o que iria fazer, iriam me impedir – Leo baixou a cabeça, como se lamentasse pela sua escolha — Mudando de assunto... Eles estão demorando não?
– Se não me dissesse que se conheceram a praticamente dois dias, eu diria que está acontecendo algo na caverna...
Se levantaram e foram se juntar a eles, Malia e Alex estavam rindo e apesar de pálida ela não parecia ter levado um tiro a pouco.
– O assunto tá bom ai não é? – Os interrompeu Thalia.
– Vestida de folhas? – Perguntou Leo a Thalia – Ela está pelada coberta de folhas, vejo o contorno do corpo dela mas...
– Leo, larga de ser inconveniente – Disse Alex e eles riram.
– Bom, quero saber mais sobre essa menina que salvou a minha vida. Thalia não? Mas antes, quero muito me vestir se não se importam.
Fale com o autor