Nothing Left To Say
4 IV Malia
Notas iniciais
Malia não entendia como Leo havia sobrevivido até então, estava com uma mira laser apontada para o peito e mesmo assim questionava o porquê de um semideus estar usando uma arma de fogo.
– ELES NÃO DEVERIAM USAR ARMAS E FOGOS! Semideuses usam espadas, adagas, gládios. NÃO ARMAS DE FOGO!
– Leo a questão é o seguinte, quando se tem o laser de uma pistola Imbel modelo md1 apontada para um membro de seu corpo, não se questiona o porquê de ela estar apontada para um membro de seu corpo, se corre. – Leo olhou para ela, e por um momento ela pensou que ele iria tacar uma chave de fenda no meio de sua testa, mas ele se levantou e começou a correr. – Ótima escolha, gênio.
Quando percebeu que Leo havia se afastado ela respirou fundo posicionou o arco em sua frente fechou os olhos e disparou a flecha, então houve um momento de silencio que seguiu com um estrondo e ela foi em sua direção, um garoto que deveria ter no máximo 17 anos estava deitado sobre o chão com a flecha cravada no ombro esquerdo o cabelo loiro agora estava sujo com a terra das folhas ao seu redor e os olhos verdes a fitavam a fazendo cair em um transe que passou assim que viu a arma caída ao lado do corpo.
– Não me machuque... Por favor!
– Não vou te machucar, mas deveria, você tentou nos matar. – Ele abaixou os olhos, como se tivesse se arrependido de cometer tal ato – Qual é seu nome?
– Meu nome é Alex, eu sou filho de Apolo. Fui obrigado pelo meu superior a vim a essa “Missão” – Quando mencionou seu superior era como se tivesse tocado em uma ferida semiaberta – Missão que no caso é minha primeira, mas temo que matar dois semideuses não agradaria meu pai.
– Quem é seu superior?
– O diretor de meu acampamento, mas não é ele quem dá as ordens ele apenas as recebe e as concede a quem é mais indicado para realiza-la. Somos treinados para isso, para realizar as missões.
– Acampamento? Júpiter ou Meio-Sangue?
– Nenhum desses, nem sabia da existência de mais dois acampamentos. Sabia que existiam mais semideuses no mundo como você e seu amigo, mas não outros acampamentos.
– Oh – Ela ficou intrigada com as palavras de Alex “Outro acampamento? Como é possível?!” – E esse seu... Acampamento. Ele é de gregos, romanos? Semideuses?
– Semideuses, tanto gregos quanto romanos. – Uma expressão de dor passou pela sua cara e o suor banhava seu rosto, Malia retirou a flecha de seu ombro e a expressão de dor foi substituída pela de alivio. De seu bolso ela retirou um cantil e deu néctar ao garoto. – Obrigado.
– Agora vou jogar essa arma foram, e se quer “agradar” seu pai olimpiano não use uma arma de fogo, eu te indicaria uma espata.
Ela pegou a arma caída ao lado do corpo de Alex — que agora estava se sentando com dificuldade – e a jogou entre as arvores mais à frente. Agora o tom cinza da floresta estava ficando mais escuro indicando que a noite estava próxima e olhando a sua frente avistou Leo correndo em sua direção. Quando a alcançou o menino se tacou no chão se mostrando completamente cansado “Quanto será que ele correu?!” ela pensou.
– Eu corri... Até chegar a uma cachoeira, daí percebi... Que você não estava atrás de mim – Ele parou para respirar e então apontou para Alex – Quem é esse?
– Esse é Alex, semideus filho de Apolo veio de outro acampamento, de gregos e romanos.
– Outro acampamento?!
– Parece que sim, e pelo visto um acampamento que não vai ser amigável – Ela olhou para o céu – E como salvei a vida dele, ele nos deve explicações, mas antes precisamos de um abrigo, já está escurecendo.
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