Nothing Is Bigger Than Love

8 Capítulo 8 - Lista Negra Arruinada


Notas iniciais
já postei parte desse cap, mas apaguei para postar tudo junto mesmo. Agora eu realmente VOLTEEEi! vou tentar nao enrolar viu kk beijos

Zara

3- Ir à costureira.4- Cancelar reservas.5- Encomendar doces.6- Ligar para os arranjos de flores.7- Comprar mel.

Olhei a minha lista de novo. São muitas coisas para fazer em um dia só. Precisarei de ajuda... Não acredito que vou fazer isso, mas é a única opção. Mesmo Lucas sendo a ultima pessoa que quero falar hoje...

—Lucas! –Eu gritei do meu quarto, não fazia idéia onde ele estava, mas para minha sorte ele veio rapidinho.

—Ninguém aqui é surdo sabia. –Disse ríspido.

—Duvido um pouco... Tanto faz. Preciso de um favor. –É horrível pedir algo a alguém! Isso é tão... Incomum. Ele me olhou sorrindo. –Eu não pediria se fosse por uma boa causa!

—Ta, o que terei em troca? –Sabia que ele ia falar isso...

—Em troca, o Rex não irá te conhecer. –Até quando ele vai cair nessa?

—O que eu preciso fazer? –Ele ainda acredita que eu vou assassiná-lo. Meu Deus, não sabia que eu era tão má assim.

—Liga para o número que esta anotado neste cartão. –Entrego-lhe o pedaço de papel. –E pede para cancelarem os outros arranjos e trocá-los para flores pretas.

—E pra que são estes arranjos?

—Não importa...

—É para o casamento, não é? –Lucas pergunta com uma sobrancelha arqueada.

—Apenas faça o que eu pedi! –Ou melhor, mandei. –Tenho outra coisa para fazer hoje.

—Estou atrasada. –Bufei.

Saí de casa apressada e peguei o carro do meu pai. Coloquei a peruca que tinha arranjado e tirei os piercings da minha cara. Hoje o dia vai ser ótimo! Dirigi ate um ateliê de costura que a drogada encomendou o vestido e... Nossa! Que lugar ridículo. Quanta falta de opção, de dinheiro e de gosto!

Entrei no lugar e uma mulher estranhamente sorridente falou comigo.

—Olá senhorita. –Sorriu a mulher do balcão. Vamos aprontar!
—Olá. Vim a demanda da senhorita Cintia. Ela me pediu para conversar com a costureira sobre o vestido de casamento.
—Ah, claro. Sou eu que cuido do vestido dela. Algum problema? –Perguntou preocupada. Não... Mas terá.
—De maneira alguma. –Eu sorri. –A Cintia fez uma dieta maluca e perdeu vários quilos! Ela não pode comparecer devidos problemas pessoais, e disse que era para pedir para a senhora ajustar dois dedos de cada lado da cintura do vestido. –Falei e quase derrubei minha peruca, mas acho que a mulher não percebeu.
—Ai meu deus! O casamento é esta semana! Vou fazer isso o mais rápido possível. –Mas então a mulher pareceu hesitar... –Não é melhor ela vir aqui para provar? Pode ficar apertado e...
—Não. Tentei convencer a senhorita Cintia, mas ela realmente não pode vir. Obrigada.
Eu me amo! Esse casamento vai ser um arraso, no sentido ruim é claro. Tirei o item três da lista e resolvi ligar para o drogado Junior, para ver se estava tudo certo.

—Conseguiu? –Lucas atendeu no segundo toque.

—Oi para você também. –Disse sarcástico.

—Conseguiu? –Repeti.

—Ah, eu to bem. Que bom que perguntou...

—CONSEGUIU OU NÃO? –Gritei no telefone de uma maneira que doeu ate nos meus tímpanos.

—Nem tentei para falar a verdade. –E então desligou o telefone.

Ah meu Deus. Eu vou matar esse guri! Ta na hora dele conhecer meu bichinho de estimação. Dirigi de volta para casa ainda não acreditando que a mulher sorridente acreditou na minha historia. Ai ai, eu me amo mil vezes!

Estacionei o caro de qualquer jeito (como sempre faço) e entrei correndo na casa.

—LUCAS LOPES! –Gritei novamente. –Seu drogado! Vem aqui.

Um monstro surgiu na minha frente e me assustei. Ah não, pera, era só ele mesmo.

—Como sabe meu sobrenome? –Estou prestes a matá-lo e ele pergunta isso. Que inteligência.

—Devo ter lido em algum lugar. –Ou devo ter visto na identidade dele quando a roubei... Mas isso não vem ao caso. –Vem aqui, quero te mostrar um lugar.

Arrastei-o até o meu quarto e abri uma porta de armário, que tinha uma escada dentro. Mandei-o subir e assim fez. Fui logo em seguida. Quando chegamos ao andar superior ele perguntou:

—O que estamos fazendo aqui. Putz, ta com cheiro de peixe! –Abanou o nariz.

—É o estoque que dou para o Rex. E ali esta a tampa do aquário dele. –Apontei. –Por que não ligou?

—Porque eu não acreditava que você me apresentaria ao seu tubarão... –Ele engoliu em seco.

—Eu não faria isso. –Ri. –Mas é engraçado te ver morrendo de medo. Vamos embora idiota. –Ele suspirou aliviado e me seguiu.

—Vai ter uma festa hoje, o que acha de irmos? –Disse quando acabamos de descer as escadas.

—Você esta na cidade há uma semana e sabe de festas que eu não sei?

—Peguei seu celular. Sua amiga Mary Rê te mandou uma mensagem. E disse que seu ex namorado vai estar lá. –Ele fez o que? Tirei meu celular de suas mãos sujas e vi minhas mensagens.

—Primeiro, ele não é meu ex namorado, é o quase atual, e segundo: NÃO MECHA NO MEU CELULAR!

—Como assim o quase atual? –Perguntou com um pouco de... Ciúmes? Tanto faz, não ligo para o que ele pensa.

—Não te interessa. –Sorri e falei. –Eu vou estar lá. Vai se quiser sua presença não faz diferença. –Rimou! Ok, parei...

—Acho que faz. Caso contrário não iria voltar para casa da ultima vez... –Disse sorrindo. Como isso é possível? Alguém falar sorrindo.

—Não vou voltar para casa, vou dormir na casa da minha amiga. Ah, se for, vai ter que arranjar uma carona de volta. –Sorri.

Meu pai chegou bravo e me puxou. Sua expressão estava sombria, e confesso que nunca o vi assim. Chegou a dar um pouco de “medo”, mas tanto faz.

—Me solta. Tenho que me arrumar para ir a...

—Você não vai a lugar algum. –Ele me interrompeu com uma voz severa. –Tem que parar de tentar estragar meu casamento Zara!

—Ah, entendi. Por isso esta bravo. –Falei sarcástica e vi Lucas nos encarar de forma estranha. –Qual é! Estávamos muito melhor sem ela e a sua bagagem.

—Eu não sou uma bagagem! –Lucas diz como se a opinião dele fosse importante.

—Zara! Eu decido o que é melhor ou não para mim. Você tem que parar de se intrometer! –Alex fala comigo de uma maneira que nunca o vi falar antes. Impressionante como uma drogada muda a opinião do meu pai.

—Desculpa se eu me importo com meu próprio pai! –Grito de volta.

—Eu não sou o seu pai! –Ele diz de uma forma tão... Dolorosa. Essa frase veio como um tapa na minha cara.

—Tem razão. –Falo baixinho. –Eu não sei nem porque estou aqui.

—Zara, eu não quis dizer...

—Sim, você quis. –Olho para baixo. –Não ligue para mim, nem vou nessa merda de casamento mais. Não me importo se vai estragar sua vida com essa mulher. Não sou nada para interferir.

—Zara... –Alex começa, mas eu ignoro. A ultima coisa que vi antes de sair correndo para o meu quarto, foi a cara perplexa de Lucas.

O que estava escondendo? A única razão por eu morar nessa casa, foi porque meu padrasto teve dó de mim depois que minha mãe morreu. Só porque meu verdadeiro pai não lutou pela minha guarda. Eu sou um peso para Alex.

E eu ainda pensava que ele se importava comigo. Não. Eu sou um peso. Sou uma pessoa que nunca vai ter alguém que realmente me ame. A única pessoa que já amou, morreu.

Notas finais
gostaram? nao gostaram? cometem!