Nothing Is Bigger Than Love

2 Capítulo 2 - A romântica incorrigível bêbada


Notas iniciais
Capitulo novo *-* mesmo só tendo um leitor kkk resolvi postar logo... Estou adorando escrever essa fanfic e espero que gostem dela! (e que mais leitores venham hahaha) Vejo vocês nos comentários... Boa leitura! Ah, esqueci de dizer: Cap no ponto de vista do Luca :)

Lucas

Eu acordei com algo batendo na minha cara. Quando abri os olhos levei outro tapa, no mesmo lugar.

—Que porra é essa? –Eu gritei com raiva e vi que era a estranha de cabelos azuis. –Por que fez isso?

—Esta na hora da bela adormecida acordar. –Ela disse sarcástica. –Sua mãe querida quer todos unidos para o café da manha. –Debochou.

—Que horas são? Vou colocar um despertador para não ganhar um “carinho” seu novamente...

—São cinco e meia da manha. –Ela me acordou CINCO E MEIA DA MANHA?

—Minha mãe nunca acorda cedo... –Eu disse, mas a Zara deu de ombros.

—Tanto faz. Sua mãe esta te chamando lá em baixo com uma voz irritante, e eu quero poupar meus ouvidos. Agora sai que quero me trocar. –Ela ainda estava debaixo das cobertas. Eu virei de costas e sai do quarto. Quando estava descendo as escadas escuto um estrondo. A garota bateu a porta tão forte que daria para escutar da China.

Olhei para a cozinha. Não tem ninguém nesse maldito lugar! Aquela guria vai me pagar! Subi as escadas correndo e bati na porta do quarto dela.

—ZARA! –Gritei. –Abre essa porta!

—Só um minutinho. –Eu consegui sentir o sorriso sarcástico dela por trás das paredes. Ela abriu um pouco e perguntou:

—O que acha do meu novo modelo? –Eu demorei a entender que ela estava falando da roupa. Usava uma calça jeans normal e uma blusa xadrez igual a que eu...

—Devolve a minha blusa. –Eu fechei a cara.

—Ela fica tão bem em mim, não acha? –Sorriu.

—No dia que algo ficar bom em você, eu ate te dou ela. –Ela riu. Aquilo não era para ser engraçado... Mas de boa.

—Eu acho que o Rex a amou em mim. Se você não acredita, pergunta para ele. –Não sei se ela é uma psicopata maluca que assassina as pessoas e da para o tubarão comer ou... Esta curtindo com a minha cara. Enfim, minha vida é muito boa e prefiro não arriscar.

—Não gostava dela mesmo. –Ela riu mais. Não sei se eu tenho cara de humorista ou algo do tipo. Talvez ela seja só estranha mesmo.

Duas horas depois, tentando aturar a garota revirando minha mala e escolhendo algumas blusas para ela, ouvi o Alex gritar para irmos tomar café da manha.

Assim que desci as escadas vi minha mãe sorrindo. Pelo menos ela não deve ter acordado há duas horas com tapas na cara, que por sinal eram fortes. A filha do Alex demorou a chegar, provavelmente porque escondia todos os piercings dela ou sei lá o que. Prefiro não me intrometer na loucura dela, vai que é contagiosa.

—Bom dia família feliz. –Ela disse e como sempre, sarcástica. Alex deu um beijo no rosto dela e disse um “bom dia” baixo. A garota abriu a geladeira, pegou uma maçã e começou a subir as escadas.

—Onde a senhorita pensa que vai? –O pai pergunta arqueando as sobrancelhas.

Meu deus parece que todo mundo aqui ama arquear as sobrancelhas!

—Vou para o meu quarto. –Continuou subindo.

—Não vai. Hoje eu irei fazer um churrasco e vamos todos curtir a piscina! –Ele sorriu, mas parece que a garota não ficou tão contente.

—Pai! Sou vegetariana e eu odeio sol. Você mais do que ninguém sabe disso. –Ela bufou.

—Pode ficar na sombra se quiser e levar algo para comer. Só queria que ficássemos todos reunidos. –A cara dele quase convenceu a garota.

—Para eu o filho da drogada ficarmos vendo vocês dois se agarrarem? Não, valeu. –Alex puxou o braço dela e sussurrou:

—Pode me dar uma chance? –Ela balançou a cabeça negativamente.

—Não enquanto a drogada esteja por perto. –Disse e correu pelas escadas. Eu percebi no olhar dela (isso soou meio gay) que foi difícil fazer isso com o pai. A Zara parecia se importar com ele, mas tentava ser durona.

—Lucas, convença de vir enquanto eu e sua mãe preparamos o churrasco. –Assenti, mas que escolha tinha? Eu sei que não vou conseguir convencer a doidinha mesmo.

Subi as escadas para tentar falar com a guria. Já ate estou sentindo a dor do tapa que vou levar. Encostei a mão na maçaneta e escutei um soluço. Zara, a durona esquisita, esta chorando? Aff eu espero que não, nunca me dei bem com situações como esta.

Eu bati na porta devagar.

—Vá pro inferno Jack! –Ela gritou. –E leve a drogada e o filho junto! –Otimo, tenho que ajudar uma garota que e odeia.

Eu abri a porta sem me importar com a tortura que eu vou ser condenado a ter.

—Não é o Jack. É um cara super charmoso que veio te resgatar! –Eu brinquei e me arrependo por isso. A esquisitona parece não ter senso de humor.

—Não preciso ser resgatada. –Bufou e passou as mãos no rosto tentando esconder as lagrimas. Eu me aproximei e fiz carinho no cabelo dela.

—Sei que seu pai foi um imbecil por trazer dois idiotas para a sua casa. –Ela finalmente riu. –O que ele esta pedindo é só uma chance, para mostrar que os idiotas podem ser legais. –Sorri para ela. Vi que quase fez o mesmo, mas desistiu.

—Não precisa ser legal comigo. –Deu de ombros. –Você sabe que eu te odeio e nunca darei uma chance para a drogada da sua mãe.

Nossa, pelo menos eu ganhei uma irmã bem sincera. O rosto dela parecia ir contra suas palavras. Eu sorri de novo.

—Agora que já foi sincera e o próximo passo será me jogar no aquário do seu tubarão, vamos descer?

Descemos juntos mais sem trocar nenhuma palavra. Ela levava um livro nas mãos “As vantagens de ser invisivel”. Assim que viu a minha mãe sorrindo para Alex a garota fechou a cara. Meu deus, era só um sorriso!

Ela sentou em um canto, longe da piscina e longe de todo mundo, e sentou perto de uma arvore. Abriu o livro e começou a ler.

Eu fiquei perto da churrasqueira, quando aparecer um sinal de comida eu ataco. Estou faminto! (Sempre estou assim). Passou um tempo e Jack queimou algumas carnes. Ate agora a única coisa que deu certo foi o pão de alho, do mesmo jeito tinha ficado com alho demais. O cara realmente não nasceu para isso...

Alex chamou a filha anti social e ela veio sem contestar. Estava segurando o livro aberto e pegou uma caneta sei lá onde ela achou aquilo e sublinhou uma parte.

—Aqui pai! –E simplesmente largou o livro na mesa com a caneta marcando a pagina. Ela saiu e provavelmente foi para seu refúgio sagrado, o quarto.

—O que é isso? –Eu e minha mãe perguntamos ao mesmo tempo. Alex virou e eu li as seguintes palavras, destacadas no texto: “A gente aceita o amor que acha que merece”.

Alex tentou ignorar aquilo. Eu fui para a sala de estar e não fiz nada o dia inteiro. Mentira, eu acabei dormindo no sofá. E estava quase dormindo de novo, quando vi que já estava escuro. Quanto tempo eu passei aqui?

—Pai, eu vou sair. –A senhorita estranha, Zara, gritou perto da porta. Eu despertei um pouco para prestar atenção na conversa.

—E para onde a senhorita pensa que vai? –Jack surgiu tão rápido que eu nem vi de onde ele veio.

—Para aquela boate. Eu te avisei que ia! O Arthur vai estar lá.

—Como se isso fosse grande coisa. Leve o Lucas com você. –Fiquei impressionado de como da para escutar quase tudo da sala de estar.

—Não preciso da companhia do filho da drogada pai. –O filho da drogada esta escutando tudo!

—Precisa sim. E ela não é drogada! Da última vez que você foi para essa boate voltou muito bêbada. Eu sei que ele não vai te impedir de beber, mas pelo menos ele pode te segurar e tomar cuidado caso você entregue a chave de casa para um mendigo e o chame de amor! –Não aguentei e ri muito. Acho que ou eles não me escutaram, ou me ignoraram.

—A culpa não é minha se bêbada eu fico romântica! E cega... –Ri mais ainda. Ela realmente entregou a chave de casa para um mendigo?

—Mais um motivo para ele ir com você. Lucas! –Ele me chamou. Dei um pulo e fui ate a porta, onde eles estavam discutindo. Não consegui resistir de olhar para ela. Estava com um vestido curto preto e uma jaqueta jeans fechada.

—Oi. –Eu falei.

—Quer ir a uma festa com ela? –A cara de Zara estava tão brava, que eu achei que ela fosse me bater.

—Claro. –Eu sorri. –Se importa se eu for assim? –Eu estava com uma calça jeans e uma blusa normal. Ela arqueou as sobrancelhas.

—Eu me importo se você for. –Disse rabugenta.

—Se ele não for você fica.

—Esta bem. –Pela voz dela, nada estava bem. –Me da às chaves do carro? –Ela praticamente ordenou e o Jack entregou. A Zara o encarou e esperou que ele virasse de costas para abrir a porta. Só descobri o porquê disso depois, quando caminhou na minha frente e eu vi uma tatuagem na batata da perna dela. Deveria ter uns vinte centímetros e confesso que era bonita.

Ela não falou nada ate chegarmos ao carro. A garota virou de costas e tirou um short que estava vestindo por baixo do vertido. Eu não teria percebido que ela estava de short, pois era a mesma cor do vestido e um pouco mais comprido.

Vi que aparecia um final de uma tatuagem na coxa depois de ter tirado o short. Caramba! Quantas tatuagens ela tem?

—Já acabou? –Eu perguntei sorrindo.

—Ainda não. –Zara puxou um piercing do septo e vi que ela tinha também em dois dedos, mas não tinha tirado para sair de casa. E então ela pegou uma argola no bolso da jaqueta e colocou no meio da boca. Meu deus, essa garota realmente me surpreendeu. Ela sorriu e tirou a jaqueta, mostrando um braço fechado cheio de tatuagens. –Vamos? –Eu assenti ainda de boca aberta.

Ela dirigiu em silencio, e eu me lembrei de uma coisa e comecei a rir.

—Que foi? –Perguntou um pouco curiosa, mas desinteressada.

—Você deu a chave de casa para um mendigo? –Eu achei que ela fosse ficar com raiva, mas riu um pouco antes de responder.

—Eu não presto bêbada! –Ela riu. –Tanta merda que já fiz...

—Já fez uma tatuagem bêbada? –Eu resolvi perguntar. É impossível ela ter tantas e nunca ter feito uma bêbada!

—Já. –Mas não parecia contente com isso.

—Qual? –Ficou brava quando eu perguntei, mas relaxou um pouco e me mostrou. No braço que aparentemente não existia nenhuma tatuagem, tinha algo escrito lá. Na parte mais “mole” do braço dela tinha uma frase “Nothing is bigger than Love” em caixa alta. Eu arqueei as sobrancelhas e ela fez o mesmo.

—Fico romântica bêbada. Qual problema? –Eu ri um pouco e ela me deu um soco na barriga.

—Só essa? –Eu tentei respirar, essa garota é forte!

—Não. –Ela confessou. –Eu fiz uma também nesse braço. –Zara apontou para o que era todo tatuado. –Meu amigo pediu para eu colocar: “Eu amo o Arthur!” E eu realmente fiz isso, mas cobri-a depois. Como da para ver... E um conselho amigável: Não se aproveite de mim bêbada. –Ela riu. –É extremamente perigoso!

—Vou tentar... –Eu sorri e levei outro soco.

—Idiota... –Murmurou enquanto procurava uma vaga no estacionamento da boate.