Nothing Is Bigger Than Love

11 Capítulo 11 - Os erros


Notas iniciais
oi gente. Hoje eu queria agradecer os comentários fofos que recebi ao decorrer da história. Eu sei que não são muitos, e que existem histórias com não sei quantos mil comentários, mas eu realmente fico feliz com os lindos comentários que vocês mandam. Significa muito para mim e eu vejo que realmente estão gostando do que eu faço com muito carinho. kk enfim, obrigada Bia Campbell Winchester, Victoria Cullen Castellan, Carol Camargo, Anne Carolinne, Telsts, Isabela B, boa leitura a todos


Lucas

Acordei meio tonto. Minha cabeça doía e eu não entendi o que tinha acontecido. Até eu abrir os olhos e ver um cabo de vassoura na mão de uma doida que tinha acabado de me bater.
—Bom dia para você também. Por que isso? –Falei com o sono inundando minha voz.
—Sua mãe te ligou e ela quer que você retorne. –Zara disse com raiva, ainda segurando o cabo de vassoura, o que me deu medo.
—Humm. Que tal: Lucas, acorde, sua mãe te ligou e quer que você retorne. –Falei irônico. –Seria melhor, não?
—Ser legal com você, não esta na lista das coisas que quero fazer hoje. –Disse e saiu do quarto da minha mãe e do Alex.
—E o que esta na lista de coisas que você quer fazer hoje? –Gritei para que ela ouvisse. Então, voltou no quarto e sibilou:
—Voltar a dormir e te ignorar.
E então, fiquei sozinho no quarto. Tempo o suficiente para eu lembrar o que aconteceu ontem para ela ficar tão nervosa. Tudo bem que já era nervosa o suficiente, mas...
Pensei em falar com ela sobre aquilo, mas logo lembrei que "nunca aconteceu". Certamente beijá-la foi um erro. Onde eu estava com a cabeça? Meu Deus, ela é a Zara. A guria que me odeia e eu a odeio igualmente.
Tive que conter uma risada. Não parecia que nos odiávamos ontem. Essa foi a última coisa que pensei, antes de voltar a dormir.
Acordei de novo, com o telefone tocando.
—Alô? –Olhei para o relógio e vi que eram quase duas da tarde. Como eu dormi tanto?
—Lucas! Fiquei preocupada, onde você estava? –Minha mãe falou, com uma raiva no final de sua voz.
—Eu estava dormindo.
—Até agora?
—O que aconteceu mãe? –Falei quando ouvi elagritar com alguém, no fundo da linha.
—Cancelaram as reservas que fiz no hotel. Tive que arranjar um às pressas e o único que tinha vaga é horrível! Sorte que Alex tem amigos aqui na Flórida e vamos ficar na casa deles. –Diz desapontada. –Que romântico! Vou passar minha Lua de Mel na casa ridícula do amiguinho do Alex! –Fala mais irritada ainda, então percebi que ela só me ligou para desabafar, então resolvi acabar logo com isso.
—E quem cancelou as suas reservas? –Pergunto não querendo saber a resposta.
—A sua irmãzinha. Quem mais seria!
—Ela não é minha irmã, mãe! –Falei bravo no telefone, não sei por quê.
—Tanto faz, mas quando eu voltar, vou me certificar de dar uma boa punição para aquela menina aprender! –Desligou o telefone logo em seguida.
Senti dó da minha mãe. Que iludida. A Zara nunca aceita receber punições. Ela da o troco, se vinga da vingança (se é que esse termo existe).
Desci as escadas e preparei um miojo. Isso seria meu café da manha/lanche/almoço. Olhei para o sofá da sala e vi a Zara deitada lá, com um pote de milho em conserva na mão.
—Eu quero miojo também! –Gritou, novamente achando que sou surdo.
—Então vem fazer. –Falei e esquentei a água para o miojo.
Depois de um tempo, eu acabei de prepará-lo e fui comer. (Não se engane amigo, miojo não é preparado em três minutos.)
Coloquei-o numa vasilha e fui comer. Antes de pegar meu talher, Zara chegou e despejou milho no meu café da manha/lanche/almoço.
—Por que fez isso? –Pergunto indignado.
—Eu amo miojo com milho! –Sorri sarcasticamente.
—Legal, mas eu não.
—Então faz outro para você. –Ela pega um pote de nutella no armário e despeja na mistura nojenta de miojo com milho.
—E.C.A. –Falo pausadamente. –Você não vai comer isso, vai?
—É uma delícia! É claro que eu vou. –Falou animada.

—Aham... Que nojo. –Falei com repugnância. –Vou fazer o meu miojo...

—Aqui tem queijo? Ou salsicha de cachorro quente?

—Tem... Me diz que você não vai colocar ai.

—Não, estou brincando. Quem comeria queijo com nutella? –Zara riu e foi na geladeira pegar salsicha. Isso é muito nojento.

—Você esta me assustando. –Arqueio uma sobrancelha quando ela colocou um pouco de pimenta também.

—Você gosta de fazer apostas? –Ela sorri ironicamente.

—Sim, por quê?

—Aposto cinco reais que você vai gostar disso. –Diz convincente. –Eu também achava estranho quando me falaram, mas é uma delicia!

—Quem te falou isso? Seu ex? –Zara concordou com a cabeça. –Ok então, apostado!

—Pega uma colher e coloca todos os ingredientes nela. –Coloquei um pouquinho de cada coisa e comi.

Assim que comecei a mastigar, senti ânsia de vomito. Como acreditei que aquilo era bom?

—Como gosta disso? –Eu cuspi a comida na pia.

—Não gosto. –Falou com raiva na voz, e uma leve ameaça. –Nunca comi na verdade.

—Então por que me disse aquilo?

—Não me beije novamente. –Sua voz era sombria. Mas tinha algo mais ali. Arrependimento. Sei que ela gostou do beijo.

—Você fez isso porque te beijei? –Perguntei intrigado. –Se não quisesse aquilo, teria me impedido antes de acontecer! –Gritei, talvez alto demais.

A Zara não gostou do que eu falei, o soco dela mostrou isso. Senti um ferro na minha bochecha. Ótimo, alem de ficar vermelho, vai ter a marca do piercing dela também!

—Isso foi um erro Lucas. Nunca mais faça isso. –Ela tentou sair, e por um momento, eu quase deixei. Mas eu queria provocá-la mais.

—Se não tivesse sido importante para você, então não estaria tocando no assunto agora. –Sorri. Era legal vê-la com raiva. Pensei que ia levar outro soco agora, mas ela parou e refletiu.

—Tanto faz. Vou dormir.

—Não. Você quer fugir dos seus problemas, sempre quando não quer responder algo, você foge. Sempre quando não tem uma resposta irônica, você arranja uma desculpa. Dormir não resolve nada!

—Dormir resolve tudo! –Que legal, eu faço um discurso “enorme” e a única coisa que ela presta atenção é em dormir.

—Esse não é o ponto! –Tento me acalmar, gritar com ela só vai fazê-la querer gritar mais alto. –Zara... –Minha voz soa quase melancólica.

—O que você quer? –Ela suspira, cansada da “discussão”.

—Saber a verdade. Dói falar?

—Com você, dói muito. –Consegui repreendê-la com um olhar. –Falar o que? –Zara bufou de uma maneira engraçada.

—Que significou alguma coisa para você.

—Meu Deus, como você é chato!

—Significou ou não? –Já imaginei o soco que iria levar agora. Mais dolorido do que antes.

Mas não foi isso que aconteceu. Ela me beijou. Um beijo simples e rápido. Mas foi o suficiente para eu não conseguir respirar por alguns segundos.

Como eu sou idiota.

—E o que isso significa? –Eu gaguejo um pouco.

—Significa que continuo te odiando. –Ela sorriu irônica e deu de ombros.

—Acho que posso me acostumar com o seu ódio. –E então me deu um lindo soco. Um pouco mais fraco que eu imaginava. É, talvez eu merecesse isso. –Não com esse tipo de ódio. –Gaguejei tentando ignorar a dor.

E então ela saiu, como se nada tivesse acontecido.

Notas finais
outro cap pequeno, mas o próximo sera maior (eu espero kk). Eu já planejei o nome dos capítulos e se nada der errado, o cap 12 sera: "A segunda aposta" kk tentem imaginar o que a Zara vai aprontar com o coitado do Lucas agora...