Nothing Can Get You Down

17 Capítulo Dezesseis


Notas iniciais
Tcharaaaaaaam! Mais um capítulo adiantado! Sabe de quem é a culpa? De vocês que me mandam sempre essas reviews lindas que me deixa toda bestinha!
Gente,foi mal não ter respondido a nenhum dos comentários anteriores. Isso é feio pra caramba, porém minha vida tá uma loucura esses dias... Enfim, é esfarrapada a minha desculpa mas é de coração.
Enfim, bora para o que interessa?
Boa leitura!

Nunca fui do tipo de pessoa muito falante. Durante toda a vida sempre gostei muito mais de escutar o que as outras pessoas tinham a me dizer do que fazer com que eu mesma tivesse a predominância da fala. No entanto, isso não significava que deixasse de emitir a minha opinião quando necessário ou decidisse esconder meus próprios pensamentos. Sempre soube medir bem o momento exato em que deveria falar alguma coisa.

Porém, ali, sentada, entre as duas mulheres Cullen, a mudez me tomou por completo. Por mais que desejasse dizer qualquer coisa, a voz tinha sumido de minha garganta e tudo o que de fato conseguia fazer era ficar observando aquela fotografia já envelhecida nas bordas. Encarando uma Esme em seus vinte e poucos anos, com um amplo sorriso na face, segurando um bebê com bochechas rechonchudas, portador da Síndrome de Down.

– Ele era lindo, não era? – a mulher sentada ao meu lado murmurou, acariciando o rosto da pequena criança em seu colo, tantos anos antes – Ainda me lembro como se fosse hoje a sensação de carregar essa bolinha macia em meu colo. Diziam que era por conta da distonia que quase todos os bebês com Down têm. Mas sempre achei que o Josh era fofo por ele mesmo. Não tinha nada a ver como a doença.

Obviamente, eu sabia que Esme tivera um filho antes de Emmett e Alice, Tinha total conhecimento da existência desta criança, que tinha morrido com poucos meses de vida. Lembro-me vagamente durante minha infância que no mês de Abril, os Cullens iam até Seattle e sempre que voltavam, a matriarca da família voltava para casa com uma expressão abatida em sua face, que durava alguns dias. Não lembro ao certo como descobri isso, devido ao fato de ser na época muito pequena, mas aquela era sim a data que marcava a morte de seu bebê.

Porém, o que mais me chocou ali foi o fato de em momento algum eu ter desconfiado que seu bebê era excepcional.

– C-como isso é possível? – finalmente consegui balbuciar depois do que me pareceram ser horas. Virei-me para Alice e inquiri em um tom de acusação – Você sabia?

Ela balançou a cabeça negativamente. – Nunca imaginei isso Bella! Eu mesma só descobri que o bebê era especial depois que comentei com ela sobre sua situação – ela se defendeu, ainda encarando a mãe de forma magoada — Mamãe sempre me contou que o bebê tinha morrido devido a problemas cardíacos...

– O que de fato aconteceu. – completou Esme, tomando sutilmente o porta-retratos de minhas mãos e fitando-o com carinho. – Joseph nasceu com um problema congênito em seu coração. Hoje em dia, talvez ele tivesse alguma chance, mas há trinta e tantos anos atrás, era meio impossível. Foi meio que um milagre ele ter sobrevivido durante dezoito meses.

Girei meu corpo lentamente em direção a Esme que parecia presa a outra época enquanto se mantinha olhando a fotografia. Como ela foi capaz de esconder algo desse porte por tanto tempo? De que forma ela conseguiu sofrer calada todo esse tempo, guardando o fato de ter um bebê com problemas e não compartilhando de sua dor com mais ninguém?

– Porque você escondeu isso de todo Esme? – perguntei, sem conseguir ser sutil em meu tom de voz. Acho que ainda estava abismada demais com toda essa história para tentar entender como ela podia ocultar algo desse porte de sua própria família.

No entanto, isso não pareceu incomodá-la que simplesmente voltou-se para mim com um leve sorriso em seus lábios – Não todos, Bella. Os únicos que não sabiam de nada até então eram Alice e Emmett. Talvez tenha sido um ato irresponsável de minha parte, porém nunca quis especificar aos meninos que eu tive um bebê excepcional.

– E eles nunca viram as fotos do Joseph? – inquiri ainda descrente por alguém conseguir manter um segredo deste por tanto tempo.

– Falar do meu bebê que morreu ainda é algo muito difícil para mim – Esme falou, tomando uma respiração profunda. – Falar sobre essa época é algo difícil para mim. Escondi sobre ele não porque eu tinha vergonha dele, mas sim porque eu nunca superei a falta dele.

Estiquei minha mão e dei um aperto reconfortante em seu braço, tentando demostrar um pouco de apoio. Não tinha – e nem gostaria de ter – a mínima noção da dor que seria perder um filho, quanto mais um que mal tivera a oportunidade de viver. – Eu sinto muito. Por você e pelo Carlisle.

Ela riu baixinho, algo que me deixou intrigada – Bem, tenho certeza de que o Carlisle também sente muito, mesmo não sendo o pai biológico dele.

Não pude de forma alguma impedir que meu queixo ficasse escancarado com mais essa revelação. Tudo estava cada vez mais atrapalhado em meu cérebro; era uma enxurrada de informações para serem assimiladas em pouquíssimo tempo. Sentia-me como se estivesse em um filme, cheio de fatos que extrapolavam o limite de surpresa para um ser humano. Mais uma vez perdi a fala diante de tantos mistérios referentes a esse bebê.

Por mais que isso pudesse ser considerado grosseiro, não pude deixar de perguntar outra vez – Carlisle não era o pai do bebê? Desde que me entendo por gente, você é casada com o Dr. Cullen... Como é que isso aconteceu?

– Mãe, – Alice meio que sorrindo, percebendo a confusão impregnada em minha expressão. – por que você não conta tudo desde o começo? Acho que seria bem mais fácil para que a Bella entendesse.

Ela retribuiu o gesto de forma complacente para a filha. – É claro, querida. Bella, você teria que ouvi um pouco de minha história para assimilar tudo. Você teria tempo?

– Eu sou toda ouvidos. Eu meio que me sinto um pouco perdida aqui. – murmurei.

Esme meneou a cabeça positivamente, colocando a fotografia em seu colo na medida em que começava a me explicar – Como você sabe, eu nasci em uma família relativamente importante em Chicago; os Platt. – assenti brevemente enquanto minha amiga abraçava a minha barriga e apoiava seu queixo em meu ombro – Elizabeth e eu praticamente crescemos em convívio com a elite da cidade. Quando tínhamos idade suficiente para começar a ir a eventos, nós duas estávamos juntas em todos os eventos importantes do estado.

"Foi em uma dessas festas, no início dos anos 70, que conheci aquele que acreditava ser o homem de minha vida. Era um evento de reconhecimento pelos esforços de alguns ex-combatentes da guerra do Vietnã e lá, eu conheci Charles Evenson. Ele era quase quinze anos mais velho do que eu, porém isso não nos impediu de termos uma noite maravilhosa juntos. Conversamos, dançamos, nos divertimos e no final ele tinha me roubado meu primeiro beijo"

"Eu voltei para casa completamente deslumbrada por ele. Bonito, inteligente, corajoso... que mulher de vinte e poucos anos não ficaria completamente encantada por ele? Lembro-me de ter passado o resto da semana comentando com a minha irmã o quanto ele era especial e como eu gostaria de encontra-lo outra vez. E, para minha felicidade, ele acabou indo trabalhar na pequena empresa do meu pai e nós passamos a nos ver com mais frequência."

"Seis meses depois que começamos a namorar, nós dois nos casamos. Meus pais ficaram receosos a princípio, entretanto, se acostumaram bem com a ideia de que estávamos apaixonados. Elizabeth ficou em êxtase, já que a partir de então ela poderia agora se arriscar a procurar seu pretendente. Nós nos casamos no verão de 1976, em uma manhã bastante ensolarada naquela igreja perto do Lago Michigan. Foi uma cerimônia linda que movimentou toda a capital naquele dia. Eu me sentia como se fosse a personagem de um conto de fadas."

"Algumas semanas após a lua-de-mel, descobri que estava grávida. Charles ficou maravilhado com a notícia e se tornou um homem ainda mais apaixonado e devotado do que já era. A cada minuto tocava minha barriga, falava com o bebê. Se eu já o amava antes, isso pareceu apenas se intensificar durante a gestação. Minha vida era a personificação da perfeição e eu me sentia orgulhosa de dizer isso aos quatro cantos do mundo. Sempre quis ser mãe e mesmo que a cegonha tivesse chegado antes do esperado, não via a hora de poder carregar meu próprio filho em meus braços.."

"Só que quando finalmente havia chegado o grande dia, duas coisa fizeram com que ele não fosse exatamente da forma com que eu tinha imaginado. A primeira, a dor foi terrível e por mais que eu soubesse que doía, nunca imaginei que pudesse chegar a tanto. Se bem que essa parte, você sabe muito bem como é, não é, Bella?."

Com isso, eu ri baixinho. – É, o parto em si, com certeza não é a melhor parte de ter um filho.

Senti Alice estremecer às minhas costas e pelo canto do olho notei a careta que se formou em sua face. – Urgh! E vocês ainda me perguntam a razão de nunca querer ser mãe!

– Isso é o de menos, Allie. Qualquer sofrimento vale a pena quando você tem seu pequeno em seu colo. – comentei.

– Verdade. – Esme ressaltou — Tanto é que eu aguentei essa dor por mais duas vezes com você e com o Emmett.

– Mas continuando, — eu disse, sem querer que nada mais atrapalhasse aquela conversa. – Você disse que existiram duas coisas que não deixaram ser exatamente como esperava. Qual foi a segunda?

A face dela ficou mais séria enquanto voltava a falar — Sim, e com certeza esse segundo fato foi o mais difícil de superar. Depois de quase 10 horas em trabalho de parto, finalmente Joseph nasceu, mas mal pude escutar o seu chorinho porque ele foi retirado às presas da sala. Tentei perguntar para qualquer pessoa ali dentro o que estava acontecendo, porém ninguém parecia me ouvir e continuavam todos os procedimentos como se eu nem estivesse lá dentro.

"Fui levada para o quarto, onde permaneci internada por algumas horas sem saber absolutamente nada sobre o meu filho. A verdade foi que naquele corre-corre todo após o nascimento, não fazia ideia se carreguei um menino ou uma menina em meu ventre durante os nove meses. Charles tentou a todo custo buscar qualquer informação, qualquer notícia se o nosso bebê estava vivo ou morto, mas tudo foi em vão. Todos se recusavam veementemente a dizer qualquer coisa sobre o meu bebê.

"Já no final da tarde, depois de estar praticamente à beira da loucura, o obstetra que fez meu parto entrou em meu quarto ao lado de outro homem. Ele se apresentou como pediatra do hospital e juntos eles começaram a nos explicar o que havia de errado com nosso filho."

"Eu já tinha escutado a expressão 'mongolóide' algumas vezes, no entanto, nunca achei que algum dia fosse escutar isso se referindo a algum filho meu. Fiquei em choque a cada informação que nos era passada, tudo o que eu poderia fazer era esmagar os dedos de Charles entre as minhas mãos. Naquele momento, parecia que aquilo não estava acontecendo comigo, como se estivesse em um sonho e nada fosse real."

"Foi Charles quem pediu para ver o bebê primeiro. Acho que ainda estava tão em choque que não conseguia dizer uma palavra sequer. Então, quando aquele menininho entrou sendo carregado por uma enfermeira e eu percebi que ele não era exatamente como esperava, eu o rejeitei. Gritei e chorei alto, afirmando que aquele ali não poderia ser nunca o bebê que o meu corpo havia gerado. Eu não tive nenhum problema durante a gravidez, tinha um marido que me amava... era impossível ter saído um bebê defeituoso nisso tudo."

Senti as primeiras lágrimas se acumulando em meus olhos, porque não podia nem imaginar o quanto era ainda mais complicado receber essa notícia apenas após o parto. Apesar da dificuldade, eu ainda tive vários meses para me acostumar com o fato de que meu bebê será diferente. Não podia nem cogitar o quanto mais difícil foi para ela, que mal tinha informações acerca disto e teve que enfrentar o "problema" assim repentinamente.

– Como foi que você aceitou? – questionei,

– Charles, é claro. Ele se apaixonou pelo bebê desde o primeiro momento em que o colocou em seu colo. Aos poucos, ele me fez ver que nosso filho não estava morto só porque era excepcional. Ele ainda era a prova mais tangível do amor que tínhamos um pelo outro. Percebi que apesar dos pesares ele agia como qualquer outro bebê e precisava de mim para viver nesta vida.

"Aprendi a viver, conviver com o meu filho excepcional e tentei não me jogar nos pescoços daqueles que se arriscavam a dizer que ele era doente. Sentia ódio das pessoas que evitavam entrar em contato com ele, como se meu filho tivesse alguma coisa contagiosa ou daquelas que o encaravam como se Joseph fosse de outro planeta. Acho que essa foi a parte mais complicada para mim; o julgamento destes indivíduos que repudiam tudo o que não é comum. Mas tive muito apoio de minha família para superar todos esses problemas. Charles e eu estávamos unidos e enquanto estivéssemos juntos, nada poderia atingir o nosso bebê."

"Só que quando Josh tinha quatro meses de vida, Charles sofreu um acidente de trânsito voltando para casa. Não tive nem a chance de me despedir, o outro veiculo o atingiu em cheio e ele faleceu quase que instantaneamente. Eu me senti sem chão quando recebi a notícia. O homem que eu amava, minha fortaleza havia ido embora, me deixando sozinha com nosso filho."

– E-eu... sinto muito, Esme — retruquei baixo, enxugando minha face já molhada. A cada novo fato que ela me contava, mais respeito sentia por essa mulher. Perder um esposo, uma irmã e um filho e se manter como a rocha que ela é hoje era algo admirável.

– Estava tão desnorteada que acabei voltando a morar na casa dos meus pais. No entanto, ver Elizabeth e Edward juntos e enamorados era algo doloroso demais para mim. Mas Joseph foi todo o incentivo que eu tinha para continuar vivendo, afinal, eu costumava pensar que ele era um pedacinho de Charles que estaria sempre comigo.

A essa altura, tanto Alice quanto eu estávamos fungando alto, pois sabíamos que aquele bebê não estava mais presente entre nós. Esme sorriu carinhosamente para nós duas, e naquele instante eu soube que tínhamos chegado a pior parte daquela história.

– Aos seis meses, minha família começou a perceber que Joseph se cansava mais rápido do que os outros bebês. Eu imaginava que isso era devido a síndrome, porém tal fato começou a despertar a atenção de seu pediatra. Daí então nós passamos por uma bateria de exames com meu Joseph. Toda a semana, era algo novo que era necessário ser feito até finalmente termos o diagnóstico preciso de seu problema. Um defeito do septo inter-ventricular, como se fosse um buraco no meio do seu coração fazendo com que ele trabalhasse muito além da conta"

"Eu fui encaminhada para um jovem médico que tinha acabado sua residência em cardiologia infantil. Ele agarrou o caso do Josh com unhas e dentes e semanalmente acompanhava toda a evolução do quadro do meu pobre bebê que mal havia começado a viver. Fiquei receosa pelo fato de ele ainda ser tão novo, porém sua competência superava qualquer desconfiança. Ele tratava o meu filho de uma forma especial, não porque ele tinha Síndrome de Down, mas sim porque ele tinha se afeiçoado de verdade ao meu menino, fazendo de tudo para resolver a doença congênita dele"

– Esse médico deve ter sido muito especial em sua vida. – comentei, segurando o lenço de papel que ela me estendia.

Alice meio que riu e fungou ao mesmo tempo – Foi e continua sendo, não é mãe?

– Carlisle? – perguntei espantada ao mesmo tempo em que Esme assentia firmemente. – Nem dá para acreditar.

– Nem eu mesma consigo assimilar às vezes. – ela sibilou, olhando agora além da ampla parede de vidro da sala – Carlisle entrou em minha vida em um momento em que eu estava extremamente fragilizada e se tornou minha tábua de salvação quando eu mais precisava.

"Nós tínhamos que nos encontrar várias vezes ao mês, alguns momentos até duas, três vezes por semana. Isso acabou construindo uma verdadeira amizade entre nós. Eu lhe contava minhas dores, meus receios sobre a vida de Joseph e apesar de todo seu profissionalismo, sentia que Carlisle também tinha se afeiçoado a minha amizade tanto quanto eu a dele."

"Foi ele que me contou chorando que não tinha conseguido fazer com que o coração de Josh continuasse batendo depois que foi necessário uma intervenção cirúrgica. Foi a mão dele que eu segurei quando meu filho foi enterrado, e ele continua fazendo esse gesto todos os anos, quando é chegada a data da morte do meu bebê. Desde aquele dia, eu encontrei o conforto que precisava nele. Foi ele quem me faz lembrar todos os dias que uma única folha não cai ao chão sem um motivo para isso."

Esme levou uma de suas mãos ao meu rosto e enxugou as lágrimas que rolavam em abundância por meu rosto. – Eu sei que você ainda tem muito medo, querida. Que possui milhares de receios e que talvez ter escutado minha história com um final nem tão feliz assim pode ter sido um pouco frustrante. No entanto, eu gostaria que você soubesse que um bebê excepcional só vem ao mundo para mães excepcionais, Bella. E você é uma delas.

"Alice tomou a liberdade de me contar tudo o que você vem passando em Chicago ao lado de meu sobrinho. As vezes, eu mal posso acreditar que ele é filho de Elizabeth, já que minha irmã era completamente louca por seu sobrinho especial. Mas eu lhe juro, Bella, no final tudo valerá a pena quando você a tiver segura em seus braços. Vai sentir que não existe diferença nenhuma na forma de amá-la."

– Sua filha foi gerada com amor- ela continuou, sua voz mais forte a cada palavra – ela não pode ser exatamente aquilo que você esperava, mas ela é certa. E precisa muito de você.

– E-eu...

Ela colocou um dedo sobre os meus lábios me interrompendo, para que continuasse a falar. – Depois de alguns meses que o meu filho morreu, eu comecei a acreditar que todos os bebês especiais vêm ao mundo com uma missão. Acredito que a do Josh foi me levar até o Carlisle, uma vez que eu não saberia mais como caminhar sozinha após ter pedido um marido e um filho com menos de dois anos.

– Então, qual você acha que é a missão da minha? – perguntei, torcendo para que ela tivesse alguma explicação plausível para isto.

– A missão da sua bebê, Bella, será mudar completamente a forma com que seu marido vê este mundo.

[...]

Não muito tempo depois que todas as revelações haviam sido feitas, minha mãe, Jasper e Richie haviam chegado a confortável mansão no meio daquela clareira. Engatamos uma conversa amena, no entanto, volta e meia eu me pegava encarando Esme Cullen, sem acreditar que aquela mulher de jeito tão doce pudesse ser uma verdadeira fortaleza. Nunca pensei que alguém poderia suportar tanta dor e consegui se reerguer mesmo com o coração extremamente dolorido. Ela conseguiu se reerguer com bravura e fazer o melhor para continuar vivendo apesar de tudo.

Ao escutar a história dela, me sentia feliz e descontente ao mesmo tempo. Por uma parte, foi bom escutar que ela mesma sentiu dificuldade de aceitar um bebê com Down no início, exatamente como eu. Porém, o que me entristecia (na verdade, me causava meio que inveja) foi a forma com que seu primeiro esposo havia aceitado por completo a criança. Juntos, eles a amaram e não consideraram que o fato de ele ter sido excepcional fora um castigo. Joseph foi idolatrado por seus pais, independentemente de suas condições. E isso era algo que eu gostaria de dividir com Edward.

Foi impossível não me lembrar dele na medida em que escutava o depoimento de Esme sobre o primo que ele sequer fazia ideia que tinha. Em certo ponto, chegava a ser irônico que ele menosprezasse tanto a própria filha que era especial, sem saber que no passado ele tinha um parente que era portador da síndrome. Também não pude deixar de imaginar se tudo não seria diferente se ele soubesse da existência de Joseph desde muito cedo. Qual seria a reação dele se Joseph tivesse vivido por mais tempo e os dois chegassem a conviver? Será que isso mudaria alguma coisa na forma de pensar do meu marido?

No entanto, isso era o que menos importava agora. Nada poderia mudar o que já havia se passado e a única coisa que tínhamos em mãos eram nossas atitudes futuras. Não tinha o poder de responder por Edward, porém eu tinha convicção de quais seriam minhas atitudes a partir de então.

De certa forma, a conversa de hoje fez com que eu renovasse minhas energias, me dando mais certeza de que enfim, eu tinha feito algo de bom. Lutar por minha filha nunca poderia ser algo censurado por ninguém. Eu estava certa desde o principio em decidir mantê-la, não importando as consequências disto. Ao dar-lhe a chance de viver, esse bebê pode ensinar para muitos que o significado da palavra vida ia além de nossa simples compreensão. Na verdade, a menina que estava carregando em meu ventre tinha feito com que eu mesma quebrasse vários preconceitos e paradigmas que existiam dentro de mim.

A cada minuto que se passava, eu notava que a decisão mais acertada que tomei foi ter vindo para Forks. Em menos de dois dias, tinha retomado coragem e determinação para que seguisse adiante com meus planos. Não me importava mais quem estaria ao meu lado para me ajudar a cuidar dos meus filhos e a única questão que eu fazia era não abrir mão deles.

Saímos da casa dos Cullen um pouco depois do jantar, com o céu já completamente escuro como sempre acontecia durante os meses de inverno aqui em Washington. Uma leve garoa caia na cidade, e os pingos da chuva formavam riscos aleatórios nas janelas laterais do carro. Richard dormia tranquilamente deitado no banco de trás do carro enquanto minha mãe dirigia-o seguramente pelas ruas escorregadias da cidade. Durante esse meio tempo, fiquei pensando nos planos para o dia seguinte, me sentindo apavorada, apreensiva e empolgada ao mesmo tempo.

Esme havia me convidado para irmos até Sequim amanhã para conhecermos uma associação de apoio a crianças excepcionais, onde boa parte delas era portadora de Síndrome de Down. Apesar de ter passado os últimos meses mergulhada em tudo relacionado a isso, eu ainda não tinha interagido diretamente com ninguém que estivesse em uma situação meramente parecida com a minha, muito menos tive um contato direto com alguém que tinha Down. Ao mesmo tempo em que gostaria de conhecer outras pessoa, também me batia a apreensão de como eu iria me portar quando chegasse até lá.

– Bella?

A voz de minha mãe me tirou das minhas divagações e eu virei meu rosto em direção à ela – Sim, mãe?

– Você não escutou nadinha do que eu disse, não foi? — Renee disse com um sorriso fixo nos lábios desgastados pelo tempo.

– Não, mamãe, desculpe. O que foi que você estava dizendo?

– Eu estava pensando em ir com você amanhã nessa escola. Sabe, para ver as crianças e saber um pouquinho sobre a minha neta.

Meu próprio sorriso se ampliou em minha face quando a escutei falando desta forma. Inclinei-me sobre a marcha e dei um beijo em sua bochecha. — Obrigada, mãe. Eu sei o quanto essa confraternização das esposas dos oficiais é importante para você.

Ela fez um gesto com as mãos, largando completamente, por dois segundos, o volante,algo que sempre me deixava apavorada, quando se tratava de Renee dirigindo — Minha netinha virá sempre acima de qualquer coisa. Além do mais, garanto que meu dia será muito mais interessante indo pra lá do que escutando as novas fofocas sobre os policiais e trocando receitas para o recheio do peru para a ceia.

– Vocês continuam fazendo isso?

– Todos os malditos anos! – ela bufou, rolando os olhos. – Enfim, você vai levar o Richie também?

Mordi meu lábio inferior e fitei o pequeno menino dormindo encolhido no banco traseiro. – Eu gostaria muito, mas não vou força-lo a nada. Vou convidar para que ele vá comigo antes de coloca-lo na cama quando chegarmos em casa. Se ele quiser vir, será muito bem-vindo.

Minha mãe assentiu e acrescentou — Seria tão bom que ele fosse. Talvez, ao ver essas outras crianças, ele já pudesse entender um pouquinho que sua irmã terá certas limitações.

– Foi justo isso o que pensei. Mas essa é uma decisão dele, não posso força-lo a nada em relação a isso.

– Eu sei. Só que eu estou torcendo para que ele aceite.

– Eu também, mamãe. — retruquei com um pesado suspiro.

Depois disto, não demorou muito até que chegássemos em casa. Fiz menção de acordar o Richie já que não conseguia mais carregá-lo em meu colo, entretanto Renee fez questão de carregá-lo com cuidado até a entrada. Mesmo nitidamente incomodada pelo peso dele, minha mãe o levou os seus braços com adoração, como se tivesse segurando a coisa mais preciosa do mundo. Observando-a, não pude deixar de me questionar se seria assim quando a bebê nascesse. O meu desejo era que meus dois filhos fosse amados da mesma forma, sem nenhum tipo de predileção entre um e outro.

Assim que chegamos na sala de estar, a primeira coisa que percebi foi a face vermelha de Charlie e sua respiração acelerada. Ele estava praticamente bufando como um touro indomável e aquilo me deixou apreensiva. Renee percebeu de imediato a irritação de meu pai e se encarregou se levar o mais rápido possível meu filho para o andar superior.

Com o cenho franzido, me aproximei de Charlie e coloquei minha mão sobre seu ombro para que ele parasse de caminhar como uma barata tonta. – Qual é o problema, pai?

– Seu marido está me dando nos nervos, Bella! A secretária eletrônica está lotada, seu celular não parou de tocar um minuto sequer e eu estou de saco cheio de atender esse desgraçado a cada três minutos.

Para dar ênfase ao que ele falava, meu telefone começou a chamar naquele exato instante. Ele ficou ainda mais corado de raiva e preocupada com isso, corri até a mesa onde o tinha esquecido antes de irmos até a casa de Esme e peguei-o. Fui até a área de serviço só para ganhar tempo e ter um pouco de privacidade enquanto falava com ele. Já trouxe problemas demais vindo até a casa dos meus pais e a última coisa que gostaria era que eles presenciassem outra vez mais uma discussão a longa distância entre Edward e eu.

Tomei coragem e finalmente atendi aquela ligação antes que acabasse caindo na caixa-postal outra vez – O que foi, Edward?

– O que foi? Você sabe há quanto tempo eu estou tentando falar com você?

– E porque essa pressa toda? Aconteceu alguma coisa?

– Ah quer dizer que eu só posso ligar para minha mulher e para o meu filho se por acaso tiver ocorrido algo. Ótimo.

Recostei-me contra a lavadora de roupas e segurei a ponte do meu nariz – Não comece com suas ironias, Edward. Eu estou cansada demais para ter que te ouvir contando piadas inúteis.

– Cansada, é? E por onde é que diabos você esteve para estar se sentindo assim?

Minha língua coçou para que eu o respondesse com um sonoro "não te interessa", porém consegui me controlar e respondi da forma mais calma possível – Eu estava na casa dos seus tios. Richie e eu passamos a tarde inteira com eles.

– E como eles estão? Minha tia está bem?

Chutei a sapatilha que usava de lado enquanto respondia com uma boa dose de sarcasmo. – Se você quisesse mesmo saber, teria vindo até aqui ao invés de ficar dedicando todo o seu tempo a essa porcaria dessa empresa.

– É? Você esqueceu que essa porcaria foi quem nos sustentou durante os últimos anos?

– Você não poderia ter escolhido tempo verbal mais adequado, Edward. – sibilei exasperada – Sustentou. E no que depender de mim farei o possível para não precisar nunca mais de um centavo sequer seu!

Após eu ter dito isso, ele ficou em um silêncio tão intenso que cogitei a ideia de que a ligação pudesse ter caído. Quando fiz menção de chamar por ele, finalmente Edward comentou. – Você não pode estar falando sério.

– Nunca tive tanta convicção de uma coisa em minha vida. Aquela foi a primeira e última vez que você ousou falar alguma coisa para mim sobre gastar seu precioso dinheiro com algo relacionado aos meus filhos, Edward.

– Ah, que dizer então que eles só são seus?

– Claro, ou você vai me dizer que agora a Grace significa alguma coisa para você?

Do outro lado da linha o ouvi rindo sobre algo. – Ah, então o nome da monstrinha será Grace? Que nome mais irônico, não?

Eu vi vermelho com aquelas frases grosseiras que ele havia proferido – Foda-se, Masen! – com isso desliguei o celular com tanta força que não sei como acabei não quebrando o aparelho delicado.

Nem um minuto depois, o telefone que ficava na sala começou a tocar e eu me apressei para ir até lá e desconectar o fio do aparelho. Olhei de relance para o meu pai que continuou vendo a tevê, porém o tremular de seu bigode me mostrava que ele tentava esconder um sorriso satisfeito. No entanto, eu estava com tanto ódio que não consegui sequer achar graça naquilo.

Toda a raiva que sentia era voltada a mim mesma por ter revelado o nome que vinha pensando há dias para batizar a minha menina. E tinha dito justamente para alguém que de forma alguma parecia querer saber dela. Sentia-me estúpida e idiota por ter dito aquilo e me arrependia amargamente do quanto não conseguia controlar nada quando estava brigando com Edward.

Subi as escadas e fui atrás da única fonte onde eu poderia encontrar um pouco de paz no meio daquele turbilhão. Escutei o som das risadas baixas ainda no corredor e bastou apenas isso para que meu coração parasse de bater tão acelerado e aos poucos fosse se acalmando apenas por conta da presença do meu filho. Ao chegar no patamar da porta, vi minha mãe esfregando a toalha na vasta cabeleira de Richie que soltava uma risadinha para todo o esforço fingido que sua avó fazia com aquilo.

Vendo isso, percebi que aquelas eram as pessoas que eu tinha que me dedicar agora, além de minha filha. Meus pais e Richard eram tudo o que eu precisava para acabar não enlouquecendo com todo o desprezo que sempre achava ao falar qualquer coisa com Edward. Ele já tinha provado por todos os meio possíveis que ele não queria Grace em nossas vidas. No entanto, ele havia se esquecido de que eu era do tipo de mãe que não existia sem os seus filhos. Se Edward não aceitava uma parte de mim, não existia mais motivos para amá-lo como antes.

Mas isso não era algo com que eu deveria me preocupar agora; antes de mais nada, iria aproveitar esse feriado ao lado de minha família, e a partir do ano que vem tomaria uma decisão definitiva quanto ao que fazer com a minha vida. Sei que isso não deixava soar como uma promessa vazia de reveillon, só que estava exausta até de pensar em todos os problemas que me circundavam ultimamente.

– Pode deixar que eu assumo daqui para a frente, mãe. — eu disse enquanto ela se agachava para pegar o pijama que eu havia jogado de volta na mala hoje pela manhã.

– Que bom, querida! Acho que já estou velha que me esqueci como um banho as vezes pode acabar despertando uma criança.

Eu ri e sentei-me na cama e comecei a ajudar Richie a se vestir. Apesar de ele ter idade suficiente para se arrumar completamente sozinho, às vezes eu gostava de troca-lo apenas para fingir que ele ainda precisava dos meus cuidados. Era algo um tanto que agridoce vê-lo fazendo pequenas coisas completamente sozinho, pois uma parte se enchia de orgulho por sua inteligência enquanto a outra morria de saudades da sua dependência por mim.

– Mamãe, a vovó disse que a amanhã eu podia fazer cookies com ela! — Richie afirmou, afastando impulsivamente a minha mão que tentava auxiliá-lo a por a camisa — Você vai ajudar a gente?

– Eu não sei, docinho. Eu e sua avó vamos sair amanhã e não temos muita certeza de que horas estaremos em casa

– Sair pra onde? — ele inquiriu com o cenho franzido.

Renee tentou distraí-lo se despedindo e desejando uma boa-noite a nós dois com um beijo na testa de cada um. Embora, bastou apenas que Richie escutasse o clicar da fechadura para voltar a me questionar outra vez.

Puxei-o para cama com um pouco de dificuldade e ficamos deitados um de frente para o outro enquanto tomava coragem para convidá-lo. — A mamãe vai precisar sair logo cedo, amanhã com a tia Alice, tia Esme e com a vovó Renee. Mas se quiser, você pode ir conosco.

Ele sorriu animado. — Verdade? Mas vocês não vão ficar fazendo essas coisas bestas de menininhas não, né?

Não pude deixar de rir e esfreguei a ponta do meu nariz com o dele. — Não, seu bobinho. Nós vamos para uma escola.

Ele fez um bico desapontado e retrucou — Ah, então nem vai ser tão legal assim...

– Só que essa é uma escola diferente. — iniciei devagar, tentando fazê-lo compreender o melhor possível apesar de sua pouca idade. — Nesse lugar, estudam umas crianças um pouquinho diferentes de você.

– Diferentes, como?

– Lembra quando eu lhe contei que sua irmãzinha era especial?

Ele evitou olhar em meus olhos e sibilou muito baixo — O papai disse que ela vai ser doente.

Engoli em seco todo o ódio que eu sentia por Edward naquele momento, tendo em mente que não poderia envenenar nosso filho contra ele, apesar da vontade de fazer isso ser enorme. — Ela não é doente, Richie. Ela só vai ser um pouquinho diferente de você, docinho. Lembra que eu já te falei sobre isso? Que ela poderá demorar mais um pouquinho do que você para aprender as coisas, para andar, falar.

– E porque é que ela vai ser assim, mamãe? Não dá pra deixar ela lá no hospital até que ela fique boa?

– Infelizmente não, Richie – puxei-o para mais perto de mim, aspirando fundo o seu cheirinho que sempre me acalmava. – o que ela tem, não é como uma gripe que passa apenas com remédio, sabe? Ela vai nascer assim e nada poderá mudar isso, meu bem.

– E por isso que o papai não gosta dela?

Mordi meu lábio com força e fiz um tremendo esforço para que minha voz não saísse trêmula. – Eu acho que sim, filho. Nós dois queríamos tanto lhe dar um irmãozinho perfeito, então quando descobrimos que ela não vai ser exatamente como gostaríamos, seu pai ficou muito triste.

Ele escondeu o rosto no vão de meu pescoço e retrucou – E agora ele nem quer mais saber da gente...

– Isso não é verdade, Richie.

– Mas ele nem ligou pra mim hoje! – ele disse se afastando um pouco, o suficiente para ver seus olhos úmidos. – ele num gosta mais da gente.

– É claro que ele ligou, filho. E ele perguntou por você e eu disse que estava no banho – menti sem culpa, só porque não suportava que ele ficasse magoado desta forma. – Papai está distante, mas ele ainda te ama demais, não duvide nunca disto.

Ele suspirou pesado e voltou a se aconchegar em meu ombro. Ficamos um bom tempo em silêncio absoluto, conseguindo um pouco de calma ao ter o meu mais velho em meus braços enquanto sua irmãzinha mais nova seguia fazendo algumas estripulias em meu ventre. Tudo seria absolutamente perfeito, se não houvesse o detalhe de que meu casamento estava além de deteriorado e de que não tinha nenhum plano completo para o futuro dos meus filhos e eu.

Estava tudo tão tranquilo entre nós que eu imaginei que Richie já pudesse estar dormindo, mas para a minha surpresa, ele ergueu o rosto sonolento para me perguntar. – Se você e a vovó vão sair amanhã, o vovô vai ficar em casa cuidando de mim?

– Não, ele provavelmente vai te levar para a delegacia. – respondi, já imaginando a reação empolgada de Richard com o seu provável destino de amanhã – Ele precisa trabalhar também.

Muito embora, para a minha completa surpresa meu filho respondeu – Ah, então amanhã eu vou nesse colégio com você.

– Sério?

Ele assentiu – Lá na delegacia é muito chato. O vovô passa o tempo todo jogando Uno com os colegas deles!

Eu ri alto e mais do que emocionada deixei um beijo estalado na bochecha dele que acabou resmungando, como sempre fazia quando eu exagerava em minhas reações. – Obrigada, bebê. Você vai ser o melhor irmão mais velho do mundo inteirinho!

Suas bochechas ficaram rosadas – Tá, tá, eu sei, mamãe! Mas depois que a gente sair, eu vou querer chocolate quente, tá bom?

– Você vai ganhar até uma dose dupla por causa disso! – afirmei, deixando mais um beijo no alto de sua testa. – Agora só vou tomar um banho rapidinho e já, já eu volto, tudo bem?

Ele meneou a cabeça rapidamente em compreensão. Apressei-me em pegar minha necessaire e meu pijama, e disparei em direção ao banheiro, finalmente, sentindo em minha face algo que não sabia o que significava há dias. Um sorriso sincero de felicidade.

Quando estava quase alcançando a maçaneta, a vozinha de Richard me interrompeu outra vez. – Mamãe?

– Sim, docinho?

– Não demora muito não, tá? Eu queria ficar sentindo sua barrigona de novo. É meio esquisito mas é muiiito legal. Eu já te disse que parece aquele filme do Alien, né?

Eu ri, sentindo-me finalmente aliviada depois tanto tempo. Se a conversa com Esme pela parte da tarde não tivesse surtido o efeito completo, aquela simples afirmação de meu menino fez com que algo que achei que tivesse se esmorecido ressurgisse com força dentro do meu peito. A esperança.

Esperança de que no final, absolutamente tudo acabaria dando certo.



Notas finais
Esse foi mas curtinho do que de costume, embora veio carregado de informações, né?
E aí, gostaram da revelação da Esme? E a reação do Richie no final? E o que falar do Edward Masen, hein?
Quero saber linda e rozagante a opinião de vocês, tá bom?
Ah, lembrando que tô no twitter @linelins e no formspring (formspringme.com/linelinss) para responder perguntas e críticas de vocês! Aguardo ansiosamente
Bem, pra quem não sabe, meu estado ferve durante o Carnaval! Vou sair que nem doida pulando pelas ladeiras de Olinda, por isso post novo só lá pro dia 10 do mês que vem, okey?
Beijocas
Line