Ma – Relatório

Um suéter numa tarde fria, literalmente. Abre mão de seu próprio conforto, para que outros possam tê-lo. Um coração bom, mas tolo demais para um mundo tão sádico. Não chora, nunca; mas as lentes escuras não escondem sua tristeza. Não bloqueia o mundo, apenas o filtra, não muito bem. Seu senso de escolha é duvidoso, costuma escolher emoção invés de razão, não posso culpa-lo por ver um sol através das nuvens, jamais poderei.

O inverno não é problema, o verão também não; mas as estações intermediárias o incomodam. Gosta de coisas inteiras, mas nem sempre consegue identificá-las, o que lhe causou algumas cicatrizes.

Sua estampa favorita são sorrisos, no rosto dos outros, de preferência. O rock que soa alto em seus fones, abafa o mundo exterior e qualquer tentativa de lhe tirarem a paz. Louva a vida com seus saltos e sua hiperatividade. Nunca nega uma gargalhada inconveniente.

Está acima da média, literalmente, seus 1.93cm tiram todos do seu campo de visão. Seu coração soa nos ouvidos daqueles que o abraçam, com batidas altas e rápidas, como se a vida fosse acabar no próximo instante e ele se negasse a desistir.

Só o vi chorar uma vez, por um coração partido. Suas lágrimas e soluços tomaram todo o ambiente, como se a pessoa que trazia risos e alegria, precisasse de alguém que o fizesse rir, ou pelo menos parar de chorar.

Um gigante, com um grande sorriso e um grande coração.

Sonha alto, está sempre com a cabeça nas nuvens. A única relação entre o chão e seus pés, é quando ele corre atrás da bola de futebol, no campo com os amigos, ele se torna outra pessoa. O sorriso deixa seu rosto, e ele se concentra em marcar pontos. Gols, que ele considera ótimos presentes, eu mesma já ganhei alguns. Nunca entendi qual a graça de fazer um gol para alguém, até começar a escrever sobre as pessoas...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.