Not so different, After all
52 In the forest
Notas iniciais
Pov Merida
Cavalguei até onde não havia mais floresta conhecida.
As luzes mágicas já haviam desaparecido.
Olhei ao meu redor e respirei fundo enquanto Angus acalmava o passo, apenas andando agora, em vez de correr.
–Onde estamos Angus? — perguntei suspirando.
Estávamos em uma floresta totalmente desconhecida.
E muito, muito longe de casa.
Um ruído se fez presente por detrás de um arbusto.
Agarrei meu arco e flecha.
–Vamos Angus. — continuei andando.
O ruído parecia nos seguir, e aparecia a cada dois segundos.
Olhei ao meu redor de cima do cavalo.
–Quem está aí? — Gritei com o arco e flecha já a postos.
Mais um ruído.
Atirei.
O arbusto se mexeu com força.
–Aí, quer me matar ruivinha? — um cara alto de cabelos castanhos e olhos também, aparentemente uns dois anos mais velho que eu, aparece segurando a flecha.
–Quem é você? — franzo o cenho irritada.
–Eu que pergunto. — ele apoia-se numa árvore e cutuca a unha com a ponta da flecha.
–Eu fiz a pergunta primeiro.
–Vossa majestade pode ir descendo do pedestal, — ele hesita — literalmente, primeiro você me responde.
Desço do Angus, bufando, e armo meu arco e flecha com mais uma flecha, apontando para ele.
–Meu nome não é necessário.
–Então devo continuar te chamando de ruiva?
Argh!
–Merida.
–Me-o que?
–Merida.
–Prefiro ruiva.
–Prefere não tomar flechada.
–Isso também. — ele descola da árvore e levanta as mãos pro alto em rendição. — Meu nome é Flynn, Flynn Rider.
–Depois meu nome que é estranho. — abaixo o arco e flecha mas logo depois armo de novo.
–Calma aí, eu não vou te machucar, ruiva. — ele franze o cenho e dessa vez sua mascara de valentão cai mesmo. — Eu estou perdido, só isso.
Abaixo devagar o arco.
–E-Eu também. — torço a boca no canto.
–Sério? — ele levanta uma sombrancelha.
–Sério. — solto o ar pela boca. — Enfim, boa sorte. — me viro para subir em meu cavalo.
–Como assim? Não me deixa aqui não.
–Ta me achando com cara de carona? Não dou caronas.
–Qual seu problema? Juntos talvez a gente possa encontrar alguém que nos diga onde estamos!
–Não tem "Nós" aqui. — já estou encima do cavalo.
–Deixa de ser egoísta ruiva!
–Meu nome é Merida.
–Já está escurecendo, vai ser pior ficar sozinha.
–Não mesmo.
–Eu vou te seguir — ele ignora.
–Não vai não.
–Vou sim!
–NÃO VAI. — grito.
–Aposta quanto? — diz com a mesma calma de antes na voz.
–Argh! Você é muito irritante. — jogo as mãos pra cima e ameaço começar a cavalgar rapidamente, ele entra na frente do cavalo.
–E você é muito chata, estamos quites, agora deixa de ser egoísta e me deixa ir contigo.
Ele faz um bico.
O encaro brava.
–Taaaa, — me encara pensativo — isso normalmente funciona. — ele diz desfazendo o bico depois de um tempo.
–Olha, se você fechar essa boca e não falar nada até acharmos alguma alma viva nessa maldita floresta, você pode vir.
–Sério?! — ele sorri e logo desfaz o sorriso. — sim, sim, claro que você deixa, sou demais.
Ameaço andar e ele ri.
–Desculpa, você que é demais.
–Assim está melhor. — reprimo um sorriso.
Ele sobe e eu acalmo Angus.
Sua mão vai de encontro à minha cintura, segurando-a para que ele não caia.
Respiro fundo tentando não ligar pra os calafrios que decidiram subir pela minha espinha, mas suas mãos me seguram com firmeza e ao mesmo com uma suavidade que assusta.
Balanço a cabeça e cavalgo rápido por entre as árvores e o pôr do sol que deixa alguns feixes de luz pela floresta.
Sorrio.
E por um momento eu posso jurar que ele também está sorrindo.
~•~
Fale com o autor