Notas iniciais
Olá amores☆ Mais um capítulo para vocês! Muito obrigada pelos comentários, amei de coração! Estamos em uma parte meio delicada da fic, mas nossa Tris é forte e esperamos que ela consiga sair dessa fase difícil da vida, porque não deve ser fácil né? :( Pois bem, tenham uma ótima leitura!

Mal consegui dormir de noite, acordava várias vezes e olhava para o lado com esperança de que fosse tudo um pesadelo, mas não era, era completamente real.

Às seis da manhã eu já não conseguia pegar no sono. Decidi me levantar e tomar um banho.

Entro no banheiro e tiro a roupa; ligo o chuveiro e deixo a água bem fria depois entro debaixo dele e fecho meus olhos, deixo as lágrimas se misturarem á água que cai.

Olho meus braços mutilados e me sinto culpada, não queria ter feito isso, eu não queria ter feito isso. Passo a mão no meu cabelo e muitos fios caem, sinto meu couro cabeludo machucado e a culpa me vem como um soco na barriga. Eu não queria ter feito isso.

Me arrumei para o enterro e fiquei esperando as meninas. Eu já estou um pouco melhor emocionalmente, já tenho mais controle de mim mesma pelo fato de já ter passado por coisas parecidas, já tenho um pouco de experiência; mas ainda não estou conformada, meu coração ainda está totalmente despedaçado, perdi minha mãe. Mesmo que por fora eu pareça estar melhor do que ontem, por dentro eu só estou piorando.

Cheguei um pouco antes no velório, queria ficar um tempo sozinha com ela. Eu sei que já não era mais ela ali no caixão, mas sei que ela está presente, perto de mim.

– Mamãe... — digo ajoelhada ao lado de seu caixão, sua aparência é pálida, mas a expressão de seu rosto é tranquila — Porque mãe? Eu vou sentir tanta a sua falta... Eu não sei se eu vou conseguir continuar sem você... Mas sei que se pudesse me dizer alguma coisa agora, seria pra mim continuar a minha vida... Então, mãe... se eu continuar vai ser por você- digo aos prantos. Sinto uma mão tocar meu ombro, olho para cima e vejo Tobias com os olhos cheios de lagrimas. Coloco a mão por cima da dele e então se ajoelha e me abraça.

Ele não diz nada, apenas me abraça. Isso me conforta mais do que qualquer palavra que poderia sair de sua boca.

Ficamos até às onze no velório, depois enterraram minha mãe.

Meus amigos, amigos de minha mãe de trabalho, alguns familiares distantes, pessoas que não conheço muito bem, vizinhos e até mesmo o pai de Tobias estava lá para manifestar sentimentos de condolência.

Foi tudo muito triste, mas ao ver o rosto dela, de ver que sua expressão era tranquila eu me senti menos despreocupada e um conforto se repousou sobre meu corpo, pois sei que ela morreu em paz.

Depois que tudo acabou, a galera da escola junto com o Tobias me levaram pra almoçar, mas eu não sentia fome desde a tragédia. Eles não paravam de me encher o saco dizendo que eu tinha que comer, principalmente Tobias; então, para não ter que ficar ouvindo coisa comi só um pouco, mas acabei indo no banheiro e colocando tudo pra fora.

Will, Uriah, Marlene, Lynn, Myra e Tobias tentavam me animar durante o almoço falando sobre coisas totalmente diferentes, eu os agracedi mentalmente por isso.

Christina não quis ir com a gente, ela achou que não seria conveniente mas eu não disse nada, até entendi seu lado.

Depois do almoço Tobias me levou pra casa e ficou comigo a tarde toda. Ele não falava nada sobre a morte, só me abraçava e me beijava, fazia carinho em mim como minha mãe e perguntava se eu queria alguma coisa, sempre dizia que não porque a única coisa que eu precisava era da minha mãe.

Pedi que ele fosse pra casa quando começou a chegar a noite, queria ficar sozinha e ele me entendeu mesmo não querendo ir. Ordenou que eu ligasse pra ele por qualquer coisa, até mesmo se quisesse falar só oi.

Agora eu estou aqui deitada no sofá, com roupa de velório e com a mente totalmente vazia, sem saber o que vou fazer.

A campainha toca e então me levanto para atender.

– Madrinha...? — digo pasma ao ver Evelyn, amiga de infância da minha mãe que cuidou de mim quando eu era bebê na porta.

– Minha princesa... — ela deixa as malas no chão e me abraça chorando — Eu sinto muito... — acabo chorando também — Mas agora eu estou aqui, e você não vai ficar sozinha- ela me da um beijo na bochecha.

– Obrigada... entra — digo dando passagem e limpando as lágrimas. Ela entra com duas malas grandes.

– Peço desculpas por não ter ido ao enterro, meu voo atrasou muito e só consegui chegar agora. Sua mãe havia me contado sobre a doença... Ela me pediu que cuidasse de você quando não estivesse mais aqui, e eu vim aqui te levar comigo.

– Pra onde vai me levar? — pergunto confusa.

– Eu estou de volta à cidade, pretendo ficar agora pra valer. Tenho um apartamento no centro, ele é bem espaçoso e vai ser ótimo pra gente morar lá. Me entenda, sei que você é maior de idade, sei que você tem muita maturidade; mas não quero te deixar sozinha.

– É que...

– Já sei. Você não quer sair daqui e deixar as coisas dela, que te lembram ela. Mas pense por outro lado, ficar aqui só vai te fazer sofrer mais ainda. Porque não começar de novo? Você pode alugar aqui, deixar as mobílias... Confia em mim, eu vou cuidar de você e vou ser como uma mãe. Não que eu queira que você se esqueça da sua- Ela segura meu rosto com as mãos e me dá um beijo na testa — Aliás, eu tenho uma coisa pra você — ela se abaixa e abre a mala, começa a mexer em uma caixa e pega um envelope azul — Sua mãe também me pediu para que eu te entregasse isso quando ela já não estivesse aqui.

Olho para ela que está vermelha, tanto quanto eu provavelmente estou e pego o envelope. Meu coração treme de ansiedade enquanto tento abri-lo, até que consigo:

"Minha filha querida...

Descobri à alguns dias que tenho uma doença muito estranha que não tem cura. O médico me disse que não tenho muito tempo de vida, que posso partir a qualquer momento. Chorei muito quando descobri isso, porém não quis lhe contar porque não queria passar o resto dos meus dias vendo você preocupada comigo. Queria te curtir ao máximo, poder te ver feliz sem preocupações. Você é a pessoa mais forte que eu conheço, é uma garota muito guerreira e por isso eu sei que você vai poder continuar a sua vida depois que não estiver mais ao seu lado. Peço desculpas por não poder te ver formando, casando e realizando todos os seus sonhos, mas também quero que saiba que onde eu estiver eu vou estar sempre torcendo pela sua felicidade. Te peço de coração que siga em frente e que não desista de nenhum de seus sonhos, não importa o que aconteça, por favor nunca desista de seguir em frente, nunca.

E eu também te peço uma última coisa, uma coisa que só pessoas boas de coração como você pode fazer : perdoe seu pai pelo que fez, não guarde rancor jamais.

Te amo, e onde estiver vou continuar a te amar. Você foi a melhor pessoa que já conheci, me orgulho muito de ser sua mãe. "

Ao terminar de ler a carta, meu mundo desmorona mais um pouco mas meu coração se conforta.

– Realize o último desejo dela, siga em frente e seja feliz. Eu vou te ajudar, eu prometo- Evelyn diz chorando e então eu a abraço.

Minha mãe quer que eu siga em frente, que eu realize meus sonhos, que eu seja feliz e que, que eu perdoe ele. Se é o que ela quer, é o que eu vou fazer, vou seguir minha vida sem ela comigo mas presente em meu coração.

Estou ciente que essa dor nunca vai passar, mas vou ter que aprender a conviver com ela por mais difícil que seja.

Vou seguir em frente.

Notas finais
E a Evelyn apareceu! Tomara que ela cuide bem da Tris mesmo né? Tadinha, está tão desolada. Bem, espero que tenham gostado! Não deixem de comentarrrrr! Beijoks, amo vocês e comentem bastante q posto mais rápido ♡♡♡♡♡