Notas iniciais
Agora que a fic fica legal... Hehe

Meu coração acelerou, numa velocidade que eu não achei que fosse possível de alcançar. Senti a temperatura subir pelo menos cem graus. Minhas mãos começaram a tremer. E não conseguia proferir uma palavra sequer. Muito menos conseguia parar de encarar Killian.

Ele engoliu em seco, parecendo tão nervoso quanto eu. Tentei dizer algo.

– O-oi, Killian... Que... hm... surpresa ver você aqui...

– Swan. Sem dúvida é uma surpresa ter você aqui também – seus olhos percorriam cada centímetro do meu corpo. Mas só me envergonhei porque percebi que estava fazendo o mesmo. – Como anda sua vida? – um sorriso irônico tomou conta de seu rosto.

– Nada de mais... Terminei a faculdade, arrumei um emprego, aliás, por causa dele que estou aqui... E acho que vou me casar – assim como eu esperava, a última parte o surpreendeu. Contive o sorriso. – E a sua?

– Quase na mesma também... Só excluindo a parte do casamento – ele sorriu ironicamente de novo.

– Claro... Olha, eu queria tomar um banho e estava sem sabonete nenhum. Queria saber se você poderia, por favor, me dar um.

– Certo. Entre aqui, eu já pego – Ele abriu a porta para mim. Entrei, e ele me seguiu até a porta do banheiro, onde entrou. Sentei-me na cama e esperei. Logo, Killian saiu com duas embalagens de sabonetes na mão e me entregou. Agradeci, me levantando.

– Por nada. Emma. Você... continua linda. – sua expressão estava envergonhada, arrependida e hesitante.

Fiquei repentinamente envergonhada. Como ele fazia isso comigo?

– Obrigada... Você também – não havia como negar. Fui em direção à porta, que ele abriu pra mim. Mas se arrependeu, e diminuiu a abertura, me impedindo de sair. Olhei pra ele. A mesma expressão ainda estava em seu rosto.

– Já que está sozinha, quer jantar comigo hoje à noite? – abri a boca pra responder, mas ele me interrompeu – Eu sei, você já está com alguém. Mas é só um jantar. Você não está traindo ninguém com isso.

Ele ainda me conhecia perfeitamente.

– Certo. Um jantar. Estarei aqui no hotel.

– Às sete.

– Às sete. – confirmei e sai do quarto de Killian.

Entrei em meu quarto, peguei tudo o que precisava e fui tomar banho. E comecei a pensar em Killian, e em tudo o que passamos juntos.

**Flashback On

Estávamos em meu antigo apartamento. Sozinhos, vendo alguma série policial do Netflix. Killian levantou minha cabeça em sua direção, e ficamos nos olhando nos olhos. Verdes e penetrantes, as pupilas dilatadas. Me inclinei mais em sua direção e lhe dei um beijo, longo e apaixonado. Ninguém nunca me beijara daquela forma. Entre um beijo e outro, ele sussurrou “eu te amo, Emma” e eu respondi “Também te amo, Killian”. Depois ficamos abraçados, admirando um ao outro, agradecendo mentalmente por estarem ali, juntos.

**Flashback Off

Percebi que estava chorando silenciosamente. Killian foi meu último namorado antes de Neal, e eu nunca consegui superá-lo. Ele tinha os beijos mais ardentes, os olhos mais brilhantes, o cheiro mais gostoso, os abraços mais quentes, o sorriso mais apaixonante. Neal veio durante essa fase difícil e conseguiu me conquistar, mas eu acabava sempre lembrando Killian, mesmo depois de todos esses anos, apesar das lembranças rarearem com o tempo. Nosso namoro acabou pela minha mudança a Nova Iorque, em busca de um bom emprego. Suspirei. Eu ainda sentia falta de Killian. Podia perceber isso agora que o vi, ainda mais bonito que antes.

E isso era um grande problema.

Terminei de tomar banho e me esforcei para esquecer Killian pelo resto do dia. Tinha um compromisso importante e precisava ser profissional. Almocei em um Mc Donald’s da rua do hotel e corri pra reunião.

Depois de duas horas e meia numa sala cheia de empresários e secretárias tomando notas, pude finalmente voltar ao hotel. Já eram quase cinco da tarde. Separei uma das minhas melhores roupas para o jantar: um vestido preto com decote em ‘v’, a saia até os joelhos, ficando mais longa à medida se tornava parte de trás do vestido, e assisti um pouco de TV. Uma mensagem de Neal fez meu celular vibrar.

“Oi, Amor. Como estão as coisas por aí? Espero que esteja tudo bem. Já estou com saudades. Henry te mandou um beijo.

Te amo.

– Neal”

Fiz uma breve resposta, dizendo que estava tudo bem e que também estava com saudades. Mas não coloquei nenhum ‘Te amo’ porque... Eu mesma não sabia quem amava.

Às seis em ponto, tomei outro banho rápido, coloquei a roupa cuidadosamente escolhida e passei uma maquiagem leve e um pouco de perfume. Prendi parte do cabelo com alguns grampos, deixando meus cachos de um lado só. Pus um salto preto e me olhei no espelho. Acho que já estava... Bonita.

Sete horas e a porta do meu quarto bateu. Killian vestia um smoking preto, com uma gravata vermelha. Estava maravilhoso.

– Você está maravilhoso.

– E você está deslumbrante, Swan.

Ele me levou até a porta do hotel, onde uma limusine nos esperava, um motorista careca ao volante. A surpresa estampou meu rosto, e abri um grande sorriso. Killian me conduziu até o carro e abriu a porta. Entrei, e ele se acomodou ao meu lado. Explorei cada cantinho do lugar com meus olhos. Ao olhar pra Killian, percebi que ele também me olhava, me explorava, captando cada detalhe do meu rosto. Assim como há anos atrás.

Emma, as coisas já não são como há anos atrás.

– Killian, isso é... Incrível.

Ele sorriu. Tentei não me hipnotizar.

– Fico feliz que tenha gostado. Mas espere. Tudo só acabou de começar.

Depois de alguns minutos, a limusine parou na frente de um restaurante. Descemos e Killian me guiou até a porta do restaurante. Na entrada, ele informou nossos nomes ao funcionário atrás de um balcão, que confirmou com a cabeça ao conferir sua lista.

– Certo, senhor e senhora Jones. Em alguns minutos, os senhores serão levados à mesa.

Olhei para Killian. Ele entendeu o por que. Deu de ombros, como se fosse inocente, mas vi seu sorriso, culpando-o. A reserva fora mesmo para ‘Killian e Emma Jones’.

Enquanto esperávamos, observei o lugar. Um tapete vermelho se estendia até o final do restaurante, lustres de cristal pendiam do teto, reluzentes. Hastes e pássaros dourados enfeitavam as paredes vermelhas, com vários quadros incríveis. As mesas, de vidro, possuíam as pernas douradas, com vários detalhes. Até o piso pérola brilhava. Aquele lugar era mesmo incrível.

Um garçom nos guiou até uma mesa, na parede, mas não muito isolada. Ele logo trouxe algumas entradas e o cardápio. Olhei para Killian, que continuava olhando pra mim.

– Você ainda sabe como me impressionar.

– Nunca esqueceria nada sobre você. Nem se quisesse.

Sorri, e ele sorriu de volta.

– Se gostou da decoração, precisa provar a comida.

Assim, me servi de alguns canapés, realmente deliciosos. Ele também pegou alguns. Fizemos nossos pedidos e começamos a conversar, cada um contando sobre sua vida, seus empregos e todo o resto. Jantaram, tomaram o vinho preferido dos dois. Ao saírem do restaurante, a limusine os esperava na porta, novamente. Só que, ao contrário do que eu pensava, eles tomaram a direção contrária do hotel.

– Onde estamos indo?

– Preciso te mostrar algo antes de voltarmos ao hotel. Mas você só descobrirá ao chegarmos lá.

Sorri, ansiosa.

Paramos na frente de um edifício imenso e, guiada por Killian, entramos no elevador. De acordo com o botão pressionado por ele, iríamos para o último andar. Logo que as portas abriram, vi que estávamos na cobertura, a noite se estendendo até onde meus olhos alcançavam. Saímos do elevador e fomos para a borda do edifício, onde uma grade preta e dourada nos impedia de cair. Ao olhar para frente, vi uma praia maravilhosa e um céu estrelado. Uma paisagem encantadora, sem dúvida.

– Gostou da vista?

– É... Maravilhoso! Como descobriu este lugar? Aliás, tudo foi incrível! Por que você fez tudo isso? Eu não...

– Merece, sim — ele me cortou. — Você é especial pra mim, Swan. E sabe disso. Eu nunca deixei de te amar, nunca consegui parar de pensar em você. Não sei como, mas você grudou em minha mente desde a primeira vez que te vi. E, agora que pude ter você aqui comigo novamente, nunca mais vou te deixar ir.

Eu não sabia o que dizer. Achava as mesmas coisas que ele. Lágrimas surgiram em meus olhos, só que eu não podia estar mais feliz.

Então eu o beijei. Não sei como alcancei seus lábios. Mas, sinceramente, enquanto estava com Killian nada importava. Absolutamente nada. Ah, como eu senti falta daquele beijo! Ele podia durar para sempre...

– Eu te amo, Killian. – sussurrei. — Sempre te amei, sempre vou te amar.

– Também te amo, Emma. Mais que qualquer coisa.

E ficamos na cobertura por horas, apenas nos beijando e dizendo o quanto amávamos um ao outro...

Notas finais
Espero que tenham gostado! Por favor, comentem! Necessito das opiniões de vocês! Obrigada por lerem até aqui. Beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.