Not Strong Enough
34 Capítulo Trinta e Três
Notas iniciais
Espero que gostem, pois esse é o "último" capítulo da fic. =/ Agora só tem mais o POV especial da Meredith que vai esclarecer tudo o que aconteceu durante todo esse meio tempo que eu não narrei, e depois o epílogo. =/
Tô tristinha. Kkkk'.
De qualquer jeito, mais uma vez esse capítulo tem música. E imagina qual é...???? Not Strong Enough da banda Apocalyptica! Imagina de onde vem o nome da fic...? Dessa música! Kkk'. Não... Jura Mari?! Bem, que seja...
Link: http://letras.mus.br/apocalyptica/1721302/traducao.html
Link: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=e5O90uzvUA4
Bem, nos vemos nas notas finais. :)
Capítulo Trinta e Três
3 meses depois
- Não, Matt! Até eu e a Lea sairmos você não pode entrar no apartamento para jogar com o Max! Poxa, é a noite das garotas! Nem o Max deveria estar aqui... Aquele folgado... – Falava Trisha indignada, fazendo com que em minha mente formasse uma imagem clara de ela segurando a porta de entrada para impedir a entrada Matthew no apartamento.
Gargalhei.
Sorri para o espelho, analisando meu reflexo cuidadosamente. A maquiagem simples e impecável, não passando apenas de um pouco de corretivo, lápis de olho, sombra cinza e uma quantidade absurda de rímel que deixou meus olhos iguais prata líquida em um destaque incrível; meu cabelo loiro mesclado com castanho claro caindo em ondas grossas e bem definidas até metade de minhas costas; o vestido tubinho cinza chumbo parcialmente justo com um colete comprido de renda... E o sorriso brincando em meus lábios. Ah, Anne ficaria orgulhosa de mim!
Pisquei meus olhos com força, tentando afastar a saudade esmagadora que pressionava peito de forma absurda, sorrindo ainda mais enquanto minha mente traiçoeira insistia em me lembrar dos melhores momentos que passei com uma de minhas melhores amigas. Eu sentia tanto sua falta...
Com um suspiro pesado, peguei minha bolsa em cima da bancada de mármore do banheiro e segui rumo à porta de entrada, quase tropeçando com os saltos altos demais que se encontravam em meus pés.
Trisha, como em um passe de mágica, surgiu em minha frente, assustando-me de imediato antes de fazer-me dar uma voltinha.
- Olha como ela está gata – disse Trisha rindo.
- Obrigada...? – Deixei escapar uma risadinha. – Bem, onde está a Lucy? Eu já estou pronta...
- Ela está na sala jogando Resident Evil com o Max. – Trisha revirou os olhos.
Não pude evitar gargalhar com a informação, principalmente levando em conta quem era Max: o rapaz que Trisha conhecera em minha casa em uma das festas de meus pais. O mesmo rapaz que ela encontrara em Paris meses atrás e veio para cá apenas porque Trisha estava fragilizada com o que acontecera com Anne. Ah, o amor é lindo.
Trisha e eu fomos em direção à porta, gritando para Lucy vir de uma vez antes que a deixássemos com os garotos.
Matthew nos encarou entediado.
- Posso entrar agora? – Ele indagou, olhando acusatoriamente para Trisha.
- Pode. Nós já estamos de saída... – Ela sorriu de modo afetado, com seus lábios se abrindo tanto que achei que suas bochechas fossem rasgar.
Matthew soltou uma risadinha, direcionando-se à sala, mas não sem antes me dar um beijo na bochecha.
- Não quero sobrinhos ainda, Lea – murmurou ele divertido, rindo em seguida enquanto se apressava em seguir para a sala.
- Não se preocupe... – Gritei em resposta, rindo.
Logo em seguida Lucy apareceu diante de nós, com o olhar desolado e o semblante na mais profunda tristeza.
- Ele ganhou de mim... – Ela murmurou cabisbaixa, e tive se segurar-me muito para não rir.
- Da próxima você consegue – murmurei com a voz divertida, pondo uma mão em seu ombro encaminhando-a para a rua.
Logo estávamos no carro, cantando a todo volume uma música qualquer que tocava no rádio, rindo com nossa própria desafinação. Porém quando paramos em frente àquele restaurante... Meu coração perdeu uma batida. Lucy logo olhou para mim, passando uma mensagem silenciosa de “Você consegue!”.
- Algum problema, Lea? – Indagou Trisha quase preocupada, estacionando em uma vaga qualquer.
- Esse restaurante me traz lembranças...
- Tudo bem de nós comermos aqui? – Ela perguntou receosa. – É que é sempre você e a Lucy que escolhem os restaurantes, e nunca viemos nesse. Mas se você quiser podemos procurar outro e... – Trisha dizia nervosa, com medo de uma possível escolha errada.
Falsifiquei meu melhor sorriso no rosto.
- Não precisa. Está tudo bem.
Rapidamente descemos do carro e tão logo estávamos sentadas em nossa mesa já reservada. Uma música suave tocava como plano de fundo, enquanto esperávamos ansiosamente que chegassem nossas bebidas.
Eu sabia que se olhasse para o lado o encontraria olhando estático em minha direção... o dono daqueles malditos olhos azuis esverdeados.
O garçom trouxe as bebidas, e rapidamente tomei um gole de minha Tequila Sunrise, tentando sem sucesso prestar atenção no que minhas amigas falavam e não nos mil e um pensamentos sobre Cameron que rondavam minha mente.
Uma melodia estranha rasgou meus ouvidos, fazendo com que por algum motivo meus olhos corressem imediatamente em direção à certo cantor. Seu olhar me implorava para escutá-lo.
.
I’m not strong enough to stay away.
Can’t run from you,
I just run back to you.
Like a moth, I’m drawn into your flame,
Say my name, but it's not the same.
You look in my eyes, I’m stripped of my pride.
And my soul surrenders and you bring my heart to its knees.
Eu não sou forte o suficiente para ficar longe.
Não posso fugir de você,
Eu simplesmente corro de volta para você.
Como uma mariposa, sou atraído para a tua chama,
Diga meu nome, mas não é o mesmo.
Você olha nos meus olhos, estou despido do meu orgulho.
E minha alma se rende e você traz o meu coração de joelhos.
.
Meus olhos se encheram de lágrimas de modo instantâneo e incontrolado, e meu corpo, pesado demais para mover-se, simplesmente foi fadado a continuar exatamente no mesmo lugar, como se todos os meus músculos estivessem congelados.
.
I’m not strong enough to stay away,
What can I do?
I would die without you.
In your presence my heart knows no shame.
I’m not to blame
‘Cause you bring my heart to its knees.
Eu não sou forte o suficiente para ficar longe,
O que posso fazer?
Eu morreria sem você.
E com a sua presença meu coração não conhece a vergonha.
Eu não sou o culpado
Porque você traz o meu coração de joelhos.
.
Juntando toda a força que me restava, obriguei meu corpo a se mover, correndo às pressas rumo à saída, não me importando com o risco absurdo de cair com meus saltos. Ao fundo, a música parara de soar.
Exausta emocionalmente e com a imensa vontade de gritar, deixei meu corpo parar no meio do estacionamento cheio. Um casal que acabara de sair de seu carro olhou-me acusatoriamente, como se nunca tivesse visto uma garota chorar.
- Leana! – Àquela voz gritou meu nome, quase em forma de prece, fazendo-me virar em sua direção e deparar-me com seu olhar desesperado no mais profundo tom de azul meia-noite. – Leana...
- Cala a boca! Não quero que você diga nada... – Ri, um som desvairado e nervoso. – Porra, me beija logo!
Cameron gargalhou, aproximando-se lentamente de mim e prendendo uma de suas mãos em meus cabelos enquanto a outra me puxava pela cintura, fazendo chocar-me com força contra seu corpo. Um de seus dedos contornou meu rosto, decorando cada traço enquanto eu memorizava como a sensação de cada toque.
Naquele momento meu coração já havia se derretido por completo.
Olhei para o seu rosto, com o maior sorriso que já vira em Cameron. Algo brilhante e quase infantil, e imaginei por um momento que me encontrava em um estado semelhante. Lentamente senti-o se aproximar mais de mim, se possível, e tão logo senti os lábios de Cameron tocarem os meus com uma suavidade quase inexistente, como se tivesse medo de tudo não passar de uma ilusão. E então percebi como eu sentia falta de Cameron próximo à mim...
É, agora é oficial: eu jamais deixaria de amar esse garoto!
Notas finais
Nos vemos mais no meio da semana com um capítulo bombástico e surpreendente da Meredith! =D
Acho que não tenho mais nada pra dizer... Estranho.
Até o próximo capítulo. =D
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