Not Strong Enough
25 Capítulo Vinte e Quatro
Notas iniciais
Bem, capítulo não dos melhores - apesar que eu acho que vão adorar certo momento -, porque eu tô com sono e preguiça, e tenho que estudar pra uma prova que vou ter amanhã, e isso me desanima.
Hum, como eu tô com sono, não revisei o capítulo. Qualquer coisa e avisem!! :)
Ahh, pra quem não se lembra, Trisha e Anne eram amigas da Leana em I Hate Everything About You, só pra constar! :p
Bem, fiquem com o capítulo e espero que gostem!! :D
Capítulo Vinte e Quatro
- Desembarque do voo 307 na plataforma Nove. Repetindo, desembarque do voo 307 na plataforma Nove – disse uma voz mecânica pelos alto-falantes.
Permaneci onde estava, sentada em um dos inúmeros bancos de espera no aeroporto, olhando pela longa parede de vidro os aviões pousarem e em seguida as pessoas desembarcarem.
Meus pensamentos estavam em um turbilhão, não acreditando que Trisha havia realmente vindo de Paris só porque eu dissera que estava com problemas. Eu sabia que poderia contar com ela para qualquer coisa, apesar de nunca passara em minha cabeça de ela atravessar meio continente apenas para me ajudar com algo supostamente banal.
- Lea! – Um grito agudo interrompeu meus pensamentos, e ao olhar para o lado vi uma garota de longos cabelos loiros cacheados e sapatos de salto quinze correr em minha direção, deixando as malas em um lugar qualquer enquanto continuava a gritar freneticamente, chamando a atenção de todos os presentes.
Abri meus braços, sendo envolvida pelos braços de Trisha em um abraço apertado, que eu tive certeza que quase quebrou meus ossos.
- Ai meu Deus! Que saudade! – Ela exclamou aos gritos, após se separar de mim, em meio às risadas sem motivo.
Ri também, abrindo a boca para dizer que ela deveria se acalmar, porém antes que eu pudesse proferir o que queria, uma nova voz se fez presente.
- E eu não ganho abraço?
Olhei em direção de onde a voz veio, logo me recusando a acreditar no que meus olhos me mostravam. A garota parada a alguns metros de nós continuou sorrindo, com covinhas aparecendo nas bochechas rosadas e o longo cabelo castanho escuro balançando enquanto ela caminhava em minha direção.
Olhei duvidosa para Trisha, em uma pergunta silenciosa de que havia sido ela a responsável pela pessoa que eu via em minha frente; e em resposta apenas recebi um sorriso sacana, que confirmava entusiasticamente minhas suspeitas.
- Anne! – Corri em sua direção, abraçando-a com força, como se ela pudesse desaparecer. – O que você faz aqui?! – Indaguei, logo após nos soltarmos.
- Digamos que fui obrigada a pedir um atestado falso para meu pai, fingindo que eu estava doente para poder vir para cá. – Anne contou rindo.
Não consegui suprimir a gargalhada que irrompeu de minha garganta, o que só fez com que o rosto de Trisha formasse-se uma carranca.
Balançando a cabeça, Trisha passou os braços em torno de meus ombros e dos ombros de Anne, encaminhando-nos até a saída.
- Vamos, gente. Temos muito que aproveitar nessas próximas duas semanas.
...~{[...]}~...
As luzes fluorescentes incomodavam minha visão, mas parecia que isto somente acontecia comigo dentro daquela boate.
Algumas horas mais cedo, logo após ter chegado à irmandade, com Trisha e Anne em meu encalço, depois que elas alugaram um quarto de hotel para passarem a noite, fui intimada que teria de ir a uma festa qualquer com as duas, porque Trisha queria aproveitar a noite.
Levantei do pufe que estava, caminhando um pouco desorientada, devido à música alta, até o banheiro mais próximo. Pisquei um pouco atordoada pela luz incrivelmente branca assim que passei pelas portas do banheiro, porém assim que recuperei totalmente a visão, a primeira imagem com que me deparei foi o meu próprio reflexo refletido no espelho. A legging de látex preta colado ao meu corpo, à regata branca com uma caveirinha prateada estampada, a jaqueta de couro e meus amados coturnos... Meu cabelo loiro revolto, agora com alguns poucos cachos nas pontas, meus olhos cinzentos destacados pela sombra negra, mas que carregavam uma aura tão sombria quanto minha postura. Nada em mim era espontâneo, pois eu nem queria estar neste local.
Como se isso me tranquilizasse, abri a torneira e deixei que a água gelada batesse contra meus pulsos, enquanto suspirava dramaticamente olhando para o meu reflexo.
A porta do banheiro se abriu, revelando alguém que fez com que eu quase engasgasse com a minha própria saliva. Meredith adentrou o local como se fosse a rainha do mundo, e este, fosse seu império de gelo. Ela foi em direção ao espelho, ficando exatamente ao meu lado enquanto retirava de dentro da mini bolsa um batom rosa e emplastava os lábios com ele, logo em seguida fazendo uma careta para o espelho.
Não pude deixar de nos comparar esteticamente. Meredith estava impecavelmente arrumada, como uma boneca Barbie, com o vestido caro feito sob medida e as sandálias de salto alto caríssimas compradas pelo papai, à única coisa que destoava para Meredith ser realmente uma boneca Barbie era a peruca ruiva.
Minha sorte era que eu nunca havia gostado de bonecas Barbie.
Meredith soltou um sorriso presunçoso, escorando-se na bancada de mármore da pia, enquanto eu desligava a torneira e enxugava as mãos úmidas.
- Sabe, Lea, fiquei sabendo que você e Cameron terminaram. – Meredith fez uma pausa dramática. – Eu sinto tanto. Vocês ficavam tão bonitinhos juntos – disse ela cinicamente, com um brilho perverso no olhar.
Naquele mesmo instante meu sangue ferveu em minhas veias, e a coisa que eu mais queria no mundo era acertar um soco no rostinho de boneca daquela vadia, com tanta força que iria desfigurá-la e nem o melhor cirurgião plástico seria capaz de ajudá-la.
Meus punhos travaram ao lado do corpo, em um instinto instantâneo, e com a respiração pesada, tentava controlar a mim mesma.
Eu sabia que ela queria me provocar – assim como fizera a semana inteira -, mas não deixaria que ela me tirasse do sério. Não hoje, ao menos.
- É, aconteceu – disse, fazendo pouco caso, enquanto que por dentro sentia a raiva tentar dominar meu ser.
Meredith fez uma careta.
- É, né. Mas sabe...
- Leana! Estou te procurando faz uns quinze minu... – Trisha entra esbaforida no banheiro, mas quando seus olhos caem sobre Meredith, sua expressão muda, tornando-se algo tão frio que faz um calafrio percorrer minha espinha. – Ah... A vadia. Bem, vamos Lea. Eu quero dançar e você quer se divertir. – E sem deixar-me responder qualquer coisa, Trix me pega pelo braço e me arrasta porta afora, mas antes que saíssemos totalmente do banheiro, ela para por um instante e grita para que Meredith possa escutar. – Tchau, vadia! – E então, saí correndo, me carregando consigo enquanto gargalha.
Paramos no meio da pista, procurando Anne com os olhos até encontrá-la dançando com um rapaz provavelmente alguns anos mais velho que nós. Trisha e eu nos entreolhamos, rindo em seguida da Senhora “Sou Certinha” que dançava com um estranho.
Quase uma hora depois, exaustas de termos dançado em meio a tanta gente junta, desabamos nos bancos altos do bar, pedindo algo de teor alcoólico para refrescar o suor quente que escorria por nossas testas.
Enquanto esperava minha bebida, olhei em volta da pista, vendo as pessoas dançando de forma vulgar, casais em cantos de agarrando, algumas poucas pessoas solitárias sentadas nos pufes, Cameron conversando com Meredith em um sofá mais afastado... Espera. O quê?! Novamente levei meus olhos para àquele mesmo canto, vendo que realmente era Cameron, o meu Cameron, sentado em um sofá ao lado de Meredith, que falava entusiasticamente algo enquanto Cameron parecia longe, desinteressado no que ela estivesse tagarelando.
Cutuquei Trisha, que rapidamente buscou com os olhos o que eu via, ficando estática logo em seguida.
Agora sim eu tinha motivo o suficiente para dar o soco que eu queria em Meredith.
Levantei decidida, começando a caminhar em direção aos dois quando fui barrada por um braço segurando meu cotovelo.
- Não vá. Você vai perder a razão. – Trisha fez uma pausa dramática, deixando que um sorriso maligno tomasse conta de seus lábios. – Deixa que eu mesma vou. – E soltou uma risadinha baixa.
Arqueei minhas sobrancelhas, pronta para perguntar o que ela iria aprontar, porém Trisha rapidamente saiu de perto de mim, caminhando decidida em direção à Cameron e Meredith. Ela para em frente aos dois, falando alguma coisa que imediatamente enfurece Meredith, pois no mesmo instante esta se levanta do sofá rubra de raiva e se põe a discutir com minha amiga, enquanto Cameron continua a olhá-la confuso, como se não acreditasse ser a pessoa que realmente suspeita. Mas então, mais rápido que um piscar de olhos eu vejo a mão de Trisha elevar-se, e em um rompante, desfere um tapa contra o rosto de Meredith que recua alguns passos, atordoada. Então, sem perder á classe, ela começa a ir em direção à saída quando um segurança vai em sua direção, mas não antes de mandar o dedo do meio para todos os que quiserem ver.
Fiquei pasma em meu lugar durante um segundo, rindo comigo mesma em seguida, enquanto corria em direção à saída da boate. Encontrei Trisha sentada no meio-fio, examinando as próprias unhas com seus sapatos ao seu lado.
- Você acha que eu posso ter pegado algum germe daquela víbora? – Pergunta-me ela inocentemente, olhando-me com os olhos arregalados, só de pensar na possibilidade.
Olho para ela por um segundo séria, em seguida soltando a gargalhada que estava presa em minha garganta.
- E para comemorar a ação da noite, uma garrafa de champanhe para nós! – Grita Anne atrás de mim, começando a rir em seguida.
Definitivamente, amigas como essas eu nunca mais encontraria.
Notas finais
Bem, acho que eu estou meio sem nada o que dizer hoje...
Até o próximo galera! Que eu não sei quando posto porque essa semana começa a maratona de provas finais. E isso não é legal... :S
Bem, adeusinho!! Nos vemos nos reviews!
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