Not Strong Enough

23 Capítulo Vinte e Dois


Notas iniciais
HEY HEY PESSOAS LINDAS QUE COMENTAM!!!
É, eu sei, era pra eu ter postado já, mas como fui viajar não deu tempo, então, como cheguei de viajem à poucas horas, estou aqui, na minha escola, postando pra vocês!! :]
Bem, só não postei sexta porque depois que cheguei em casa a euforia de ter apresentado meu projeto ainda persistia, em uma alegria tão extasiante por meus professores terem gostado que até agora ainda não sumiu completamente!!! Sério, tô sorrindo até agora! Kkkkk'.
Bem, não revisei o capítulo e não sei se tem erros, então, qualquer coisa me avisem!
O que eu ainda estou falando, né?! Vamos ao capítulo!
Espero que gostem!

Capítulo Vinte e Dois

– Não, Trisha! Você não pode fazer isso! – Disse alterada, quase cuspindo na cama de Lucy um pedaço de chocolate que estava comendo. Continuei andando de um lado à outro, irritada com a teimosia de minha amiga.

– Eu disse que quando você tivesse algum problema eu pegaria o primeiro voo para aí, não disse?! Então, estou indo agora! Até pedi para a minha colega de quarto ir comprar minhas passagens. De qualquer jeito, eu iria mesmo ir te fazer uma visita nos próximos dias, já que a minha escola está em recesso nas próximas duas semanas! – Trisha comemorou feliz, e eu quase podia ver seu sorriso aberto enquanto apoiava o telefone nos ombros e pintava as unhas de azul royal, como fizera tantas vezes antes em nossas conversas que se estendiam durante horas pela madrugada quando éramos apenas duas adolescentes.

– Você não vai mudar de ideia, não é? – Indaguei derrotada, suspirando pesadamente enquanto desmoronava em minha cama.

Trisha riu pelo outro lado da linha.

– Ahh, como você me conhe... Droga! Derramei esmalte no carpete! – Choramingou. – Ramona vai me matar quando ver isso!

Gargalhei, mas o som soou como algo sem jeito e trêmulo, como se não soubesse mais como fazê-lo.

– Boa sorte! – Desejei.

– Obrigado! – E antes de desligar, murmurou — E diz para o Cameron que ele é um idiota orgulhoso. – Então a linha ficou muda.

Ótimo, novamente as lembranças da noite anterior voltaram com força total à minha mente, ecoando e repetindo-se freneticamente em uma cacofonia de palavras que ainda me assombravam. As palavras que Cameron dissera pareciam terem sido gravadas á ferro, pois ainda me lembrava exatamente do que ele proferira, lembrava de exatas todas as sílabas que saíram por sua boca, e cada vez que isto acontecia, sentia a imensurável vontade de chorar.

Olhei para o telefone apoiado em minhas mãos, onde nenhum som saía mais, deixando que o completo silencio dominasse todo o local.

Já eram quase quatro horas da tarde, e desde que pus meus pés na irmandade à sete da manhã, após ficar o resto da noite simplesmente caminhando sem rumo, eu finalmente estava completamente sozinha; sem Trisha, sem Lucy, e até mesmo sem o sorriso cínico de Meredith que tinha vontade de retirar de seu belo rostinho plastificado à tapas.

Joguei-me na cama, sentindo o colchão ceder com o meu peso enquanto uma musiquinha triste tocava ao fundo de minha mente.

Definitivamente, este dia estava sendo um saco!

...~{[...]}~...

Segunda-feira. Definitivamente, agora via como as pessoas odiavam este dia. O começo de uma semana que sucede de dias desastrosos realmente não poderia ser considerado algo bom.

Fazia-se mais de meia-hora que olhava para a tela apoiada em um cavalete, em branco, sem o mínimo de inspiração para fazer sequer um traço torto com o lápis. O que Matthew dizia, ecoava despercebido em meus ouvidos. Naquele momento, a inspiração que em momento algum perdera, tinha acabado de esvair-se.

– Leana? – Uma voz perguntou ao meu lado, como se estivesse repetindo a mesma palavra por diversas vezes e eu não respondera em nenhuma.

– Desculpa. Eu estava meio... distraída – murmurei, vendo Matthew ao meu lado encarando-me com os olhos preocupados.

– Leana, você está bem? – Perguntou ele, aproximando-se até ficar apenas dois passos de mim.

– Estou sim. Só estou um pouco cansada. Não dormi direito no fim de semana. – Por causa de Cameron, acrescentei mentalmente.

Matthew me analisou por um segundo em silencio, com os olhos apertados em preocupação e a boca formando uma linha reta.

– Você não parece bem. – Ele fez uma pausa. – Olha, não precisa falar se não quiser, mas se precisar de ajuda, se não quiser falar com um psicólogo errôneo ou uma amiga que esteja ocupada demais com um namorado – ele soltou um sorrisinho mínimo, como se estivesse tentando me fazer sorrir -, pode contar comigo. Posso não ser seu conhecido mais próximo, mas não me importaria de te ajudar.

Sorri, algo mínimo e trêmulo nas pontas, mas era algo intrinsecamente verdadeiro. Então lembrei-me de Cameron, e isto só fez com que mais uma vez naquele dia fatídico sentisse meus olhos encherem-se d’água enquanto a vontade de derramá-las voltava à assolar meu peito.

– Obrigada – disse baixinho, piscando com força para que a súbita vontade de chorar sumisse.

Delicadamente senti os dedos de Matthew tocarem meu braço por cima da blusa de mangas compridas que vestia, em forma de conforto. Olhando em seus olhos, vi ali um ponto de pena brilhar, juntamente com algo cálido que não soube como descrever.

O sinal soou, interrompendo a espécie de transe que me encontrava, e não obstante, Matthew imediatamente separou-se de mim, como se tivesse acabado de levar um choque. Ele voltou para sua mesa.

Recolhi rapidamente minhas coisas, jogando-as de qualquer jeito dentro da mochila em uma profusão de lápis coloridos e canetas, deixando as folhas de meus livros ao relento para que fossem manchadas, mas naquele momento não me importei, pois a sala parecia fechar-se ao meu redor, sufocando-me lentamente.

Coloquei a bolsa de qualquer jeito sobre o ombro, notando que demorara mais do que imaginava enquanto caminhava sem ter de me intrometer no fluxo de alunos costumeiro. Ao chegar na porta, olhei-a dividida. Não queria voltar para a irmandade e ter de aguentar pelo resto do dia os olhares de vitória de Meredith, que para mim era mais que um tapa em meu rosto, mas também sabia que não teria para onde ir. Melhor, não saberia para onde ir.

– Leana? – Matthew me tirou de meus devaneios, falando com a voz um pouco mais alta que um sussurro.

Lentamente, virei minha cabeça em sua direção, vendo-o recolhendo com as mãos uma pilha de papéis que imediatamente pensei serem os trabalhos entregues na semana anterior. Eles os colocou casualmente em uma mochila com estampa do exército, e logo tratou de se encaminhar em minha direção.

Não me movi, ou sequer pronunciei uma palavra, permaneci congelada no mesmo lugar, como se não soubesse o que fazer, mas talvez, eu realmente não soubesse.

– Leana, seja lá o que está te deixando assim, supere! Você é forte! Eu vi que hoje sua tela ficou completamente vazia, e sei que você também se sente assim. Mas você têm uma chama dentro de si que não pode ser apagada, é isto que a faz uma artista tão brilhante! Não deixa os problemas diários bloquear isto. – Matthew pronunciou tais palavras com uma doçura que fiquei tonta, como se estivesse fazendo uma prece silenciosa, e suas palavras, que poderiam ter até sido bruscas em outro tom, tornaram-se um conselho de beleza inestimável.

Naquele momento, eu sentia-me lentamente desmoronando.

– Eu não sei se consigo... – Disse com a voz embargada, e instantaneamente senti-me patética por isso.

Matthew pôs uma mão sobre meu ombro, conduzindo-me para fora da sala e logo fechando esta atrás de si.

– Porque você não almoça comigo? Quem sabe eu não possa te ajudar com esse problema.

Parcamente, assenti com a cabeça. Naquele momento tudo o que eu queria era alguém que eu pudesse conversar.


Notas finais
Então...? Amaram? Odiaram? Querem a cabeça desta humilde autora sobre suas lareiras?! Expressem suas opiniões pelos reviews!! Kkkk'.
AHH, Deem ideias pra onde eles poderiam ir, o que falarão, etc. :D
Bem, como essa semana minha escola está em conselho, não se surpreendam que na terça esteja de volta! Só não tenho muita certeza... :p
Bem, nos vemos no próximo!! Mesmo se eu ainda estiver com dor na minha orelha recém-furada pela terceira vez!! Kkkkk'.
Ahhh, o que eu ainda estou falando?!