Not So Perfect

3 Capítulo 3 - Finanças


3º capitulo

POV Bella

Sara Bareilles – One Sweet Love– http://www.youtube.com/watch?v=8BOKvx8qhQA

Acordei de manhã, um pouco grogue por conta dos calmantes, e com uma dor na bunda esquisita, olhei no espelho pra ver o que era e tinha um roxo enorme. Engraçado, não me lembro de ter batido, mas enfim, não importa.

Fui pra casa de meu falecido noivo pra ver como que as coisas estavam.

Cheguei lá, e aquela conhecida dor da perda me atingiu novamente, mas a encarei e continuei andando.

Peguei as chaves na cesta pregada na parede, ao lado da porta, e fui entrar, mas antes parei e analisei, a dor não cessava, mas eu já estava me acostumando com ela ali.

Acabei entrando, como se fosse possível, a dor dobrou em meu peito ao olhar aquela tão familiar sala, tudo arrumado do seu jeito tão organizado, como sinto a falta dele.

Caminhei até a porta de seu quarto e parei encarando-a, pensando se realmente eu deveria abrir eu ir embora pra evitar que a dor aumentasse.

Decidi entrar e quase caí pra trás com o que via.

– Aahn... hey – o desgraçado do Edward me disse.

Ele estava deitado na cama de Mike, o que me fez ficar puta da vida.

Abri toda a porta bufando, e entrei no quarto indo em direção a escrivaninha pra pegar alguns papeis.

– Este é o quarto do Mike – disse ainda andando – Você não tem o direito... – parei e virei pra ele – o que você esta fazendo aqui? – disse indignada.

– Dormindo – ele disse num sussurro catando sua calça, que estava em cima das cobertas – que horas são? – ele disse colocando-a, eu sentei e virei pro outro lado catando os papéis, minhas bochechas queimavam com o que estava presenciando, mas disfarcei.

Ele levantou arrumando a calça.

– Não quis ir logo pra casa, eeentão, os caras me deixaram ficar um tempo aqui – disse e foi mexer nos papéis que eu tinha separado.

– Não toca nisso, aliás, não toca em nada – disse levantando uma das mãos em sinal de pare – Pode ser “gostosão”? – disse voltando a mexer nos papéis, tentando me concentrar ali pra não lembrar daquele momento do banheiro.

– Não sabia que você estava lá – ele disse em tom de culpa.

Levantei da cadeira e o encarei em raiva, fui pro outro lado do quarto onde tinha uma cômoda, lá estavam às correspondências.

– Por que ainda está aqui? – disse checando as castas – Devia estar em Los Angeles, dirigindo algum filme ou coisa assim- joguei as cartas de volta pra cômoda e o olhei.

– Yeah, mas aquilo não deu certo – pegou sua jaqueta – e dou graças a Deus! Filmes... são piores que comerciais – disse terminando de se vestir e vindo em minha direção – Querem vender, vender, mas vamos enganar e chamar de “arte”. Na propaganda é “vender, vender”, mas sabemos que vamos pro inferno – olhei pra ele e balancei a cabeça sarcástica – Então, tome um cheque gordo pra aliviar a consciência.

Logo que ele terminou a frase peguei todas as coisas e me virei pra ele bruscamente.

– Nunca entendi porque ele era seu amigo – ele sorria, mas quando eu falei seu sorriso desapareceu – você nem parece sentir a falta dele – eu dizia tudo calmamente, mas o tom ácido transparecia em cada palavra.

Peguei a chave e fui indo embora.

Peguei alguns crachás dele na porta e o encarei mortalmente antes de sair e bater a porta com força.

(...)

Mat Kearney – Here We Go Again — http://www.youtube.com/watch?v=zIZaP7CtFRA

Eu precisava saber sobre os investimentos de Mike, por mais que a história que Em tenha me contado tenha feito algum sentido, fiquei com o pé atrás sobre isso, eu precisava saber.

Sentada na mesa do meu serviço, liguei pra Dunn Hamilton Investimentos.

– Oi, estou cuidando de um espólio de um cliente seu que faleceu – disse logo que a moça atendeu se apresentando como Joanne.

Pedi tudo que eu precisava pra atendente, iria passar lá, antes de ir pra casa, pra pegar a papelada. Desliguei o telefone e quando olhei pro lado, Rudny, um colega, me olhava, parecia querer dizer algo.

– Oi Bella – disse com uma expressão de compaixão.

– Oi Rud.

– Eu só queria dizer que sinto muito.

– Ooh, obrigada – eu disse com cara de cansada voltando a prestar atenção no meu serviço.

– Ok – ele parou, pensando e fazendo bico – uma coisa parecida aconteceu ao amigo de um primo meu – voltei a olhá-lo – um garotão esquiando – disse triste – vem um cara de snowboard, totalmente descontrolado e PAH, a prancha cortou a jugular dele – HÃ? Isso era pra animar ou pra me deixar mais pra baixo? – o sangue cobriu a pista, e, quando começaram a esquiar, ele escorreu ladeira abaixo. – eu olhei pra frente, esse cara tem problemas, só pode! – Enfim... – virou de novo e voltou a trabalhar e eu fiquei com cara de quem não tinha entendido nada. O que ele tentou ajudar com essa história? Por favor!

POV Narrador

Emmett e Jacob estavam passando o tempo, cada um com uma vara de pescar pescando peixes imaginários, e conversando no quintal dos fundos da casa.

– Então, um Jardim da Paz, pro Mike? – perguntou Em pro amigo.

– Yeah, na loja. Naquele espaço atrás da picape. – Jacob respondeu lançando a vara.

– Vai ser mais um Estacionamento da Paz – Em retrucou rindo e logo em seguida tomou um grande gole de cerveja.

– Cala a boca man – Jake parou e olhou pro amigo – ele adoraria.

– Eu acho que não, docinho – Em brincou.

– Eu garanto – Jake disse, lançando a vara novamente, nem se importando com a brincadeira do amigo – e eu o conhecia melhor, então...

– O que? – Emmett disse frustrado com o que o amigo acabara de dizer – Ta falando sério? – lançou sua vara – Olha Jacob, eu não era sócio comercial dele ok, mais eu e Mike éramos amigos, muito amigos – Jake deu uma risada irônica – e ele até me contou coisas que nunca lhe contaria, e você achou que ficariam entre as 4 paredes da sua loja de pesca supersecreta. – Jake riu achando graça da infantilidade de Emmett.

– Tipo, o quê? – Jake esperou respostas, mas o silencio imperou – que coisas?

– “Coisas”, Jake! – Em disse um pouco irritado pro amigo – coisas de trabalho... sobre o trabalho – Emmett se enrolou na própria língua ao falar isso.

– Você já bebeu demais, dá isso aqui – Jake disse arrancando a vara de pescar da mão do amigo e colocando encostada na cerca.

– Você está... – ergueu a mão fazendo sinal que entregava os pontos – é assim? “Bebeu demais, dá essa vara” – disse indo em direção a um banco – quer saber? O melhor ataque é uma boa defesa – e se sentou.

– Você foi trabalhar hoje, babaca? Ou só ficou aqui enchendo a cara? – Jake perguntou arrumando a linha das varas.

– Não é da sua conta – Emmett olhando bravo pro amigo, mas cedeu um pouco – mas tirei um dia de folga mental – disse com um humor negro, dando mais um gole de cerveja, Jacob riu irônico – estou deprimido, ok? – Emmett gritou com o amigo – meu melhor amigo morreu! Oh não, me desculpe, meu não, ele era o seu melhor amigo – Emmett disse fazendo uma voz cômica e fazendo uma careta de deboche no final. Jake nada disse.

Na porta, Edward aparece mostrando um par de patins diferentes, parecia um esqui com uma roda na frente e outra atrás [n.a.: não faço ideia do que seja aquilo, mas com a descrição acho que da pra ter ideia de como é o objeto estranho].

– Hey, essas coisas são difíceis de usar? – Edward perguntou.

Os dois amigos se olharam e riram internamente.

– NÃO – disseram juntos.

POV Edward

Fefe Dobson — I Want You To Wath Me Move — http://www.youtube.com/watch?v=tI-ZYfwQwok&ob=av2e

“NÃO”

Os dois idiotas queriam me ferra, só pode! Essa coisa é foda demais, mesmo andando com dois paus, um em cada mão, me apoiando, quase estava caindo.

– DESGRAÇADO ! – uma mulher gritou pra mim quando eu quase fui pra cima do carrinho de bebe que ela guiava.

– DESCULPA! — gritei, pois já estava longe. Quando voltei a olhar pra frente, eu tinha certeza que iria morrer!

POV Narrador

– A ladeira foi uma ótima ideia – Emmett disse pra Jacob enquanto os dois assistiam Edward se lascando pra andar no “troço”.

– A ladeira foi uma excelente ideia! – Jacob disse frisando bem a palavra excelente, Em balançou a cabeça em concordância e bebeu de sua cerveja e brindou com Jacob, batendo sua garrafa na vara de pescar, indo os dois pra dentro de casa logo depois disso.

(...)

– Jacob, corre aqui! – Em gritou, enquanto fazia um churrasco no quintal.

– O quê? – Jake gritou da sala.

– Se não correr, eu queimo isso, na moral!

– Só vou ouvir quando se vestir – Jacob disse, depreciando os trajes do grandão, que usava uma cueca samba canção, uma regata e um roupão comprido.

Bella abriu o portão do quintal, cheio de papeis da mão e uma cara de preocupada.

– “SOS Nuclear Bella”, a tempo do churrasco! – Emmett disse todo alegre, nem notando a cara de preocupada da mulher.

– Não vão acreditar! – Bella disse séria pros dois.

POV Bella

Chamei os dois pra mesa do quintal, colocando todos os extratos bancários de Mike em cima dela.

– Ele transferia US$ 3.000 da conta? – Jacob me perguntou.

– Yep – respondi automaticamente conferindo os extratos.

– Todo mês? – dessa vez foi Em.

– Yep.

– E não sabe pra quem ia? – Jake perguntou enquanto conferia um dos extratos.

– Nope, você sabe? – perguntei olhando-o.

– Eu? Não faço ideia – ele disse balançando a cabeça fazendo careta.

– Emmy, você sabe – sim é apelido de mulher, mas Em nunca se importou de eu chama-lo assim.

– Só soube agora – ele me respondeu mexendo no churrasco, que na hora pegou fogo e ele jogou um pouco de sua cerveja em cima pra diminuir.

Apoiei minha cabeça com uma de minhas mãos em cansaço.

POV Narrador

O carro da polícia chega em frente a casa dos garotos, e Edward desse do automóvel, com cara de quem estava muito puto, e com um dos “troços” na mãos. Sua calça estava com os joelhos rasgados e sua camiseta estava igualmente rasgada.

A policial entrega o outro patins, que estava quebrado, rindo. Edward o pega com um sorriso extremamente forçado e acena indo pra casa, mancando e com vontade de matar alguém pela vergonha que acabara de passar, ao descer a ladeira bater no capô do carro da policia e voar de encontro ao chão.

[Em outro lugar]

Bella foi pra casa que ela estava morando, e era onde iria continuar morando, mas com Mike junto.

“ Bella,

Aluguel???

Com amor, Robin J ”

Estava esse bilhete grudado na porta, Bella o lê e logo em seguida chama os garotos pra levar suas coisas pra casa deles, onde ficaria até conseguir um lugar pra ficar.

Na mudança, ela quase desiste de continuar com a ajuda deles, porque tudo que eles carregavam, Emmett derrubava, e pra completar apontava o amigo como culpado, no terceiro móvel, Bella só revirou os olhos, nem adiantava mais reclamar, Emmett era impossível!

Carregando as coisas pra garagem, tudo que Emmett via ele comentava dizendo que a casa não tinha, Bella cedia e deixava ele pegar, Jacob trocou os lençóis da cama do quarto de hóspedes, onde ela iria ficar.

Depois de escolher tudo que queria ficar, Emmett fazia waffles como um louco, colocava tanta massa que chegava a escorrer pelos lados da maquina.

Pra quem via de fora era uma cena cômica, porque dum lado era Jacob arrumando o quarto de hóspedes, ajeitando até a decoração. E do outro era Emmett se empanturrando de waffles e bebendo uma garrafa de vodka, no final derrubando tudo por esquecer de tampar o liquidificador.

– Ótimo eu precisava mesmo de um banho, como eu sou estupido, aliás, você é a culpada – disse apontando a garrafa que estava na mesma mesa, mas, longe do liquidificador – por que não me avisou que eu não tampei a droga do copo? – ele ia em direção a garrafa, mas, escorrega na massa que caiu do liquidificador pro chão – merda! Alguém ajuda – ele chama, mas todos tinham saído.

Notas finais
Só pra avisar, que provavelmente irei demorar pra postar o próximo cap, maas eu vou tentar dar uma adiantada amoores. beeijos