Not Ready 2 Die
6 O Passado é Uma Doce Ilusão
Notas iniciais
Atualizando as 9dades, conheci uma garota seilá de onde que também é apx pelo Ramirez e troca correspondência com ele (super normal mandar carta pra preso, recomendo) e eu comecei a falar com ela etc e aí ela me disse que posso escrever uma carta, mandar pra ela por e-mail e ela envia pra ele :3 mas acho que a carta ficou muito satânica e Deus me castigou, me fazendo ficar com uma febre de 40º desde segunda ´[asdl[ásld[´perl[pasdl´pasd zuera, acho que Deus não me castigou... eu espero
Enfim, vamos pro capítulo. Teve gente que apostou que a Leana tinha ligado pro Matt, outros falaram que foi pro Jimmy...
Que rufem os tambores...
Leana ligou para............
O homem alto e forte não parou para olhar o prédio, não havia tempo para frescuras. Sua atenção e sua mente estavam concentradas em um único propósito: acabar logo com aquilo. A história havia ido longe demais e o plano elaborado se parecia com um sonho distante. Eles haviam trocado os pés pelas mãos e agora não havia mais espaço para as emoções e os sentimentos; somente a razão deveria dominar. Ele atravessou o caminho dando passos largos pela grama verde e suja e empurrou com força a porta de entrada, avisando a todos que ele havia chegado ali para colocar um pouco de juízo naquelas pessoas. Observou a sala vazia e os computadores ligados. Aproximou-se de um monitor e pôde ver, enfim, o rosto daquela que havia colocado tudo em risco. Balbuciou algum xingamento inaudível e percorreu os quatro cantos do cômodo, como se procurasse por alguém escondido na penumbra. Cerrou os dentes e virou-se ao ouvir passos vindos da direção oposta à que estava. Brian surgiu em meio a sombra do corredor escuro e olhou para o homem de olhos verdes, como se soubesse exatamente o que o outro fazia ali. Apesar de nenhuma palavra ter sido trocada, os dois se comunicaram. Os olhares fixos e semicerrados exibiam a mensagem que os lábios, provavelmente, não conseguiriam exibir.
"Finalmente você apareceu." Brian falou depois dos longos minutos de silêncio.
"Agradeça por isso", o outro rebateu com grosseria. "Alguém tem que ter juízo por aqui."
Brian exibiu um sorriso falso e sua atenção foi tomada para a morena que surgia atrás dele.
"Oi, Matt.", Leana lambeu os lábios. "Ainda bem que não demorou." ela lançou um olhar raivoso para Brian, que permaneceu com o olhar fixo no jovem tatuado.
"Fiquei sabendo que você resolveu se divertir um pouco....", Matt se aproximou com os braços cruzados. "... e sequer me chamou." ele exibiu um sorriso perverso e divertido que criou covinhas em suas bochechas.
Brian apertou o punho ao perceber a proximidade e o atrevimento de Matt. Olhou para Leana, que sorria descaradamente, e entendeu o que havia acontecido. Havia sido traído. De novo.
"E então, Brian?" Leana perguntou, recebendo um olhar semicerrado de Matt.
"Vai lá pra fora.", Matt falou voltando seus olhos para Brian. "Tenho um assunto para tratar com Brian" ele sorriu.
Brian não se moveu. Apenas observou Leana fechar a cara e sair rapidamente do prédio, fazendo o barulho da porta ecoar pelo edifício vazio e velho. Matt intensificou o sorriso ao perceber a obediência de Leana e a desconfiança brotar nos olhos do Brian. Caminhou lentamente até ele e semicerrou os olhos.
"Vamos ver se ela é boa." ele falou antes de virar-se e subir rapidamente por uma das escadas.
Matt fechou a porta que dava acesso ao corredor, como se quisesse atrasar Brian para que ele não atrapalhasse os planos sórdidos que ele havia feito. Caminhou rapidamente pelo corredor e intensificou os passos ao ouvir o barulho da porta ser aberta. Brian correu até Matt e puxou seus ombros, o fazendo cambalear para trás. Brian parou na frente de Matt enquanto exibia um sorriso sacana, divertindo-se por ter atrapalhado a passagem do outro. Matt cerrou os dentes e empurrou Brian com força, o fazendo bater as costas na parede fria. Brian levou uma das mãos até a manga da jaqueta de couro de Matt e puxou seu braço.
"Não faça isso." os olhos escuros incendiaram-se de ódio.
Matt apenas sorriu, aceitando o desafio. Continuou caminhando pelo corredor enquanto sentia o olhar reprovador de Brian. Apertou o pequeno botão e observou ansiosamente a porta de metal deslizar. Passou a língua nos lábios e os olhos verdes brilharam ao admirar a jovem assustada que o encarava dentro da sala. Ele entrou no quarto metálico e caminhou lentamente até Rachel, que estava encostada em uma das paredes. Ela sentiu os dedos gélidos deslizarem por seu rosto e se sentiu enojada ao perceber o sorriso perverso e insensato que brotava nos lábios do rapaz que ela não conhecia. Não demorou muito para Brian entrar na sala e fazer Rachel franzir o cenho sem entender a situação.
"Vai assistir?", Matt virou-se para Brian. "Não tem problema, eu gosto de plateia." ele voltou os olhos verdes para Rachel, que sentiu seus ossos tremerem.
Ele desceu os dedos até uma das alças da regata clara que ela usava e a abaixou, passando os dedos pelo ombro nu. Brian observava tudo com o maxilar cerrado enquanto Rachel fechava os olhos. A jovem voltou a olhar para Matt e o empurrou com força, correndo na direção de Brian. Matt a agarrou pelo braço, a jogando com força na parede e ela pôde sentir como se seus ossos tivessem quebrado em mínimos pedaços. Ela franziu o cenho em sinal de dor e deixou seu corpo escorregar até o chão. Abraçou os joelhos, como sempre fazia quando sentia medo, e Brian percebeu que era hora de fazer alguma coisa; rapidamente ele andou até Matt e o puxou, fazendo as costas do jovem também baterem com força na parede metálica. Matt cerrou os dentes e fechou o punho, mas Brian puxou seus ombros para baixo e bateu fortemente com o joelho em sua barriga, o impossibilitando de raciocinar direito. Matt sentiu uma dor inexplicável no estômago e permaneceu curvado, enquanto massageava levemente o lugar com uma das mãos. Brian se afastou cambaleando e se aproximou de Rachel, que observava tudo com os olhos marejados. Ela o olhou, esperando por sua ajuda, mas contentou-se em apenas vê-lo andar rapidamente até a porta. Um clique baixo ecoou pela sala.
Brian virou e percebeu um revólver prata apontado para a sua cabeça. Do outro lado, Matt o observava com uma mistura de ódio e satisfação no olhar. Seus olhos instantaneamente viajaram até Rachel e ele pôde observá-la tampar os ouvidos e movimentar levemente o corpo para a frente e para trás. Brian voltou o olhar para Matt e deu um passo na direção do revólver, provocando um olhar de dúvida seguido por um riso debochado.
"Acha que eu tô brincando?", Matt franziu o cenho. "Eu não vou perder nada se te matar agora!" ele cuspiu as palavras.
Brian não se sentiu intimidado e deu outro passo na direção da arma, sentindo sua testa encostar na boca do cano frio e metálico. Um arrepio percorreu sua espinha, mas ele não sentiu medo; não era a primeira vez em que sua vida era ameaçado. Matt exibiu outro sorriso sacana e balançou levemente a cabeça.
"Sabe, vai ser uma pena perder você. É um dos mais corajosos daqui.", Matt apertou os lábios em sinal de pesar. "Vai ser uma pena..." ele repetiu com a voz baixa.
"Não!", Rachel gritou enquanto levantava e andava até os dois. "Não... Não faz isso." ela abaixou o olhar.
"Olha só... A sua vadiazinha te protegendo", Matt sorriu e virou bruscamente a arma na direção de Rachel. "Você morreria por ele?"
A visão de alguém insano apontando um revólver para ela a fez tremer. Seus olhos pararam em Brian que a observava com os olhos semicerrados. Apesar de tudo, ela sabia qual resposta seu coração queria dar. Sim, ela morreria por ele.
"Eu perguntei se..." Matt começou entre os dentes.
"Já chega, Matt.", Brian interrompeu. "Tá na hora de acabar com o show."
"Não...", Matt respondeu prologando a voz e abaixando o revolver, fazendo Rachel soltar com dificuldade todo o ar que estava preso em seus pulmões. "O show só começou. Aliás, acho que posso fazer uma coisa melhor... Por que não conta para ela, Brian?", ele perguntou erguendo uma sobrancelha e fazendo Brian tremer. "Conta pra ela porque isso tudo tá acontecendo." ele finalizou cruzando os braços, como se estivesse se preparando para assistir um filme.
"Matt..."
"Não, Brian, não adianta enrolar. Isso já foi longe demais. Tá na hora da sua princesinha saber porque ela tá aqui." Matt interrompeu rapidamente.
Os olhos castanhos encontraram os olhos claros e, mesmo com todo o silêncio da sala, ela podia sentir a tensão correr pelas veias de Brian. E isso a apavorava.
"Conta pra ela, Brian", Matt apontou novamente o revolver para ele. "Você já estragou tudo mesmo!"
"Contar o quê?" Rachel perguntou preocupada enquanto se dividia entre olhar a arma prateada e o rosto assustado de Brian.
"Eu..." Brian apertou os olhos.
"Qual é? Você não foi homem quando comeu a vadiazinha?", Matt perguntou sorrindo irônico. "Seja homem agora, porra!"
Brian respirou fundo e abaixou os olhos, dando-se por vencido.
"Eu vou matar você." ele falou, finalmente levantando seus olhos e fitando os olhos claros que o olhavam com desespero.
"O que?" ela perguntou em um sussurro.
"Eu vou matar você, Rachel.", ele repetiu com firmeza. "Esse é o plano."
"Não está se sentindo mal por isso, está?", Matt perguntou enquanto abaixava o revólver. "Puta merda, Brian! Você não vê que ela é só um brinquedo pra você? Eu não acredito que você realmente pensou que estava apaixonado por ela!", ele deu gargalhadas nervosas enquanto observava o rosto sem expressão do outro. "Ela é só uma garota mimada que sempre teve tudo na vida. Ela é diferente de nós, cara.", ele bateu com a arma no peito. "Nós lutamos pra conseguir tudo o que temos. Ninguém facilitou pra gente." ele terminou entre os dentes.
Brian assimilou as palavras enquanto lembrava-se de tudo o que havia passado até chegar ali. Lembrou das derrotas e dos tombos que levou. Lembrou das palavras duras e frias que foi obrigado a ouvir sem revidar. Matt o observou como se estivesse esperando qualquer reação negativa. Um silêncio surgiu na sala e Brian acordou de seus pensamentos, olhando para Rachel. Estranhou quando o misto de sensações desconhecidas e prazerosas não o atacou. Era como se seu coração estivesse congelado e ele agradeceu mentalmente por não se sentir um fraco perto dela. E então, pela primeira vez, ele conseguiu observar os olhos claros e não sentir absolutamente nada. Matt estava certo; ela era apenas um objeto que Brian iria cansar de usar. Ela não servia para ele. Ele sentiu-se imensamente satisfeito por poder olhar para ela e conseguir imaginar como aquele belo rosto ficaria depois que ele atirasse em sua cabeça. Sorriu vitorioso. Havia conseguido apagar o fogo que insistia em consumi-lo. Ele não precisaria mais ouvir os gritos e secar as lágrimas de Rachel; já não se importava mais com ela. Ela era a causa de tudo aquilo, ela era a culpada pela vida que ele foi privado de viver, ela era o motivo dele tentar – sem sucesso – esquecer seu passado. O tempo estava acabando e ele sabia exatamente o que fazer. Brian saiu rapidamente da sala e Matt lançou um último e feroz olhar até Rachel. Acompanhou Brian pelo corredor enquanto ouvia o rangido da porta fechando-se atrás deles. Subiram as escadas e Brian se apressou em descer os degraus de uma das escadas principais.
Jimmy e Leana entraram apressados na sala e se assustaram com a feição preocupada e insana dos dois jovens que estavam parados no meio do cômodo. A tensão podia ser sentida no ar e o calor começava a atacar os corpos. O jovem de olhos azuis acompanhou a morena e sentou-se em uma das cadeiras vazias, enquanto apoiava os cotovelos nos joelhos cobertos pelo jeans negro. Não demorou muito até que o barulho da porta de entrada fosse ouvida novamente e a loira entrasse no cômodo, evitando os olhares curiosos e sentando-se ao lado de Jimmy.
"Leana me ligou." Jimmy respondeu, percebendo os olhares curiosos sobre ele.
"Pra mim também." Michelle falou baixo.
"Ótimo. É bom que estejam todos aqui." Matt respondeu enquanto sentava-se no grupo que havia sido formado no centro da sala.
"Falta o..."
"Não importa.", Matt interrompeu Leana. "A gente não tem tempo. Temos que falar sobre o plano."
"O que? O plano está certo.", a morena gesticulou. "Não está?"
"Tivemos algum imprevistos...", Matt lançou um olhar raivoso na direção de Brian. "... e por isso quero ter a certeza de que não irá acontecer de novo."
"Vamos matá-la. Todo mundo sabe disso." Michelle deu de ombros.
"Hoje!" Leana sorriu.
Matt passou os olhos verdes em todas as feições que ocupavam a sala; Leana e Jimmy estavam ansiosos e visivelmente satisfeitos com a ideia de matar Rachel naquela noite. Michelle exibia medo no olhar e apertou as mãos ao sentir Matt a observar com curiosidade. Respirou fundo e suspirou internamente; não podia ser fraca. O jovem parou seus olhos no moreno que estava encostado na parede e se misturava na penumbra. Brian estava com um dos joelhos dobrados e apoiava o pé na parede atrás de si, enquanto soltava lentamente a fumaça do Marlboro entre os lábios finos. Ele franziu o cenho ao sentir-se observado, mas não reagiu; ostentou o olhar fixo em Matt, exibindo a coragem e a ousadia que sempre foram motivo de orgulho para ele. Brian passou os olhos pelas pessoas na sala, examinando cada feição e tentando descobrir cada plano que estava sendo criado subliminarmente por aqueles criminosos. Não havia mais o plano inicial e muito menos o companheirismo. Aquilo havia ido além do esperado; ele estava em um ninho de cobras traiçoeiras e peçonhentas. Ele sabia que estava envolvido em muito mais do que um plano de sequestro; estava em uma corrida longa e cansativa, e o tempo estava acabando.
"Vamos decidir sem você..." Michelle virou-se para o moreno e rasgou o silêncio com sua voz fina.
"Foda-se." Brian respondeu rapidamente, fazendo a loira exibir uma feição assustada e triste.
Matt sorriu, divertindo-se com a rebeldia do outro.
"O que acha, Brian?" ele perguntou provocativo.
"Por mim, ela seria morta agora." ele respondeu com uma sinceridade um tanto quanto absurda, provocando olhares curiosos e sorrisos divertidos.
"Ótimo.", Matt levantou da poltrona e deu passos largos até uma das mesas, abrindo uma das gavetas e retirando outro revolver prateado. "Você vai matar." ele estendeu a arma para Brian.
O moreno relutou por alguns instantes e pegou a arma dando-se por vencido. Sentiu o metal frio tocar sua mão e logo a envolveu com seus dedos. Uma sensação de poder tomou conta de seu corpo e ele sentiu como se o revolver fosse uma parte dele. Sem pestanejar ele subiu lentamente os degraus da escada e empurrou a porta de madeira, descendo lentamente os degraus de cimento entrando no corredor claro. Assim que avistou a porta metálica, ele acordou de seus pensamentos como se tivesse feito todo aquele trajeto sem perceber. Olhou a arma metálica em sua mão e seus olhos voltaram para a porta. Respirou fundo e vasculhou suas lembranças, achando os inúmeros acontecimentos que faziam a raiva brotar em seu peito e lhe dava a coragem que ele precisava. O toque baixo de celular foi ouvido e ele sentiu sua energia esvair-se por seus dedos, como se fosse sugada propositalmente. Balançou a cabeça e subiu os degraus e, se aproximou da porta. Franziu o cenho ao ouvir as vozes baixas que pronunciavam rapidamente as palavras.
"O que?", Matt gritou. "Eu sabia!", um sorriso incômodo brotou em seus lábios, mas Brian não pôde ver. "Eu sabia que você não ia conseguir, seu merda! Caralho! Eu devia ter matado todos vocês, vocês não prestam pra nada! Espero que acha um bom esconderijo quando eu chegar aí." ele cuspiu antes de arremessar o celular contra uma das paredes vermelhas.
Os outros olharam os pedaços quebrados do aparelho e Leana olhou o jovem com um olhar preocupado. Ela não precisava ler os pensamentos do outro, sabia o que havia acontecido.
"Tenho que ir pro Kansas." Matt falou enquanto andava de um lado para o outro.
"Vou com você." a morena disse com firmeza.
"Não, você tem que ficar." o jovem a olhou.
"Vou com você." ela repetiu pausadamente com uma teimosa irritante.
Leana e Matt saíram apressados do cômodo e logo o barulho do motor do carro ecoou pelo terreno vazio. Brian olhou o revólver que ainda estava em suas mãos e suspirou. Ele havia conseguido controlar seus pensamentos e, mesmo assim, tudo havia se perdido. Já não sentia mais a coragem e a motivação que antes causava adrenalina em seu corpo. Voltou a ser a criança sozinha e desesperada de antes.
Notas finais
Como eu disse, tô bem ruim e é provável que apareça algum erro, eu realmente não tive coragem de ler tudo isso ´[asdl[ásld[sd então desconsiderem. Do mesmo jeito que vocês desconsideraram o sexo do Brian com a Rachel sem tomar banho por longos dias
Eu sei que essa ~confissão~ do Brian foi meio óbvia pra nós, mas eu queria fazer a Rachel sofrer (mais) um pouquinho e imaginar a cara dela por ter confiado e se apaixonado por seu assassino, e ainda ter pensado que ele iria mudar por ela (pff ingênua)
E NÃO FOI DESSA VEZ QUE RACHEL MORREU *TODOS CHORA* mas quem sabe no próximo capítulo...
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