Not Planned.
2 Surpresa!
Notas iniciais
Eu, Katy, tia Connie e Mamãe ficamos conversando por um tempo.
Ouvi algo cair no andar de cima e decidi ir ver o que era, já que Katy tinha começado a assistir TV e minha mãe e minha ia foram fazer algo pra que nós comêssemos.
Adivinha o que tinha sido? Meu celular. É, um celular todo rachado, quebrado e velho, no chão.
– Mas que beleza – eu disse, pegando o celular do chão e tentando ligá-lo – Por que essa droga não liga?
Desci as escadas com o celular na mão e fui direto pra cozinha.
– Mãe? Quebrou.
– O que... Charlotte, eu não acredito que você quebrou outro celular!
– Mãe, eu to com esse celular fazem mais de 4 anos, você não acha que já tava na hora, não?!
Depois de uma bronca daquelas na frente da minha tia, nós fomos jantar, todas no sofá.
– E então, mamãe, quando nós vamos pra Londres? – perguntou Katy, enquanto enfiava uma garfada de arroz, feijão e lingüiça frita na boca.
– O mais cedo possível. Se vocês quiserem, e se der tempo, na semana que vem já estamos indo.
– É verdade, eu vou começar a arrumar as coisas lá em casa enquanto Charlie arruma as dela. Se formos rápidas, no final de semana já conseguimos um voo – disse minha mãe.
Eu queria explodir. Não acredito que aquela seria minha ultima semana naquela cidade chata onde ninguém é decente. Quero dizer, são todos certinhos no bairro, em sua rua, na escola, em todo lugar! É um saco.
Eu e minha mãe fomos pra casa quando deram 1h00 da manhã, eu tinha escola no outro dia e não podia me faltar, ou até mesmo me atrasar.
Quando chegamos em casa, eu tirei meu casaco e ia subindo para o meu quarto quando minha mãe me abordou.
– Tudo bem pra você, não é, Charlie?
– O que? Ir pra Londres? Claro mãe, mal sabe você que esse era um dos meus sonhos...
– Por que? Não gosta daqui? Digo... E seus amigos?
– Mãe, olha pra minha cara e vê se eu sou uma menina que têm zilhões de amigos.
Ela ficou quieta me olhando.
– Mãe!
– Tá, tá... desculpa. Agora, não é bom você já ir colocando as roupas na mala e empacotando as coisinhas pequenas?
– Mãe, é uma hora da manhã. Amanhã eu fico fazendo isso o dia inteiro, tá?
– Tá certo, querida... Boa noite.
– Boa noite, mãe. – eu disse, enquanto via ela ajuntar algumas coisas que queria levar. Coisas como bonequinhas de porcelana e um retrato dela e do meu pai. Não mencionei? Acidente de carro.
Sempre antes de dormir, eu dou uma entrada no twitter pra, pelo menos, saber o que aconteceu enquanto eu estive fora, mas eu estava cansada demais, então me troquei e fui dormir.
6h55
Acordei com a minha mãe derrubando vários cabides, dentro do meu closet.
– Você não ia me acordar?
– Ia, daqui a cinco minutos.
– Mãe, daqui a cinco minutos eu vou ter que estar na escola!
Então eu me levantei, fiz minha higiene pessoal, me troquei e fui pro colégio. Aquele uniforme me irritava, e só me deixava mais feia do que o normal.
Cheguei e fui me sentar na ultima cadeira da fileira, não estava afim de ter que dar tchau Adam, a única pessoa decente daquela escola.
– Não ia falar comigo?
– Ahn, só depois. Por que?
– Nada... Enfim, preciso de contar uma coisa.
– Conta, não to com a sua boca... – bobão.
– Essa é a minha última semana aqui... – sussurrei alto o bastante pra que ele entendesse.
– O que?! Como assim? Tipo, na escola, né?
– Você não deixou eu terminar.
– Então termina antes que eu tenha um... sei lá.
– É na cidade. Vou me mudar. Pra Londres.
– Ã?
Um grupo de cheerleaders estavam conversando bem próximas de nós. Ao me ouvir falar, elas logo se viraram.
– Londres, amiga? – disse uma delas, eu nem sabia o nome dela. Ela empurrou Adam, o fazendo cair da cadeira pra que ela pudesse se sentar – E aí?
– Sai daqui, pode ser?
– Ai, para de ser anti-social! Todos querem ser meus amigos, não sei o que você tem pra não querer também...
Não me aguentei, levantei da cadeira fazendo ela levar seus olhos pro meu rosto.
– Sabe o que eu tenho pra não querer ser tua amiga? Porque você é a pessoa mais tonta da face da Terra. Você acha que a galáxia gira em torno de você...
– Mas gira, né...
– Não me interrompe! Você perguntou o porque e agora vai ter que ouvir – eu não aumentei meu tom de voz com ela em momento algum – Voltando... Você é tonta. É toda riquinha. E eu admito, tem um corpo e rosto bonito, não é a toa que você está nas líderes de torcida, mas se alguém for procurar alguma merdinha na sua cabeça, não vai achar. Você não presta, não tem um pingo de inteligência, e se tivesse, não ia ter cabeça pra usá-la. Você é interesseira, transa com qualquer um só pra que eles façam seu dever de casa e te passem cola, na hora da prova. Não vem de nhenhenhe pra cima de mim, querendo me paparicar.
Olhei pra sala, que estava inteira me olhando.
– Querem saber? Eu vou pra Londres sim, e tenho certeza de que ninguém vai dar falta de mim aqui. É a melhor coisa que vai em acontecer – eu voltei meu olhar pra menina – Agora se você me der licença, vou ajudar meu amigo a conseguir o lugar dele de volta nem que eu te tire daí a força.
Eu ajudei Adam a se levantar enquanto a menina saía do lugar de onde ela havia o derrubado.
– Voltando...
– Você vai mesmo?
– Se bobear, hoje é meu ultimo dia na cidade. Quinta, sexta... É, acho que no final de semana eu já to indo...
– Então, quer ir na minha casa, hoje? Já que é nosso ultimo dia como ‘melhor amigos’
– Claro, eu vou. Depois da aula?
– Pode ser. Nós ficamos jogando vídeo-game e comendo pizza, como toda sexta-feira...
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