Not Planned.

12 Call me maybe... Or don't.


Notas iniciais
Genteeeee, vocês nem tão me ajudando, né? Queria tanto mais reviews e divulgações ):

Eu não queria pensar em mais nada. Saí daquele auditório com os nervos a flor da pele, afinal, já não basta o nervosismo da admissão do grupo teatral da escola e aqueles meninos ficam me irritando.

Subi alguns lances de escada até a saída da escola, que por sinal, se encontrava cheia. Posso até compará-la a um formigueiro jorrando formigas famintas por algo.

- Com licença, me deixem passar. – eu disse em um tom alto, mas ninguém prestou atenção. Eu olhei para o lado esquerdo do formigueiro e vi uma pequena porta que se encontrava aberta. Me levantei e apertei o passo para que ninguém pudesse ver que ali estava aberto e consegui sair.

Logo depois de sair, eu vi alguns meninos pulando e gritando. Sabe quando você fecha um pouco os olhos, mas não totalmente, pra tentar ver melhor e reconhecer algo? Então, essa era eu tentando identificar quem eram os seres retardados, mas a tentativa foi falha.

Eu não queria ir pra casa, eu teria que ficar cuidando de Katy e ela me faria de gato e sapato, então fui mais pra frente com o intuito de tentar ver quem era e, pelo menos, conseguir.

Eu ouvia algumas meninas falarem “ Harry, vem aqui! Tira uma foto comigo!” de modo tão desesperado... E também ouvi outras garotas gritando “Liam, não vá embora!” e o que eu estava pensando não tinha nexo algum. Não podia ser, esses nomes eram comuns no meu dia, mas...

- Charlie! – eu ouvi uma voz um tanto rouca me chamar, mas não acreditei ser quem eu esperava ser. Virei as costas enquanto ainda tinha tempo e saí correndo, fazendo o caminho até minha casa.

Eu estava querendo enfiar o pensamento “Não, não foi Harry Styles que me chamou e a One Direction não estava na minha escola. Afinal, como eles descobririam onde é a minha escola? Não, isso não é normal, eu devo estar tendo alucinações” mas o meu cérebro bloqueava tal pensamento.

Mas não podia ser mesmo. Eu não podia trombar com Harry Styles e Liam Payne em um dia e, depois de outro dia, eles aparecerem na minha escola. É doideira... E como eles souberam qual era a minha escola e que horas eu ia sair? Cadê a privacidade nesse mundo.

Quando me dei conta, já havia perdido meu fôlego, então me sentei no balanço do parque que havia ido no meu primeiro dia ali. Não fazia muito tempo, eram somente três dias desde esse acontecimento.

Enfim, fiquei balançando por ali quando viu um carro passar rápido e freando um pouco a frente. Não liguei, afinal, não sabia quem era, mas de acordo com meus cálculos... O carro havia parado em frente a minha casa, que era menos de vinte metros dali.

Uma pessoa que havia acabado de sair do carro estava indo pra onde eu achei que ela iria. Ela vestia uma camiseta azul marinho com algumas letra em cores claras, uma calça jeans também escura e um tênis. De quebra, um all star, branco. Ela ia em direção a minha porta, mas eu a impedi.

- Ei, quem é você? – eu disse, conforme ia me aproximando do carro. Tentei ver quem estava dentro do carro, pois ele balançava um pouco, mas não consegui. Voltei meu olhar pra pessoa.

- Charlie! – disse a pessoa. Adivinha quem era? Harry Styles. Não, não podia ser...

- Como você veio aqui? I mean... Como assim? – agora eu falava português alto e claro. Bem alto. – Como você chegou aqui? Por que teu carro tava parado em frente a minha escola? Como você descobriu que eu estudava lá?

- Calma! – disse ele. – Eu não to entendendo nada do que você tá falando! Dá pra falar minha língua, por favor?

- É claro... – agora eu falava inglês. Eu notei ele se aproximando com um sorriso malicioso de mim, mas estendi minha mão, como um sinal pra que ele parasse. – Eu preciso saber de um montão de coisas antes de você chegar perto.

Eu inclinei meu corpo e virei meu rosto para dentro do carro. Eu ainda não sabia o que fazer, estava sem ação. Uma fã... Ah, vocês sabem.

- Oi – disse Zayn, seguido de Niall, Louis e Liam. Eles saíram do carro agitados, um de cada vez.

- O que vocês estão f-fazendo a-aqui? – eu disse, quando um tremelique tomou conta do meu corpo. O mesmo tinha espasmos tão discretos e ao mesmo tempo fortes, que ninguém percebeu. Ainda bem, não queria que alguém ali achasse que eu estava tendo um ataque epilético.

- Harry não parava de falar em você, então nós ficamos ansiosos pra te conhecer e ele nos trouxe. – disse Louis, em um tom calmo.

- Mas é impossível – eu o respondi, indignada. – Como você fala isso com tanta naturalidade? Como vocês descobriram onde eu moro e estudo?

- Calma, Charlie... – Harry tentou a aproximação de novo e eu fiz o mesmo sinal de antes. Ainda não queria que ele chegasse perto de mim pois ainda nem acreditava que aquilo tudo estava mesmo acontecendo. Olhei para Niall, que estava com uma expressão um tanto risonha. Depois olhei pra Zayn, que estava com um cara surpresa de quem, se falasse naquele minuto, diria “Por que ela está negando a nós aproximação? C’mon, somos lindos!” mas ele não dizia uma palavra. Todos eles pareciam surpresos com o meu ato, mas eu não recuei, precisava saber tudo o que eles tinham feito pra chegar até minha pessoa.

- Me expliquem! Por favor, eu estou toda tremendo e nervosa.

- Ok, Harry te caçou um pouco. Demorou pra ele deduzir que aquela escola era a mais perto de sua casa e, praticamente, a única no bairro. Sua casa... Liam disse que trombou com você aquele dia e eles memorizaram. – disse Zayn, com uma cara de quem explicava algo óbvio.

- Mas isso é impossível demais pra acontecer. I mean... – eu não podia conter minhas emoções e se eu não tivesse segurado, teria chorado ali na frente deles. – Ahn, vocês querem entrar?

- Se não for incômodo... – disse Louis. Ele dizia as coisas com uma naturalidade que eu só podia sentir em sua voz.

Nós entramos em casa. Na verdade, eu entrei primeiro e eles ficaram esperando pelo meu sinal, os autorizando entrar, eu o fiz. Fechei a porta e os olhei, parados, olhando para a sala de boca aberta.

- O que foi? – eu disse, os seguindo e me virando pra sala. Lá estava Katy, de pijamas e descalça, só de meias, jogando Crash Kart. – Katy?

Ela me olhou e olhou pro lado, notando os garotos.

- Tá... Calma...

- Que foi? Calma, não grita.

- Aaaaaaaaaaaaaaah! – ela gritou, correndo e abraçando Louis. Ele retribuiu, e eu o olhei com um sorriso.

- Ela ama vocês também. – sussurrei, e ela me olhou.

- Como assim, Katy? – ela disse, com um sorriso enorme.

- Eu não consigo explicar, Katy. – ela veio até mim e também me abraçou. Eu lembrei que ela estava doente e não podia andar de pés no chão. – E o que a mocinha está fazendo de pés no chão? Não tem chinelo, não?

Zayn’s pov.

Acabamos de descobrir que a priminha da amiga de Harry também gosta de nós. Eu até sorri, a garotinha era fofa, ainda mais naquele pijama rosa com coelhinhos.

Olhei para Charlie e vi uma doçura em seu rosto. Ela era delicada, mas nem tanto, e pude notar que ela tem uma certa facilidade em lidar com crianças.

Olhei para Niall e notei que ele também a fitava, com uma expressão um tanto sorridente e simpática. Engraçado, no caminho ele não para de reclamar de fome...

Pude perceber que todos os meninos a fitavam, de modo que fez ela notar e nos olhar.

- O que foi? – ela disse.

- Nada. – eu respondi, tentando disfarçar.

- Vocês querem alguma coisa? – sua voz tinha um tom... inexplicável.

- Tem comida? – perguntou Niall. É, a fome daquele ser humano não havia passado.

- Tem... Lasanha. Pode ser?

- Claro que pode! Desde quando eu recusaria uma lasanha?

- Ok, então. Sentem-se aqui, conversem com Katy enquanto eu esquento a lasanha. – ela disse, eu a obedeci. Me aconcheguei no sofá e vi a garotinha Katy sentar do meu lado, com um sorriso enorme.

- E então, linda, tudo bem? – eu a olhei e sorri, puxando assunto.

Harry’s pov.

Eu a vi colocando a lasanha no micro-ondas e subindo pro quarto. Ela parecia apressada.

- Vou tomar água. – eu disse, conseguindo enganar direitinho todos os meninos. Fui na direção da cozinha, mas desviei ao achar a escada pro segundo andar da casa. Eu fui subindo, em silêncio, e a vi andando de um lado para o outro no corredor. Eu segurei uma risada, que mesmo se não segurasse, não seria notada.

Ela sussurrava algo como “O que eu faço” e “Meu Deus, isso não pode estar acontecendo”, e eu decidi tentar a acalmar.

- O que houve? – eu perguntei, “surgindo” das escadas.

- Nada. – ela se assustou. – Eu só estava pensando comigo mesma, estou um pouco nervosa... A lasanha ficou pronta?

- Não sei. – eu cheguei mais perto e encostei minha mão na dela. Eu a vi me olhar e tirar.

- Não, Harry. Você não veio aqui pra isso, e eu não posso.

- Por que não?

- Porque eu te conheço, Harry. Eu conheço tua fama, conheço teu jeito, sei o que iria acontecer.

- Não, não sabe.

- Sei, sei sim. – ela disse, fechando os olhos. – Você ficaria comigo, a notícia sairia em alguns sites se alguém descobrisse e você desmentiria, dizendo que foi um acaso, e que nada foi de propósito. Fãs iam ficar com raiva de mim. Isso acontece comigo, eu sou fã de vocês, e essa nossa relação é impossível.

- Mas... – tentei a convencer, mas ela fez que não com a cabeça, olhando pra baixo, e desceu as escadas.

Charlie’s pov.

Harry tinha acabado de tentar ficar comigo e eu recusei. Não sei o que se passou pela minha cabeça naquela hora, mas sei que eu não iria fazer aquilo, algo me mandou não fazer e obedeci.

Coloquei um sorriso no rosto e desci as escadas como se nada tivesse acontecido. Fui em direção a cozinha e vi todos sentados a mesa, comendo a lasanha.

- Mas já? Nem esperaram por mim? – eu disse, com um sorriso no rosto.

- Você demorou demais! – gritou Katy.

- Achamos que você e Harry estavam ocupados... – disse Louis. – Inclusive, em ambos os sentidos. Não poderiam comer com a boca ocupada, certo?

- Nada aconteceu, Louis... – eu disse, o fitando. Eu ia acabar fraquejando e caindo com os seus olhos me olhando daquele jeito, mas resisti. Sorri e acabei soltando um riso. – Então, vocês vão ficar aqui a tarde inteira? – eu perguntei.

- Se você deixar... – disse Harry, surgindo atrás de mim. Eu arregalei um pouco os olhos ao perceber que ele tentou me abraçar por trás. Dei um tapinha em sua mão esquerda e ele logo notou o sinal.

- Bom, minha mãe já vai chegar, então creio que, infelizmente, vocês terão que ir embora logo depois de comer a lasanha...

- Ela... – disse Niall.

- Ela não ia gostar de ver que eu trouxe visita pra casa sem a avisar. Ainda mais meus ídolos.

Um pouco de tempo se passou, nós ficamos conversando na cozinha e Niall quis comer mais, mas não tinha. Eu ria, e eles davam risada da minha cara, como se minha risada fosse engraçada. Aquilo não era normal.

- Então, agora vamos embora mesmo... – disse Liam, dando um ultimo gole em seu suco de laranja.

- Ok... – disseram Zayn e Harry em coro. – Mas primeiro... – completou Harry. Todos eles se levantaram e saíram assim que eu abri a porta.

- Tchau, meninos. – eu me segurei pra não dar um abraço em cada um, não queria parecer desesperada. Harry era o ultimo da fila, e assim que Zayn me deu um beijo na bochecha e saiu, ele fechou a porta e me encostou na parede.

- Eu quero teu telefone. – ele sussurrou, me beijando. Assim que seus lábios tocaram os meus, meus pensamentos mudaram de “Resista a Harry” para “Se entregue a Harry”. Nada foi apressado, senti que nós poderíamos ficar ali para sempre. Sentia a língua de Harry explorar cada canto da minha boca, enquanto eu fazia o mesmo com a minha. Levei minha mão a nuca de Harry, brincando com a ponta dos cabelos que haviam ali. Ele acariciava meus quadris com ambas as mãos.

Ouvimos a buzina do carro, então Harry partiu o beijo, com um sorriso. Ele sorriu sem mostrar os dentes e me olhou nos olhos. Eu retribui ambos, ainda envergonhada.

- Vai me passar teu telefone? – ele sussurrou. – Ou eu vou ter que insistir ainda mais, indo até a tua escola de novo, amanhã?

Eu o passei meu número, não tendo esperança que ele me ligasse ou mandasse mensagem alguma. Eu sabia que ele não o faria, sabia que daria meu número em vão. O escrevi em um pedaço de papel que havia arrancado de uma agenda e o entreguei.

- Agora vai. – eu disse, sorrindo como uma tonta e apontando para a porta. Ele me puxou pela cintura e me beijou outra vez.

Notas finais
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