Not Over You

23 Capítulo 22 - Surrendering


Notas iniciais
Oioioioi, cogumelos ♥ Como vocês estão? Eu nem demorei tanto dessa vez, né? Pois é. Eu acordei mega cedo hoje e escrevi esse capítulo em três horas, UAHSUAHS, nem eu acredito que fui capaz. Eu tô morrendo de vergonha de postar isso, ai meu deus. Sério. Eu já escrevi cenas...assim, mas essa ficou bem detalhada e comprida ~corando~. Se vocês não gostarem, realmente me perdoem, eu fiz o que consegui... e estou postando sem mostrar pra ninguém, então... é. Desculpem o capítulo ser pequeno, mas eu disse que seria. Boa leitura pra quem vai ler! ♥ *AVISO: Capítulo +18*

Eu quero amar você, Emma voltou a sussurrar em meu ouvido, descendo os lábios para deixar beijos em minha nuca. Você quer isso? Perguntou provocativamente, subindo a mão direita por minha barriga, enquanto a esquerda segurava meu pescoço delicada e possessivamente, obrigando-me a jogar a cabeça um pouco mais para o lado. A mão que subia por minha barriga parou abaixo do sutiã, e seu dedão o invadiu por baixo, usando apenas a ponta para acariciar o lugar tão sensível, enquanto aproveitava da vulnerabilidade do meu pescoço para morder a pele do local com força, fazendo-me arquear as costas, enquanto minha boca se entreabria e um gemido sufocado e mudo saía por ela. A mordida foi seguida de um beijo molhado que provocou espasmos doloridos de prazer por meu corpo.

É o que eu mais quero respondi com o pouco de fôlego que me restava, sentindo meu corpo se desfalecer em seus braços aos poucos.

Eu não sei o que se passou pela cabeça de Gabriel quando ouviu minhas palavras, mas sua atitude de descer as mãos rapidamente até chegar em minha cintura e me virarem de frente para ele fora quase desesperada. Não tive tempo de raciocinar direito, pois logo que estava cara a cara com ele, nossos corpos foram colados e sua boca atacou a minha com ferocidade. Não era calmo, não era delicado. Era selvagem e desesperado. E quando a ponta de seus dedos apertaram a pele do meu quadril e o puxaram com força, senti aquele desespero me invadir quase que imediatamente.

Meus dedos se enroscaram no cabelo de Gabriel, puxando-os com força. Nossas línguas exploravam a boca um do outro com destreza, enquanto nossas gargantas deixavam que pequenos e abafados gemidos escapassem.

Ele virou seu corpo bruscamente, levando o meu junto, e ergueu-me pela cintura para que pudesse andar em direção à cama sem que nos atrapalhássemos com nossos pés. Passei minhas pernas ao redor de sua cintura, mesmo que essa não fosse a real intenção de seu ato, e fiz mais pressão do seu corpo contra o meu com as pernas. Em questão de segundos, minhas costas estavam caindo contra o colchão e Gabriel estava em cima de mim.

Desci minhas mãos por suas costas nuas, sentindo-as se contraírem sob meus dígitos e voltei a subi-las, dessa vez arranhando a pele bronzeada força. Gabriel grunhiu contra os meus lábios e separou nossas bocas, descendo a sua para atacar meu pescoço com ferocidade. Suas mãos seguravam meus quadris com forças, seus dedos se pressionavam em minha pele de forma que eu acreditava que deixaria marcas no dia seguinte, mas isso não me importava. Arqueei as costas e arfei quando senti seus dentes agarrarem a pele do meu pescoço com força, logo depois sendo sugada por seus lábios.

Usei uma mão para agarrar seu cabelo com força e a outra voltei a descer por suas costas lentamente, vez ou outra fincando as unhas da mesma em sua pele. Gabriel forçou a cintura para frente com brutalidade, simulando uma penetração, chocando nossas intimidades e fazendo-me soltar um gemido quase engasgado, enquanto ouvia ele praticamente rosnar em meu ouvido.

Desenlacei sua cintura apenas para usar meus dedos para brincar com o cós da sua calça de flanela, me arrepiando quando minha pele fria do pé roçou na pele quente de sua cintura. Gabriel largou minha cintura apenas para enlaçar seus indicadores nas laterais da minha calcinha, ora ou outra puxando-a para cima e me fazendo gemer desesperada.

Quando enfiei minhas mãos por debaixo de seus braços, levando-as até sua cintura e forçando-a mais para baixo, de modo que nossas intimidades se tocassem com mais frequência e força, Gabriel voltou a atacar minha boca com a sua, impedindo a nós dois de gemermos alto demais conforme nossos quadris se movimentavam juntos.

Suas mãos largaram minha calcinha e subiram pelas laterais do meu corpo, apertando alguns locais com força, como se ele quisesse testar se eu era realmente real naquele momento. Suas mãos desceram para debaixo do meu corpo, em minhas costas, fazendo-me arqueá-las enquanto seus dedos, com uma agilidade que sempre me deixava de queixo caído, abria o fecho do meu sutiã.

Gabriel desgrudou nossos lábios, deixando alguns beijos espalhados por meu queixo lentamente, e logo depois ergueu o corpo e encolheu as pernas, ficando de joelho diante de mim com uma perna minha de cada lado de seu corpo. Senti minhas bochechas corarem minimamente. Ele passeava os olhos preguiçosamente por meu corpo, umedecendo os lábios com a língua frequentemente, e quando seu olhar encontrou o meu, pude ver o quão escuros seus olhos estavam. Apenas aquele olhar enviou espasmos ao meu corpo, fazendo-me morder o lábio para não soltar um gemido. Suas mãos, então, deslizaram por minha barriga, subindo até os meus seios, apertando-os ainda por cima do sutiã, fazendo-me fechar os olhos e jogar a cabeça para trás, apenas para sentir por completo aquele toque.

Senti a língua de Gabriel em meu ventre enquanto seus dedos puxavam a alça do meu sutiã para baixo. Ergui os braços para me livrar da peça miúda enquanto sua língua subia por minha barriga. Agarrei os lençóis com força quando a boca de Gabriel alcançou um dos meus seios, chupando-o com vontade enquanto sua língua dançava em meu mamilo.

Oh, merda, merda, merda. Era tudo o que eu conseguia pensar enquanto Gabriel me tinha entregue a ele tão fácil daquela maneira.

Quando sua boca estava em meu outro seio foi que minha cintura, quase automaticamente, se ergueu, fazendo força para cima, para encontrar seu membro. E conseguiu, já que além de senti-lo duro e quente contra minha intimidade, mesmo que por poucos segundos, também senti Gabriel pregar seus dentes em meu seio para evitar soltar um gemido.

– Gabriel – gemi quase num choramingo, fazendo-o abrir os olhos e olhar para cima, ainda sem tirar seus lábios de mim. Ele me olhava intensamente, sem parar os movimentos com a boca. – Eu preciso- – sua língua rodeou meu mamilo, que já estava dolorido, lentamente, fazendo-me cerrar os dentes. – Eu preciso de você. Agora. Dentro de mim.

Gabriel subiu sua boca e atacou a minha com brutalidade quando ouviu minhas palavras, enquanto meus braços rodearam seu pescoço e, minhas pernas, sua cintura, trazendo-o para mais perto, fazendo-o soltar quase todo seu peso em cima de mim. Gemi contra seus lábios quando seu membro duro tocou minha intimidade.

Ele se separou de mim e se levantou da cama para tirar a calça de flanela e a boxer, e eu aproveitei a deixa para tirar minha calcinha sem cerimônias, mesmo sabendo que isso o deixava bravo por não ter o prazer de ele mesmo tirá-la.

Deus, eu apenas o queria desesperada e devastadoramente, e esperar não era mais uma possibilidade.

Depois de um tempo dormindo com Gabriel, eu havia me acostumado a não ficar mais impressionada com seu tamanho ou com medo de como aquilo caberia dentro de mim. Mas, depois de tanto tempo, meu corpo se arrepiou deliciosamente quando vi seu corpo completamente nu parado ao lado da cama, seu membro ereto e orgulhosamente duro.

Gabriel subiu na cama de joelhos e voltou a se agachar em minha frente, inclinando seu corpo para frente para me beijar enquanto seus dedos rodeavam minha entrada. Quando seus lábios tocaram os meus, um de seus dedos escorregou para dentro de mim lentamente, causando-me uma breve sensação de incômodo.

Nós dois havíamos conversado, e ele sabia que depois dele eu não havia dormido com mais ninguém, por isso transar novamente poderia doer e incomodar um pouco. Afinal, eram quase quatro anos.

Com lentos movimentos de vaivém e nossos lábios apenas brincando um de provocar o outro, Gabriel colocou um segundo dedo. Movimentei minha cintura contra seus dedos conforme ele acelerava os movimentos e os segundos se passavam. E, quando notei, três dedos seus já entravam e saíam de mim com rapidez e força, fazendo meus gemidos altos e desesperados ecoarem pelo quarto, enquanto sua outra mão brincava com os meus seios.

Joguei a cabeça para trás, separando nossos lábios, e agarrei os lençóis com força, quase acreditando que iria rasgá-los.

Oh, eu poderia morrer naquele momento.

Gabriel não parecia disposto a parar, se deliciando em me ver praticamente gritando de prazer e gemendo seu nome incontáveis vezes, e eu estava perto de atingir meu limite. Por isso eu soltei os lençóis da cama e agarrei seus ombros, fazendo força para empurrá-lo até que ele estivesse jogado ao meu lado na cama, e sem pensar duas vezes subi em seu colo, deixando uma perna de cada lado de seu corpo. Inclinei o corpo para frente com um sorriso, sem tirar os olhos dele, e rebolei em seu membro enquanto passeava minha língua por seu abdômen, me divertindo ao vê-lo grunhir e agarrar meus quadris com uma força exagerada – mas que me deixava mais excitada ainda.

Subi meus lábios por seu pescoço e trabalhei com eles pelo local, mordendo com força sua pele enquanto suas mãos me ajudavam a rebolar em seu corpo. Apenas desgrudei meus lábios da pele bronzeada quando vi que havia conseguido deixar um roxo ali. Logo endireitei meu corpo e o ergui um pouco, apenas para pegar o membro de Gabriel e colocá-lo em minha entrada. Apoiei minhas mãos em seu peito e fui abaixando o corpo lentamente, deixando-o deslizar para dentro de mim.

Fechei os olhos e respirei fundo junto com Gabriel por um momento, quando ele estava completamente dentro de mim.

Entrelacei nossos dedos e levei nossas mãos para cima de sua cabeça, ficando no controle enquanto subia e descia com o corpo em seu membro. Seus olhos verdes-quase-pretos não saíam dos meus, nossos rostos se contorcendo de prazer conforme eu movimentava meu quadril para cima e para baixo, às vezes o tirando completamente de dentro de mim e colocando de volta de uma vez só– isso o fazia revirar os olhos. Os movimentos foram ficando cada vez mais rápidos e mais curtos quando Gabriel flexionou as pernas e começou a movimentar a cintura junto comigo, enquanto eu ofegava com dificuldade e deixava gemidos fracos escaparem da minha garganta. Parecendo quase em seu limite, ele desvencilhou suas mãos das minhas e agarrou minha cintura com força, tirando-me de cima de seu corpo e rolando nossos corpos, me colocando por baixo, como estávamos anteriormente.

Suas mãos agarraram a cabeceira da cama e ele entrou em mim com força e brutalidade, de uma vez só, abafando o grito de prazer que quase escapou de minha garganta com seus lábios, atacando minha boca com desespero.

Gabriel estocava em mim com força e rapidez, me fazendo perder mais o sentido a cada segundo que se passava. Minhas unhas estavam ora arranhando suas costas, ora fincando nelas com força. Ele continuava com as mãos na cabeceira da cama, fazendo-a bater contra a madeira sintética repetidas e inúmeras vezes. Nossos gemidos e lamúrias altas ecoavam pelo quarto junto com o barulho de nossos corpos se chocando com força.

Eu não sabia se era possível, mas Gabriel começou a investir em mim com mais força, parecendo entrar cada vez mais fundo.

Eu estava perto, muito perto do meu limite.

– Quase- – gemi, sendo cortada por mais uma profunda estocada. E então outra e outra e outra. E eu estava gritando outra vez. – Quase lá.

Foi preciso de mais três estocadas fortes, rápidas e fundas para me desmanchar em prazer, sentindo meu corpo se contrair e tremer. Gabriel veio logo depois, estocando uma última vez com brutalidade antes de se derramar dentro de mim.

Seu corpo pesado caiu por cima do meu, mas eu ao menos senti.

– Eu tinha esquecido – Gabriel tentou falar entre ofegadas –... eu tinha esquecido de como era intenso estar com você dessa forma.

Soltei uma risada com a respiração ofegante, enquanto esperava meu coração se normalizar.

Gabriel se esforçou para se apoiar nos cotovelos ao que eu fiquei em silêncio, olhando-me com seu rosto bem perto do meu, com as sobrancelhas franzidas de preocupação.

– Emma, amor, eu te machuquei? – Perguntou carinhosamente, se apoiando em apenas um braço para poder acariciar meu rosto com a mão de forma delicada. – Tudo bem?

Sorri ternamente e assenti, erguendo a cabeça rapidamente para lhe dar um beijo suave nos lábios.

– Apenas extasiada – respondi e ele riu, balançando a cabeça para cima e para baixo como quem tinha entendido.

Gabriel descansou sua cabeça em meu colo e abraçou minha cintura, enquanto eu subi uma das mãos para acariciar seu cabelo. Ficamos assim por alguns minutos, em silêncio, apenas esperando nossas respirações e batidas do coração se normalizarem.

– Quer tomar um banho? – Ele perguntou, passando os dedos pelas marcas que os mesmos tinham deixado em minha cintura. – Aposto que aquela hidromassagem seria bem-vinda agora.

Dei uma risada e assenti, concordando, o que fez Gabriel me dar um selinho demorado antes de me soltar e se levantar da cama. Ele se levantou, puxou o lençol branco sobre mim e murmurou que iria encher a banheira e que era para eu esperar deitada e descansando na cama enquanto isso. Porém, não me controlei ao assisti-lo andar nu pela casa e o chamei assim que ele tocou a maçaneta da porta do banheiro.

– Sim? – Ele se virou com um sorriso de canto de lábios.

Abri um sorriso perverso e ele arqueou as sobrancelhas. Sentei na cama, puxando o lençol junto comigo, e ergui uma das pernas, deixando-a flexionada e completamente nua. Gabriel umedeceu o lábio inferior e meu sorriso aumentou.

– Eu não quero apenas tomar banho – disse.

O vi abrir um sorriso e andar até a cama sem ao menos hesitar. Um de seus braços agarrou minha cintura por completo e me tirou da cama imediatamente, como se eu não pesasse mais que uma pena, me deixando de pé com o corpo colado no seu.

– É por isso que nós nascemos pra ficar juntos, amor – ele falou num rosnado.

O lençol escorregou do meu corpo e Gabriel usou a mão do braço que estava livre para agarrar meu cabelo e o puxá-lo, beijando-me selvagemente logo em seguida.

Agarrei seu pescoço e seu braço estimulou meu corpo para cima, fazendo-me enlaçar sua cintura com as pernas. Ele, portando, ainda me beijando, se virou e começou a caminhar até o banheiro comigo em seus braços.

A noite seria longa.

Notas finais
E aí, vocês gostaram? Comentem, eu tô bem insegura aqui, haha. Vou começar o próximo capítulo hoje, então vamos cruzar os dedos para que domingo que venha eu já tenha ele pronto pra postar pra vocês! Beijos na bunda :** E até o próximo.