Not Easy

1 •Amy- Quase lá pt.1


Notas iniciais
Tw: Depressão, self-hate

Acordava Amy, naquela espaçosa e fria cama. O sono permanecia, resultando em mais cinco minutos de olhos fechados, abraçando os lençois, de cara escondida na almofada. Pensava se ia para a esola ou não. A janela continuava fechada, sem incidir um raio de luz, deixando o seu quarto escuro, sentindo-se comfortavél com isso.

Cinco minutos e qualquer coisa depois, rolou ficando a encarar o teto. Suspirou e agarrou no seu telemovél onde eram já 8:50. Via também que tinha as mensagens de bom dia que sempre recebia de Zack e Neal. Esfregou os olhos semi abertos e cobriu-se melhor, pondo-se mais comfortavél para responder aos sms.

Primeiramente, abriu as de Zack. Ele era sempre bastante doce com ela, desejava-lhe um bom dia e esperava que ela se sentisse melhor, dizia que tinha planos para ambos depois da escola, mas ela não ficava muito ansiosa, não gostava de incomodar ninguém. Depois abriu as de Neal. Uma apenas desejava-lhe bom dia e outra dizia que iria sentir a sua falta durante o periodo de aulas. Pensava que se fosse outra rapariga a ler, provavelmente sorriria, e ela desejava todos os dias que pudesse sorrir.

Neste momento, estava já com lagrimas nos olhos porque ter alguém que necessitava dela era uma grande responsabilidade. Claro que ela se amava, mas não se amava. Como poderia ela amar outras pessoas e não a si mesma? Ela só ainda existia porque tinha quatro pessoas que não queria magoar, apesar de ser um aperto enorme manter aquele desejo de não viver mais dentro de si. Passava os dias a chorar dentro daquelas quatro frias paredes, com quem ela criava laços, uma vez que eram elas quem aguentavam os seus choros e gritos. Os seus amigos tentavam sempre animá-la, fazê-la sorrir, mas talvêz deveria de ter pedido ajuda antes de piorar, talvêz deveria de ter percebido de que não conseguia controlar a corrente sozinha, mas agora estava completamente quebrada, nem conseguia fingir sorrir, não ia á escola ou entrava num pânico silêncioso que a destruía. Ela sabia o quão má sua vida estava, ela sabia que estava a piorar, mas ela não queria saber, só queria que compreendessem que não havia solução para aquele problema, que era sua vida, sem ser acabar com ela.

Limpou as pequenas lágrimas com o lençol, colocando o telemóvel de parte em cima da cama. Aconchegou-se ás almofadas. Faltavam alguns meses pars o seu décimo sétimo aniversário, pensa do em como iria sobreviver até lá. Desejava para si mesma que ninguém se lembrasse disso, não queria incomodar ninguém com o facto de celebrar 17 anos de vida. Apenas queria ser como sempre foi, se nem tudo fosse o mesmo de sempre.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.