Not Another Tale Of Angels
1 Prólogo - Once Upon A Time
Notas iniciais
–Majestade – Um homem sorriu depositando um beijo na mão da morena.
–Diniel – Com a feição séria deu permissão para que entrasse. Os olhos faiscando um brilho de ansiedade – Espero que tenha notícias.
A sala tremeu deixando que um espelho se quebrasse ao bater fortemente no chão. A mulher fechou os punhos fazendo o tremor parar, os olhos azuis focados no loiro em sua frente.
Diniel prendeu a respiração temeroso do próximo ato da rainha. A mão batucando incansavelmente sua perna.
–Castiel me mandou a localização delas hoje.
–Chame Noah – Rainha Candacesentou-se em seu trono.
...
Com os olhos perdidos na tela em sua frente, Pandora Laskaristraçava as primeiras linhas de um desenho. O cabelo caído em forma de cascata por suas costas prendendo a franja de lado, tirando-a dos olhos verdes.
–Dora – Uma voz soou ao seu lado, a pronúncia embolada – Passou a noite aí?
–Sim, Paris – Sorriu sem deixar de terminar o traço.
Paris Laskarisse sentou ao lado da irmã, pegando a garrafa de vodka dando mais alguns goles. Os olhos em uma mistura de vermelho, por conta da bebida, e o natural verde. O cabelo castanho despenteado.
–O que é isso? – Questionou sem tentar rir – Parece uma nave espacial.
–É uma cidade, Paris – Dora respondeu finalmente olhando a irmã – Dean está aí? – Revirou os olhos pensando – óbvio que está, ou você já o trocou? – Ponderou pelas vestes da irmã. Apenas um sutiã e um mini short que mais parecia uma calcinha.
–Não troco Dean por ninguém – Soltou uma risada alta – Ele o melhor na arte que eu mais gosto... Você sabe... S...
–Sim, Paris – Dora a interrompeu – Eu sei.
Paris se levantou cambaleante sem soltar a garrafa. Caindo logo no sofá derramando o liquído em si e no móvel.
–Que merda, Paris! – Pandora deixou seu quadro indo em direção a irmã que ria escandalosamente – O pai está aí daqui a pouco! – Disse voltando a sua habitual calma.
– Foda-se o pai! – Gritou – Estou voltando para o Dean!
–Não! Você fica aí! Eu vou mandar o Dean embora.
–Não! Eu não quero ficar sem ele! – A morena passou de sorrisos a lágrimas.
Dora pegou uma coberta vermelha no armário jogando-a na irmã, que ainda chorava.
...
–Essa é quem devo buscar? – Noahquestionou quando a rainha desligou a câmera.
Os dois parados em frente, a uma parede, agora branca. O garoto mordia o lábio olhando a mulher.
–Tem certeza que são elas? – Perguntou novamente, tendo como resposta o assentimento da rainha.
–Acompanho-as dês de seu primeiro ano de idade – Candice começou – Paris saiu um pouco, bastante, do esperado. Mas ainda assim é uma das escolhidas. E Pandora... Sempre como esperado para o que seu já traçado futuro.
–A senhora estava sem saber onde estavam... – Noah se sentou para escutar, queria saber exatamente onde estava se envolvendo.
–Sim – Candice suspirou – Quando completaram quinze anos as perdi por um descuido. Permaneci até agora tendo notícia apenas por parte do pai delas, Miguel, e seu irmão Castiel. Mas eles nunca me falaram sobre o treinamento das duas.
–Como elas estão no mesmo lugar que o garoto?
–Castiel garantiu que isso ocorreria, mesmo sem a permição do irmão. O garoto é diferente, por isso não posso ficar de olho nele.
Mesmo querendo perguntar mais, Noah permaneceu calado imaginando como se aproximar das irmãs Laskaris.
–Preciso que vá, meu querido – A rainha levantou-se ficando em frente ao garoto – Mas antes, tenho que dar-lhe um item útil para essa missão.
Noah seguiu a rainha, o coração a mil batendo contra o peito. O sangue correndo em sua veia de modo que ardia. Por um momento tinha certeza que desmaiaria.
–Aqui está – Candice sorriu pegando um saquinho dourado – Apenas abra quando estiver certeza de que conseguiu a confiança dos três e puder vir para casa.
Assentiu voltando ao normal. Percebeu que estava no cofre dos Anjos e o que acabara de sentir foi um modo de provar ser confiável de estar ali. Em cada canto da sala um tesouro para ser descoberto.
–Prometo tê-las o mais rápido possível.
–Tenho certeza que as trará em segurança – Encarou por breve segundo seu pequeno anjo. Tinha medo de perde-lo, mas sabia que voltaria em segurança e o mais importante, traria os escolhidos.
Parado em frente ao final do mundo celestial, Noah abriu as asas. Lindas asas douradas grandes, fortes. Sorriu, sentindo-se livre. Finalmente sua grande missão, provavelmente a maior delas.
Guardou o saquinho dourado no bolso. O peito nu se enrijeceu com o ar contido nos pulmões e fechando os olhos saltou do penhasco rumo á terra.
...
–Oliver Campbell vê se não erra dessa vez, idiota! – Algum jogador do time gritou jogando para o garoto uma bola de futebol que logo foi agarrada de um modo surpreendente.
O time parou encarando o garoto que ria contente no gol.
–Tira esse sorriso idiota da cara, Campbell – De novo o treinador rugiu – Foi sorte.
E de novo Oliver segurou a bola, mesmo de olhos fechados sabia que a tinha pego. Não sabia como, apenas fez.
Riu um sorriso mais aberto ajeitando o cabelo.
–Eu disse que sou bom – Disse fazendo uma dancinha idiota.
–Campbell é o novo goleiro – Mark, o capitão do time entregou uma camisa para ele.
–Eu não vou ficar no time – Recusou a camisa de número 1 – Só queria provar que sou bom... E sou.
Saiu do campo, não sem antes fazer uma careta para todos e imitar que tocava guitarra.
–Cara como você fez isso? – Phillip, seu melhor amigo, perguntou vindo em sua direção – Ontem você perdeu feio para as bolas.
–Não sei, apenas fiz. E gostei – Fez uma careta continuando a andar.
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