Not A Reason

1 PRÓLOGO - Give me Everything Tonight


Notas iniciais
que bom que eu já tenho esse cap pronto, pq eu tô FELIZ DEMAIS pra escrever algo que não seja uma bosta.
Enfim, espero que vocês gostem.

POV Annabeth

“Go on and try to tear me down, I will be rising from the ground, like a skyscraper”

Sim, bela descrição de mim, Demi. Ainda mais quando chegamos em New York, a cidade onde tem arranha-céus explodindo pra todo lado. Mas logo a música me trouxe memórias indesejáveis, então troquei. Stronger. Starships (por que eu tenho isso mesmo?). Since you’ve Been Gone. Ah, pode ser.

Estava me mudando. Da Virgínia para cá. Com meu pai, meus dois meios-irmãos e minha madrasta. Vomitar é mais divertido. Mas até que tem vantagens, colégio novo, vou encontrar velhas amigas, mas não tem minha mãe.

Logo chegamos ao prédio. Peguei minha bolsa enquanto tentava controlar os meninos. Não me levem a mal, eles são divertidos.

O apartamento já estava mobiliado (meu pai pensa em tudo antecipado), então só precisei instalar meu computador, arrumar a cama e colocar minhas roupas no armário. Meus pais, por sua vez, tinham muito o que fazer.

Não importa. Preciso ver minhas amigas.

POV Thalia.

– Mas, hã, Silena... – tentei discutir olhando para a roupa dela. Não se encaixava exatamente na proposta de “festinha informal” que teríamos. E esse foi o argumento que usei. – É só uma festinha. Informal.

– Ué, mas qual o problema?

Respirei fundo.

– Nada.

Antes que eu pudesse mandar alguém fazer alguma coisa, Mandy chegou berrando:

– A ANNABETH CHEGOU!

Desde que soubemos que Annabeth, nossa (minha, da Mandy e da Rachel) amiga de infância iria se mudar para a cidade para a qual viemos morar quando tínhamos 8 anos, resolvemos que faríamos uma festa surpresa.

Acontece que a Mandy pirou a ponto de não decorar só todo o salão de festas do prédio em que mora, mas também o saguão com setas no chão e placas “Se você é a Annabeth Chase, siga por aqui. Se não é, vá para outro caminho e NÃO SE META”. Na frente do prédio, tem uma faixa “BEM-VINDA A NY, ANNABETH!”, caso ela não saiba qual prédio é. O salão tem direito a um palco, karaokê, DJ (improvisado), e um bar – com refrigerante.

Logo percebi Annabeth entrando. Preparei minha garganta (e meus ouvidos).

POV Annabeth

Recebi um mapa por email algumas semanas atrás. Salvei o email no meu celular e o segui até chegar num prédio onde havia uma faixa “BEM-VINDA A NY, ANNABETH!”. Atravessei a rua e entrei.

O saguão estava de um jeito que apenas Mandy pode ter feito. Totalmente decorado indicando uma direção.

– Você é a tal Annabeth? – perguntou o porteiro.

Percebi que estava sorrindo.

– Sim, sou eu.

– Acho que você sabe o que fazer.

Eu ri.

– Sim, eu sei.

Fui andando pelo caminho. Cheguei a um corredor que terminava em portas duplas, e na faixa acima delas uma frase: “É AQUI, ANNABETH!” e em letras menores “se você não é a Annabeth, retire-se por favor, filho da puta.”

Ri e empurrei as portas.

Três meninas gritaram e o resto do pessoal – umas oito pessoas – fez o mesmo logo depois. As três pularam em mim e eu quase caí.

– ANNIE!

– Thalia! Rachel! Mandy! QUANTO TEMPO SUAS PUTAS!

– DJ, POR FAVOR, PÕE UMA MÚSICA AÍ – gritou alguém.

Whistle começou a tocar em um daqueles aparelhos de som high-techs, onde estava um cara loiro vagamente familiar de óculos escuros.

Depois de ser amassada, esmagada, apertada e ter os cabelos puxados por três loucas, Thalia me puxou pelo braço.

– Vem, preciso te apresentar umas pessoas.

Ela me levou até uma mesa onde estavam três garotas e um garoto.

– Annie, esses são Silena, Clarisse – Silena acenou e sorriu e Clarisse fez algo que eu acho que devia ser um sorriso –, Bianca e Nico – esses dois me pareceram familiares.

– Oi. – falei, sem graça.

– Eles são meus primos, eu te mostrei as fotos, lembra?

– Ah! Sim, eu lembro.

Meu braço quase foi arrancado por Rachel, que me levava para outro lugar.

– Esses são Piper e Leo. Espera aqui, já volto.

Ela foi correndo pra algum canto.

– Oi.

– Olá – cumprimentou Piper, sorrindo.

– Oi gata – disse Leo, piscando pra mim.

– Leo! – Piper o puxou pela gola. – Controle-se!

Rachel voltou arrastando um cara de olhos verdes pelo braço, e ele quase perdeu o equilíbrio.

– Annie – ela ofegou – esse... é o Percy. Diga... oi.

– Oi – disse Percy

– Oi.

– Cabeça de Alga! – gritou Thalia – Ah, Annie, percebo que já conheceu o meu primo, Percy.

– Sim, mas você nunca me falou dele.

– É que ele é muito chato.

– Teu cu – respondeu ele, a empurrando

– Ah, vai dizer que não?

– Puta.

– Viadão.

– Vadia.

– Tonto.

– EI! – Rachel pegou um copo da mão de Leo e jogou seu conteúdo neles – Acalmem o fogo nessa chavasca de vocês!

– Vem, Annie, preciso te mostrar mais uma pessoa.

Ela me levou até o DJ.

– Lembra do Luke?

– O do jardim de infância?

– Sim – respondeu o DJ tirando os óculos e revelando um par de olhos azuis. – Aquele cara legal que colocou massinha de modelar no seu cabelo.

– Luke! – o abracei. – Meus deuses, quanto tempo!

Ele ia falar algo, mas foi interrompido por Mandy subindo ao palco.

– PRESTA ATENÇÃO, BANDO DE MACACO! – gritou ela no microfone. Luke subiu no canto do palco e plugou um fio do karaokê no aparelho de som e trocou o CD. – Acho que todos vocês já conheceram a Annie – umas pessoas começaram a gritar, e eu fiquei vermelha – Ok, ok, não precisa gritar como se não houvesse amanhã. Bom, como algumas pessoas estavam duvidando, eu vou cantar agora. Pipes? – ela apontou para Piper, que ligou uma câmera em um tripé. Luke apertou um botão no som e uma música eletrônica começou a tocar

We can be strong, we can be strong

Out on this lonely run, on the road to love

We can be strong, we can be strong

Follow that unicorn on the road to love

– Ela perdeu o medo de palco? – perguntei a Thalia.

– Não totalmente, ela só canta no meio de amigos.

Run run with her top down baby she flies

Run run with the fury of a saint in her eyes

Run run ha cha cha cha baby she goes

With blonde hair and a gun smokin' under her toes

Essa música a descreve. Quer dizer, tirando pelo fato que ela não tem uma arma (ela completaria essa frase com ainda).

Fui para perto de Piper.

– Qual é a da câmera?

– Uma aposta de uma vadia. – ela fez uma cara de "mereço"

Hoah-oo-woah-oo-woah Oh-oh-oo-oh Ride ride pony ride ride Hoah-oo-woah-oo-woah Oh-oh-oo-oh Ride ride pony tonight

O resto da noite foi apenas a Mandy terminando de cantar essa música e eu conversando com toda alma viva daquele lugar. Afinal, temos aula amanhã.

Só espero que a escola não acabe com a animação que eu tenho por estudar.

Notas finais
então. MINHA ATRIZ PREFERIDA DE TODOS OS TEMPOS ACABOU DE GANHAR O OSCAR DELA MSABDHSKAKJASSAKBC I CAN'T JENN SUA LINDA
enfim