Nostalgia De Amor

3 A vida passa , a dor fica


- Vocês demoraram , disse a avô dos meninos para eles . Ela já não conseguia conter a felicidade de estar com seus netos que praticamente não os viu crescer

- Sim , disse Miguel , o gêmeo mais velho . O avião atrasou algumas horas , mais chegamos né . Completou ele , com um sorriso querendo dizer " O que vou fazer da vida agora , perdi tudo , não é justo que eu não possa ter uma mãe e um pai como todos "

João , o mais novo , e mais tímido ficou meio na sua , ate a avô vir fazendo perguntas como " Como estão ? E sua mãe ? Vocês deixaram a casa sozinha ? Já sabe o nome da sua nova escola ? " , e isso deixou ainda mais tenso o clima e a pressão que os meninos já sentiam . Afinal , não bastava perder o pai , não saber onde esta e como esta sua mãe , mudar de estado e ir morar com alguém que você praticamente não conhece .

Eles apenas sorriram para as perguntas da avô , e ela percebeu que não estava agradando eles , por isso os levou logo para o táxi e não se ouviu mais de 10 palavras entre os 15 km entre o aeroporto e a fazenda da avô . Eles chegaram lá umas meia horas depois , e acharam tudo muito diferente , confuso , não era como uma cidade qualquer , era como uma "roça" . Eles tinham apenas uns 3 ou 4 vizinhos , e mal podiam ver suas casas .

Eles até gostaram da casa da fazenda , era grande , tinha 5 quartos , 2 banheiros , um quintal enorme , e umas bicicletas , algumas estragadas , outras enferrujadas e umas 3 que funcionavam . Além disso tudo , havia um grande campo , onde sua avô plantava alguns vegetais , mais além do campo ainda sobravam terras que não eram utilizadas .

- Sintam-se em casa , aqui vai ser suas nova moradia , e quero que se sintam a vontade com tudo . Agora quero que desfaçam a mala e depois venham para a sala , porque irei mostrar a casa pra vocês e lhes passar umas tarefas , foi as primeiras palavras que eles ouviram ao chegarem

- Só falta agora , sermos escravos dessa 'velha' , aposto que tá achando que só porque vai cuidar da nós , temos que trata-la como uma rainha ou uma Deusa . Só sei que se ela vier me passar muito trabalho eu vou fugir . Disse Miguel , o irmão mais estressado e revoltado .

- Fuja , eu ficarei , o que a gente ia estar passando lá onde estávamos ? Fome , frio , chuva , miséria , aqui pelo menos eu terei uma casa , um prato na messa . O trabalho é o de menos . Diz João , o filho mais humilde , menos estressado , e mais realista .

- Pois então você fique , eu já acabei de desfazer a minha mala , agora vou te esperar pra ir ouvir as regrinhas da chata . Respondeu Miguel .

Enquanto isso acontecia , no Rio , Ana estava se drogando , e estava se destruindo . Começou a se cortar , começou a beber dia e noite , e a se encher de dividas , começou a perder tudo o que tinha . Na verdade , nesse tempo , ela só tinha uma troca de roupa , que era a que ela trabalhava , e então passava o dia todo apenas de roupa intima . Ela nem mesmo pensava mais nos filhos , ela queria bebidas e drogas , não se importava com mais nada . E nas primeiras horas do dia , ela já estava mal . Não era nem 9 da manha e ela estava totalmente dopada de de dor escondida em drogas .

Em Goiás , os meninos haviam entendido as regras .

Acordariam as 6 e iriam a escola

As 12 almoçariam e as 13 começariam a trabalhar no campo

As 18 iriam tomar banho , e por fim as 20 jantariam

Depois disso , os tempo é livre , mais sempre tem que fazer a lição antes

E como as aulas começariam dia 2 de fevereiro , no dia primeiro eles começaram a trabalhar a partir do meio dia .Enquanto eles trabalhavam , sua mãe , foi pega e levada a um lugar grande , que havia apenas um carro lá . Poucas luzes acessas , e cerca de 7 a 10 homens , com seus rostos tampados a torturaram e mantinham relações com ela , e ela totalmente indefesa , amarrada e com um lenço na boca . Foi levada de volta e jogada em uma rua a noite , com roxos e ferimentos nos olhos , com a suas costas toda unhada , com suas pernas costadas , com cortes leves e profundos , e totalmente desmoralizada com o que fizeram com ela . Ela se sentou num beco , e com as mãos , os pés e a boca amarrado , tentou sair e gritar , ate que um homem , chegou e notou ali , uma menina que chorava e sofria , nesse horário o efeito das drogas e das bebidas havia passado , e então tudo veio de uma só vez , todos os sentimentos . A raiva , a tristeza , o ódio , e tudo mais que ela havia dado um tempo com as drogas voltou , voltou com uma intensidade muito mais , e dai veio a saudade , ela queria mais que tudo voltar pra casa e continuar a viver com os filhos .

O homem a levou pra sua casa , e ficou cuidando dela como se fosse sua filha . Ele perguntou porque ela ali , mais muitas coisas ela não quis responder . Ela só queria a felicidade dos filhos dela , e apenas disso que ela falava , ela queria voltar a boate , e continuar a sua vida ,antes de ser procurada e sofrer das consequências depois . Mais o homem não deixou .

Ele perguntou seu nome , e ela disse que era Bia , não queria ser reconhecida , e ele se apresentou , seu nome era Gustavo , e ele deixou-a na cama , ate o dia amanhecer , para que possam conversar sobre o que havia acontecido .

Notas finais
Continua
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.