Nossos momentos

4 Capítulo 4 - A primeira vez que nos beijamos


Notas iniciais
É muito difícil escrever sobre a marinette quando o pov é do Adrien, é angustiante essas travadas que ela dá. Por favor Mari, vamos colaborar com a história e ter mais atitude kkkkkkkk

— Cara, sabe quem está na cidade hoje? – Nino me perguntou com seu tom de empolgação usual.

— Não – respondi sem dar muita importância.

— André, o sorveteiro. – Olhei para ele com a cara de quem ainda não estava entendendo nada foi então que ele continuou. — O André é muito famoso, ele é tido como um profeta amoroso do sorvete, dizem que nunca erra. — Nino parecia mais empolgado a cada palavra dita e eu ainda não estava entendendo muito bem aonde ele queria chegar com tudo aquilo. — Claro que eu vou chamar a Alya e eu acho que é a oportunidade perfeita para você chamar a Marinette também. — Foi nessa parte que ele conseguiu capturar todo o meu interesse. — Você acha que eu não percebi que vocês dois andam cheio de olhares e sorrisos por aí, né? – Não consegui evitar uma risada nervosa.

— Acho que você me pegou.

— Então, meu caro Adrien, você não pode perder essa oportunidade de ouro que está bem na sua frente – disse enquanto passava um dos braços por cima do meu ombro e dando leves tapas nas minhas costas.

— Certo, hoje não tem nenhuma atividade logo depois da escola. Acho que consigo convencer a Nathalie se eu disser que vai ser só uma parada pra tomar um sorvete. De quebra a gente ainda pode ir junto na limusine.

— É assim que se fala meu amigo. – Nino estava tão empolgado com tudo isso, e só agora que eu tinha percebido o quanto estar com Alya o fazia feliz e eu fiquei muito contente pelo relacionamento do meu melhor amigo estar indo bem.

O sinal tocou e voltamos para a sala com a ideia de chamá-las em mente.

Enquanto a professora exemplificava alguma coisa no quadro, tentei pensar em algo legal para colocar no bilhete que ia entregar para ela e depois de rabiscar coisas que achei desnecessário, optei por ir direto ao ponto. O bilhete dizia:

Eu + você + sorvete hoje = ?

Nino estava impaciente ao meu lado e me apressava enquanto eu dobrava o papel várias vezes. Assim que terminei de dobrar esperamos a professora virar para o quadro novamente e colocamos os bilhetes na mesa de cada uma das meninas. Permanecemos sentados olhando para frente como se nada tivesse acontecendo, mas eu gostaria de ver a expressão de surpresa no rosto dela enquanto abria o bilhete e lia o que estava escrito.

Momentos depois os bilhetes voltaram por cima dos nossos ombros. Ao abrir percebo que o ponto de interrogação estava rabiscado e em sua frente tinha a resposta de marinette.

Eu + você + sorvete hoje = PERFEITO

O sorriso bobo brotou nos meus lábios enquanto meu coração se acendia em expectativa para chegar o fim da aula, ao olhar para o lado e encarar meu amigo vejo o mesmo sorriso refletido em sua face.

=°•°=

O fim da aula parecia não chegar nunca, mas quando finalmente o sinal tocou me senti leve, corri para convencer Nathalie a levar a gente e como tinha previsto ela permitiu, não sem antes eu disse um milhão de vezes que seria rápido.

— Gente, fica à vontade – comecei. — Tem água, suco integral e também alguns snacks. – Ofereci abrindo o pequeno frigobar ao meu lado.

— Eu passo cara – respondeu Nino.

— Eu também. – Alya comentou em seguida

— Eu aceito uma água. – Foi a vez de Marinette se pronunciar.

Como ela estava sentada bem ao meu lado peguei a água e passei pra ela, foi então que nossas mãos se tocaram e eu percebi que ela tremia levemente.

— Obrigada. – A voz dela saiu baixa e falhada, eu mal consegui escutar.

O modo protetor cresceu dentro de mim, gostaria de dizer algo que pudesse relaxá-la, mas com tantos olhos nos observando me senti petrificado, contudo, para minha felicidade, nós chegamos a praça da torre e saímos do veículo.

Alya e Nino cochicharam alguma coisa entre eles e apertaram o passo.

— A gente se vê depois, tchau. – A garota gritou e saiu em disparada arrastando Nino junto consigo. Eu não compreendi o motivo da pressa, já que íamos para o mesmo lugar.

— Não precisa ficar tão tensa. A gente só vai tomar um sorvete. — tentei quebrar o clima sobrecarregado entre nós e ela acabou rindo um pouco, foi o suficiente para amenizar o ambiente.

Não demorou muito para que estivéssemos na fila aguardando a nossa vez, lado a lado nossas mãos se esbarraram.

— Me desculpe – ela disse rapidamente.

— Não por isso. É melhor assim... – Peguei a mão dela e enlacei junto a minha. — Assim não teremos esse problema novamente. Tudo bem pra você?

— Claro, tudo bem sim. Por que algum problema teria? – Acho que voltamos algumas casas, apesar de estar de mãos dadas a voz dela saiu trêmula e as frases começaram a se embaralhar novamente, eu não podia negar que achava tudo aquilo muito fofo, entretanto sabia do nervosismo dela.

— Fica calma, Marinette – falei enquanto bagunçava sua franja com a mão livre.

— Não consigo evitar.

— Está tudo bem. Chegou a nossa vez – comuniquei.

— Mais um jovem casal de apaixonados temos aqui. – André nos pegou desprevenidos com uma frase tão explícita e senti o rosto queimar diante de tais palavras, assim como também vi o enrubescer do rosto de Marinette.

A forma ágil como André fazia o sorvete era hipnotizante e em questão de segundos uma casquinha estava na minha mão e outra na mão da Marinette.

— Espero que façam bom proveito. E voltem sempre – despediu-se André.

Andamos para fora da fila e nos deliciamos com o sorvete maravilhoso que acabamos de receber.

— É melhor a gente ir pra lá. E ficar afastados desse monte de gente. – Guiei a garota ao meu lado até um lugar mais calmo.

Enquanto caminhávamos tudo parecia perfeito, como na resposta que ela havia escrito no bilhete, até que Marinette tropeçou numa pequena elevação do chão e acabou por derrubar o sorvete que estava tomando com tanto gosto.

Eu ri, não consegui evitar, enquanto que ela fazia um bico triste pelo doce espatifado no chão.

— Desculpa, Mari. Mas isso foi muito engraçado – informei ainda tentando conter o riso. — Não vai dar tempo da gente buscar outro pra você. – Ela me olhou tão cabisbaixa que tive vontade de abraçá-la naquele exato momento. — Mas eu tenho uma solução. – Marinette transbordava esperança de uma hora pra outra. — A gente pode dividir o meu, não é?

— Se você não se importar – disse envergonhada.

— Claro que não. Só que eu quero que você faça algo por mim.

— O que? – perguntou desconfiada.

— Você fecha os olhos e eu te dou o sorvete. – Ela pensou por alguns segundos e acredito que até houve certa hesitação.

— Tudo bem – respondeu por fim.

Marinette fechou os olhos e eu estava levando o sorvete para ela experimentar, mas algo me fez parar, um clique momentâneo dentro da minha cabeça. Eu percebi que com essa brincadeira tinha criado uma grande oportunidade.

Observei enquanto ela mantinha os olhos cerrados, as mãos agitadas se enroscavam uma na outra, sua postura demonstrava claramente toda sua inquietação, ela era linda de todas as formas e tudo nela me atraía como um ímã no metal.

Alguns poucos segundos foram suficientes para que eu tomasse a decisão de chegar mais perto e selasse meus lábios aos dela.

A vi abrir os olhos e perceber claramente a surpresa em sua face.

— Acho que acabei te deixando um pouco assustada – comecei. — Me desculpa, acabei agindo por impulso.

Ela ficou parada por um momento, os lábios entreabertos, como se não acreditasse no que estava acontecendo.

— Marinette, tudo bem? – Peguei em sua mão e senti o tremor de seu corpo.

— Está tudo bem – disse lentamente e comecei a achar que a lentidão era pra não acabar atropelando as palavras, como ela fazia de costume. — Você só acabou me pegando de surpresa. – Me senti totalmente aliviado por ela não se mostrar brava com a minha atitude. O desejo de beijá-la crescia a cada segundo.

— Na verdade eu gostaria de beijá-la novamente. – E na verdade eu não sabia de onde tinha surgido a coragem para dizer aquilo.

— Eu também gostaria. – A resposta dela me deixou sem ar, mas não o suficiente para reter o meu ímpeto de lhe tomar os lábios mais uma vez.

Meu braço disponível a enlaçou calmamente, enquanto a outra mão teimava em segurar o sorvete que derretia. Minha boca se encaixou na dela, que desta vez correspondia ao meu toque de forma insegura. Não sabíamos o que fazer exatamente, mas deixamos nos levar pela doce sensação de estar juntos e dividir aquele momento incrível.

— Adrien! – Ouvi a voz de Nathalie me chamado e tive que me afastar mais rápido do que gostaria.

— Parece que já deu minha hora, desculpe por ter que ir agora – lamentei e podia jurar que eu estava fazendo o mesmo bico que ela quando o sorvete caiu no chão.

— Não se preocupe. – Marinette parecia querer me animar agora.

— A gente se vê amanhã na escola.

— Aham, vamos sim.

Quando me virei para ir embora senti meu coração quase saltando pela boca e por fim percebi que não era só a Marinette que estava tremendo, eu também tremia mais do que imaginei ser possível.

Notas finais
Adoro referências, acho que deu pra perceber, o próximo capítulo também vai ter. Já fiquem ai imaginando de qual episódio será hehehe Agradeço quem está acompanhando e comentando *-* vocês são uns amores =D Até o próximo pessoal.