Notas iniciais
Pronto. Aos que queriam que eu acabasse com a raça do Max, enjoy! :D

Joey acordou com a confusão que estava havendo na rua. Deu uma rápida olhada pela janela, vestiu um roupão vermelho por cima do pijama e saiu, de pantufa mesmo.

Jessica e Max gritavam histericamente na porta de casa.

— Você não entendeu? Eu estou terminando com você! Não quero mais te ver na minha vida! – gritava Jessica

— Não, eu é que não quero mais! – Max respondia – E não me procure nunca mais!

— Não te procurar? Foi você que apareceu aqui! Olha, eu não tô com cabeça pra isso agora, ok? Passar bem! – ela passou por Joey, batendo a porta com força.

— Passar bem você! – Max gritava, inutilmente, do lado de fora da casa – E você, baixinho? O que está olhando? A conversa não é contigo.

Max se olhou no retrovisor do carro e arrumou os cabelos. Atravessou a rua e tocou a campainha dos Addams – que Joey não pôde ver onde era.

“Ah, mas é muito cara-de-pau! Essa eu quero ver!” – pensou Joey, e atravessou a rua.

Wandinha abriu a porta e viu Max.

— Oi, amor. Senti sua falta – ele disse.

— Também. Sinto muito pela sua avó. Venha, entre, para que você fique mais à vontade.

Joey não sentiu ciúmes dessa vez. Sentiu pena de Max, que não havia notado o brilho assassino, sedento de sangue nos olhos de Wandinha.

Ele escutou alguns gritos de Max e depois silêncio. Não pode evitar um singelo sorriso e um pouco de preocupação.

Com uma mulher traída, não se brinca. Agora, se quem você traiu foi a Wandinha, melhor se mudar para o Novo México e trocar seu nome para John.

Alguns instantes depois, Wandinha escancarou a porta e avançou na direção de Joey. Agarrou seu pescoço com as mãos e encostou contra a parede da casa, quase o deixando sem ar.

— Como assim foi você que apresentou aquela garota ao Maxwel só para tirar ele de mim sem dó nem piedade ou se importar com o que eu sentia por ele?

“É o fim...”, pensou, “Daqui a alguns segundos serei um homem morto.”

— Como você pode bolar um plano maligno para a sua irmã ter um caso com o meu namorado? – ela esbravejava, gritando a plenos pulmões.

E foi aí que ela o beijou.

— Ninguém nunca fez nada tão lindo por mim.

Agora sim, Joey não conseguia mais respirar, embora ela já tivesse soltado seu pescoço.

— Só acho que você poderia ter feito ele sofrer um pouco. Fique tranquilo, isso fica por minha conta – disse ela, batendo a porta atrás de si ao entrar em casa.

Joey teria escutado os gritos de dor e pedidos de piedade de Max, que vinham de dentro da casa, se não estivesse totalmente fora de sintonia com o universo.

Finalmente, o momento que estava esperando todo esse tempo. O plano, a tortura de Max, sua própria – quase – morte, o beijo. Era informação demais para Joey digerir. Tudo que ele conseguiu fazer foi deslizar pela parede até cair sentado no chão de madeira dos Addams.

Ficou ali, a tarde toda, só observando as nuvens, e a beleza da vida – e da morte -, ainda de pijama.

Quando já caia a noite, Wandinha abriu a porta.

— Ainda está ai, garoto dos biscoitos?

— Porque fez aquilo?

— Aquilo o que?

— Você sabe. Aquilo...

— Não sei.

— Foi bom.

— É – disse ela, se sentando – Mas não vá se acostumando.

— E ele? Vai ficar bem?

— Maxwel? Digamos que talvez ele seja o ingrediente principal do próximo sopão da vovó.

— Ah...

Ficaram assim, por um instante. Um de cada lado do batente da porta. Separados apenas por um grande pedaço de madeira esculpida.

Joey se levantou e se sentou ao lado de Wandinha e segurou sua mão.

— Dia agitado.

— É. – ela respondeu.

Ele beija a testa dela.

— Te amo, sabia?

— Espera. Para – ela tira a mão dele – Eu falei para não ir se acostumando.

— Ainda não esqueceu dele, não é?

— Ele está morto. Só acho que estamos indo rápido demais.

— Está escondendo alguma coisa. Como vocês se conheceram?

— Você não quer saber.

— Quero sim. Senão não teria perguntado.

— Tudo bem, então. Maxwel era o cara novo na cidade. Havia acabado de se mudar para a casa em frente. Ele gostava de matar animais. Nos tornamos amigos. Fomos descobrindo mais coisas em comum. Com o tempo, éramos mais que amigos. Então ele partiu meu coração.

— Ei, está se esquecendo de uma coisa. Eu não sou ele.

— Mas será. Vocês são a cópia um do outro.

— Me deixa provar que não.

— Hoje não, Joseph. Hoje não – diz ela, e entra e casa.

“Hoje não.”

Notas finais
Finalmente, o momento que todos estávamos esperando!! Uhull! Comentem, fiquem à vontade para sugestões. :D