Nossos Filhos
11 Aldebaran
Notas iniciais
O cavaleiro de touro estava feliz com sua família diferente, mas o que Saori lhe pedia era algo totalmente sem cabimento... Viajar para o Brasil e trazer um menino brasileiro para ser treinado na Grécia. Ou Saori perde o juízo depois que Seiya sem querer lhe deu uma cabeçada ou alguma entidade maléfica entrou no corpo da Deusa. O brasileiro comentou tal notícia com a mãe dos seus filhos e nem mesmo Shina soube o que dizer sobre o assunto. Marin achou melhor que o brasileiro fosse ver, afinal que tipo de treinamento esse menino que Saori queria trazer para treinar na Grécia fazia.
Aldebaran estava na sua terra e antes de visitar o tal menino foi a uma loja comprar presentes para seus filhos e nada melhor que um presentinho genuinamente brasileiro. Havaianas. Após comprar uns presentes para as mães dos seus rebentos e um almoço a moda antiga. Deba se viu na frente do orfanato raio de luz. Recordou se que ali viveu uma boa parte da sua infância e como fez muitos amigos por ser o único que pegava as frutas do pé sem deixá-las cair no chão.
Entrou e falou com uma das funcionárias que lhe indicou o caminho que deveria fazer, pois com a ajudinha que mandou uma vez fizeram uma senhora reforma ampliado o local e recebendo mais crianças. Enquanto seguia o corredor não viu uma criança, talvez estivessem em aula ou algo que acontecia raramente, todas foram adotadas. Assim que viu a diretora do orfanato sentiu as lágrimas se formarem, pois a velha Dona Rosa ainda colocava ordem naquele lugarzinho especial. O abraço saudoso e a rápida conversa deixou o taurino feliz, mas ao ver quem procurava ficou sem palavras... O menino alto e franzino estava tentou aulas de luta grego-romana em meio ao pátio e pelo jeito o menino era bom no que fazia.
- Esse é o Michel. – Falou Rosa. – Eu nunca pensei que um dos meus meninos – Fez uma pausa feliz a velha Senhora. – ia adotar um daqui e levá-lo para a Grécia. – O taurino a fitou assustada. – Você vai ser um bom pai pequeno Deba.
O barulho seco de algo indo ao chão acordou o cavaleiro da segunda casa para a realidade.
-x-
- Senhorita... – Tentava entender o que fazia ali e ligou para a Deusa. – Mas... – Como assim ia ser pai pela terceira vez? – Senhorita eu... – Novamente Saori o interrompeu lhe explicando o que acabara de dizer a poucos segundos. – Bem... – E um riso cristalino se fez antes de escutar um: boa sorte com seu novo filho.
Ainda em estado de choque o cavaleiro viu o menino se aproximar com as malas e o cabelo molhado pelo banho. Atordoado o enorme cavaleiro encostou a cabeça na parede e respirou fundo não sabendo o que fazer. Talvez ligar para Shina e ela resmungar um monte de palavrões em italiano seria ótimo. Olhou de lado e viu o que o menino o esperava. Fechou os olhos e se concentrou antes de ir à direção do brasileirinho.
- Michel...
- Você é o meu treinador? – O cavaleiro fechou e abriu a boca e nenhum som. – A moça de cabelo engraçado falou que um homem enorme ia me levar para treinar na Grécia e eu ia ter uma família. – Saori tinha mesmo visitado o orfanato onde ia investir mais recurso. — Olha eu não sou bem um filho bom, mas acho que sirvo para algo.
- Como assim não é um filho bom? – Questionou o brasileiro.
- Minha mãe não me quis e se ela não me quis é porque não sou um bom filho. Mas sei lutar muito bem e nisso sou bom, treinador.
- Escutei Michel você é um bom filho e talvez a sua mãe não tenha cuidado de você por algum motivo que eu desconheço, mas saiba que seja lá onde ela esteja nesse momento ela só quer que você seja um bom filho para uma família e um bom homem quando crescer.
- Se o Senhor diz.
- Bem eu me chamo Aldebaran, mas pode me chamar de Deba ou de...
- Pai?
Tentando entender a nova função de treinador e pai de um quase adolescente de mais ou menos quinze anos o cavaleiro o conduziu a saída sem antes receber o segundo golpe.
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No hotel, o brasileiro remarcou as passagens para a próxima semana já que seu agora filho ia competir em uma última luta. Michel gostou do novo treinador e talvez ir para Grécia seria uma boa oportunidade, mas se caso ele não gostasse dele como ia voltar para o orfanato? Já que na última vez seus pais adotivos o devolveram por não ganhar a luta.
Aldebaran reparou no menino e folheou a ficha de adoção, não compreendia porque um garoto de bom comportamento sempre voltava para ao orfanato e porque Saori o fez buscar no Brasil. O taurino falou que ia pegar um lanche e fez um telefonema que mudaria e muito a vida daquelas duas pessoas.
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No dia da luta, Michel não estava em boa situação, estava perdendo feito apesar dele ser melhor do que o outro. Michel tinha técnica e sabia como se sair da situação, porém algo estava errado. O técnico pediu tempo e Deba fez o que foi aconselhado por um dos pais mais experiente da fase da terra, o libriano.
- Michel o que houve? – O brasileiro perguntou. – Você pode vencê-lo...
- Vai me deixar igual aos outros por não ser um vencedor, treinador? – O taurino foi pego desprevenido.
- Quero que de o melhor de si. Ganhando ou perdendo. Mas você não tem o essencial para ser um vencedor porque não confie em si mesmo desde que os seus pais adotivos lhe deixaram por não ser uma máquina de luta. Eu quero que você vá lá e se divirta e não se preocupe se eu vou ou não levá-lo para a Grécia ou ser ou não seu pai. Só se divirta.
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Alguns dias depois...
Michel ficou deslumbrando com o seu nome lar. Certo que não havia ganhado a luta, mas havia ganhado carinho do grande homem e soube que se ele, Michel, quisesse ser alguém na vida deveria treinar muito.
Deba mostrou a sua família que foi pelo menos bem aceita pelo menino. Mas os olhos castanhos quase negros fitaram uma bela jovem estranha que passeava com seus irmãos pelo coliseu, no dia que a viu seu coração disparou.
Michel começou a entender que agora não só tinha um treinador experiente como uma enorme família estranha. De pais diversos com filhos diferentes que se amavam na alegria e na tristeza.
Ele também ganhou mais treinadores experientes na luta grego-romana, os gêmeos que só sabia quem era quem somente quando falava, os irmãos gregos engraçados que tinha uma menina que falava que o tio era um anjo. E um grego maníaco que às vezes tentava matá-lo nas lutas, mas era salvo por um ruivo com olhar gelado.
E na sua primeira luta...
- Essa é para você. – Fitou o taurino. – Pai Deba.
Notas finais
Observação: Aqui termino o ciclo de filhos do dourados, mas vou deixar em aberto, mais ou menos, pois possa ser que no futuro eu continue com os pais bronzeados ou os pais prateados ou juntando pessoas sem noção. Ou quem sabe algum Deusa dando o ar de sua graça como Saori que virou mãe maluco com o coice de Seiya.
Agradeço aos que acompanharam e comentaram e os que não fizeram nada além de ler e mandar uma força psíquica. Talvez no ano que vem eu comece a postar a história dos cavaleiros com suas famílias, pois vou terminar duas fics que estou enrolando e ai sim volto com a nova, pois os capítulos podem ser curtos e de fácil entendimento.
Beijos e até...
FIM
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