Nosso próprio tempo
14 Capítulo 13: Ele pode te mudar
Notas iniciais
Não mais que de repente, pouco depois de falar aquela frase que fez Percy entrar para lista de homens mais felizes da historia, Annabeth saiu correndo, deixando Percy plantado no quarto dela sem entender nada. Assim que ele saiu do choque, ele começou a mover-se pela casa, até que achou a porta da frente aberta.
Ele deu uma espiada do lado de fora. Lá estava Annabeth na chuva forte, parada em frente o longo mar escuro que se estendia um pouco distante a frente da casa. Percy não se preocupou em se molhar para ir falar com ela, e foi delicado quando passou os braços envolta cintura dela, a abraçando por trás.
Annabeth segurava o rosto com as mãos, e sua respiração era forte, assustada.
–-Anna?
Ela murmurou algo que ele não conseguiu entender.
–-Anna, tire as mãos do rosto, por favor.
Annabeth tirou lentamente as mãos do rosto, mas firmou seu olhar no horizonte. Ela tremia mas não parecia ser apenas frio (se bem que ele já estava quase congelando).
–-O que foi Annabeth?
–-É que... eu nunca tinha feito isso antes.
Percy sorriu, era só por isso que ela tinha fugido?
–-E foi ruim?
Ela saiu de seu transe e olhou para ele. Vendo o seu sorriso, ela também abriu um pequeno sorriso envergonhado.
–-Foi incrível.
Ela se virou ainda no abraço de Percy para ficar de frente para ele. Os dois estavam encharcados, mas isso não incomodava a nenhum dos dois, só queriam estar perto um do outro. Annabeth encostou a cabeça no peito de Percy, e ele passou a mãos em seus cabelos molhados, apoiando o queixo na sua cabeça.
Depois de um tempo assim, Annabeth levantou seu olhar para Percy. Ele olhou para ela e sorriu, esta feliz de uma forma que não conseguia explicar.
–-Você não me disse.—Ela falou.
–-Não disse o que?
–-Se você também me ama.
Percy riu dela e ela franziu o cenho:
–-E então?—cobrou-lhe uma resposta.
–-Como eu poderia não ama-la? Você é a garota dos meus sonhos.—O que Percy dizia não era apenas pela força de expressão, Percy sempre sonhou em como seria reencontrar Annabeth, mas nem em seus melhores sonhos tudo era tão incrível.
Desta vez quem buscou o beijo foi ela, e Percy notou o porquê de tantos filmes românticos terem um beijo na chuva. Era muito bom. Assim que suas bocas se separaram, Annabeth encolheu-se em seus braços.
–-Vamos entrar Anna, já esta frio demais para nós.
ooo
Thalia estava conversando com Judy em sua casa. Estavam tentando assistir um filme, mas “A órfã” não tinha a menor importância enquanto elas conversavam:
–-Judy, como você acha que estão Percy e Annabeth?
–-Se algo de ruim tivesse acontecido eles já teriam ligado.
Thalia suspirou, ela precisava dizer para alguém.
–-Sabe o que nós fizemos com Percy e Annabeth? Coloca-los juntos e sozinhos para ver se eles se entendem?
–-Sim, um plano diabolicamente perfeito...—Disse Judy, com um sorriso malicioso.
–-Pois bem... Aceitamos que Luke fosse com a gente para lá quando a gente for conferir os resultados. Mas sabe? Eu acho que vou meio que passar o mesmo que ele quando estivermos lá. Eu tenho...uma queda por Luke.
Judy parrou, olhando para ela sem expressão. Era estranho quando ela fazia isso, só deixava Thalia com mais vontade de saber o que ela iria dizer em seguida.
–-Ora, ele é até bonito.—Ela comentou, meneando a cabeça—Mas porque? Ele pode até ser amigo do Percy, mas não acho que ele seja uma boa pessoa.
Thalia deu uma olhado no filme: a órfã estava tentando quebrar o braço. Depois voltou seu olhar para Judy novamente.
–-E se eu puder conserta-lo?
Judy olhou no fundo dos olhos de Thalia. Judy não era uma dessas pessoas que gosta de ter seu espaço invadido, não gostava de ter muitas intimidades com muitas pessoas, e por isso o seu olhar profundo a assustou:
–-Ou ele pode mudar você.
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